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O carro rosado

As vezes o meu pai me pegava para fazer certas coisas que ele deveria fazer mas tinha uma preguiça total de fazer, como levar o lixo para fora, ajudar o meu avô no banho, lavar a louça e etc. Apenas uma dessas coisas eu fazia sem reclamar, lavar o carro... afinal era a única oportunidade que eu tinha de dirigir o carro (mesmo que fosse apenas para tirar da garagem).
Então um dia meu pai veio com uma cera mágica que tirava o os riscos e dava brilho no carro, como sempre o preguiçoso me ordenou a lavar e encerar o carro, mas eu não reclamei não. Tirei o carro da garagem e o lavei como se fosse o meu filho, deixei o bichinho tão limpo que eu poderia usar como espelho. A cera era vermelha escuro, era a primeira vez que eu via uma cera automotiva desta cor, mas como era a super cera mágica que tirava risco e dava um brilho intenso eu apliquei ela em todo o carro. Ao tentar retirar a cera eu percebi que o negocio não havia dado certo, eu esfregava e esfregava a flanela e o carro que era branco estava rosa, na hora pensei que era apenas num ponto mas o carro ficou inteiro rosado. Fiquei desesperado “puta que o pariu, fudi com o carro do meu pai!!!”
Então lavei o carro com muita água e sabão por mais duas vezes e nada, lavei uma terceira vez e com querosene e nada... o carro teimava em ficar rosa.
Nesse ponto já estava semi-desesperado pela bronca que iria levar de meu pai, então levado mais pelo desespero que pela razão eu decidi levar até um lava-rápido que tinha a 15 quadras de casa. Entrei no carro, liguei o motor e sentei o pé na tábua para ir e voltar antes que o meu pai acordasse e notasse a falta do carro.
Passei zunindo pelas ruas sem saber a velocidade que estava, afinal eu não tinha noção de velocidade e não sabia ver direito o velocímetro, na realidade eu só sabia tirar e colocar o carro na garagem. Próximo de chegar ao lava-rápido virei a esquina rápido de mais e perdi o controle do carro que deu um cavalinho de pau e bateu com tudo a roda traseira no meio fio. A roda ficou torta, com isso desisti de ir para o lava-rápido e voltei com o carro capengando para casa! Escondi o carro na garagem e fiz questão de esquecer de tudo aquilo e se alguém perguntasse alguma coisa eu diria “não sei!”.
Meu pai passou o fim de semana sem olhar para o carro, mas na segunda feira quando ao ver o estrago o velho quase surtou, primeiro ele chamou a família toda para ver o estrago e perguntar se alguém sabia de algo, eu prontamente fingi estar espantado com o estrago e disse que não sabia de nada, tinha deixado o carro perfeito naquele dia.
Então o meu pai logo achou um culpado, o vizinho que ele odiava!!! Como os dois mal se falava meu pai só o culpou sem ir tirar satisfação (ele simplesmente se vingou, comprou umas latas de spray e deu uma leve pichada no carro desse vizinho...), já o nosso carro teve que receber uma nova pintura já que a cera estragou a pintura totalmente (estragar não estragou, mas deixou rosa). Até hoje ninguém sabe que fui eu que fiz a cagada!!!

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Minha primeira viagem de avião

Meu tio Bira estava indo para São Paulo participar de uma feira agrária, seria a primeira vez que ele iria a uma cidade grande e seria a sua primeira vez dentro de um avião. Como ele era muito tapado e perdido (e muito caipira), ele pediu para a mãe que eu o acompanhasse na viagem para o ajudar em tudo.

Estava super animado com a idéia, seria a primeira vez que eu viajaria de avião, também iria conhecer a grande cidade de São Paulo (25 de março, lá vou eu comprar bugigangas, huhuuu).

Percebi que a viagem não seria tão tranqüila como imaginava quando o tio Bira começou a arregar ao entrar no aeroporto, o infeliz começou a suar frio e a dizer que as pernas estavam tremendo. Logo ele começou a me questionar: Como algo tão grande e pesado voava e na caia? Mas até aí estava tudo nos conformes, pelo menos ele estava andando sozinho.

O problema foi convencer o meu tio a entrar no avião, ele parou na porta e simplesmente disse “Não vou!!!”

Eu e duas aeromoças começamos a tentar convencer o meu tio a entrar na porcaria do avião, com um pouco de calma e muita psicologia ele disse “Eu vou!”. Deu alguns passos para frente e voltou tudo novamente e disse “Não vou”. O infeliz ficou nesse vou e não vou por algum tempo, acabou repetindo aquela vergonhosa cena mais algumas vezes. Mas com muito insistência ele conseguiu fazer com que todos em sua volta perdessem a paciência, logo desistimos de conversar e o empurramos para dentro do avião.

Dentro do avião o tio Bira ficou estático em sua poltrona (pelo menos parou de tremer), quando o avião começou a taxiar na pista, meu tio se agarrou na poltrona e começou a rezar em voz baixa. Quando o avião levantou vôo ele começou a rezar o terço e a dizer “Ave Maria e nossa senhora ” em voz alta.

Durante o vôo ele não falou, não comeu, não foi ao banheiro, não abriu os olhos... ele simplesmente não fez nada a não ser rezar. Quando alguém tentava falar com o tio Bira, ele respondia rapidamente “não posso falar, estou rezando !”.

Quase no fim da viagem o comandante disse “Senhores passageiros, vamos passar por uma leve turbulência”.

- João, o que seria uma leve turbulência? (disse o meu tiro interrompendo suas orações)
- É quando o avião treme um pouco tio.
- AVE MARIA! Além de voar esse troço treme?

Então o avião começou a tremer e meu tio começou a rezar em voz alta (um pouco vergonhoso, mas eu estava curtindo a minha primeira viagem de avião, nem ligava), logo o avião deixou de tremer para chaqualejar, o avião balançava tanto que a gente se desgrudava das poltronas. Nisso o meu tio começou a gritar:

- Ai meu Deus do céu, eu vou morrer hoje? Ai Jesus perdoe os meu pecados, eu deveria ter mandado o meu patrão a merda e ter dito para ele ter vindo em meu lugar, pelo menos eu me livraria daquela peste!!! Eu vou morrer sem ter filho ou mulher, quem é que vai me enterrar e me velar? Eu to fudido! Essa merda vai cair e nem vai sobrar pó para velar. Santa Maria, eu sei que fiz muita merda, eu trai, eu fui mulherengo, eu bebi de mais, cafajeste, muquirana, galinha, mentiroso, vagabundo, irresponsável, trambiqueiro, sacana, inescrupuloso e entre outras coisas! (pode-se ver que meu tio era um bom homem!!!) Mas não me deixe ir para o inferno Nossa Senhora!!!!

Não era apenas o meu tio gritando, o avião inteiro estava gritando, tinha gente chorando, gente rezando, gente se despedindo, gente apenas gritando... eu era o único são (mesmo estando paralisado de medo). Depois de um tempo o avião parou de tremer, mas mesmo assim as pessoas continuaram gritando, só pararam de gritar quando o avião pousou, os gritos e rezas foram substituídas por palmas. Meu tio Bira soltou uma ultima perola antes de sairmos do avião.

- Ainda bem que estou de calça preta! Porque me borrei todo!!!!

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O cadáver da menininha


Seu Pedro era o cara mais misterioso que morava no meu condomínio, era um cara muito fechado que tinha cara de defunto. Um dos zeladores do condômino afirmava que havia visto um caixão e uma coroa de flores dentro do apartamento do velho e uma diarista afirmava que ele guardava objetos satânicos dentro de casa. Apesar da sua cara cadavérica e de seu estranho cheiro de mofo, eu nunca acreditei nessas fofocas que corriam dentro do condomínio (morar em condômino é difícil, o pessoal que não tem nada para fazer vive futricando e fofocando).

Um dia entregando folhetos da festa junina do meu colégio acabei achando por acaso uma chave escondida atrás de um vaso de plantas, logo pensei na noite das calcinhas:

“noite das calcinhas era quando os guris do condomínio saiam a noite para roubar calcinhas, suas vitimas sempre eram as mulheres mais bonitas do condomínio. Normalmente os moleques guardavam as calcinhas como um troféu (adolescente é tudo abobado)”

Logo testei a chave no apartamento da loira do 46, mas a chave nem entrou na fechadura (que decepção), então curioso eu fui testando a chave em porta por porta daquele andar até descobrir a qual porta pertencia aquela chave, para minha surpresa ela abriu justamente a porta do seu Pedro. Quando percebi com quem estava mexendo logo devolvi a chave ao seu lugar e sai correndo dali.

No outro dia contei o acontecido para meus amigos que ficaram muito curiosos e logo armaram um plano para bisbilhotar o apartamento do seu Pedro e para meu azar, resolveram me levar junto com eles.

Ficamos três dias de campana na frente do bloco esperando o velho sair de casa, no quarto dia finalmente o velho resolveu sair e aparentava que não iria voltar tão cedo. Já era passado 11h da noite quando subimos as escadas, pegamos a chave escondida e abrimos a porta. Entramos um por um em fila indiana no apartamento.

Apesar do calor que fazia no dia o apartamento estava gélido, todos sentiram um arrepio na espinha ao entrar no apartamento do seu Pedro. Aquele lugar era muito sombrio, os moveis eram velhos e escuros, o tapete era escuro e a sala cheirava a velho embolorado. Andamos por todo apartamento, mechemos em algumas coisas e não vimos nada de extraordinário, só havia um quarto trancado que atiçou a nossa imaginação. Alguém teve a idéia de tentar destrancar aquela porta com as nossas chaves (vai que uma dá certo né?).

Ninguém achou que aquele plano iria dar certo mas mesmo assim testamos o plano. De um por um tentamos abrir a porta com as nossas chaves, uma das chaves do Rodrigo foi a única que deu algum resultado, entrava facilmente e mexia um pouco a fechadura. Depois de tentar bastante e com um pouco de jeitinho o Rodrigo finalmente consegui abrir a porta.

O cenário do quarto era bizarro, parecia muito com um velório, tinha uma coroa de flores, varias velas acessas e um caixão aberto que ficava no meio do quarto. Demorou muito para que o primeiro entrasse naquele quarto, afinal estavam todos estáticos com a cena, o primeiro acabou entrando porque foi empurrado por alguém e acabamos usando o coitado como escudo para entrar no quarto (vai que algum zumbi atacasse né? Deixaríamos ele ali e sairíamos correndo!!!!).

O quarto era realmente bizarro, as paredes eram infestadas de quadros de santos e de algumas fotos velhas, havia um altar no canto e alguns crucifixos espalhadas pelo quarto, para nosso espanto, dentro do caixão havia uma menininha de pele azulada e que cheirava a querosene e formol. Ficamos ali um tempo embasbacados com toda aquela cena, mas voltamos ao mundo real quando ouvimos um rangido de porta se abrindo, logo corremos para a sala e demos de cara com uma figura sombria de olhos brilhantes parada na porta. O vulto era do velho Pedro que havia voltado, ele logo correu para a cozinha e pegou uma faca, isso nos deu tempo suficiente para sair correndo a procura de ajuda. A gente acabou se escondendo na portaria do condomino, o porteiro estava preste a expulsar a gente dali quando o velho começou a gritar e a esfaquear a porta.

O velho só parou de gritar e bater na porta com a chegada da policia. Depois de ouvir os dois lados os policiais foram investigar o caso e acabaram descobrindo que o velho Pedro era foragido da policia, que no passado ele matou parte de sua família por herança e etc... descobriram também mais duas ossadas dentro de sacos de lixo escondidas no mesmo quarto onde havia o caixão. O velho foi preso e morreu na prisão, até hoje o antigo apartamento do seu Pedro continua vazio...

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Busca pelo cachorro perdido

Dona Leonor havia perdido seu cachorrinho de estimação e estava oferecendo uma boa recompensa para quem achasse o seu cachorro. Eu e meus amigos ficamos de olho na recompensa, era dinheiro mais que o suficiente para reformar o nosso clubinho. Logo organizamos uma força tarefa para buscar o animalzinho da dona Leonor, pegamos as nossas bikes e equipamentos para buscar o cachorro (comida, uma rede, um mapa da cidade, garrafinhas de água, comida de cachorro, cordas e etc...).
Então após alguns minutos andando de bicicleta conseguimos localizar o cachorro, era um vira-lata pequeno, preto e com algumas manchas brancas na orelha e nas costas, encontrá-lo foi fácil mas capturar seria difícil. Então tentamos a estratégia de captura mais simples, “chegar perto do cachorro, fazer pisiu-pisiu e pegar ele!”
A estratégia não deu muito certo, ao perceber as intenções do meu amigo o cachorro saiu correndo (nunca vi um cachorro correr tanto). Saímos atrás do cachorro em disparada, tentamos laçar o cachorro ao estilo cowboy mas ninguém ali já havia laçado algo na vida, a única coisa que conseguimos com isso foi um tombo, o Rodrigo deixou a corda enrolar na roda fazendo com que a roda travasse e levando o Rodrigo ao chão.
Seguimos o cachorro por ruas e mais ruas e fomos parar num mato fechado, lá o negocio ficou tenso. Descemos das bikes e seguimos o cachorro a pé mesmo, o infeliz do cachorro atravessou um riacho, passou por uma área lamacenta e por um lugar com plantas que davam coceira(que cachorro fdp), por fim ele se escondeu em um buraco. Tivemos uma pequena briga para decidir quem iria colocar a mão no buraco para pegar o cachorro e levar umas mordidas, como sempre eu fui o escolhido.
Consegui pegar o cachorro e levamos o cachorro a sua dona, Lea achou estranho o nosso estado deplorável (achou que a gente era mendigos). Ela nos agradeceu muito e nos pagou com balas.
- Mas tia e o dinheiro que estava prometido no cartas?
- É que eu gastei em compras, alem do mais, se eu der dinheiro vocês usar eles para comprar drogas.
Ficamos muito desanimados, mas não deixamos por isso mesmo, no outro mês seqüestramos o cachorro e exigimos uma recompensa...

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A bengala amaldiçoada

Na enfermaria de meu colégio havia uma bengala centenária, que foi deixada ali por alguém a pelo menos três décadas, essa bengala era o objeto de várias historias ligadas a superstição e assombrações... Uns diziam que a bengala havia aparecido do nada na escola, outros diziam que ela pertenceu a um aluno manco que foi morto pelos colegas de turma, diziam também que a bengala era de um dos antigos diretores do colégio...

Mas a maior superstição que rondava a bengala era que o infeliz tocasse na bengala quebrava um osso. Todos que tocaram na bengala quebraram alguma parte do corpo em menos de uma semana, vou repetir para dar ênfase “todos que tocavam na bengala, eu disse todos, quebravam alguma parte do corpo”.

Era sério, ninguém se atrevia a tocar naquela bengala (nem mesmo as tias da limpeza ou as enfermeiras que trabalhavam ali), os mais corajosos faziam apostas com seus colegas de turma, encostavam na bengala e no final eles sempre ganhavam um osso quebrado.

Eu fui um dos que aceitou a aposta de encostar na bengala, no começo eu pensei que a aposta seria entre eu e meus amigos, mas vários alunos de varias salas entraram na aposta.

Arrumei uma doença e fui parar na enfermaria, enquanto a enfermeira procurava o termômetro eu escapuli e toquei na bengala que estava jogada em um canto da sala. Senti um arrepio ao fazer isso, mas também não senti mais nada. Primeiro e segundo dia foram de boa, nada aconteceu de estranho e eu nem cheguei perto de me quebrar, no entanto... no terceiro dia eu levei um susto enorme, enorme mesmo!!! Estava andando pela calçada do meu bairro quando vejo um carro na minha frente perder o controle, ele foi para um lado, depois derrapou para o outro lado e veio para cima de mim com tudo. A minha reação foi pular bem alto, saltei muito algo, acho que nunca havia pulado tão alto na minha vida, deu para ver a frente do carro passando por baixo de mim. Levei um baita tombo, ralei a minha mão e ganhei uma baita marca roxa na perna esquerda... na hora eu me lembrei da bengala que havia tocado a uns dias e novamente senti aquele calafrio.

No dia seguinte um caminhão passou por mim e uma ripa de madeira caiu de cima dele, a ripa passou a dois dedos de minha perna esquerda ( levantei a perna antes da ripa bater em minha perna ). Passei o restante dos dias em casa sem fazer nada, com medo de algo acontecer. Mas após isso o máximo que aconteceu foi um tropeção em uma pedra (novamente envolvendo a perna esquerda).

Na semana seguinte, lá estava eu levando os parabéns de toda escola por ter sobrevivido uma semana sem quebrar nenhum osso, muita gente acabou perdendo a aposta e eu enchi o bolso de dinheiro... todo feliz fui descer pela escada para comparar algo na cantina, quando dois guris pequenos passaram correndo atrás de mim (quando eu estava na ponta da escada, preste a descer o primeiro degrau), um deles esbarrou nas minhas costas e me fez perder o equilíbrio e o resultado não foi outro, cai igual a uma jaca madura daquela escada, rolando desci cada degrau daquela escada.

- Quebrei a perna!!! Alguém me ajuda!!! (gritei lá de baixo)
Meus amigos vieram correndo, mas não para me ajudar:
- Meu devolve o dinheiro, você perdeu a aposta... (disse um deles, e isso porque é meu amigo)
- Devolvo o car#$$%$¨%&!@#@$ , a aposta foi que eu ficaria ileso por uma semana, já passou essa semana, quebrei a perna depois que a aposta acabou, então eu fico com o dinheiro caraio...

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Festival de fim de ano

Todo final de ano em minha escola os professores organizavam um festival comemorativo de fim de ano, nada mais nada menos que uma forma de se vingarem de todas as travessuras que os alunos fizeram durante o ano, já que no festival o que mais se via era aluno pagando mico. Cada professor se responsabilizava por uma sala. Na sexta série tive o azar de pegar a professora “Ziraldina” (esse é mesmo o nome dela), essa professora sempre optava por fazer uma apresentação no palco da escola, naquele ano ela decidiu colocar os alunos vestidos de coelhinhos brancos e cantando canções natalinas...

Cheguei a tentar discutir com a Ziraldina sobre a historia dos coelhinhos brancos, eu tentava o seguinte argumento: “Mas professora! Estamos quase no natal, coelhos brancos não tem nada a ver, a páscoa já passou a meses!!!” . Charopeta como sempre era, ela contra argumentava com o seguinte argumento: “Coelhos tem tudo a ver com o natal, bonitinhos, fofinhos e puros... coelhinhos brancos cantando canções natalinas tem tudo a ver sim!!! Alem do mais, sou eu que decido o que vocês vão fazer...”

Eu até poderia não fazer a apresentação, dar um perdido ou ficar doente no dia do festival de fim de ano, maassssssssss... minhas notas estavam penduradas, faltava alguns pontos para passar e aquela apresentação valia uma nota bônus, uma nota extra que se somaria com as notas dos trabalhos e das provas...

Não apenas eu, mas todos de nossa turma tentaram escapar do vexame publico, mas a irredutível Ziraldina não deu ouvidos a ninguém e continuou com a idéia da apresentação dos coelhinhos brancos. Em seus olhos eu via que aquela apresentação era um tipo de vingança, eu sabia das segundas intenções da professora de nos fazer passar vergonha, provavelmente era uma forma de se vinga da vez que enchemos a sala dela com bombinhas de fedor (a sala dela ficou inabitável por dois dias), ou pela vez que alguém colou chiclete no cabelo dela, ou pela vez que roubaram o gabarito da prova dela, ou pela vez que fizeram caricaturas dela e espalharam por todos os cantos do colégio, ou pela vez...

Não tento escapatória parti ao plano B, esperei ela no estacionamento e implorei por tudo que era mais sagrado no mundo que ela me deixasse no fundo da apresentação, que eu não agüentaria tanta vergonha, que eu morreria de ataque vexaminoso (quando se morre de tanto passar vexame), eu implorei tanto, mas tanto que ela cedeu aos meus argumentos e me prometeu que me colocaria atrás de todo mundo...

Tivemos duas semanas de ensaio, duas semanas decorando coreografia e decorando letras de musicas natalinas como “noite feliz” e “dingo bel”. Nos últimos dias ensaiamos com as nossas fantasias de coelhos, todos ficavam vermelhos de tanta vergonha ao colocar aquela fantasia, quem passava pela janela da sala parava para assistir e ficar tirando sarro, no segundo dia do ensaio com as fantasias tivemos que colocar uma cortina porque em todo ensaio formava uma mini platéia nas janelas da salas.

Enquanto eu entrava em depressão por causa da apresentação, minha mãe mal se continha de tanta ansiedade, ela contava os dias para ver seu filho vestido de coelho e cantando FELIZ NATAL... Todos os dias ela me perguntava como estava indo os ensaios e sempre dizia que havia convidado alguém para ir me ver (-.-‘) , dizia que iria até levar a filmadora e que a apresentação seria linda... (minha mãe sempre arrumava uma maneira de piorar a situação...)

Ultimo dia de ensaio terminava e a professora nos cedeu a fantasia para que a levássemos para casa, para lavar e colocar algum enfeite, caso quisesse. Em casa dei a fantasia para minha mãe apenas lavar, mas ela decidiu colocar uma gravatinha na fantasia, eu logo disse NÃO, e ela SIM, e eu NÃO, e ela SIM, e eu NÃO e ela OU GRAVATINHA OU FICA SEM MESADA!!! Não tive outra escolhe se não optar pela gravatinha... sou um fudido mesmo...

No dia da apresentação acordei mais cedo, tomei banho, arrumei o cabelo e pedi para minha mãe a fantasia, ela fez uma cara de preocupada e me trouxe um pano rosa claro:

- Cade a fantasia mãe?
- Está aqui! (e mostrou a fantasia que se encontrava rosa)
- mas está rosa!!!!! Como vou usar isso?
- Bommm, é que alguém colocou uma camisa vermelha no meio das roupas brancas, daí tudo que estava na maquina ficou manchado de rosa, sua fantasia ficou muito manchada, daíiíiíí, já que não teria como arrumar, lavei a sua fantasia novamente com a camisa vermelha, para ela ficar com uma cor mais uniforme!!!!!! Está vendo que a barriga é branca??? Joguei Quiboa na barriga, daí ficou uma fantasia mais real...
- Mas, mas mas, porque tu não jogou Quiboa em tudo, para deixar tudo branco????
- Porque achei que ficaria melhor assim...
- Quueeeeeeeeeeeeeeee????????
- Ou usa essa fantasia ou não passa de ano muleque...

Fui cabisbaixo para escola, as vezes parava no meio do caminho e olhava para a sacola para ver se aquele estrago era real, estava quase chorando quando tive aquele estalo: “a fantasia está uma merda, a professora não vai me deixar participar da apresentação e vai ter que me dar alguma nota, nem que seja pelo meu esforço, mas ela vai ter que dar, afinal a culpa não foi minha e sim de minha mãe...”.

Fiquei mais contente do que nunca, com aquele sorriso de orelha a orelha fui correndo para escola. Logo que cheguei na escolha, fui direto dar as péssimas noticias a professora...

- Professora veja que tragédia que aconteceu, olha o que minha mãe fez com a minha fantasia...
- Meu Deus!!! (disse a professora com uma cara de susto)
- Não vou poder mais participar da apresentação, agora que a fantasia está estragada...
- Não não não não, senhor João Paulo, a fantasia ficou magnífica, tem até barriguinha... ficou muito linda, o único problema é que tu não pode ficar no fundo se não vai destonar o grupo, tu via ficar na frente como destaque! Pense nisso como um solo...
- Como??? Não professora, não posso, vão rir de mim, vou passar muita vergonha...

Fiquei nessa discussão com ela durante uma meia hora e ela não cedeu, disse que eu teria que participar e teria que ficar na frente.

Meu mundo desabou, entrei em semi desespero e como um boi fiquei esperando a hora do meu abate publico. FFFFUUUUUUUUUUUU...

O pessoal de minha turma se juntou na sala 36 para se preparar, a sala ficava bem perto do palco, dava para ver as outras apresentações pela janela e a gente só sairia de lá quando chegasse a nossa vez (para diminuir o tempo de tortura). De lá pudemos ver a apresentação da turma 8°B, eles iriam se apresentar antes da gente e sua apresentação prometia, nos ensaios tivemos uma breve idéia do que eles iriam fazer.

Eles dançariam uma musica chamada “Explosão Tchacabum” , para você que não conhece essa maledeta musica, só clicar aqui http://www.youtube.com/watch?v=_3a7x9TUWU8 que tu vai ver um vídeo da musica, se tu curtir uma tortura musical, assista até o final. A idéia deles era fazer uma mini explosão atrás do palco na primeira vez que a palavra explosão aparecesse na musica, o ensaio foi muito legal (apesar de odiar axé eu adoro explosões), tiveram duas explosões pequenas, uma no começo e uma no final da musica...

Na apresentação algo saiu errado, da sala 36 nós vimos o pessoal se preparando e começando a musica, no entanto a explosão foi muito maior do que nos ensaios, mas muito maior mesmo, grande o suficiente para colocar fogo no palco, nos dançarinos e em parte da platéia... Ficamos assustados e imóveis, apenas observando toda cena de dentro da sala...

A explosão não matou ninguém mas feriu bastante gente, só matou o festival mesmo, que acabou logo após o acidente, os únicos que ficaram felizes com a situação foi o pessoal da minha turma que se livrou do vexame publico...

No final das contas ganhamos pontos extras pelo nosso esforço, eu ganhei um pouco mais por causa da fantasia tunada pela minha mãe... o suficiente para passar de ano.

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Dia de surto


Estava em minha mesa de trabalho tentando trabalhar (olha que legal), o motivo do “tentando” era porque havia um pequeno grupo conversando ao meu lado (muito chato isso). Estava o gerente conversando com os estagiários da empresa, alias... Conversando não, zoando com um dos estagiários que era virgem, zoavam muito o pobre coitado, colocaram 500 apelidos, tentaram explicar de todas as formas como era o ato e suas sensações, como conquistar uma garota... e o gerente, espertão como era, tentou ensinar o estagiário virgem a como perder a virgindade sem precisar de uma mulher...

- CARA!!! Pega uma laranja e faz um furo, depois pegue teu pipiu e coloque no furo da laranja! Tu perde a virgindade rapidinho... ou tu pode fazer melhor, pode usar uma batata que é bem melhor, ou melhor ainda! Uma melancia...

Tentando me concentrar no trabalho e ainda prestando atenção nas baboseiras, eu disse algo sem pensar...

“- Se você faz isso com laranjas, batatas e melancias, não quero imaginar o que tu faz com pepinos e cenouras...”

Todos que estavam em volta riram muito do gerente, mas riram muito mesmo, também foi a única coisa que me lembro daquele dia... já que no outro dia acordei atordoado em uma cama de hospital, com minha mãe com a maior cara de aterrorizada na beira da cama e com uma enfermeira me dando medicamentos...

- Onde estou? Como vim parar aqui??? (perguntei)
- Não lembra de nada né filho? Descanse bastante, depois te contamos o que aconteceu...

Estava literalmente perturbado, perdido, chapado... entre outras coisas... Fiquei sabendo do acontecido depois que sai do hospital e recebi visitas de amigos, companheiros de trabalho e muitos parentes (parente adora ver desgraça...). Vou fazer um resumo dos fatos que me contaram sobre o acontecido daquele dia..

“depois de minha piada infame muita gente riu e tirou onda com o gerente, o mesmo acabou perdendo a cabeça e atirando uma impressora na minha cabeça! O cara praticamente teve um surto psicótico, porque logo após me acertar com a impressora ele tentou esganar o pescoço de um dos estagiários. Dizem que se não o tivessem impedido, ele teria matado o estagiário (não iria fazer falta...), depois do estagiário, ele começou a quebrar tudo a sua frente, mesas, cadeiras, vidros, portas, a mulher do patrão... sim sim, sobrou até para a mulher do patrão que levou uma voadora no peito ( um emoticom expressa bem a minha cara ao ouvir essa narratória ==> O.O´). Não conseguia acreditar no que eu estava ouvindo, só acreditei porque a própria mulher do patrão me contou a historia e mostrou a marca da voadora no peito que ela levou! Mas o gerente não parou por aí, depois de ter sido despedido (afinal ele deu uma voadora na mulher do patrão, na frente do patrão...), ele pirou mais ainda, jogou um armário pela janela (abaixo da janela havia um estacionamento), botou fogo em dois escritórios, tentou matar um o cara da portaria com uma caneta, destruiu dois computadores e fez tudo isso gritando igual a um louco. Ninguém na empresa conseguiu parar o surtado, precisou de 5 policiais com cassetetes e spray de pimenta para parar o surtado...
Escutei as narrativas com aquela cara de assustado e de decepção (afinal perdi todo o barraco), ainda hoje tudo que aconteceu parece irreal para mim, não consigo imaginar uma pessoa surtando por causa de tão pouco, só acredito porque quando eu voltei ao trabalho encontrei o escritório totalmente destruído... ”.

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Sogra aproveitadora


Quando comecei a namorar a Vivi, logo percebi que havia ganhado na loteria, porque a mãe dela (teoricamente a minha sogra) era muito show, um amor de sogra que nos deixava namorar, fazia comidas ótimas, não implicava com nada e isso durou até o dia... que levei as duas no shopping para passear, ver vitrines, tomar sorvete, andar na escada rolante... Todas aquelas coisas chatas que se faz no shopping...

Minha sogra sempre dava umas empacadas nas lojas de sapatos, na ultima loja ela namorou muito um tênis, olhou, olhou, olhou, apontou para o tênis e olhou para mim com aquela cara de pidunxa e disse “preciso tanto desse tênis, estou fazendo ginástica e o meu tênis esta velho e me machucando preciso de um novo...”...

Disse isso de uma forma diferente da comum, com aquele olhar de “SE VOCÊ NÃO ME DER ESSA MERDA DESSE TENIS, EU TRANFORMO A TUA VIDA NUM INFERNO!!!”... Logo percebi que a velha era meio interesseira! Após aquela frase pedunsquexa (frase de gente pedunxa) eu olhei para ela e disse “ Que interessante!!!! ”. Realmente fiquei interessado de dar o tênis para ela, afinal ela era uma ótima sogra e eu queria agrada-la, mas estava sem dinheiro e ainda tinha que comprar um presente de aniversario para a minha namorada... final do mês estou sempre liso...

Fui visitar a minha namorada no dia se seu aniversario, quando cheguei com o pacote de presente, a minha sogra foi quem ficou mais feliz e com os olhinhos mais brilhantes...

- É para mim??? (perguntou a minha sogra)
- Não é o presente de aniversario da Vivi!

Ela logo fechou a cara e ficou rabugenta o dia inteiro. Não apenas por aquele dia, mas a rabugentisse continuou durante os dias que se seguiram, aquela sogra que me cumprimentada com sorrisos e abraços, passou a não olhar mais para a minha cara, não fazia mais comida para a gente e reclamava do nosso relacionamento. Vendo que não tinha escapatória, peguei um empréstimo com um amigo e dei não apenas o tênis mas também uma roupa e agasalho de ginástica.

Ficou hiper contente de ter recebido o presente, me abraçou, me beijou (velha interesseiraaaa), provou a roupa e o tênis e disse:

- Nossa você comprou tudo no tamanho exato, nossa, nenhum genro antes comprou uma roupa no tamanho tão exato quanto essa (uuuuuuiiiiiiiiiiiiiiiiii, pensei comigo mesmo).

Nos dias que se seguiram, voltou ao que era, mimando o jovem casal e mais sorridente. Até que um dia novamente ela fez aquela cara de pedunxa e disse “quero tanto aquele perfume que aquela tal atriz usa...!!!”. Nisso até a Vivi me cutucou, “bem que você poderia dar esse tal perfume para ela né” . A partir daí, comecei a perceber que estava metido em um complô para arrancar mimos de minha pessoa. Até que levei de boa, porque afinal que mulher não é interesseira???? (hi hi hi, piada machista né?)

O tempo foi passando e mais mimos foram disfarçadamente pedidos, quando eu demorava para dar o presente ou fazer o que ela me pedia, aquela velha carrancuda, crica e ranzinza voltava e retornava ao estado de meiguice quando ganhava o presente. Com o tempo presentes não bastavam, eu tinha que cumprir favores domésticos, concertar uma tomada, arrumar um liquidificador, trocar telha...

Teve um feriado que fui bem cedo passar o dia com a Vivi, logo que cheguei minha sogra veio com aquela cara de pidunxa me pedindo para pintar a porta da cozinha. Não tendo escapatória, fui rastejando pintar a maldita porta (e acabei manchando a minha calça novinha...), depois da porta me pediram ajuda para arrastar uns moveis para limpar e para mudar alguns de lugar, depois fui concertar a casa do cachorro...

No final do dia me deparo com a seguinte cena, “eu” no final do dia escancalhado lavando a calçada enquanto as duas tomavam limonada na sombra da varanda... Fiquei de cara comigo mesmo, comecei a pensar se valia a pena todo aquele trabalho pela Vivi, e cheguei a conclusão que não...

Sabia que seria difícil de terminar aquele relacionamento, então apelei!!! Armei uma cena de traição com uma amiga e não deu outra, quando ela viu a suposta traição... ficou simplesmente doida, armou um barraco e me deu um belo de um pé na bunda com direito a lição de moral....

"Posso ter perdido uma namorada, mas elas perderam um empregado!!!!"

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Câncer do meu avô



Um dia a minha mãe se deparou com uma mancha no braço de meu avô, era uma grande e áspera mancha, olhando de perto a mancha parecia pequeninas escamas. Vistoriando o meu avô de cima a baixo, achamos varias outras manchas, achamos manchas nas pernas, nas costas, no pescoço... em todo lugar.

Estávamos muito preocupados com o meu avô e ficamos mais preocupados ainda quando o meu pai “pessimista” disse “- Para mim! Isso é câncer...”

Preocupadíssimos, tentamos arrastar o meu avô para um medico, mas o velho tinha a maior nóia contra medico (puxei isso dele), ele simplesmente não quis ir ao medico de forma alguma, antes de qualquer visita ao medico, ele queria tentar seus próprios “métodos caseiros de cura!!!”.

Ele passou terra com sal nas manchas, capim com mel, sal grosso com pimenta, tomou sol besuntado com óleo de cozinha e banha de porco, urina de gato, pó de casco de camelo (não me pergunte aonde ele arrumou isso, porque eu também não sei!), chá de choradeira, entre outros métodos caseiros de cura.

Depois de tentar todas as suas soluções caseiras e de nenhuma funcionar, meus pais praticamente arrastaram o velhinho para o medico. No medico, mostraram as manchas e contaram sobre a desconfiança de câncer ou algo parecido. O doutor analisou as manchas de perto, foi até o armário dele e pegou um algodão, molhou esse algodão e colocou um pouco de sabão nele e passou isso em cima de umas das manchas, que sumiu como mágica.

- Seguinte! Coloque ele para tomar um bom banho, que essas machas de “sujeira” vão sumir.

Meus pais não sabiam aonde enfiar a cara de tanta vergonha, em casa deram um hiper banho em meu avô, com direito a esponja e Bombril...

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Motoboy


Meu amigo estava todo feliz com sua moto nova e seu novo emprego, “motoboy”, estava a uma semana trabalhando em seu sonho, andando de moto o dia inteiro, correndo perigo e voando em cima do asfalto... Mas seu sonho não estaria completo se não desse uma bica em algum retrovisor, ele estava somente esperando algum infeliz dar aquela fechada para ele dar uma bica no retrovisor do tal infeliz.

Não demorou muito, após uma semana costurando o transito da cidade, um infeliz com uma caranga “nova”, ressalto, “tão nova que nem placa tinha”, e importada.... deu uma bela fechada nele, quase o fez cair, ele não se espatifou no chão por pura sorte... após o susto, seu pensamento era apenas um: “carro novo, importado, zerinho, eh nesse que eu vou meter a bota”.
Não deu outra, ele acelerou a moto, zunindo e com o pé levantado ele atacou o carro. Disse que foi lindo ver o retrovisor voando e o cara buzinando atrás dele. Todo feliz ele acelerou mais ainda para escapar da encrenca e para terminar suas entregas. Final do dia, feliz da vida ele chegou na empresa e acabou dando de cara com o patão olhando para “seu novo carro com o retrovisor quebrado”. O final da historia você já deve imaginar...

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