10jan2012
Compras com o Mão de vaca
15jun2011
Me pegue se puder

“ Explicando a historia, esse homem raivoso era marido da Dona Armelinda (não se deixe enganar pelo nome, dona Armelinda era a mulher mais gostosa e bonita do condominio), na noite passada eu tive um trabalho imenso para roubar as calcinhas da Armelinda, tive que roubar a escada do condomínio para alcançar o varal do apartamento dela e praticamente subornar o vigia noturno... Tudo isso no intuito de provar para meus amigos que eu era foda...”
“O Corno é sempre o ultimo a saber que é corno e no caso do troglodita não era diferente, já que a Dona Armelinda ia todo dia na praça trair o marido com o dono da banca de jornal... Como ela fazia isso em lugar publico, todos do bairro sabiam da traição menos o Corno Troglodita que trabalhava nesse horário (não sei porque ele estava me enchendo o saco naquela hora)....”
01jun2011
Uma Arte da Infância
Contribuição da leitora Tatiane
Uma vez, eu tinha 6 anos de idade e lembro como se fosse hoje... Eu sempre ficava na casa da minha avó e na época ela estava reformando a casa, e colocando piso no banheiro, ou seja, não podia entrar no banheiro!
E naquela hora que o pedreiro estava lá me deu vontade de ir ao banheiro. Minha avó estava distraída no quarto. Então eu estava brincando com o armário e tinha um monte de panelas jogadas pela cozinha, eu peguei uma delas (bem a panelinha que meu tio costumava levar marmita dele pro serviço) e fui lá no quintal bem no cantinho e fiz o número dois ;x
Criança, inocente, só faz arte (e como eu era muito arteira), peguei e fui correndo mostra pra minha vó:
- Olha vó, o que eu fiz *-* (querendo que ela ficasse feliz porque eu não enchi o saco dela pra ela ir no banheiro comigo, quis mostrar que eu fiz tudo sozinha.)
- Menina não acredito, você fez cocô na panela do seu tio :O
- Ah vó, o cara ta no banheiro... Eu tava com vontade não tinha outro lugar ;x
- Por que você não me falou que eu te levava na vizinha, olha aqui, e agora menina ele vai ficar bravo, sua arteira!
HAUAHUAHAUAHUAHAUAHUAHAUAUAHAUAH eu choro de rir só de lembrar da cena, sorte que ela não me bateu! Depois ela riu muito e contou pra todo mundo, e todos ficaram me zuando, mas foi tão inocente, tão sem intenções... Minha infância é marcada por muitas artes que eu aprontei, eu deixava minha avó descabelada, coitada! Mas valeu a pena, eu amo ela. Essa é uma das artes marcantes da minha infância!
15mai2011
Prego no pé
15mai2011
O caso do Jeep
Continuação do conto "Calota de Landau" enviado pelo leitor Marco Aurelio Peruchi
Início de 70, um agricultor do interior do estado teve uma das engrenagens do diferencial de seu Jeep quebrada e o carro ficu parado no meio de uma estrada de terra. Procurou a peça em todos os lugares possíveis sem sucesso. Informaram-lhe que provavelmente a Royal . Gastou um dia de viajem comendo poeira nas estradas de terra de então para chegar a Anápolis e foi até a Royal auto peças. Sr Hélio disse ao cliente que tinha a peça e deu o preço, salgado como sempre. O cliente sem alternativa, mas sem o dinheiro todo para fazer o pagamento perguntou ao Sr. Hélio se podia pagar com cheque e explicou a situação, que estava vindo do interior e que não dispunha de todo o dinheiro no momento. Seu Hélio disse que não havia problema e que o cliente poderia fazer o cheque que ele ia buscar a peça no estoque. Chegando ao estoque Hélio retirou a peça da caixa e colocou no lugar outra de modelo diferente mas muito parecida e entregou ao cliente. Recebeu o cheque e o cliente voltou para casa satisfeito. Mais um dia de viajem de volta e chegando no local onde estava o carro percebe que a peça não dá certo. Outro dia de viajem para Anápolis a fim de trocar a peça. Chegando foi direto ao Seu Hélio: - Seu Hélio, a peça está errada... -Hô rapaz, me perdoe, olha aqui, o código está certo na caixa, a peça deve ter vindo trocada! Espera aí que vou pegar a correta. Trouxe a peça certa e entregou ao cliente, que gastou outro dia de viajem na volta, desta vez com a peça certa nas mãos, enquanto seu Hélio tinha certeza que não haveria problema no recebimento do cheque, mesmo porque neste meio tempo o mesmo já havia sido compensado....
02mai2011
Cocota e Titica
Um belo dia! chego da escola e não encontro nenhuma das duas codornas na caixa. Logo armei uma força tarefa para procurar as codornas dentro de casa, procurei por todo canto e não encontrei nada. Continuei procurando até perceber que a porta da sala estava aberta, então logo fui procurar as codornas lá fora.
Procurei no bosque, dentro dos blocos, no parquinho, na garagem e nada de encontrar as codornas. Passando pelas churrasqueiras me deparo com o seu Heitor.
- E ae garoto! O que você está fazendo por aqui? (Perguntou o seu Heitor)
- Nada de mais e o senhor?
- Fazendo churrasco! Agora estou assando duas codornas que eu encontrei dando sopa no condomínio.
Na mesma hora meus olhos se encheram de lagrimas e eu fui correndo para casa, fiquei deprimido por mais de uma semana, foi um triste fim para as minhas codornas...
20abr2011
Construindo um quarto
Da janela que ficava do lado da minha mesa eu pude ver toda a cena. Primeiro construíram a base e as fundações, jogaram concreto no chão e colocaram tijolos em cima e assim já estava pronto o chão do quartinho (se você entende um pouco de construção você sabe que isto está errado).
Depois começaram a empilhar tijolos, descobri depois que aquilo era uma tentativa de fazer uma parede. A principio não deu muito certo, toda vez que a aquela pilha de tijolos (que eles chamavam de parede) ganhava certa altura, caia... Então teve um gênio que decidiu abanar a parede para que o concreto secasse mais rápido, então a situação porque o vento derrubava a parede!
Logo se formou uma cena muito patética porque três patetas se juntaram para fazer a parede, um empilhava os tijolos com cimento, o outro abanava para o concreto secar e um terceiro segurava a parede. Isso não deu certo e a parede continuou caindo...
Daí uma das faxineiras disse que parede se construía de baixo para cima e não de um lado para outro.
Nisso o negocio começou a dar certo, eles construíram e a parede não caia. No final do dia o quarto já estava quase pronto, só faltava um teto.
Meu patrão feliz da vida com tal façanha, quis mostrar o que ele e o pessoal do escritório haviam feito, a mulher dele foi uma das poucas pessoas que ousaram entrar ali (afinal as paredes estavam tortas e parecia que tudo ia cair). Lá dentro a mulher do patrão teve uma crise alérgica, espirrava sem parar, tais espirros ecoavam pelas paredes do pequeno quarto, num desses espirros o quarto inteiro veio abaixo.
13abr2011
A CALOTA DO LANDAU
Para quem não sabe do que se trata faço um breve resumo, trata-se de uma auto peças famosa, que atualmente já não existe, mas que fez história em Anápolis e região.
Pertencia ao Sr. Hélio, comerciante astuto, e que possuía o maior estoque de peças para carros nacionais e importados, novos e antigos da região.
Conta-se que devido aos preços que praticava era a última opção dos compradores, mas seja a peça que fosse, se não encontrada em nenhum lugar, podia ir a Royal que tinha.
O Sr. Hélio ficou famoso não só pela Royal, mas pelas “passagens” que ainda hoje são contadas pelos comerciantes de peças da cidade.
Um dia, no final dos anos 70, chega a Royal o proprietário de um Landau procurando por uma calota. O Sr. Hélio olhou o modelo da calota do carro, que estava parado do outro lado da rua, e disse ao proprietário que tinha a peça, mas que precisava procurar no estoque que ficava no sub solo da loja e pediu ao comprador que esperasse alguns minutos.
O cliente se distraiu conversando com um funcionário da loja e olhando algumas peças em exposição.
Chegando ao estoque, o Helio percebeu que não tinha a referida calota e voltou para a loja para falar com o cliente. Percebendo a distração do sujeito, Helio não teve dúvida, atravessou a rua, retirou uma das calotas do outro lado e colocou-a na roda que estava faltando.
Voltou para a loja e disse ao cliente que já havia instalado a calota no carro. O cliente olhou para o carro e viu a calota no lugar, só não deu conta que a outra roda do carro que estava para o lado da calçada, e portanto fora de visão, tinha ficado “banguela”.
Pagou pela calota “nova” um preço absurdo, entrou no carro e foi embora.
Voltou no dia seguinte:
- Seu Hélio, o senhor não vai acreditar, perdi a calota do outro lado!
Seu Hélio:
- Hô rapaz, agora você deu azar, aquela que te vendi ontem era a última...
26mar2011
É logo ali
26mar2011
Liquidação do Mappin
Mais uma contribuição do leitor do blog Marco Aurelio Peruchi
Para quem não conhece, faço um breve relato do que foram as lojas Mappin em São Paulo.
O Mappin era uma loja de departamentos muito grande, que tinha além da Matriz na praça Ramos de Azevedo, filiais em outros 3 ou 4 pontos de São Paulo.
Foi de longe a mais completa e melhor loja de departamentos do Brasil. Ali encontrava-se de tudo, desde roupas a acessórios para carro, gêneros alimentícios, eletrodomésticos, eletro-eletronicos, enfim, podia-se comparar com a Harold’s inglesa, tanto em tamanho quanto em variedade.
Na década de 90 entrou em decadência, quase faliu, fechou, e foi comprado pelo grupo de supermercados Extra.
Era famoso por suas liquidações de final de ano, e as pessoas vinham de longe para comprar suas ofertas nestas épocas. Foi a primeira loja a fechar a meia noite todos os dias.
Era um prédio de 12 andares, e salvo engano, atualmente se transformou em mais uma loja do Extra.
Sinceramente tenho trauma de liquidações. Quando o Mappin do Shopping de Santo André fez sua primeira liquidação minha mãe achou que tinha que ir lá para comprar uns talheres para casa porque, segundo ela, estavam praticamente de graça. Eu, que detesto fila e abomino aglomeração de gente, tentei demove-la da idéia de ir porque já sabia que ia sobrar para eu leva-la, mas quando mãe põe uma coisa na cabeça nem o Papa consegue tirar. Na época eu tinha uma Puma Gtb, e para quem não conhece, o escapamento 6x2 passa bem embaixo dos pedais, e quando o carro esquenta frita os pés da gente e derrete a sola do sapato. No dia fatídico, coloquei minha mãe no carro e fui até o Mappin. Quando cheguei lá, o estacionamento era uma visão do inferno, tinha carro parado até na rua, e o estacionamento é gigante, são 3 andares de vagas. Bom, comecei a procurar vaga para estacionar a barca, subi e desci o estacionamento umas 10 vezes e nada, meus pés estavam pegando fogo e começou a bater o desespero. Por fim deixei minha mãe em uma porta de entrada e continuei em busca de vaga. Depois de muito procurar e com os calos cozinhando estacionei o carro em uma vaga para deficientes (afinal eu já estava mesmo com problemas de locomoção) e sai mancando do carro para não dar muito na vista. Aí foi outra tortura para encontrar minha mãe dentro do Mappin. Depois de uns 30 minutos encontrei ela em uma banca repleta de talheres de qualidade duvidosa e aparência horrível brigando com outras 300 pessoas que por certo tiveram a mesma idéia infeliz de ir ao Mappin naquele dia para comprar meia dúzia de garfos e facas. Terminada a epopéia da escolha dos talheres entramos em uma fila gigantesca para pagar. Eu já de saco cheio perdi literalmente a paciência e parti para o desabafo. Comecei a gritar
bem no meio da fila: - Vamos comprar minha gente, aproveitem a liquidação que o mundo vai acabar, se não comprar hoje vai ficar sem nada, é o juízo final! Quanto mais minha mãe pedia para eu ficar quieto mais eu gritava, e os maridos das mulheres que deviam estar na mesma situação que eu também começaram a se manifestar a meu favor. Foi uma gritaria coletiva, de um lado os maridos e filhos e do outro as mulheres pedindo pelo amor de Deus para eles ficarem quietos. Por fim, minha mãe desistiu da fila e dos talheres, me pegou pelo braço e me arrastou para fora do Mappin sob protesto veemente dos maridos e filhos que me apoiavam. Voltamos para casa e minha mãe acabou encontrando talheres melhores e mais baratos em uma lojinha perto de casa. Minha maior felicidade foi quando o Mappin faliu, mas a música não sai da minha cabeça e ainda hoje tenho pesadelos: Mappin, venha correndo Mappin, até meia noite Mappin, é a liquidação!
