O maldito orkut



Nunca fui com a cara do maledeto do Orkut, mas logo que ele apareceu eu criei um perfil, afinal todo mundo tinha e o orkut é um ótimo lugar para achar musicas raras para baixar. Desde o inicio tive problemas com o Orkut, o primeiro problema foi um fake meu, alguém criou um perfil como se fosse eu, tinha ate fotos minhas. Mas o bizarro foi que eram todas fotos tiradas sem eu saber( foto comigo entrando na farmácia, eu no colégio, eu saindo com a minha namorada...) em uma dava ate para ver o reflexo de um vidro (provavelmente o infeliz estava dentro de um carro). Um belo dia, eu com o meu Orkut original entrei no fake e falei umas besteiras... apavorei legal!!! Por incrível que pareça o fake foi apagado... nunca pensei que apavorar ia adiantar em alguma coisa, mas beleza...
O segundo problema me deu muita dor de cabeça, o problema se chamava “amigos”. Eles faziam de tudo para atormentar a minha vida no Orkut, chegaram a criar fakes de mulheres para deixarem mensagens falsas no meu Orkut. Uma vez a minha namorada apareceu na minha casa totalmente furiosa, mas muito furiosa mesmo, entrou arrombando a porta e batendo em mim:
- Porraaaa!!! O que eu fiz?????
- Canalha, canalha, me traiu... filho da p%&*¨@, eu vi no teu Orkut, não adianta nergar...
Da mesma maneira abrupta que ela entrou, ela saiu. Fui correndo para o computador fuçar no Orkut para ver o que encontrava. Nem precisei procurar muito, lá estava o pepino na minha pagina de recados, alguém com um fake deixou um recado fazendo a minha caveira, dizia o recado que a noite tinha sido ótima, que foi a melhor noite da vida dela e que acordar do meu lado foi uma maravilha... logo acima estava o recado da minha namorada, ou ex, puta da vida e falando um monte de merda. Ela sabia que vira e meche alguém colocava um recado daquele no meu Orkut, ela também sabia que no mesmo dia que o fake disse ter saído comigo, eu estava na praia com ela... ate tentei voltar com ela, mas a cabeça dura não quis, fazer o que né?
Teve outra vez que ao chegar na escola comecei a levar chute na bunda de todo mundo, fiquei puto da vida, perguntei para todo mundo o porque daquilo e ninguém falava nada. Passei o dia levando chute na poupança, ao chegar em casa (com a bunda roxa de tanto levar chute) entrei na comunidade da escola, dou de cara com um tópico “dia do chute no Joãozinho!!!”, tinha uma descrição minha e ate foto... fiquei bravo e armei uma pequena vingança contra o cara que armou aquilo, criei o dia do “cuecão no Carlos!”.
Mas o cumulo, dos cúmulos do absurdo, que ate casou o meu suicídio no Orkut (apaguei meu perfil) foi o caso do “ Se liberta ”.
Domingo de manhã, estava dormindo com os anjinhos quando sou acordado por uma barulheira enorme, gente fazendo bagunça, som alto e meu nome sendo chamado a todo instante.
- Mas que merda é essa???? (pensei comigo mesmo)
Tirei meu pijama, coloquei uma roupa decente e desci para ver o que estava acontecendo. Para a minha surpresa tinha um caminhão de som com dois viados dançando em cima, uma pequena multidão muito da baitola segurando cartazes com os dizeres “se solta bi...” “venha para o mundo cor de rosa...” “não se reprima...”. e perguntei “educadamente” para o que parecia ser o organizador da bagunça:
- MAASSSSSS QUE PORRA É ESSA??????????????
- Esse é o movimento que detona a repressão e solta as pessoas de sua prisão, é o movimento “se solta amigo!!!”, um movimento que apóia pessoas sexualmente oprimidas por seus parentes, amigos, sociedade... pessoas que reprimem a sua verdadeira sexualidade por temer a sociedade. Nos estamos aqui para te apoiar e te ajudar no que for preciso para que você possa se converter e ter uma vida mais feliz, isso graças aos seus amigos que através do Orkut vieram pedir nosso apoio para te libertar das amarras da opressão dessa sociedade sem escrúpulos...
- Amigos??? Orkut???? Liberar das amarras da opressão??? Entendi!!!! Espera ai que eu vou buscar uma coisa lá em cima...
Nisso quase toda a vizinhança estava lá de olho no que estava acontecendo e eu puto da vida com aquilo tudo. Apesar de estar puto, sossegadamente eu subi ate o meu apartamento, peguei um isqueiro e duas baterias de fogos de artifício (baterias que eu ia usar na festa junina, mas que ia valer a pena gastar agora) e desci.
Lá em baixo tinha uma multidão olhando as bibas fazendo algazarra. Ao me ver a chefona me perguntou:
- Para que isso amiga?????
- Para comemorar a minha liberdade...
Ao ouvirem isso, fizeram a maior festa, começaram a dançar e a fazer tudo que tinha direito, já eu, acendi uma das baterias, coloquei no chão, deitei a bateria e apontei para elas, apoiei meu pé em cima da bateria para ter certeza que não iria sair da mira. Os viados só foram se tocar daquilo que estava fazendo quando viram os vizinhos correndo, mas mau deu tempo deles saírem correndo, a bateria começou a estourar, tinha gente correndo para tudo que era lado, gente se escondendo e gente parada no meio da rua gritando. Quando a primeira bateria acabou, eu peguei a segunda, arranquei o estopim e acendi diretamente (para ser mais rápido). Quando a segunda bateria acabou de estourar, não havia mais ninguém na rua, a rua estava mais deserta que o de costume... peguei as baterias vazias, voltei para o meu apartamento, coloquei meu pijama e voltei a dormir. A tarde apareceu um grupo de amigos para tirar um sarro com o acontecido, mas dessa vez foi a vez deles serem recebidos com fogos de artifício na polpança...

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A festa da priminha...

Essa historia foi enviado pelo Hugo do blog http://www.espacohugo.blogspot.com

Minha namorada Ana havia passado alguns meses nos estados Unidos fazendo intercâmbio, e no dia que ela iria voltar para o Brasil ela me ligou e disse para eu ir pegá-la no aeroporto e disse algo sobre uma “festinha” que teríamos naquela noite. Eu fiquei muito animado e fui imediatamente à farmácia comprar uma caixa de camisinhas (afinal fazia meses que eu não beijava, e muito menos... Você sabe).

Quando eu a vi no aeroporto eu corri e dei um beijo de cinema nela e depois a levei para almoçar no restaurante preferido dela. Depois de vários minutos descrevendo sua estadia no estrangeiro eu comentei com ela:
(Eu):- Eu estou muito ansioso para a nossa festinha hoje à noite...
(Ela):- Eu também, mas não é nossa, é da Bia...
- Bia?...( iiii muleque, ela enganou você...)
- A minha priminha... Eu acho que estava tão ansiosa para voltar para casa que não expliquei direito (desculpinha velha...); a 3 semanas atrás a minha tia me ligou e disse que a minha priminha Bia queria uma festa de aniversário no Buffet esse ano, mas não tinha dinheiro, então ela alugou um salão de festas e alugou também algumas fantasias de pakitas para mim e outras primas minhas dançarmos na festa, e eu sei que você gosta muito de crianças e já trabalhou em um Buffet então eu disse que você ajudaria... Você vai ajudar, não vai?
- Tudo o que você me pede rindo eu faço chorando.( o que um cara na seca não faz né?)
- Não é ao contrario?
- Não interessa, eu não sei dizer não para você... (mas estava querendo dizer “Nem morto!”).

Então eu me encontrei com ela no salão no horário combinado e ela estava muito animada, mas eu estava com tanto pique que se me dessem uma tartaruga para eu cuidar 2 fugiram. Então nós entramos e começamos a trabalhar. Depois de tudo pronto eu estava coma boca doendo e os dedos inchados de tanto encher e amarrar bexigas, mas valeu a pena, porque ficou tudo muito bonito.

Depois de uns 20 minutos de festa ainda não tinha quase ninguém então a organizadora da festa (e mãe da aniversariante) disseque eu poderia descansar um pouco. Aproveitando, eu me encontrei com a Ana na ala dos funcionários,v ela me arrastou para um banheiro pequeno que tinha uma placa de “quebrado” pendurada na porta por fora. Quando o clima começou a esquentar no banheiro, eu ouvi duas vozes vindo de fora do banheiro que diziam:
(1ª voz):- Você viu o Hugo?
(2ª voz):- Não...
(1ª voz):- Estamos precisando dele para servir as mesas... Cada vagabundo que a Ana arruma... Eu vou procurar la atrás. (alem de trampar de graça... eu botava fogo na festa!!!)
(Eu):- Vagabundo não! Eu to trabalhando de graça! Ela deveria me agradecer!
(Ana):- Calma amor, nós temos que sair daqui sem sermos vistos.

Como eu não sabia que iria me agarrar com a Ana no banheiro eu coloquei uma cueca velha com o elástico frouxo, então quando eu recoloquei o macacão de garçom/palhaço o “Teddy” (depois eu explico o porque desse apelido para o meu... você sabe...) ficou fazendo muito volume e dava para ver de longe.
(Eu):- Amor o que eu faço?
(Ana):- Tenta acalmar o Teddy, eu vou sair primeiro e vou verse não tem ninguém; quando você puder sair eu bato na porta.

Então ela saiu e depois de uns 3 segundos eu escutei um “toc toc” e sai. Quando eu coloquei a cabeça para fora da ala dos empregados eu vi que os convidados haviam se multiplicado rapidamente e tentei voltar, mas a organizadora estava atrás de mim. Quando eu ouvi aquela gorda me chamando eu pensei que estava tudo perdido, mas não liguei afinal eu estava trabalhando de graça... Mas de repente eu tive uma idéia; eu vi um cordão com bexigas e peguei um pedaço dele e coloquei os balões em frente ao meu corpo. Então a balofa me levou para a cozinha e me deu uma bandeja cheia de salgadinhos e mandou eu distribuir entre os convidados. Quando eu cheguei na primeira mesa todos gritaram de alegria, parecia ate que estavam morrendo de fome, mas eu tinha um problema: como colocar o prato descartável com salgados na mesa se eu estava segurando a bandeja com uma mão e as bexigas com a outra? Eu pensei por alguns segundos e decidi encostaras bexigas na mesa e o corpo nelas, assim ela não caiam. Então eu servi alguns salgadinhos para os mortos de fome e fui para a outra mesa. Vi algumas crianças estourando as bexigas da parede e fui repreendê-las, mas ao me ver começaram a correr em minha direção com aqueles garfos descartáveis w infernais em minha direção(eu também odeio esses garfos), e eu não tive outra escolha senão correr.

Eu corri tanto que escorreguei e sai deslizado, e o pior é que na queda eu estourei todos os balões e ainda entortei o Teddy. Se tivesse a competição de deslizada improposital nas olimpíadas certamente eu ganharia medalha de ouro, porque eu só parei cerca de 2 metros depois, atrás da mesa do bolo (já ouviu falar em patinação no gelo???). O meu Teddy tava doendo tanto que eu tive que ver se não tinha quebrado. Eu entrei debaixo da mesa, abri o macacão e tirei ele, e depois de uma massagenzinha ele melhorou. Eu já ia sair debaixo da mesa porque ele já estava “mais calmo” (afinal, era o único lugar que não tinha gente). Enquanto acudia o Teddy ouvi a voz da Ana, coloquei a cabeça para fora e fiz um sinal para ela entrar embaixo da mesa. (xxiiiii, já estou vendo onde isso vai acabar...)

Então ela agachou fingindo que estava procurando algo, quando percebeu que ninguém a olhava ela entrou embaixo da mesa.
- Amor, o que você está fazendo aqui?

Então eu comecei a explicar e ela pediu para ver o Teddy, eu mostrei e ela ficou com pena de mim e depois de alguns segundos nós estávamos nos agarrando debaixo da mesa (esses aborrecestes, não se seguram por nada), a mesa era tão grande que ninguém percebeu a nossa presença.

Mas tudo que tinha acontecido só tinha sido constrangedor para nós mesmos porque ninguém havia visto nada, mas desta vez o mico foi gigante. No meio do amasso a música parou, as luzes se apagaram e de repente ouvimos uma música mais ou menos assim:

“Parabéns pra você;
Nessa data querida;
Muitas felicidades;
Muitos anos de vida!”

Meu sangue gelou e o meu coração disparou. Eu não estava vendo nada e não podia falar com a Ana porque se cochichasse ela não ouvia, e se gritasse todos la fora ouviam, então eu decidi recolocar a roupa e esperar. Quando as luzes se reacenderam eu vi que a Ana estava branca de medo, e nós conversamos por sinais (uma libra paraguaia) e ela disse para esperarmos mais um pouco, ou pelo menos foi o que eu traduzi. Então depois de um certo tempo ela me fez um sinal e saiu correndo e eu fui logo em seguida.

Quando eu saí escorreguei em um pedaço de bolo que algum idiota deixou cair no chão, mas desta vez eu não sai deslizando, eu cai de cara numa mesa, derrubei tudo e ela caiu por cima de mim e eu desmaiei. Quando eu acordei, eu estava na ala dos empregados e a Ana estava morrendo de vergonha, e se eu não tivesse desmaiado seria melhor, porque seria tido como tarado, e só Deus sabe o que teria acontecido.

Eu fiz tudo que poderia para evitar isso? Não. Se tivesse mudado algo o final seria diferente? Talvez. Eu gostei da noite? Claro que sim. Na hora foi horrível, mas é como diz aquela comunidade: “depois que passa agente ri”. Eu gostei mais ainda do que aconteceu depois da festa: Como a Ana e eu fomos os que menos trabalhamos, então fomos os únicos que limpamos, mas depois que acabamos finalmente deixamos o Teddy brincar um pouco, e nisso bagunçamos tudo de novo.

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