A super espinha


A Deise (uma vizinha) adorava aperta espinhas, ela não podia te ver com uma que ela já te pedia se ela podia aperta aquele caroço em sua cabeça, quem mais sofria com isso era os namorados dela, diziam por ali que ela não namorava os cara por eles serem bonitos ou porque gostava deles, ela namorava com as espinhas do cara.
Então uma vez um dos namorados dela apareceu um uma super espinha na bochecha, o negocio tava tão grande que parecia uma verruga, ela mais que depreca quis porque quis, apertar aquela espinha, o cara ate tentou se livrar dela mas não teve jeito, ela era muito insistente, “Não se preocupe, não vai doer eu aperto de uma vez só!!!”, então o cara deito no colo dela e como ela mesmo ávida dito, ela apertou de uma vez só.
Então eu estava no meu apartamento jogando videogame, tranqüilo guandu eu começo a ouvir uns berros: “- socorro!!! Eu to cega, não to vendo nada, alguém me ajuda por favor!!!”, eu pensei que alguém estava matando a mulher, mas logo o namorado dela, o Gersso, começou a bater desesperadamente na porta pedindo socorro, abri a porta e perguntei para ele o que tinha acontecido.
- Agora eu não posso relatar o ocorrido agora(disse ele, ele falava desse jeito porque ele era policial), preciso de um favor seu, aconteceu um acidente lá na casa da Deise e preciso levar ela correndo ao proto socorro, será que você pode nos dar uma carona.
Disse para ele que eu ia leva-los (afinal deveria ser algo muito serio para ela estar gritando daquela maneira). Enquanto ele foi buscar ela, eu peguei os documentos, o celular e as chaves do carro e desci ao estacionamento e levei o carro para a porta do bloco, lá o Gersso estava me esperando com a Deise no colo, foi ele entrar no carro, e eu já acelerei a caminho do hospital. No caminho essa mulher berrava como uma condenada, eu não sei se ela tava tendo um ataque epiléptico ou se ela ia ter um filho, ao ver aqueles berros eu falei para o Gersso “- olha eu vou correr, mete o pe no acelerador, se por algum acaso um companheiro seu de profissão encrencar você de um jeito de resolver a situação” e assim sai em disparada ao hospital.
Quando finalmente chegamos ao hospital o Gersso desceu do carro e levou a Deise no colo para o hospital. Fiquei lá esperando eles por umas três horas, por sorte tinha um livro no porta luvas, li ele todo enquanto eu esperava os dois voltarem. A Deise saiu do hospital com um tampão no olho esquerdo e com a maior cara de tacho, durante o caminho todo de volta nenhum dos dois quiseram falar o que havia acontecido. Quando chegamos ao condomínio eu puxei o Gersso para um canto e disse “- poxa!!!! Vocês estão me devendo a explicação, o que aconteceu de tão grave com ela?”. Então o Gersso me explicou que ela queria porque queria aperta a tal espinha, então ele deitou no colo dela e ela apertou a espinha de uma vez só, o que foi uma péssima idéia, porque o pus da espinha saiu como uma bala de canhão, dizem que era enorme, então aquele pus saiu voando e acerto diretamente o olho dela, por isso daquele escândalo todo. Apesar do susto que a Deise levou ela não parou de apertar as espinhas dos outros, mas agora ela sempre ta usando um óculos!!!

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Embebedando o veio


Você deve saber que nesse vai e vem da vida, uma hora ou outra sempre acaba faltando dinheiro no final do mês, com todo mundo já deve ter acontecido isso, comigo sempre foi um pouco diferente, por ser meio mão aberta, sempre faltava dinheiro no final do mês para mim, então para tampar esses buracos no orçamento, eu arranjei um bico como auxiliar de barman. De dia eu ia para o meu emprego normal, de noite quando o Rui (meu patrão) arranjava um evento eu ia com ele para auxilia-lo em qualquer coisa, então num dia desses, o Rui arrumou uma festa (meio mixuruca por sinal) e me chamou para ir ajudar ele.
Como sempre nós colocamos os aparelhos e as bebidas dentro do porta-malas e partimos para a festa, ate então estava tudo nos conformes. Estávamos cortando caminho pelo centro da cidade, estávamos passando por ruas bem calmas e quase sem movimento, quando derrepente uma Mercedes corta o sinal vermelho na nossa frente, o Rui meteu o pé no freio, cantou os pneus, mas não conseguiu evitar a batida.
Saímos do carro meio assustados com o acontecido, mas apesar do susto estávamos bem, já o carro do Rui estava com a frente toda amassada, quando o Rui viu o carro (recém comprado) todo amassado ele começou a chorar, enquanto ele chorava eu fui ver se o motorista da Mercedes estava bem, para meu espanto o motorista era um advogado bem conhecido em minha cidade que estava se candidatando a vereador, enquanto o advogado estava saindo do carro o Rui veio e perguntou:
- E agora! O que vamos fazer?(disse o Rui)
- Eu vou pegar o telefone de você e depois eu ligo para acertar as contas.(disse o advogado aparentando estar meio bêbado)
- Ainda bem que o senhor vai pagar o prejuízo.
- Como eu pagar? Foram vocês que bateram em mim!
- Claro que não! A culpa foi do senhor que passou o sinal fechado.
- Pera ai rapas! Você sabe quem eu sou? Eu sou um advogado muito influente, sou a autoridade por aqui!
- Ah! Então o senhor acha que só porque é advogado o senhor pode passar o sinal fechado atropelando tudo!!!
- Eu não me vi passando por sinal vermelho nenhum!
- Por isso mesmo! O senhor estava desligado e não viu o sinal se fechar.
Depois de baterem boca por mais algum tempo o Rui disse!
- eu vou ligar para a policia!
- Pode ligar! Eu conheço vários policiais, delegados e juizes. Se eu quiser eu posso deixar vocês o resto da vida dentro da cadeia! Eu estou dando a oportunidade de ouro de vocês não irem para a cadeia, é só pagarem o meu carro que vai ficar tudo bem.
O Rui ate pensou em recuar, mas mesmo com essas ameaças ele foi ate um orelhão e chamou a policia, e quando ele voltou o advogado disse sorrindo “eu te avisei”. Depois o Rui foi ate o porta-malas e pego um suco de laranja (que ele usava em alguns coquetéis) para ele beber, daí ele veio ate mim e perguntou se eu queria suco de laranja, eu respondi que não, mas o Rui me olhou com uma cara feia e disse baixinho “você quer sim!” daí ele foi ate o porta-malas e trouxe um copo de suco de laranja para mim, logo após ele voltou ao porta malas e pegou outro copo de suco para ele, dessa vez ele ofereceu ao deputado, o deputado por sua vez aceitou, daí o Rui foi lá e trouxe um suco para o deputado, o mesmo provou o suco e adorou, “ummm azedinho” dizia ele. E ali ficamos bebendo suco de laranja, o Rui bebia um copo atrás do outro, sempre oferecendo ao deputado mais suco, o deputado por sua vez sempre aceitava. Após o terceiro copo eu percebi que o deputado começou a ficar meio groge, alem de estar falando meio torto ele já estava sem equilíbrio, então puxei o Rui a um canto e perguntei:
- Cara o que você deu ao deputado?
- Ueh! Suco de laranja.
- E oque havia dentro do suco?
- Eu coloquei um pouco de vodka.
- Um pouco??? O cara só bebeu 3 copos e já ta lesado!!!
- Essa vodka é bem forte, mas não se preocupe, vai dar tudo certo, eu só vou precisar de um favor seu.
- O que você quer?
- Você se lembra das bebidas que estão no porta-malas?
- Sim...
- Você ta vendo aquele terreno baldio ali?
- To!
- Então você pega tudo que esta dentro do porta malas e joga naquele terreno, enquanto isso eu vou distrair o deputado! Ah sim, só deixa a vodka e o suco de laranja lá no porta-malas.
E foi o que eu fiz, dei uma limpa no porta-malas. Enquanto eu me livrava das bebidas, o rui foi dando mais suco batizado para o deputado, só que cada vez que ele servia suco, o copo vinha com menos suco e com mais vodka. Quando eu terminei a limpa, o advogado já tinha entornado mais dois copos, o advogado foi bebendo um atrás do outro sem parar, depois que eu terminei meu afazer eu perguntei ao Rui qual era o plano dele e ele me respondeu:
- calma você vai ver o que eu vou fazer!!!
Então ele entrou dentro do carro, pegou uma lista telefônica (ele sempre levava essa lista acaso ele se perdesse na cidade), daí ele pegou meu cartão telefônico e foi ate um orelhão, e ligou para algumas emissoras de televisão daqui de minha cidade. Com meia hora chegou uma vã e dela desceu uma reporte e um câmera que foram direto ao deputado, tonto de bêbado o deputado respondia as perguntas com as seguintes frases : “Eu não estou bêbado, só tonto”,”eu não to tonto porque bebi e sim porque bati a cabeça”, “eu não vi o sinal vermelho porque quis, foi um acidente, eh que eu estava olhando uma gostosa do outro lado da rua!!! Hic!!!”,”engraçado eu não vi a batida, eu fui perceber que tinha batido quando eu vi o carro amassado”. Depois dessa emissora começou a chegar outras e mais outras. Quando perguntaram se ele tinha medo de ser preso ele respondeu “ eu já disse pros rapazes que bateram em mim que eu não vou preso, eu conheço um monte de gente que tem o rabo preso comigo, que não vai deixar isso acontecer!!!”. Quando a reportagem chegou, já havia se passado uma hora e meia que havíamos ligado a policia, quando deu duas horas da ligação, chegou a policia, daí os policiais levaram eu, Rui e o advogado para delegacia (e a reportagem foi atrás), lá eles pegaram o nosso depoimento e depois nos liberaram e deixaram o deputado preso. No dia seguinte estávamos em todos dos jornais regionais, graças a idéia do Rui nos saímos livres, já o deputado, xiii, o deputado se lasco, foi preso e condenado, depois de descobriram que ele não era advogado e que ele roubava aposentadoria dos velhinhos, ele foi preso e condenado, com tudo isso ficou um pensamentos em minha cabeça “quem disse que tudo nesse pais acaba em pizza???”

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Comemoração

Já chegamos ao numero de 50 historias postadas nesse blog, todas baseadas em acontecimentos reais, e olha que esse numero tende a aumentar, outra coisa para se comemorar é o aumento de acesos ao blog. Estou contente porque duas coisas que eu não imaginava que iria acontecer aconteceram. Primeiro eu não botava fé que eu iria ter saco para escrever nem um quarto das historias que eu tenho (com essas 50 historias eu já alcancei a marca de um quarto de todas as historias que eu tenho reunidas), também isso se deve ao fato que eu acabei gostando de postar as historias no blog. Segundo eu nunca achei que o blog um dia iria chegar a marca de mil visitas ao ano, mas para a minha surpresa ele já esta passando bem dessa meta ao mês. Então agradeço a você que tem me prestigiado com a sua visita e torso para que você sempre me prestigie com a sua presença. VALEU!!!

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Perdido com a loca


Em meu antigo colégio, avia uma competição anual ( uma gincana ) entre as salas, para arrecadar fundos para o colégio, em troca a sala vencedora ganhava um passeio de trem pela serra. A minha turma era uma das melhores, mas por dois anos consecutivos a nossa turma havia ficado em segundo lugar (ao estilo Rubinho Barriquelo), ficamos tão indignados com aquela situação que no ano seguinte fizemos muito mais que podíamos para ganhar a gincana, eu ate me vesti de mulher no concurso de travesti (para você ver como a gincanda de meu colegio tinha provas bem diversificada, alem do concurso de travesti, tinha o concurso de biquíni, de tapa na cara, de invenções malucas, de fazer balões, corrida de barquinho de papel etc...), esse esforço todo valeu a pena, ganhamos quase todas as provas que faziam parte da gincana, nós fomos tão bem que o segundo lugar ficou diversos pontos atrás, e como digna recompensa ganhamos o passeio de trem.
No dia do passeio a turma toda estava reunida em frente ao colégio, junto estava a diretora e mais dois professores que iam para ajudar a tomar conta dos alunos. O ônibus nos pegou na frente do colégio as 6 de manha e nos levou ate a ferroviária, na ferroviária ansiosos entramos no trem que logo começou a viagem. Eu estava feliz (já que era a primeira vez que eu andava de trem) e maravilhado com a beleza da cerra, eu não desgrudava a cara da janela por nada, nem mesmo na hora que eles serviram lanche eu tirei o olhar de fora do trem, estava tudo indo nos conformes ate que o trem começou a ir mais devagar, e mais de vagar, ate para no meio da serra, ficamos preocupados e curiosos para saber oque havia acontecido, mas essa curiosidade logo foi morta pelo condutor do trem que veio ate nós e disse o seguinte:
- seguinte pessoal, o motor pifo!!! A gente vai ter que esperar o resgate, enquanto isso vocês podem sair para esticar as pernas, mas não se afastem muito do trem, se alguém se perder nessa mata vai ser duro de achar depois viu!!!
Eu e meus colegas de turma ficamos assustados mas saímos para fora do vagão, alguns ficaram andando por perto do vagão, outros brincavam de pique-esconde, já eu fiquei sentado na escada de entrada do vagão lendo um gibi que eu tinha trazido para passar o tempo caso a viagem fosse monótona. Estava eu no meio da historia do Tio Patinhas quando a professora Darlene chamou para ajudar ela a catar maracujás na beira da mata, eu ate tentei argumenta “mas professora o homi disse para a gente não se afastar do ônibus” porem ela insistiu “não vai haver perigo nenhum, eu e você vamos ficar por perto, na beirinha da mata”, e depois de muito insistir ela me convenceu a acompanhá-la.
Ela ia catando os maracujás e eu os colocava numa sacola, fui seguindo a professora que ia entrando dentro da mata, ate tentei avisa-la mas ela nem de deu ouvidos, daí quando ela termino de catar os maracujás eu perguntei a ela:
- E agora aonde esta o trem?
- Fica para lá!!!
- Não eu acho que fica para o outro lado.
- Claro que não fica para mesmo, fique tranqüilo, pode confiar na sua professora.
Antes mesmo que eu pudesse argumentar ela saiu andando e para não me perder dela eu fui seguindo ela, depois de meia hora de caminhada não deu outra:
- Acho que estamos perdidos!!! (disse a professora)
- Você acha Neh!!!! Se você não tivesse falado nada eu nem teria percebido!!!
- Pare de ser sarcástico joão! Estamos correndo perigo! Não é hora de ficar fazendo piadinha.
- Porque estamos correndo perigo?
- Nessa mata existem vários animais perigosos, onça, jaguatirica, cobras e vários animais venenosos também.
- Sinceramente eu estaria mais seguro ao lado de uma onça que ao seu lado!!!
Depois de uma leve bate-boca nos continuamos andando, e quanto mais andávamos, mais o tempo passava e mais desesperada ficava a professora, depois de uma hora ela chegou a tal desespero que começou a chorar:
- Buahhhh! Nos vamos morrer! Buahhh! Nos vamos ser comidos por uma jaguatirica!!!
Daí ela ma abraçou e desbancou a chorar de novo:
- Buahhh! A culpa foi minha! Eu que coloquei você nessa robada!!!
- Calma professora a gente vai sair daqui.
Primeiro eu fiz ela parar de chorar (foi ate fácil fazer ela parar de chorar, eu só tive que dizer “se você continuar chorando, você vai atrair uma onça”), depois fomos ate a beira de uma rio e ficamos ali descansando. Após um tempo descansando a margem do rio eu comecei a ouvir vozes, primeiro eu pensei que era coisa da minha imaginação, mas logo percebi que era o resgate.
- Dona Darlene e João Paulo onde vocês estão???
- Aquiiiiii!!! (gritei com toda minha força) Através dos berros da professora os bombeiros nos acharam e nos resgataram, na volta ao trem um dos bombeiros me disse que a gente tinha se afastado mais de um quilometro do trem ( eu disse para ela que o trem ficava para o outro lado ). Foi um alivio tremendo quando vi meus amigos e companheiros que estavam esperando nos esperando numa estação de trem, eu fiquei aliviado, já a professora começou a espalhar para todos que a culpa foi minha, que eu havia levada ela para dentro da mata, pode isso, o engraçado que alem dele ter feito as burradas, ela não teve a coragem de admitir as cagadas, gente loca neh? Mas ninguém alem dela acreditou na historia que ela contou, todos viram ela me chamando para ir junto com ela para catar maracujás!!!

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O capeta em forma de guri


Quando eu era criança eu era um pouco arteiro, a minha mãe falava que eu fazia mais macacada que um macaco, sinceramente eu nunca concordei com isso, mas minha mãe, meu pai, meu irmão, meus vizinhos, meus avos, meus tios, primos, amigos... todos concordavam com a minha mãe.
Um dia uma de nossas vizinha teve a grande idéia de dar um conselho para a minha mãe, minha mãe adorou a idéia e dois dias depois ela me colocou como garçonzinho de padre (conhecido também como coroinha) na igreja. Eu não queria ser garçonzinho de padre, não tinha gostado da idéia, mas a minha mãe me levava para a igreja de qualquer jeito, muitas vezes ela me arrastava pelas orelhas (sim pelas “orelhas” ela não segurava em apenas uma e sim em ambas, tudo para que eu não escapasse), ela e meu pai tinham esperança de que eu fosse iluminado e de um dia para o outro eu aquietasse ou que talvez o padre Zelnolino conseguisse dar um jeito em mim.
O padre Zelnolino foi muito paciente comigo, durante algumas semanas ele foi muito bonzinho comigo, mas depois de dois meses ele me apelidou de “capeta em forma de guri”!!! Eu não sei porque eu ganhei esse apelido, talvez tenha sido por causa dia que entrei com o incenso na igreja, tinha começado a missa e o padre estava entrando na paróquia, eu estava logo atrás do padre balançando aquele treco de incenço, como eu mesmo dizia “estava defumando as pessoas”, mas eu notei que só as pessoas da beira dos bancos eram defumadas, então eu decidi girar panelinha para ver se a fumaça iria chegar no fim das fileiras, ao girar a panelinha a fumaça realmente ia mais para o fundo mas não o suficiente para chegar ate o fim das fileiras, então decidi girar mais rápido e girei tão rápido que a panelinha fugiu de minha mão e sobrevoou um par de bancos espalhando o incenso em brasa por cima das pessoas, nada de mal aconteceu, claro que teve a panela que caiu na cabeça de um senhor, de varias pessoas terem saídos com as roupas com pequenos furos na roupa causados pelo incenso em brasa e de uma moça que teve o cabelo incendiado por uma pedrinha de incenso, nada de grave aconteceu. Também teve a vez que eu e outro coroinha estávamos limpando a paróquia, quando nos deu fome e a única coisa que tinha para comer na igreja eram as hóstias, e foi o que fizemos, porem as hóstias nos deram uma sede danada, fuçando em baixo do altar nos achamos uma garrafa de suco de uva, só que havia um pequeno problema, aquilo não era suco de uva e sim vinho, resultado, quando o padre chegou ele encontrou dois de seus coroinhas bêbados e comendo hóstias em cima do altar. Também teve as vezes que eu ia ate a igreja de madrugada e tocava os sinos freneticamente ate acordar todo mundo da cidade, logo depois eu saia correndo pelos fundo da igreja e me escondia no terreno baldio.
Teve outros causos como a vez que eu explodi a cozinha da igreja, ou da vez que eu “peguei emprestado” alguns trocados da arrecadação da igreja, ou quando no meio da missa eu ficava dando estrelinha atrás do padre, ou quando eu pegava o microfone antes de começar a missa e contava umas piadas, ou da vez... bom e etc... ate hoje eu não achei nenhum motivo plausível para esse apelido!!! Mas eu ate gostei do apelido e me alto denominei de capeta da igreja da santa recebedora de raios!!!
Santa recebedora de raios era como eu chamava a igreja, isso porque no alto da igreja tinha uma razoável cruz de bronze que em dias de tempestade atraias varios raios, vira e mexe um raio acertava a cruz, também vira e meche a igreja pegava fogo por causa dos raios que acertavam a igreja e de tanto pegar fogo a o teto da igreja estava quase caindo. O padre estava a alguns anos arrecadando dinheiro para a construção de uma nova igreja, ele já tinha juntado o dinheiro mas as pessoas não queriam demolir a igrejinha antiga.
Então um dia eu e outro coroinha ficamos de castigo (por ter feito careta na hora da missa atrás do padre) limpando a igreja sozinhos durante a noite, nesse dia estava tendo uma tempestade com muitos raios, sinceramente eu estava me borrando de medo de ficar ali de noite e com aquela chuva, mas se eu não limpasse a igreja direitinho o padre iria usar a palmatória (ele não tinha o costume de usar a palmatória, ele a usava apenas comigo). Teve uma hora que ouvimos um estrondo enorme, esse estrondo era de um raio que tinha acabado de cair na cruz da igreja, apesar de tudo ficamos aliviados porque sabíamos que raramente caia dois raios no mesmo dia, porem um tempo depois um outro raio caiu na igreja, mas esse raio era muito mais forte que o primeiro, a lenda diz que foi o raio mais forte que já caiu sobre aquela igrejinha, ele foi tão forte que clareou tudo, tremeu a igreja ao ponto de fazer os pedaços do teto começarem a cair, igreja toda estava desabando e para ajudar uma parte do teto podre começou a pegar fogo, logo a igreja estaria repleta em chamas, porem antes de sair, eu e o outro coroinha decidimos salvar todo que pudéssemos carregar (tínhamos um forte precentimento que aquela igreja não iria resistir aquele incêndio o fogo estava se espalhando muito rápido). A primeira coisa que a gente salvo era o baú onde o padre guardava o dinheiro para a nova paróquia, depois pegamos algumas imagens sacras e saímos correndo dali e nos escondemos na casa da arvore que ficava num terreno no final da rua da igreja. Da casa da arvore a gente viu o fogo consumir e destruir a igrejinha, eu e o outro coroinha demoramos um minuto e pouco para pegar o que dava para pegar e sair dali, em três minutos a igreja estava repleta de chamas, em cinco ou sete minutos a igreja desmorono. O mais interessante foi que dois raios caíram na igreja, a igreja pegou fogo e desabou e ninguém alem dos coroinhas percebeu o que havia acontecido. Eu e o outro coroinha ficamos a noite acordados vendo a igreja virar pó, quando o fogo terminou ainda estava chovendo, daí eu e o outro coroinha fomos ate a oque havia sobrado da igrejinha para ver se ainda dava para salvar mais alguma coisa, mas estava muito escuro e não deu para achar nada. Passamos um tempo ali andando e vendo o grande estrago causado pelo fogo quando eu tive uma idéia, talvez uma das idéias mais loucas que eu já tive:
- Em você quer fazer um milagre acontece? (perguntei ao outro coroinha)
- E da para fazer um milagre acontecer?
- Claro que da!!!
Daí eu expliquei o meu plano ao outro coroinha, ele por sua vez adorou a idéia. Então voltamos ate a casa da arvore, pegamos as imagens e colocamos dentro do baú de dinheiro, daí nos levamos o baú ate os escombros e procuramos um lugar para se esconder, daí o outro coroinha encontrou um vão que dava acesso para debaixo dos escombros, então nos entramos por aquele vão e arrastamos o baú junto com a gente e ali ficamos quietinhos.
Quando era mais ou menos quatro da manha um bêbado que voltava da zona viu a igreja detonada e começou a gritar pelas casas que rodeavam a igreja:
- o capeta destruiu a igreja, ele acabou com a nossa igrejinha, ele taco fogo e a demoliu, esse é um sinal do fim do mundo...
Então algumas pessoas saíram de suas casas, não porque acreditaram que a igreja tinha sido destruída, mas sim para mandar o bêbado ir se f***, mas logo que saíam de suas casas as pessoas viam a igreja demolida e iam chamar toda a família para ver aquilo, depois que eles acordavam a família eles iam acordar os vizinhos. E assim a noticia se espalho como rastro de pólvora, cinco minutos depois que o bêbado começou a gritar o padre chegou:
- ai meu Deus! Ontem de noite haviam dois garotos limpando a igreja, eles devem estar ai de baixo.
Foi aquele corre corre de quem estava ali para tirar os escombros. Daí logo minha mãe chegou e começou a gritar desesperada, já meu pai se manteve e foi ajudar a retirar os escombros, enquanto minha mãe gritava o bêbado falava para ela:
- Se o seu filho tava ai, ele pereceu!!! Ta nos infernos agora!!!
- Cale a sua boca (gritou a minha mãe). Meu filho é esperto, ele saiu antes de tudo cai!!!
- Ele não é esperto, ele era esperto, não se esqueça que ele morreu, ta no inferno jogando truco com o capeta!!!
Minha mãe não se seguro e partiu para porrada com o bêbado, o e o bêbado apanho, apanho feio em. Enquanto tudo isso acontecia eu e o outro coroinha tirávamos o maior ronco lá de baixo dos escombros (você não sabe o quanto que e itediante ficar esperando socorro), só acordei quando eles nos acharam, nunca vi meu pai e minha mãe tão felizes ao me verem, depois de fazerem uma festa eles me levaram para o hospital, todos ficaram surpresos ao saberem que eu e o outro coroinha não tínhamos sofrido nenhum arranhão. Depois de são e salvos foi hora de contar oque havia acontecido, daí eu contei oque eu tinha combinado com o outro coroinha, a gente conto para todo mundo que um bicho enorme, vermelho, chifrudo, que tinha corpo de gente e cabeça de boi apareceu na igreja e a queria destruí-lá mas eu e o outro coroinha tentamos impedi-lo, mas daí um grande clarão apareceu e a igreja começou a pegar fogo e a desabar, daí a gente tentou ir salvar o dinheiro que o padre juntou durante anos, mas quando pegamos o baú e estávamos saindo a igreja toda desmorono, mas antes do teto cai um anjo apareceu e nos protegeu e a gente não lembrava mais de nada apartir daí. Foi um alvoroço, por meses o povo e os jornais só falavam dos coroinhas que enfrentaram o demo e saíram vivos, para falar a verdade ate hoje se conta essa historia em minha cidade!!!!

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Brincando de medico


Gigante era como carinhosamente era chamado o meu amigo Ivã, eu conheço o Gigante desde criança, ele foi meu vizinho por muitos anos, apesar dele ser gente boa, eu não gostava de sair com ele, com os meu bem distribuídos 1,70m me sentia um anão perto do cara que media 2,10m, mas oque eu tinha mais ódio era de pegar ônibus com ele, enquanto eu me lascava para segurar naquelas barras de ferro de cima, ele tinha a capacidade de bater a testa nas mesmas barras.
Depois que o meu sobrinho e o sobrinho do Gigante nasceram, o assunto de nossas conversas mudou, antes falávamos sobre varias coisas, mas depois dos sobrinhos, nos começamos a sempre discutir para ver quem possuía o melhor sobrinho, o meu argumento era que o meu sobrinho era mais inteligente, desenhava bem e fazia uma caipirinha muito boa, já os argumentos do Gigante era que o sobrinho dele era mis esperto e ele jogava futebol melhor que o meu sobrinho, logo retrucava que meu sobrinho jogava basquete muito bem, daí o Gigante dizia que o sobrinho dele sabia fritar ovo e eu retrucava que o meu hambúrguer... e assim passávamos um tempo discutindo.
Estava esperando o Gigante na porta do condomínio, porque nos íamos encontrar uns amigos, logo ao chegar percebi o sorriso que ele tinha de lado a lado do rosto:
- E ai João! Cara tenho uma novidade que vai deixar o seu sobrinho na lona!
- É mesmo! Eu to duvidando!!
- Seguinte! Eu estava conversando com o meu sobrinho e perguntei para ele, porque das idas dele todo dia a casa da Lurdinha.
- É mesmo! E o que ele te falou?
- Ele disse que ele vai para a casa da Lurdinha só para brincar de medico, tem mais, ele disse que o seu sobrinho não brinca de medico, diz que não gosta de brincar de medico!
- Você ta brincando, não é?
- To não, foi o meu próprio sobrinho que é “macho” que me confirmou a historia.
Na hora eu nem liguei para o que ele havia dito, mas depois que chegamos no bar e ele fez questão de contar para todos aquela historia, daí eu já comecei a ficar meio deprimido, lodo depois começou uma zuação geral comigo, eles diziam o seguinte “ele não gosta de brincar de medico, porque ele tem alergia de mulher, isso deve ser coisa de família”, depois de ouvir essa frase pela milésima vez, fui embora cabisbaixo para a minha casa. Quando cheguei em casa, vi o meu sobrinho na sala jogando videogame, então resolvi ir esclarecer o assunto com ele:
- Então pirralhinho, hoje eu estava falando com o gigante e ele me disse que o sobrinho dele gosta de brincar de medico, isso é verdade?
- É sim tio! Ele brinca de medico todos os dias.
- E você brinca com eles?
- Eu não tio! Eu não gosto de brincar de medico com ele! A brincadeira é bizarra! Ele e o vizinho da Lurdinha se trancam dentro da casinha de boneca e ficam lá brincando!!!
- Ele e o vizinho da Lurdinha! E a Lurdinha não brinca?
- Não! Eles não deixam ela entrar no brincadeira!
- É mesmo!!!! (na hora veio um monte de pensamentos ruins na minha cabeça) e você nunca brincou de medico com eles?
- Eu não tio! Uma vez eles ate me chamaram, mas logo que eu vi como era, e sai!!! Eu não gostei muito da brincadeira não tio! É muito estranha. É assim ó: um deles é o medico e o outro o doente, daí o doente tira a roupa e deita no chão, daí o medico vem e apalpa o doente para achar a doença, daí depois quando o medico acha a doença ele faz massagem onde doe, e quando eles se canção eles trocam de lugar.
- É mesmo! Eles fazem isso mesmo?
- É sim tio!!! Bizarro neh? Mas o mais estranho é quando eles resolvem curar as doenças com beijinhos!!!
- Ummm! Estranho mesmo!
No outro dia de manhã, eu peguei minha câmera e fui com o meu sobrinho para a casa da lurdinha. Ao chegamos a casa da Lurdinha, eu perguntei a mãe dela se eu podia ficar ali para filmar as crianças, eu dei a desculpa que tinha um trabalho de faculdade, onde eu devia demonstrar o comportamento sociológico das crianças entre elas, disse também que o vídeo iria passar em um seminário onde iria estar ate o governador. A dona Rosa ficou toda cheia e logo deu permissão para filmar as crianças, no começo eu filmei as crianças brincando mas logo que o vizinho da Lurdinha chegou, ele e o sobrinho do Gigante foram direto para a casa de bonecas (exatamente como o meu sobrinho havia dito) eu pararei de filmar meu sobrinha e fui para perto da casa de bonecas, eu me aproximei bem de vagar da casinha, e por um buraco em forma de coração que tinha na janela eu gravei tudo. Depois que a brincadeira começou, eu entendi porque meu sobrinho havia denominado aquela brincadeira como “bizarra”, os dois estavam nus, um deitado e o outro ajoelhado ao lado, daí aquele que estava ajoelhado começou a apalpar o outro, ele apalpou todo o corpo do moleque, ate mesmo as partes intimas (por acaso, lugar que era bem apalpado), depois de apalpar o moleque deu uns beijinhos pelo corpo do outro, mas o mais bizarro foi quando o que estava ajoelhado enfiou o dedo naquilo do outro moleque.
Depois de ter gravado ate mais que eu imaginava eu fui embora, já em casa eu fiquei matutando uma forma de mostrar aquela gravação para todo mundo, queria fazer isso o mais rápido possível, para que parassem logo de zoar comigo e com o meu sobrinho. Depois de um longo tempo pensando, eu cheguei a uma conclusão: “se eu mostrar a fita para as pessoas, eu perco um amigo e vou queimar o filme dele e do sobrinho dele, já se eu não mostrar a ninguém eu continuo com o amigo, não ofendo ninguém, e com mais alguns dias os outros já esquecem dessa historia e param de tirar sarro comigo”, daí eu peguei a fita e a joguei fora, mas esse ato não serviu para esconder o que o sobrinho do Gigante fazia, um tempo depois os dois foram pegos brincando de medico dentro da escola, e quase todos os alunos viram, e como a criançada não fica quieta, dois dias depois todos já sabiam o que havia acontecido e o Gigante ficou alguns dias sem sair de casa, com receio de tirarem sarro dele.

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