A polemica do boi


O prefeito de minha cidade decidiu fazer uma estatua de boi para colocar na praça da cidade, a estatua era para homenagear um boi de uma lenda da cidade. “O boi Cidão ao ver uma criança se afogando no rio, pulou dentro da água e nadou ate o pirralho que inventou de se afogar, então o muleque subiu nas costas dele e o boi Cidão, daí o boi o trouxe de novo para a margem do rio.”
Esse boi virou uma lenda de muito sucesso na cidade, tanto sucesso que ate hoje a lenda do boi existe (essa lenda tem mais de dois séculos). Voltando ao assunto, a estatua iria ser feita para homenagear o boi, para você ver como o povo de minha cidade era caduco, com tanta gente para homenagear com uma estatua, decidiram fazer logo de um boi.
Mandaram fazer primeiro uma replica em gesso para passar por aprovação popular (alem de caducos eles também não tinham muito oque fazer!!!), mas a replica causou grande alvoroço já que a estatua tinha os chifres muito grandes. Na verdade quem começou com essa historia de chifre grande, foram um grupo de senhoras que se auto denominavam “as carolinhas da igreja”, o nome já diz tudo, foi por causa delas que esse alvoroço começou, a culpa em partes também foi do prefeito que disse que “a estatua representava o povo da cidade!!!”, ele quis dizer que o povo da cidade era formado de pessoas bondosas e batalhadoras como o boi, mas as pessoas entenderam que elas eram chifrudas como o boi!!! Esse chifrudo foi entendido de duas formas, a primeira foi de chifre de traição, a segunda como chifre de capeta.
Então o prefeito cedeu a pressão popular (já que ele queria se reeleger). No dia da inauguração foi feita uma grande festa, estava tudo indo bem ate que um bêbado (porque sempre tem que ser os bêbados?) reparou em algo que ninguém ali tinha reparado ate o momento:
- Nossa!!!! (gritou o bebado) Essa “estalta” representa mesmo os homi dessa cidade, olha o tamanho do pingelo dela, é avantajado, alias bem avantajado, isso quer dizer que os homi daqui também são avantajados!!! Mas que porra!!! “Purque” porque minha mãe foi me ter em outra cidade... hic!!!
Depois disso, que foram perceber que a estatua era bem dotada, daí se formou outra onda de protesto contra a estatua “Isso é uma ofensa contra a moral de nossa cidade” “E as crianças? Vão ter que ficar vendo essa obscenidade?” “isso é uma falta de vergonha”. Encheram tanto o saco do prefeito, que o próprio teve que mandar cortar o bagulho da estatua, isso mesmo caparam a estatua, e foi só caparem a estatua para sossegar o povo.
Para você ver, a minha cidade é a única que capa os seus heróis!!! Dizem que o negocio da estatua ainda esta guardado na prefeitura, sempre tive vontade de entra lá para roubar o negocio da estatua, e o devolver no lugar, e acabei fazendo isso, mas daí essa já é outra historia!!!

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A dentadura perdida

Vira e mexe, a diretora do meu colégio organizava alguma obra beneficente, ela apenas organizava e dava as ordens, o trabalho bruto ela deixava para os alunos. Uma das ultimas obras beneficentes que eu participei foi a semana de ajuda ao idoso, durante essa semana as turmas iriam se revezar em trabalhos voluntários em diversos asilos e instituições ao idoso. Não havia como escapar das obras beneficentes da diretora, essas obras de caridade valiam pontos em diversas matérias, e quem não participasse perdia pontos em diversas matérias.
Minha turma ficou encarregada de auxiliar um asilo, deveríamos ajudar em diversas coisas, desde ajudar a dar banho em alguns velhinhos ate limpar os banheiros. Para a minha sorte, eu fiquei com o trabalho mais fácil, o de ficar fazendo companhia para distrair os velhinhos, eu apenas precisava ouvir as mais variadas historias de “quando eu era mais jovem” que eles contavam, jogar damas e contar piadas, a minha parte eu tirei de letra, mas os meus colegas estavam tendo dificuldades em realizar as tarefas, por exemplo o Juvenal e o Orlando que ficaram encarregados de limpar o banheiro.
O almoço daquele dia iria ser especial, macarronada e costela assada, os tiozinhos estavam ansiosos para poder almoçar. Havia uma senhora procurando alguma coisa fazia algum tempo, a coitada estava doida procurando a dentadura dela, se por algum acaso ela não achasse a dentadura, a mesma iria ficar sem poder comer aquele almoço especial, como ela não conseguiu achar ela pediu ajuda de outros velhinhos, e depois ela pediu a ajuda aos voluntários daquele dia (que no casa seria eu a minha turma).
Então se formou um pequeno mutirão em busca da dentadura, estavam todos empenhados em ajudar a senhora, não só pelo motivo de ajudar ela, mas também para calar a veia que não parava de choramingar:
- Logo hoje que tem gostosuras para comer, foi sumir a minha dentadura, mas que “carambolas”, pego o maledeto que fez isso comigo. Logo hoje que a comida vai ser gostosa, to cansada de come arrois, fejão e bife!!!!(dizia a velhinha).
Depois que ela se cansou de reclamar, ela começou dar ordens de busca para todo mundo, como uma patroa, ela dava ordens e mais ordens, por acaso ordens bem ofensivas : “procura em baixo da cama, seu jarucu!!!”, “olha nos cantos do sofá da sala, seu cara de galinha de natal (acho que ela queria dizer chester ou peru, mas isso só ela sabe)”, “vai ver no quintal, seu preguiçoso”. Depois de uma hora de busca, nada de aparecer a dentadura da veia, ela já estava entrando em desespero, com a idéia de não poder almoçar naquele dia. Nisso um senhor muito do encabulado, me puxou para um canto e me disse:
- Olha isso que eu vou te contar fica somente entre nos dois, pode ser?(disse o senhor encabulado)
- Minha boca é um tumulo, pode falar.
- Bem, é que eu achei essa dentadura perdida numa gaveta, e eu pensei que ninguém estivesse a usar ela, e como a minha esta muito gasta e anda me incomodando o canto da boca, eu testei essa para ver se me assentava melhor na boca que a minha antiga, para minha surpresa ela coube direitinho, então eu to usando ela. Mas acho que essa dentadura é daquela senhora, intao toma ela e devolve para ela. Peguei a dentadura, que ainda estava meio úmida (eca!!!) e fui devolver a dentadura para a velhinha desesperada e mandona. Quando eu me aproximei dela eu disse: “ dona Creide achei sua dentadura”, então ela abri um sorriso de orelha a orelha e perguntou onde eu tinha encontrado ela, então eu olhei bem para a cara dela e disse: “- ela esta na sua boca!!!”, isso mesmo quando ela sorriu eu vi a dentadura na boca dela, ela colocou o dedo na boca, catucou catucou catucou, e disse “-É verdade ela tava aqui o tempo todo”. Então tudo se acalmou, daí eu chamei o senhor envergonhado para um canto, e devolvi a dentadura para ele, o mesmo ficou feliz da vida e saltitante foi almoçar com a dentadura nova.

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Bebe chorão


Dinho era conhecido como bebe chorão, isso se deve ao fato dele ser muito sensível, ninguém podia encostar nele, que ele já abria o bocão para chorar, ele também era muito curioso, por causa dessa curiosidade uma vez ele se meteu em uma baita encrenca.
Era véspera do aniversario de 50 anos de minha escola, iria ser uma data muito especial (afinal era meio século de idade), então para comemorar essa data especial, a nossa diretora preparou uma toda festa especial. Na véspera da festa, eu e a minha turma (incluindo o Dinho que era de minha turma) estávamos em educação física, então vimos quando um furgão chegou e começou a descarregar varias caixas, curiosos como nos éramos, fomos lá xeretar o que havia naquelas caixas, para nossa sorte era o tio Elias que estava descarregando as caixas, o tio Elias era o zelador mais gente boa do colégio ele era atencioso com todas as crianças, daí o tio Elias decidiu mostrar o que tinha dentro das caixas, na primeira caixa tinha foguetes:
- isso daqui você infinca no chão, acende esse pavio e sai correndo, então o foguete sobe ate lá em cima e explodi e quando isso acontece sai um monte de fogos coloridos (deu para perceber que as explicações dele eram muito cientificas).
Depois ele abriu uma caixa de rojão:
- isso daqui é um rojão, você acende esse pavio, ergue ele lá em cima, e espera ele soltar o estopim.
E de caixa em caixa ele foi mostrando o que cada uma tinha, enquanto o tio Elias estava ali distraído explicando o que cada fogo-de-artifício fazia, atrás dele o Dinho brincava com um rojão e um isqueiro (tal isqueiro ninguém sabe onde ele arrumou), então uma menina o viu e alertou o tio Elias, ao ver o moleque segurando o rojão tio Elias soltou um berro:
- aonde tu arrumou esse bagulho muleque???
- Peguei emprestado!(respondeu o Dinho)
O Dinho acabou acendendo o pavil, antes mesmo que alguém pudesse tomar dele. Entres as dezenas de fogos que tinha ali, o infeliz e mal azarado pegou justamente o que tinha vindo com defeito.
Depois de ter acendido o pavil do foguete, ele ergueu a mão ara soltar o rojão, então aconteceu algo que ele não estava esperando, o foguete explodiu na mão dele. Após a explosão, a mão do menino ficou coberta de sangue, e ele abriu o bocão e começou a chorar, quando alguém ameaçou de leva-lo para o hospital, ele saiu correndo em disparada. Os professores saíram correndo atrás dele, mas nenhum conseguiu parar o moleque, então se juntaram a caça duas zeladoras e uma cozinheira. Nunca vi uma criança correr tanto e ser tão lisa como ele foi, por mais que o cercassem ele sempre achava uma brecha e fugia. Ao ver os professores correndo atrás dele, as crianças pensaram que era “CHUTS”(depois eu explico o que é chuts) e começaram a correr atrás do Dinho. Mesmo com quatro professores, duas zeladoras, uma cozinheira e duas turmas de alunos, ninguém consegui fazer aquele menino parar. Foi então que eu tive uma idéia e fui contar para uma professora que estava tomando um fôlego:
- Professora preciso falar com você.
- Agora não João, to ocupada tentando pegar aquele garoto!!!
- É sobre isso mesmo que eu queria falar. Eu tive uma idéia para pegar ele.
- Então desembucha...
- Eu na tv, que quando se os biólogos querem pegar passarinhos para estudar, eles esticam uma rede e os passarinhos ficam presos, nos poderíamos pegar a rede de vôlei para parar aquele menino.
- É verdade, essa é uma boa idéia.
Então ela buscou a rede de voltei, daí a professora e uma das zeladoras foram com a rede para caçar o Dinho, e deu certo mesmo, quando o moleque estava vindo ao encontro delas, elas esticaram a rede e o moleque se enganchou na rede e caiu no chão. Ao ver o menino não chão, eles ficaram aliviados, mas esse alivio durou ate os professores notarem que os alunos que estavam correndo atrás do moleque, não estavam tentando parar o garoto e o levar ao hospital, eles estavam correndo porque pensavam que era chuts.
chuts era uma defesa contra os valentões, toda vez que um aluno era ameaçado por um valentão, esse aluno apontava para o valentão e gritava: -chuts! chuts chuts chuts!. Então todas as crianças que estivessem por perto saiam correndo atrás do valentão, normalmente o valentão saia correndo para tentar fugir, oque era uma má idéia, já que quanto mais o grupo corria mais crianças se juntavam ao grupo, quando o grupo finalmente alcançavam o valentão, eles o derrubavam e cada criança ali dava um ou dois pontapés no valentão.”
Então formou-se uma roda de crianças em volta do Dinho que levou vários chutes, só não levou mais porque um dos professores se jogou no meio daquele alvoroço e tirou o moleque a força dali. O Dinho ficou bem, apesar de ter ficado alguns dias internado. Quando ele voltou para a escola, nos tivemos que pedir desculpas pelos chutes.

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O lobisomem

A minha cidadezinha era campeã em aparições de assombrações e seres do folclore, toda semana se via alguém comentando que viu uma pessoa morta, ou então viu um vampiro, ou o Saci Pererê. Apesar das varias visões de seres do alem, essas visões nunca se repetiam seguidamente, sempre numa semana um via um vampiro, na outra uma pessoa via a Mula sem cabeça, na outra semana duas pessoa viram seres do alem, mas uma viu um fantasma e a outra viu o Boi Tata. Essas aparições eram tão comuns, que todos na cidade já estavam acostumados, no entanto uma certa vez, varias pessoas começaram a ver o mesmo ser, na mesma semana e nas semanas consecutivas, esse ser era o lobisomem. Por ser algo que estava se tornando constante, as pessoas começaram a ficar com medo, tal medo era foi suficiente para que o prefeito de nossa cidade, montasse um grupo de busca e caça ao lobisomem. Eu não conhecia ninguém que tivesse visto o lobisomem, ate que uma noite meu pai chegou esbaforido em casa:
- O que aconteceu para o senhor estar assim pai?
- Filho do céu!!! Você não vai acredita!!! Eu estava voltando da casa de tua avó, quando um ser peludo me abortou e soltou um uivo aterrorizante, era o lobisomem que anda atacando a cidade, então me borrei todo e vim correndo para casa sem olhar para trás, e resando para que aquele monstro não me pegasse.
- Pare pai, esse tipo de coisa não existe. Você deve ter visto um bêbado peludo, uivando de dor na cirrose, e por causa do medo, você o confundiu com um lobisomem.
Depois desse dia, meu pai e a minha mãe, não deixaram ninguém sair de casa a noite, com medo do ataque do lobisomem, mas se isso fosse apenas lá em casa, estaria tudo bem, mas vários outros moradores começaram a deixar de sair de noite com medo do lobisomem. Para piorar apareceu uma mulher dizendo que estava grávida do lobisomem, depois disso o prefeito decidiu, colocar um toque de recolher em toda a cidade, quando era 10 horas, todos eram obrigados a se recolher para suas casas, com a ameaça de receberem multas ou ate mesmo serem presos. Nisso já havia passado quase três semanas que o ataque do lobisomem tinha começado, cada dia o grupo de busca e caça ao lobisomem aumentava, o grupo começou com três pessoas passou a ter mais de quarenta pessoas cadastradas, mas como as pessoas viam que aquele grupo não era de nada (na verdade aquilo parecia mais uma reunião de bêbados), então os próprios moradores começaram a reunir seus grupos de caça. Esses caçavam o lobisomem com o que se tinha de disponível, desde armas de fogo ate mesmo foices, enxadas, paus, pedras e diversos amuletos para espantar o bicho em caso de emergência.
Enquanto eles procuravam o lobisomem, eu e meus amigos sentíamos falta das noites que nos virávamos conversando na rua (esse era um costume antigo, saiamos sem rumo andando pela cidade, falando baboseiras e bebendo à-vontade), das festas, dos bares... e enquanto o tempo passava nos ficávamos cada vez mais entediados em ter que ficar vendo a novela das oito.
Vendo que aquele povo nunca iria capturar nem mesmo um monte de bosta, nós decidimos fazer o nosso próprio grupo de caça ao lobisomem. Combinamos que cada um iria falar para os pais que ia passar a noite na casa do Chico, daí iríamos nos encontrar na praça da igreja, ficou combinado também que cada um iria levar (escondido é claro) o que achasse para ajudar na caça do lobisomem. No dia eu fui o primeiro a chegar na praça, depois começou a chegar um por um ate que o ultimo de nós chegou, daí antes de começarmos, a procurar o lobisomem, nós fizemos um inventario para ver o que cada um havia conseguido trazer:
- (Chico) bom eu trouxe, umas estacas de madeira que eu mesmo fiz com uns restos de madeira que tinha lá em casa.
- (André) eu trouxe alho, e uma garrucha velha do meu pai.
- (Jose) eu trouxe carne para atrair o lobisomem.
- (Eu) puxa vida!!! Aff! Mas vocês são lerdos mesmo!!!! Alho e estaca são para vampiro, essa garrucha velha não mata nem passarinho, e tu acha mesmo que carne vai atrair o lobisomem, eu já disse para vocês que deve ser alguém fantasiado!!!
Então começamos uma boa discussão, que foi interrompida por um grupo de pessoas empunhando paus, enxadas, algumas armas e uma foice. Era um grupo de pessoas que haviam se reunido para caçar o lobisomem, decidimos nos juntar com esse grupo (afinal era mais seguro). Enquanto andávamos pela cidade a procura do lobisomem, o pessoal comentava as historias de que outros grupos já haviam sido atacados pelo o lobisomem. Foi passando o tempo e nada de algum lobisomem aparecer, quando estava pensando em voltar para casa um uivo pairou pelo ar:
- aaaaaauuuuuuuuuulllllll aaaauuuulllll aaaaauuuuulllllll.
Deu para sentir todos ali tremendo de medo, não só sentir como ouvir as canelas tremendo e batendo uma na outra, então em nossa frente foi surgindo no meio daquela escuridão um vulto, esse vulto veio andando (sempre pelo lado mais escuro da rua), apesar de estar escuro, deu para perceber que o bicho era peludo e andava de uma forma estranha. Então ele soltou um uivo mais aterrorizador que o anterior, então eu penssei “- bom eu estou seguro, tem varias pessoas aqui ao meu lado, se por algum acaso ele vier nos vamos o enfrentar juntos”, mas como diz o outro “foi só penssar!!!”, isso mesmo foi só pensar que aquele povo cagão começou, de um em um, a sair correndo, e de um em um, todo mundo saiu correndo, inclusive eu (ou você acha que eu iria enfrentar o bicho sozinho, vai que ele é de verdade mesmo).
O bicho começou a nos perseguir, corríamos todos juntos para fugir daquele bicho, ao ver uma casa de muro bem baixo, decidi pular o muro e me esconder atrás dele. Ouvi ate a ultima pessoa passar por ali (algumas ate gritavam), depois veio o silencio que foi interrompido por uma grande gargalhada:
- ashuashaushaua hauhauaaahuahauaahua, são uns babacas mesmo, háaaaa hahahaha!
“Nossa eu conheço essa risada estranha e essa vós de ganso afogado, são exatamente igual a do meu primo pé no saco, o Ariomar, não só pode ser dele!!!”(pensei comigo), olhei com todo o cuidado por cima do muro, então eu vi um ser que realmente tinha uma cabeça muito parecia a de um lobo, mas o corpo era uma fantasia, alias a parte de baixo era uma fantasia bem furreca de gorila, era igual a que a que o Ivo Landa usava nas pegadinhas do Silvio Santos, sinceramente eu não sei como aquela roupa furreca assustava alguém, mas é como aquele velho ditado diz “na hora do medo ninguém repara em detalhes”.
O Ariomar era o pior espécie de primo que alguém poderia ter, ele é daquele primo que gosta de fazer você passar vergonha, ate hoje eu não me esqueço das puxadas de cueca e dos safanões que eu levei dele, isso sem fala das outras coisas que ele fazia.
Quase se matando de tanto rir, aquele bicho saiu andando e rindo que nem um condenado, então decidi seguir ele sorrateiramente (ou em bom português “na moita”). Andei por quase toda a cidade seguindo aquele ser, então depois de uma boa caminhada acabamos encontrando um outro grupo de pessoas que estavam a procura do lobisomem, esse grupo era menor que eu e meu amigos aviamos nos juntamos, mas mesmo assim era um numero considerável de pessoas, então como da vez anterior aquele ser soltou um uivo muito alto que fez as pessoas do grupo tremerem de medo, depois ele andou mais um pouquinho (sempre permanecendo do lado escuro da rua),então deu outro uivo e no final umas latidas, o povo já estava começando a andar para trás quando eu tomei uma decisão, “ eu vou lá e vou arrebentar a cara daquele infeliz, vou descontar cada puxão de cueca que aquele infeliz deu em mim, nunca haverá uma oportunidade melhor para se fazer isso sem que eu leve bronca depôs por ter batido num primo”.
Antes que o povo saísse correndo, eu corri ate aquele lobisomem “made japan”, pulei em cima dele e o derrubei no chão, então eu comecei a socar ele com toda raiva que eu tinha acumulado em anos de convivência com aquele primo mala. Depois de apanhar bastante aquele ser começou a revidar o socos, enquanto ficávamos ali rolando no chão o povo assistia a cena paralisados, não teve um para vir me ajudar a bater no lobisomem!!! Voltando a briga!!! o lobisomem tentou escapar, mas eu corri atrás dele e o derrubei no chão de novo e dei uns bons socos na pança dele, depois que ele já estava entregue, eu comecei a chutá-lo sem dó e ele começou a se manifestar:
- ai ai ai!!! Porra meu para com isso!!! Vai chuta a mãe!!!
- Foi ela mesmo que pediu para eu vir dar um cacete em você...
Depois que o lobisomem estava no chão e eu o chutando, o povo resolveu se manifestar, um ser no meio deles gritou “- Olha lá, ele derrubou o lobisomem no chão e esta batendo nele!!! Vamos ajuda-lo!!!”, então ao ver aquela multidão de pessoas correndo eu resolvi sair de perto (afinal se ficasse ali, eu poderia ser linchado junto), a multidão formo uma roda em volta do lobisomem, como já não tivesse apanhado bastante, ele apanhou mais daquelas pessoas. Conclusão: o meu primo foi preso, depois que ele foi preso os ataques do lobisomem pararam, por ter feito a algazarra que fez ele ficou preso um ano, lá na prisão ele viro pastor evangélico e parou de pregar peças e encher o saco com brincadeiras sem graça, agora ele enche o saco com uma igreja que ele montou na garagem da casa dele, alem de ficar toda hora tentando levar alguém para a igreja dele, ele tenta converter todo mundo, ele deu também de passar sermão em todo mundo (como se ele tivesse direito, porque mesmo depois de virar pastor ele continua fazendo as cagadas dele, mas essa historia eu conto outro dia). Já eu, por ter saído sem permissão dos meus pais fiquei de castigo por um mês, mas pelo menos eu lavei a minha alma ao dar uns petelecos na orelha do meu primo.

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Historia do cão Rabinha


Em todo condomínio tem aquele cão chato, que late nas horas mais impróprias (no meio da noite principalmente), que faz as necessidades onde não deve, para resumir, o cão que inferniza a vida dos vizinhos. No meu condomínio não podia ser diferente, lá tinha um pincher muito do piquinininho (tão pequeno que cabia na palma da mão ) chamado Rabinha, ele podia ser pequeno, mas as confusões que ele arrumava eram de cachorro grande. Alem de latir nas altas horas da noite, o Rabinha tinha costume de fazer xixi nos tapetes que ficavam na frente das portas de cada apartamento, ele também adorava se meter em brigas com cachorros maiores (tenho que admitir, o Rabinha era valente, pena que ele sempre apanhava dos outros cachorros), outro robie dele era de morder as criancinhas no pátio do condomínio, mas a coisa mais bizarra era a taradisse do cachorro, o Rabinha não podia ver algo que ele gostasse, que logo ele começava se atracar com aquela coisa (isso inclui arvores, penas de pessoas, brinquedos, crianças ...). Por esses e por outros motivos a maioria dos moradores não gostavam daquele cachorro.
“E a dona nunca tentou dar um jeito nesse cachorro?” A resposta para essa pergunta é “NÃO”. Dizem que foi a dona que o ensinou a mijar nos tapetes do vizinhos, ela também incentivava a taradisse do cão dando bichinhos de pelúcia para o cachorro se atracar, para ajudar ela tomava remédios ante-depressivos e remédios para dormir (ela não batia bem da cabeça tadinha), então por estar desmaiada não ouvia os latidos noturnos do cachorro dela.
Eu nunca dei bola para os problemas que aquele cão causava, como o meu bloco ficava de um lado do condomínio e o bloco onde o Rabinha morava fica no outro lado, eu não me incomodava com os problemas que o Rabinha causava, na verdade uma vez ele me incomodou: “ eu estava andando pelo condomínio, quando vejo uma roda de mulheres que diziam: ‘ai que meigo; que fofo; que gracinha; ai lindinho...’ então eu fiquei curioso e entrei no meio da roda para ver do que elas estavam falando, honestamente eu deveria ter ficado com a curiosidade e não ter entrado no meio da roda, ao entrar no meio eu vi uma das coisas mais bizarras que eu já vi em minha vida (e olha que eu já vi muita coisa bizarra), estava lá o Rabinha acasalando com uma boneca de pano, mas o pior mesmo era a cara de excitação do cachorro e os gemidos do cachorro, aquilo foi tão impactante que eu passei a noite sem dormi” (ate hoje eu penso, oque era mais estranho, o fato do cachorro esta fazendo coisas com uma boneca ou o fato de uma platéia feminina estar olhando e achando bonito?).
Apesar desse “susto” eu nunca me incomodei com o cachorro, porem o meu amigo Carlos que era vizinho do cachorro vivia reclamando das vezes que ele acordava no meio da noite com os latidos do Rabinha, ou das vezes que ao sair de casa ele pisava no coco que o cachorro acabara de fazer em sua porta, ou das vezes que o cachorro destroçava as flores de um vazo que ficava ao lado da porta do apartamento dele (era a mãe dele mesmo que vinha ate ali só para cuidar das florzinhas). Ele estava tão puto com o cachorro que ele resolveu dar um sumiço no cachorro, ele ate me chamou dizendo que não iria machucar o bicho (mesmo porque ele não tinha coragem), mesmo assim eu recusei ajuda-lo, afinal eu não iria me sentir bem fazendo mal ao cachorrinho. Então ele resolveu dar sumiço no Rabinha sozinho mesmo, ele aproveitou um dia que o cachorro estava passeando pelo pátio sem dono, pegou o cachorro e o colocou no carro e então o levou para a Serraria (um bairro que fica a mais de 25km de onde eu morava) e o deixou lá. Quando o Carlos me contou a historia, eu fiquei com pena do Rabinha, mas pena mesmo eu fiquei ao ver a dona aos prantos e barrancos por causa só cachorro, ela estava desesperada procurando o Rabinha, saia chorando para distribuir cartazes de procura-se pela vizinhança e voltava chorando para o apartamento dela. No entanto cinco semanas depois aparece o cão na porta do condomínio, ele estava magro e com as patas esfoladas de tanto andar, quando a dona o viu ela ficou tão contente que pegou o cão e fez um tipo de volta olímpica pelo condomínio.
Umas duas semanas depois, estava eu andando ate o meu apartamento, quando eu sinto um peso estranho em minha perna, parei e olhei para baixo, para minha surpresa lá estava o cão Rabinha acasalando com a minha perna. Ao ver a cara de orgasmo do cachorro e os gemidos dele eu entrei em desespero, comecei a balançar a minha perna para todos os lados para ver se aquele cão desgrudava, mas quanto mais eu balançava a perna, mais ele gostava de ficar ali, então eu ouvi a dona dele : “- ai que fofo, ele gostou de você!!!”, daí eu pedi para ela tirar ele dali, mas ela nem ligou, então o sangue subiu fervendo para minha cabeça e eu fiz aquilo que qualquer pessoa normal faria em meu lugar, com a perna livre eu afastei o Rabinha da minha outra perna e quando ele ameaçou voltar para a minha perna, eu dei um baita chute que fez o cão avuar para longe, vendo isso a dona do rabinha se enfureceu comigo “- para que fazer isso com o pobre animal, ele só estava demonstrando amizade a você!” e eu respondi “-porque você não deixa ele demonstrar amizade no meio das pernas de tua mãe!!!”, esse foi apenas o começo da briga que durou mais de uma hora, agora tu imagina se o começo estava assim (afinal estava apenas me aquecendo), imagine o final, eu coloco nenhum pedaço do final da briga porque ficou muito pesado mesmo e eu não estou afim de transformar esse blog num putaria (bom alem que tem muita porcaria aqui, mas ainda não se transformou numa putaria).
Depois desse episodio, eu me juntei ao Carlos na tentativa de dar um fim no cachorro, a primeira tentativa foi um estilingue que a gente fez usando câmaras de bicicleta e duas arvores, com esse estilingue nós lançamos o cachorro (nunca vi um cachorro subir tão alto em minha vida) para dentro de um terreno baldio que ficava nos fundos do condomínio, esse terreno era cercado por muros de quase três metros e não tinha nenhum portão (diz a lenda que o dono desse terreno tinha medo que os sem terra invadisse o terreno dele, então ele mandou cercar toda a área para não correr o risco de invasão), dali ele não poderia escapar, bom foi isso que a gente pensou ate que no dia seguinte o cachorro apareceu com uma das patas quebradas na porta do condomínio. Fiquei impressionado ao saber que o rabinha tinha voltado, como aquele cão saiu daquele lugar sem saída? Depois disso, nós tentamos dar o fim naquele cão de todas as formas: demos veneno para ele, mas com duas semanas ele estava curado; depois colocamos ele no meio de uma avenida movimentada, mas de tão pequeno, os carros passavam por cima dele e nem relavam nele; também tentamos jogar ele de cima de um prédio, mas isso também não deu certo. Estávamos desistindo, quando numa noite um vizinho surtado (se você quiser saber porque ele estava surtado procure ali no “ baú de historias 4” e leia a historia da tv gigante) jogou uma tv de 52 (daquelas antigas, que pareciam um caixotão) de seu apartamento, no exato momento que o vizinho surtava lá de cima do apartamento dele, o Rabinha estava dando uma volta pelo pátio do condomínio e para o azar do rabinha ele estava passeando bem embaixo da sacada do cara que tava surtando. A televisão caiu bem em cima do Rabinha, a tv esmagou o cachorro que nem você esmaga pernilongo na parede, ate ficou aquela rodinha de sangue em volta. Ao saber da noticia o Carlos ficou bem decepcionado, quando eu perguntei para ele porque ele estava daquele jeito ele me respondeu “- Poxa vida! Tivemos tanto trabalho para nada, se eu soubesse antes que era só atacar algo pesado na cabeça dele eu já tinha feito isso!!!”.

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Piroba e Pereba


Na minha cidadezinha não havia muita coisa a se fazer, ou você ia a uma lanchonete ou tu ia ao bailão do Tio Parmera que acontecia todo sábado a noite, essas duas opções eram as únicas coisas que haviam para distração, então quando um circo chegava era o maior festa já que o circo era algo que mudava a rotina daquele povo. Eu nunca gostei muito do circo, primeiro eram sempre as mesmas apresentações, era o mágico fazendo mágica, o malabarista jogando as coisas para o alto, o equilibrista se equilibrando e etc etc etc..., segundo eu nunca achei graça nos palhaços, nunca gostei e também nunca vou gosta, terceiro e ultimo eu odiava os domadores de leões, grandes bosta enfrenta um leão sem dentes e sem garras (os donos de circo normalmente arrancam os dentes e as garras dos leões), ate eu que sou um cagão enfrentaria um lea,o que não pudesse se defender.
Vira e mexe aparecia um circo na minha cidade, eu era um dos poucos que não ia, sempre tinha alguém que enchia os meus bagos para que eu fosse, no entanto ninguém nunca conseguiu me convencer a ir para o circo, daí um dia apareceu um circo enorme em minha cidade (diziam que era o maior que já tinha vindo a nossa cidade), ele tinha algumas atrações que ate então nenhum circo tinha apresentado igual, alem de um gorila esse circo tinha elefantes, um homem que era lançado por um canhão, ele também tinha um show de bizarrices (mulher barbada, lobisomem, um saci, uma vaca empalhada de duas cabeças etc). Quando as pessoas viram aquele circo, ficaram doidas para conseguir um ingresso para ver aquele circo gigante. Eu me lembro que no dia seguinte a chegada desse circo formou-se uma fila gigante que dava volta em três quarteirões, quase todos daquela cidade estavam ali, inclusive pessoas de minha família, meu pai, minha mãe e o meu avô passaram três dias se alternando na fila do circo só para comprar ingressos para toda a família, e no terceiro dia eles conseguiram ingresso para a quarto dia de apresentação, e iria haver 6 dias de apresentação.
No dia de ir para o circo eles inventaram de me arrastar junto a eles para o circo, meu pai argumento “eu paguei uma cara nesses ingressos, para toda a família ir!!!” e minha mãe falava “vamo filho desse circo tu vai gosta, ele tem um monte de coisa novas”. Eu bati o pé e disse que não iria mover um músculo para sair dali, mesmo assim eles me levaram ao circo, bem eu não mexi nenhum músculo mesmo, foram eles que me arrastaram ate o circo.
Alem do circo ter algumas coisas diferentes, eu continuei a achar o circo sem graça, o negocio tava tão sem graça que eu passei o começo ate o fim do espetáculo sem dar uma boa risada, mas o espetáculo já estava acabando, eu fiquei aliviado ao ouvir que a ultima atração já iria se apresentar. A ultima atração era a mais esperada por todos que estavam ali, então entra em uma entrada triunfal, com direito a fumaça de gelo seco, os palhaços Piroba e Pereba a bordo de um fusca todo colorido.
Os dois palhaços ficaram lá fazendo oque eles fazem de melhor, palhaçadas, daí no meio da apresentação eles deram uma pausa e falaram para o publico “ vamos contar diversas piadas e aquele que não der nenhuma risada, nos vamos o trazer aqui na frente para participar do show”, então eles começaram a contar as piadas sem graça, para falar a verdade a única coisa que tinha graça naqueles palhaços era que eles pareciam estar bêbados, mas do resto eram uns palhaços sem graça pra caramba. Enquanto os palhaços contavam as piadas, muitas pessoas tentaram segurar o riso para ir lá no picadeiro participar daquela apresentação, no entanto apenas uma pessoa fico sem dar risada, quem você acha que fico lá assistindo aquela babaquice sem rir? Isso mesmo, eu!!!!
Depois de terminado de contar o seu repertorio de piadas, o palhaço Piroba veio ate mim e me puxo pelo braço ate o picadeiro, eu ate tentei não ir, mas o filho da mãe do palhaço praticamente me arrastou ate o picadeiro lá eles disseram que eu era muito ranheta e que eles iriam me fazer rir. Estava cercado, o Piroba estava a minha esquerda e o Pereba a minha direita, mas uma coisa deu para perceber enquanto estava perto dos dois palhaços, foi que eles não pareciam bêbados, estavam bêbados mesmo, enquanto os palhaços falavam umas baboseiras eu tentava achar uma maneira de escapar daquela roubada, o palhaço Pereba pegou uma torta que estava em uma mesa atrás de mim e a atacou em minha cara, ao mais puro estilo “Matrix” eu joguei o meu corpo para trás e desviei da torta que passou a um milímetros de mim e acertou em cheio a cara do Piroba, daí o palhaço Piroba surto e começou a gritar ao Pereba:
- Teu asno, era para você acerta no otário aqui e não em mim!!!
- A culpa não foi minha, ele que desviou!!!
- Deixa eu te mostra como se faz direito.
Daí ele pego uma outra torta e atacou em mim, no entanto ele estava tão bêbado, que me confundiu com o outro palhaço e acerto a torta na pança do palhaço pereba:
- Porra Piroba! Você esta cego seu infeliz.
- Não foi ele que desviou de novo!!!
- Vamo faze o seguinte, eu seguro ele e tu acerta uma tortada na cara dele(disse o Piroba).
E como o combinado o Piroba me segurou e o Pereba pego a torta, mas eu fui mais esperto que eles, peguei uma torta e ataquei na cara do Pereba com toda a minha força, ( enquanto isso as pessoas que estavam assistindo se matavam de rir), já no Piroba eu dei uma cotovelada na pança dele e sai correndo para longe deles, os palhaços ate tentaram me perseguir mas como eles estava bêbados eles nem chegaram perto de mim, então eles tiveram uma idéia, entraram dentro do fusca e começara a me persegui de fusca, nessa hora eu me caguei de medo com a hipótese de ser atropelado por um fusca guiado por dois palhaços bêbados, então eu comecei a correr em todo picadeiro, com os palhaços sempre me perseguindo, enquanto eu corria eu vi em minha frente uma das rampas que os motociclistas usaram em seu show, então eu tive uma idéia “vou me esconder em baixo de uma dessas rampas” , então eu corri ate uma das rampas e entrei no meio das armações de ferro que a sustentava, enquanto isso os palhaços vieram a mil por hora em seu fusquinha colorido e fizeram uma cagada cinematográfica (aquela que você só vê em filmes), ao me persegui os palhaços bêbados passaram com apenas as rodas do lado esquerdo do carro em cima da rampa, não deu outra, o carrinho levantou vôo, virou de cabeça para baixo e se estatelou no chão.
O publico estava adorando aquilo, eles achavam que tudo fazia parte do espetáculo, quando o carrinho levantou vôo e caiu, não teve uma pessoa na platéia que se levantou rindo para aplaudir, então os dois palhaços saíram se arrastando do fusca, o Piroba estava ate sangrando, mas mesmo naquela situação eles não desistiram de me pegar, então o palhaço Pereba foi ate a jaula do leão, a abriu e disse para o leão:
- Astolfo pega aquele garoto maldito!!!
Então o leão saiu da jaula, deu alguns passos em minha direção, enquanto isso eu fiquei ali paralisado rezando enquanto o palhaço gritava ao fundo “- pega ele, distrunxa ele, acaba com ele!!!”, mas então eu presenciei uma cena que nunca mais vou esquecer, o leão parou no meio do caminho e olhou para o palhaço Pereba, depois ele olhou para mim e retornou a olha para o Pereba, olhou de novo para mim e olhou para o Pereba de novo e desta vez ele não parou de olha o Pereba, então ele se virou para o Pereba e saiu em disparada e deu um bote no Pereba que começou a gritar “- ai meu Deus!!! Alguém me ajude!!! Socorrooo!!! Socorrooo!!!”. A ouvir os gritos do Pereba o pessoal do circo viram em massa para socorrer o palhaço, enquanto isso o publico se matava de rir e aplaudia sem parar, já eu aproveitei e sai dali do circo de fininho e fui direto para casa. Meus pais chegaram todos orgulhosos em casa, minha mãe não parava de repetir “ que orgulho!!! Meu filho é um astro de circo”, meu pai e meu avô não paravam de me parabenizar, ate tentei o que realmente havia acontecido mas nenhum deles acreditaram em mim. No dia seguinte o circo havia sumido, muitas pessoas que haviam comprado ingressos para as outras apresentações seguintes ficaram putos da cara com o sumiço do circo (afinal eles pagaram uma nota preta pelos ingressos e não puderam ver o espetáculo). Depois desse dia eu nunca mais cheguei perto de circo nenhum, já o circo do Pereba e do Piroba nunca mais voltou em minha cidade, ate hoje não se sabe o motivo correto do abandono repentino do circo de nossa cidade.

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Historia do jumento



Um belo dia!!! Estava eu no térreo do condomínio acompanhando a minha mãe numa vistoria de rotina, enquanto ela trabalhava, eu ficava olhando ela trabalhar, de tanto olhar ela trabalhar fiquei entediado de olhar ela trabalhar e comecei a olhar a criancinhas se matando, as vizinhas fofocando, os velhos brigando, uma homem e um jumento entrando no condomínio... “Opa que isso? Se eu não me engano aquele com o jumento é o meu pai? (pensei comigo mesmo)”, olhei com mais atenção torcendo para aquele não fosse meu pai, mas para o meu desespero era o meu pai mesmo, eu estava pressentindo que aquilo não iria acabar bem, esse pressentimento aumentou quando a minha mãe viu ele com o jumento, ao ver um jumento dentro do condomínio, ela soltou fogo pelas ventas e foi tirar satisfação com o meu pai:
- O que você esta fazendo aqui dentro do condomínio com esse burro?
- Burro não! Isso é um jumento!
- Burro ou jumento é tudo a mesma merda! Mas já que é difícil para você compreender isso, vou ajeitar a pergunta para você. Porque que o burro esta trazendo um jumento por uma corda para dentro desse condomínio?????
- Calma mulher!!! Eu vou te explicar, o meu companheiro o Jão, foi viajar e não tinha com quem deixar o jumentinho, daí eu me ofereci para cuidar do jumento enquanto ele estiver viajando.
- E onde você pretende deixar esse jumento?
- Aqui pelos bosques do condomínio, ele é mansinho, vai ser muito bom para as crianças interagir com o animal.
Meu pai jogou um lero-lero nos ouvidos de minha mãe, e acabou a convencendo de deixar o Dagoberto (era como o jumento se chamava) ficar uma semana no condomínio, mas em troca o meu pai se responsabilizou pelo animal. Já no primeiro dia o jumento Dagoberto começou a dar problemas, o primeiro foi que o bicho era muito cagão, para todo lugar que ele ia ficava um monte de bosta, teve uns loucos desocupados que decidiram fazer uma media das cagadas do Dagoberto, após um dia todo seguindo e observando o jumento( para você ver como eles eram ocupados), eles chegaram a conclusão que o Dagoberto cagava em intervalos de 30 a 40 minutos.
Como meu pai tinha se responsabilizado pelo Dagoberto, sobrou para ele a tarefa de limpar as cacas que o jumento fazia, mas como ele era (e ainda é) muito preguiçoso, sobrou para mim catar as cacas que o jumento fazia, mas isso durou ate a minha mãe me ver catando os coco do bicho:
- Muleque o que você esta fazendo?
- O pai me obrigou a catar as merdas do Dagoberto.
- Mas o seu pai não é mais preguiçoso por falta de bunda molice, parece ate baiano!!!
Então ela retirou a pá e o balde de minhas mãos, subiu ate o nosso apartamento, pegou o meu pai pelas orelhas e o arrastou ate embaixo e o fez catar as melecas do Dagoberto. Mas se a caganeira fosse o único problema causado pelo bicho não haveria tanta dor de cabeça, o problema era que alem de se um cagão o Dagoberto tinha cisma de carro vermelho, ele não podia ver uma carro vermelho que ele ficava doido, saia galopando ate o carro e começava a dar coices na lataria do carro ( por causa dessa cisma ele amassou dos carros do condomínio), mas ele arranjou problemas mesmo quando ele deu um coice um num velhinho, daí a coisa ferro mesmo, vários moradores ligaram para a minha mãe (que era a sindica) para reclamar dos corridões que eles levavam do jumento.
Após quatro dia o Dagoberto arranjou tanta encrenca que ele foi expulso do condomínio, então meu pai teve a brilhante idéia de levar o jumento para passar o resto da semana dentro do nosso apartamento, ele fez isso sem pedir a opinião ou permissão a ninguém, quando a minha mãe viu o jumento dentro do apartamento, ela quase entrou em coma de tanta raiva que ela ficou. Daí foi aquela discussão por causa do jumento, meu pai queria deixar ele por mais três dias ate que o amigo dele chegasse, já a minha mãe queria o Dagoberto em qualquer lugar menos lá em casa, mas como bom vendedor que o meu pai era (diziam que ele era o melhor vendedor da cidade) logrou a minha mãe e conseguiu a permanência provisória do burro não apartamento.
Você deve se lembrar que o Dagoberto era meio cagão, então depois que ele foi para o apartamento, parece que ele fico mais cagão ainda, por causa disso eu, meu pai, meu irmão e a minha mãe nos revezávamos em segurar uma bacia na poupança do jumento para qualquer lugar que ele fosse, sempre tinha um de nos atrás dele segurando a bacia para que na hora que ele cagasse a merda não caísse no chão. Mas engenhoso como eu sou, logo inventei uma maneira para driblar o problema, eu amarrei um balde na bunda dele, para que na hora que ele fosse dar uma cagada, as porcarias caíssem dentro do balde, e isso deu certo o único problema era que sempre tinha que esvaziar o balde. Dentro do apartamento o Dagoberto desenvolveu alguns costumes estranhos, alem dele seguir o meu irmão para todo lugar que ele fosse, ele tinha o costume de deitar no sofá para assistir tv, alem também que ele sempre acordada todos na casa a lambidas. Por causa disso e de outras coisas, quando o Dagoberto volto para o dono foi um alivio tremendo, mas duas semanas depois apareceu o Jão trazendo o Dagoberto para fazer uma visita para nos, ele disse que o pobre jumento tava com saudades de nós.

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O vizinho macumbeiro


Quando você mora em condomínio, você vê muitos vizinhos irem e outros virem, a sempre alguém se mudando do condomínio. Havia um apartamento vizinho ao meu, que o dono o alugava, o dono desse apartamento tinha vários imóveis alugados pela cidade e era da renda dos imóveis alugados que ele vivia.
Nunca parava gente naquele apartamento, todo ano eu tinha um vizinho novo, um desses vizinhos que eu tive foi um negão bem gordo e alto que era macumbeiro, ele era conhecido como Zuribunfi, esse cara teve a manha de transformar o apartamento dele em um terreno de macumba. Eu no começo eu ate achei a idéia de ter um vizinho macumbeiro morando ao meu lado uma coisa legal, mas com o passar do tempo eu mudei completamente de idéia e comecei a odiar ter um vizinho macumbeiro, não que eu tenha algo contra ele ser macumbeiro, ou algo contra a religião e as crenças dele, modéstia parte eu nunca tive preconceito contra ninguém, eu me dava bem com todo mundo, eu era amigos de negros a brancos, de macumbeiros ate os evangélicos perturbados. O problema desse vizinho era o barulho que ele fazia nas madrugadas, tinha vezes que era os batuques dos tambores, outras vezes era quando ele falava em voz alta o suficiente para eu ouvir tudo certinho do que ele falava, era mais ou menos isso que eu escutava “- ooo misifim, vamo leva essa alma perdida para alem do mundo dos mistérios, vamo acaba com a capetagem que esse espírito endemoniado esta causando na vida miserável dessa pessoa que esta conosco hoje”, outras vezes era os rituais para os maridos puladores de cerca “- vamo chama o espírito do Jabum para embroxa o marido galinha dessa perdida, ele veio nos procura com dor de corno causado pelo marido galinha dela, agora nois vai da um jeito nisso,vamo faze um trabalho para o marido dessa mulher perdida, apartir de hoje ele só vai levanta para ela, e com outras ele vai embroxa e não vai levanta nem com reza da brava”. Havia algumas noites que eu acordava com o Ziribunfi sacrificando cachorros, dava para ouvir os grunidos dos bichinhos sendo sacrificados de longe, tinha mais umas coisas que aconteciam que eram muito estranhas, como quando o Zuribunfi fazias umas reza tão brava que tremia o apartamento, ou das vezes que a gente sabia que ele estava sozinho e mesmo assim ouvíamos ele e outras pessoas discutindo dentro do apartamento dele.
Eu não era a única pessoa que acabava acordando de noite com os barulhos vindos de lá, outros vizinhos também acordavam e ouviam oque acontecia lá dentro do apartamento. Eu fui o primeiro a ir falar com o Zuribunfi, fui na paz e ele me recebeu na paz.
- Oi tudo bem, eu sou seu vizinho do daqui do lado e queria saber se o senhor teria um tempinho para falar comigo.
- Tenho sim criança, pode falar.
- Na verdade eu queria fazer um pedido, eu só vim te pedir para fazer um pouco menos de barulho de noite, muitas vezes eu acordo com os barulhos dos tambores e com os gritos dos cachorros e isso ta me prejudicando na escola.
- Ah criança, Zuribunfi pede desculpas, não sabia que o barulho tava tão alto, Zuribunfi promete fazer menos barulho possível de noite...
Agradeci a atenção dele e fui embora, mas esse papo não adiantou muito, ele continuou fazendo barulho e para ajudar ele começou a sacrificar gatos, daí a vizinhança perdeu a paciência e foi reclamar para a sindica que por algum acaso também era a minha mãe, daí ela foi obrigada a ir falar com o Zuribunfi (obrigada mesmo, já que ela morria de medo de tudo que envolvia macumba). Ela foi falar uma, duas e três vezes com o homi, mas isso não adiantou em nada, então ela começou a mandar advertências para ele e depois multas que de nada adiantaram, quando teve a reunião de condomínio, ela e alguns moradores quase saíram na porrada com o Zuribunfi, ela que já estava com birra do homi fico com raiva após ele ter a chamado de “cadela rabuda adestrada”. Daí o condomínio viro um puteiro de tanta bagunça que surgiu ali, teve uns crentes que foram ate a frente do apartamento do Zuribunfi e começaram a orar na frente do apartamento do Zuribunfi, daí ele saiu para fora e começou a brigar com os crentes, quando ele ameaçou jogar uma praga todos saíram correndo dali e apenas uma mulher fico ali encarando ele, daí ele rogou uma praga nela, ele disse que no dia seguinte ela iria quebra a perna, e por mais estranho no dia seguinte ela quebrou a perna mesmo. Daí ele começou a ameaçar a minha mãe que iria fazer uma macumba brava para ela se a mesma, não parasse de mandar multas para ele, no inicio ela se cago toda de medo, mas mesmo cagada ela continuou mandando multas pelo excesso de barulho, ele continuou a receber as multas e a minha mãe começou a receber uns presentinhos dele, o primeiro foi um sapo gigante morto e com a boca amarrada que apareceu na porta de nossa casa.
- Socorro João!!! (gritou o minha mãe ao abrir a porta e achar o sapo)
Quando eu vi o sapo eu fiquei puto da cara, então peguei o sapo (com a mão mesmo) e fui ate o apartamento do Zuribunfi para tirar satisfações.
- Foi você que deixou esse sapo na porta do meu apartamento? (eu perguntei a ele)
- Foi eu sim, por que?
- Por algum acaso isso não foi para a minha mãe?
- Foi sim, isso e um feitiço para ela sofrer um acidente grave!!!
- Seguinte eu tava sendo muito educado e paciente ate agora, mas se mexe com a minha mãe você mexe comigo, se você continua fazendo essas porcarias para assusta a minha mãe tu vai vir o que eh bom para tosse...
- Não vou para, e só por esse seu atrevimento eu vou fazer um feitiço para a tua mãe virar quenga.
- Ah tah sei, entendi!! você quer deixar a minha mãe igual a sua!!!
Daí ele ficou roxo de raiva e rogou uma praga em mim.
- Amanha você vai levar um tombo e vai rachar a cabeça ao meio...
Deixei ele falando sozinho e voltei para casa, quando eu contei a historia para a minha mãe ela ficou aterrorizada e quis me impedir ate de ir para a escola, mas eu disse para ela que nada daquilo iria acontecer comigo, que eu era maior que aquele tipo de macumba barata. Eu estava certo mesmo, não quebrei a cabeça ao meio e para me vingar, eu votei ao apartamento do macumbeiro e mostrei a minha cabeça para ele “- olha só macumbeiro de araque, eu não quebrei a cabeça, você é fraquinho pra caramba!”, ele voltou a jogar uma praga em mim, mas no outro dia eu voltei e mostrei para ele que não tinha dado certo a macumba que ele jogou em mim. Depois disso, a briga virou uma caça de gato e rato, ele jogava uma praga em mim e no dia seguinte eu mostrava para ele que a praga não tinha dado certo, quando a gente se crusava na rua, eu mostrava para ele que não tinha acontecido nada comigo e ele retornava a jogar uma praga pior em mim.
Uma noite eu acordei com ele preparando uma macumba brava para mim, primeiro ele gritou “ esse garoto tem o corpo muito fechado, nem reza brava ultrapassa o escudo dele, então eu te pesso (daí ele falou um nome estranho) que tu mate aquele garoto para que eu possa mostrar o meu porder, em troca eu ofereço a vida desse miserável animal ( daí eu ouvi um cachorro grunhindo e depois gritando), mate ele para mim, que eu ficarei eternamente agradecido!!!”.
Isso foi o cumulo, então eu decidi que no outro dia eu que iria rogar uma praga para ele. Estava passando na rua e o vi andando no outro lado, então passei a rua e cruzei com ele e como o de costume eu mostrei que a praga dele não tinha funcionado, daí antes que ele pudesse jogar outra praga eu falei para ele:
- Se você pensa que é o único macumbeiro aqui, tu esta esganado, eu não queria revelar mas depois que o meu protetor me avisou que tu esta fazendo trabalhos para a minha morte eu resolvi me manisfestar, eu também possuo o dom da magia e da comunicação com os mortos, eu sou um macumbeiro muito mais poderoso que você possa imaginar!!!
- Há há há há há!!! Não me faça rir, há há há há há!!!
- Se você não quer acreditar muito bem, mas eu devo te lembrar que nenhuma de suas pragas fez efeito, isso porque o meu poder é muito maior que o seu, mas agora é a minha vez de te rogar uma praga, te garanto que a minha vai concertasa se realizar.
- Pode vim, duvido que você faça alguma coisa contra mim!!!
- Primeiro você vai perder a sua fonte de renda, depois varias explosões vão acontecer em sua casa e por ultimo você vai sofrer um acidente!!!
Ele seguiu o caminho morrendo de tanto rir, mas ele nem imaginava o que eu tinha preparado para ele. Se acaso você deve estar pensando que eu sou macumbeiro também, você esta enganado, eu só me fiz de macumbeiro, ao contrario dele que jogava as pragas e ficava esperando acontecerem, eu iria fazer as minhas pragas acontecerem. Primeiro foi corta a fonte de renda dele, isso foi ate fácil, eu só pedia para o porteiro (que alias era muito meu amigo) dizer para os clientes do Zuribunfi que a policia estava no apartamento dele o interrogando sobre o assassinato de uma criança, ela para ele dizer também que os policiais estavam desconfiados que o Zuribunfi usou a criança para um ritual e que era para os clientes não subirem lá se não a policia poderia envolver eles e ate que eles poderiam ser presos, ao ouvirem isso as pessoas ficavam muito assustadas e nem insistiam em querer subir, daí o porteiro indicava um outro térreo de macumba para os clientes do Zuribunfi (pedi para o porteiro dizer que lá eles curavam ate câncer), ao ouvirem que lá curavam ate câncer, eles davam meia volta e iam direto para o outro terreiro. Assim passou duas semanas e o porteiro conseguiu que ninguém subisse ate o apartamento do Zuribunfi, depois eu tive que fazer as coisas no apartamento dele explodir, isso também foi fácil, de noite foi só levar um amigo meu, que entende tudo de elétrica, ate uma central por onde toda a fiação eletrica do prédio passava, ali ficava os relógios de luz de cada apartamento, daí ele fez uma gambiarra e ligou dois fios ao disjuntor do apartamento do Zuribunfi, na mesma hora a luz do bloco inteiro se apagou e todos os aparelhos elétricos e as lâmpadas do apartamento dele que estavam ligadas, sofreram uma sobrecarga de energia e explodiram ao mesmo tempo. Então chegou a vez de realizar a quarta praga, essa também foi relativamente fácil, eu amarrei um fio de pesca perto do pé do corrimão, depois levei o fio por baixo da porta do meu apartamento e fiquei espiando pelo olho mágico se o Zuribunfi saísse de casa, quando ele saiu foi descer as escadas eu puxei o fio, daí ele tropeçou no fio e desceu rolando as escadas.
Quando ele voltou do hospital (alias ele voltou todo arrebentado) eu fiz questão de rogar uma outra praga nele, só que essa eu não iria cumprir era apenas para assusta-lo. Então quando eu o vi eu fui para perto dele e roguei a praga:
- se você não sair do condomínio em duas semanas, um fogo enorme vai cozinhá-lo por dentro ate que a sua morte chegue.
Ele arregalou os olhos e saiu de fininho, a minha intenção era que ele assustado se mudasse dali em duas semanas, mas nem precisou de muito tempo, dois dias depois ele já estava em outro apartamento bem longe dali.

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A super espinha


A Deise (uma vizinha) adorava aperta espinhas, ela não podia te ver com uma que ela já te pedia se ela podia aperta aquele caroço em sua cabeça, quem mais sofria com isso era os namorados dela, diziam por ali que ela não namorava os cara por eles serem bonitos ou porque gostava deles, ela namorava com as espinhas do cara.
Então uma vez um dos namorados dela apareceu um uma super espinha na bochecha, o negocio tava tão grande que parecia uma verruga, ela mais que depreca quis porque quis, apertar aquela espinha, o cara ate tentou se livrar dela mas não teve jeito, ela era muito insistente, “Não se preocupe, não vai doer eu aperto de uma vez só!!!”, então o cara deito no colo dela e como ela mesmo ávida dito, ela apertou de uma vez só.
Então eu estava no meu apartamento jogando videogame, tranqüilo guandu eu começo a ouvir uns berros: “- socorro!!! Eu to cega, não to vendo nada, alguém me ajuda por favor!!!”, eu pensei que alguém estava matando a mulher, mas logo o namorado dela, o Gersso, começou a bater desesperadamente na porta pedindo socorro, abri a porta e perguntei para ele o que tinha acontecido.
- Agora eu não posso relatar o ocorrido agora(disse ele, ele falava desse jeito porque ele era policial), preciso de um favor seu, aconteceu um acidente lá na casa da Deise e preciso levar ela correndo ao proto socorro, será que você pode nos dar uma carona.
Disse para ele que eu ia leva-los (afinal deveria ser algo muito serio para ela estar gritando daquela maneira). Enquanto ele foi buscar ela, eu peguei os documentos, o celular e as chaves do carro e desci ao estacionamento e levei o carro para a porta do bloco, lá o Gersso estava me esperando com a Deise no colo, foi ele entrar no carro, e eu já acelerei a caminho do hospital. No caminho essa mulher berrava como uma condenada, eu não sei se ela tava tendo um ataque epiléptico ou se ela ia ter um filho, ao ver aqueles berros eu falei para o Gersso “- olha eu vou correr, mete o pe no acelerador, se por algum acaso um companheiro seu de profissão encrencar você de um jeito de resolver a situação” e assim sai em disparada ao hospital.
Quando finalmente chegamos ao hospital o Gersso desceu do carro e levou a Deise no colo para o hospital. Fiquei lá esperando eles por umas três horas, por sorte tinha um livro no porta luvas, li ele todo enquanto eu esperava os dois voltarem. A Deise saiu do hospital com um tampão no olho esquerdo e com a maior cara de tacho, durante o caminho todo de volta nenhum dos dois quiseram falar o que havia acontecido. Quando chegamos ao condomínio eu puxei o Gersso para um canto e disse “- poxa!!!! Vocês estão me devendo a explicação, o que aconteceu de tão grave com ela?”. Então o Gersso me explicou que ela queria porque queria aperta a tal espinha, então ele deitou no colo dela e ela apertou a espinha de uma vez só, o que foi uma péssima idéia, porque o pus da espinha saiu como uma bala de canhão, dizem que era enorme, então aquele pus saiu voando e acerto diretamente o olho dela, por isso daquele escândalo todo. Apesar do susto que a Deise levou ela não parou de apertar as espinhas dos outros, mas agora ela sempre ta usando um óculos!!!

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Embebedando o veio


Você deve saber que nesse vai e vem da vida, uma hora ou outra sempre acaba faltando dinheiro no final do mês, com todo mundo já deve ter acontecido isso, comigo sempre foi um pouco diferente, por ser meio mão aberta, sempre faltava dinheiro no final do mês para mim, então para tampar esses buracos no orçamento, eu arranjei um bico como auxiliar de barman. De dia eu ia para o meu emprego normal, de noite quando o Rui (meu patrão) arranjava um evento eu ia com ele para auxilia-lo em qualquer coisa, então num dia desses, o Rui arrumou uma festa (meio mixuruca por sinal) e me chamou para ir ajudar ele.
Como sempre nós colocamos os aparelhos e as bebidas dentro do porta-malas e partimos para a festa, ate então estava tudo nos conformes. Estávamos cortando caminho pelo centro da cidade, estávamos passando por ruas bem calmas e quase sem movimento, quando derrepente uma Mercedes corta o sinal vermelho na nossa frente, o Rui meteu o pé no freio, cantou os pneus, mas não conseguiu evitar a batida.
Saímos do carro meio assustados com o acontecido, mas apesar do susto estávamos bem, já o carro do Rui estava com a frente toda amassada, quando o Rui viu o carro (recém comprado) todo amassado ele começou a chorar, enquanto ele chorava eu fui ver se o motorista da Mercedes estava bem, para meu espanto o motorista era um advogado bem conhecido em minha cidade que estava se candidatando a vereador, enquanto o advogado estava saindo do carro o Rui veio e perguntou:
- E agora! O que vamos fazer?(disse o Rui)
- Eu vou pegar o telefone de você e depois eu ligo para acertar as contas.(disse o advogado aparentando estar meio bêbado)
- Ainda bem que o senhor vai pagar o prejuízo.
- Como eu pagar? Foram vocês que bateram em mim!
- Claro que não! A culpa foi do senhor que passou o sinal fechado.
- Pera ai rapas! Você sabe quem eu sou? Eu sou um advogado muito influente, sou a autoridade por aqui!
- Ah! Então o senhor acha que só porque é advogado o senhor pode passar o sinal fechado atropelando tudo!!!
- Eu não me vi passando por sinal vermelho nenhum!
- Por isso mesmo! O senhor estava desligado e não viu o sinal se fechar.
Depois de baterem boca por mais algum tempo o Rui disse!
- eu vou ligar para a policia!
- Pode ligar! Eu conheço vários policiais, delegados e juizes. Se eu quiser eu posso deixar vocês o resto da vida dentro da cadeia! Eu estou dando a oportunidade de ouro de vocês não irem para a cadeia, é só pagarem o meu carro que vai ficar tudo bem.
O Rui ate pensou em recuar, mas mesmo com essas ameaças ele foi ate um orelhão e chamou a policia, e quando ele voltou o advogado disse sorrindo “eu te avisei”. Depois o Rui foi ate o porta-malas e pego um suco de laranja (que ele usava em alguns coquetéis) para ele beber, daí ele veio ate mim e perguntou se eu queria suco de laranja, eu respondi que não, mas o Rui me olhou com uma cara feia e disse baixinho “você quer sim!” daí ele foi ate o porta-malas e trouxe um copo de suco de laranja para mim, logo após ele voltou ao porta malas e pegou outro copo de suco para ele, dessa vez ele ofereceu ao deputado, o deputado por sua vez aceitou, daí o Rui foi lá e trouxe um suco para o deputado, o mesmo provou o suco e adorou, “ummm azedinho” dizia ele. E ali ficamos bebendo suco de laranja, o Rui bebia um copo atrás do outro, sempre oferecendo ao deputado mais suco, o deputado por sua vez sempre aceitava. Após o terceiro copo eu percebi que o deputado começou a ficar meio groge, alem de estar falando meio torto ele já estava sem equilíbrio, então puxei o Rui a um canto e perguntei:
- Cara o que você deu ao deputado?
- Ueh! Suco de laranja.
- E oque havia dentro do suco?
- Eu coloquei um pouco de vodka.
- Um pouco??? O cara só bebeu 3 copos e já ta lesado!!!
- Essa vodka é bem forte, mas não se preocupe, vai dar tudo certo, eu só vou precisar de um favor seu.
- O que você quer?
- Você se lembra das bebidas que estão no porta-malas?
- Sim...
- Você ta vendo aquele terreno baldio ali?
- To!
- Então você pega tudo que esta dentro do porta malas e joga naquele terreno, enquanto isso eu vou distrair o deputado! Ah sim, só deixa a vodka e o suco de laranja lá no porta-malas.
E foi o que eu fiz, dei uma limpa no porta-malas. Enquanto eu me livrava das bebidas, o rui foi dando mais suco batizado para o deputado, só que cada vez que ele servia suco, o copo vinha com menos suco e com mais vodka. Quando eu terminei a limpa, o advogado já tinha entornado mais dois copos, o advogado foi bebendo um atrás do outro sem parar, depois que eu terminei meu afazer eu perguntei ao Rui qual era o plano dele e ele me respondeu:
- calma você vai ver o que eu vou fazer!!!
Então ele entrou dentro do carro, pegou uma lista telefônica (ele sempre levava essa lista acaso ele se perdesse na cidade), daí ele pegou meu cartão telefônico e foi ate um orelhão, e ligou para algumas emissoras de televisão daqui de minha cidade. Com meia hora chegou uma vã e dela desceu uma reporte e um câmera que foram direto ao deputado, tonto de bêbado o deputado respondia as perguntas com as seguintes frases : “Eu não estou bêbado, só tonto”,”eu não to tonto porque bebi e sim porque bati a cabeça”, “eu não vi o sinal vermelho porque quis, foi um acidente, eh que eu estava olhando uma gostosa do outro lado da rua!!! Hic!!!”,”engraçado eu não vi a batida, eu fui perceber que tinha batido quando eu vi o carro amassado”. Depois dessa emissora começou a chegar outras e mais outras. Quando perguntaram se ele tinha medo de ser preso ele respondeu “ eu já disse pros rapazes que bateram em mim que eu não vou preso, eu conheço um monte de gente que tem o rabo preso comigo, que não vai deixar isso acontecer!!!”. Quando a reportagem chegou, já havia se passado uma hora e meia que havíamos ligado a policia, quando deu duas horas da ligação, chegou a policia, daí os policiais levaram eu, Rui e o advogado para delegacia (e a reportagem foi atrás), lá eles pegaram o nosso depoimento e depois nos liberaram e deixaram o deputado preso. No dia seguinte estávamos em todos dos jornais regionais, graças a idéia do Rui nos saímos livres, já o deputado, xiii, o deputado se lasco, foi preso e condenado, depois de descobriram que ele não era advogado e que ele roubava aposentadoria dos velhinhos, ele foi preso e condenado, com tudo isso ficou um pensamentos em minha cabeça “quem disse que tudo nesse pais acaba em pizza???”

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Comemoração

Já chegamos ao numero de 50 historias postadas nesse blog, todas baseadas em acontecimentos reais, e olha que esse numero tende a aumentar, outra coisa para se comemorar é o aumento de acesos ao blog. Estou contente porque duas coisas que eu não imaginava que iria acontecer aconteceram. Primeiro eu não botava fé que eu iria ter saco para escrever nem um quarto das historias que eu tenho (com essas 50 historias eu já alcancei a marca de um quarto de todas as historias que eu tenho reunidas), também isso se deve ao fato que eu acabei gostando de postar as historias no blog. Segundo eu nunca achei que o blog um dia iria chegar a marca de mil visitas ao ano, mas para a minha surpresa ele já esta passando bem dessa meta ao mês. Então agradeço a você que tem me prestigiado com a sua visita e torso para que você sempre me prestigie com a sua presença. VALEU!!!

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Perdido com a loca


Em meu antigo colégio, avia uma competição anual ( uma gincana ) entre as salas, para arrecadar fundos para o colégio, em troca a sala vencedora ganhava um passeio de trem pela serra. A minha turma era uma das melhores, mas por dois anos consecutivos a nossa turma havia ficado em segundo lugar (ao estilo Rubinho Barriquelo), ficamos tão indignados com aquela situação que no ano seguinte fizemos muito mais que podíamos para ganhar a gincana, eu ate me vesti de mulher no concurso de travesti (para você ver como a gincanda de meu colegio tinha provas bem diversificada, alem do concurso de travesti, tinha o concurso de biquíni, de tapa na cara, de invenções malucas, de fazer balões, corrida de barquinho de papel etc...), esse esforço todo valeu a pena, ganhamos quase todas as provas que faziam parte da gincana, nós fomos tão bem que o segundo lugar ficou diversos pontos atrás, e como digna recompensa ganhamos o passeio de trem.
No dia do passeio a turma toda estava reunida em frente ao colégio, junto estava a diretora e mais dois professores que iam para ajudar a tomar conta dos alunos. O ônibus nos pegou na frente do colégio as 6 de manha e nos levou ate a ferroviária, na ferroviária ansiosos entramos no trem que logo começou a viagem. Eu estava feliz (já que era a primeira vez que eu andava de trem) e maravilhado com a beleza da cerra, eu não desgrudava a cara da janela por nada, nem mesmo na hora que eles serviram lanche eu tirei o olhar de fora do trem, estava tudo indo nos conformes ate que o trem começou a ir mais devagar, e mais de vagar, ate para no meio da serra, ficamos preocupados e curiosos para saber oque havia acontecido, mas essa curiosidade logo foi morta pelo condutor do trem que veio ate nós e disse o seguinte:
- seguinte pessoal, o motor pifo!!! A gente vai ter que esperar o resgate, enquanto isso vocês podem sair para esticar as pernas, mas não se afastem muito do trem, se alguém se perder nessa mata vai ser duro de achar depois viu!!!
Eu e meus colegas de turma ficamos assustados mas saímos para fora do vagão, alguns ficaram andando por perto do vagão, outros brincavam de pique-esconde, já eu fiquei sentado na escada de entrada do vagão lendo um gibi que eu tinha trazido para passar o tempo caso a viagem fosse monótona. Estava eu no meio da historia do Tio Patinhas quando a professora Darlene chamou para ajudar ela a catar maracujás na beira da mata, eu ate tentei argumenta “mas professora o homi disse para a gente não se afastar do ônibus” porem ela insistiu “não vai haver perigo nenhum, eu e você vamos ficar por perto, na beirinha da mata”, e depois de muito insistir ela me convenceu a acompanhá-la.
Ela ia catando os maracujás e eu os colocava numa sacola, fui seguindo a professora que ia entrando dentro da mata, ate tentei avisa-la mas ela nem de deu ouvidos, daí quando ela termino de catar os maracujás eu perguntei a ela:
- E agora aonde esta o trem?
- Fica para lá!!!
- Não eu acho que fica para o outro lado.
- Claro que não fica para mesmo, fique tranqüilo, pode confiar na sua professora.
Antes mesmo que eu pudesse argumentar ela saiu andando e para não me perder dela eu fui seguindo ela, depois de meia hora de caminhada não deu outra:
- Acho que estamos perdidos!!! (disse a professora)
- Você acha Neh!!!! Se você não tivesse falado nada eu nem teria percebido!!!
- Pare de ser sarcástico joão! Estamos correndo perigo! Não é hora de ficar fazendo piadinha.
- Porque estamos correndo perigo?
- Nessa mata existem vários animais perigosos, onça, jaguatirica, cobras e vários animais venenosos também.
- Sinceramente eu estaria mais seguro ao lado de uma onça que ao seu lado!!!
Depois de uma leve bate-boca nos continuamos andando, e quanto mais andávamos, mais o tempo passava e mais desesperada ficava a professora, depois de uma hora ela chegou a tal desespero que começou a chorar:
- Buahhhh! Nos vamos morrer! Buahhh! Nos vamos ser comidos por uma jaguatirica!!!
Daí ela ma abraçou e desbancou a chorar de novo:
- Buahhh! A culpa foi minha! Eu que coloquei você nessa robada!!!
- Calma professora a gente vai sair daqui.
Primeiro eu fiz ela parar de chorar (foi ate fácil fazer ela parar de chorar, eu só tive que dizer “se você continuar chorando, você vai atrair uma onça”), depois fomos ate a beira de uma rio e ficamos ali descansando. Após um tempo descansando a margem do rio eu comecei a ouvir vozes, primeiro eu pensei que era coisa da minha imaginação, mas logo percebi que era o resgate.
- Dona Darlene e João Paulo onde vocês estão???
- Aquiiiiii!!! (gritei com toda minha força) Através dos berros da professora os bombeiros nos acharam e nos resgataram, na volta ao trem um dos bombeiros me disse que a gente tinha se afastado mais de um quilometro do trem ( eu disse para ela que o trem ficava para o outro lado ). Foi um alivio tremendo quando vi meus amigos e companheiros que estavam esperando nos esperando numa estação de trem, eu fiquei aliviado, já a professora começou a espalhar para todos que a culpa foi minha, que eu havia levada ela para dentro da mata, pode isso, o engraçado que alem dele ter feito as burradas, ela não teve a coragem de admitir as cagadas, gente loca neh? Mas ninguém alem dela acreditou na historia que ela contou, todos viram ela me chamando para ir junto com ela para catar maracujás!!!

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O capeta em forma de guri


Quando eu era criança eu era um pouco arteiro, a minha mãe falava que eu fazia mais macacada que um macaco, sinceramente eu nunca concordei com isso, mas minha mãe, meu pai, meu irmão, meus vizinhos, meus avos, meus tios, primos, amigos... todos concordavam com a minha mãe.
Um dia uma de nossas vizinha teve a grande idéia de dar um conselho para a minha mãe, minha mãe adorou a idéia e dois dias depois ela me colocou como garçonzinho de padre (conhecido também como coroinha) na igreja. Eu não queria ser garçonzinho de padre, não tinha gostado da idéia, mas a minha mãe me levava para a igreja de qualquer jeito, muitas vezes ela me arrastava pelas orelhas (sim pelas “orelhas” ela não segurava em apenas uma e sim em ambas, tudo para que eu não escapasse), ela e meu pai tinham esperança de que eu fosse iluminado e de um dia para o outro eu aquietasse ou que talvez o padre Zelnolino conseguisse dar um jeito em mim.
O padre Zelnolino foi muito paciente comigo, durante algumas semanas ele foi muito bonzinho comigo, mas depois de dois meses ele me apelidou de “capeta em forma de guri”!!! Eu não sei porque eu ganhei esse apelido, talvez tenha sido por causa dia que entrei com o incenso na igreja, tinha começado a missa e o padre estava entrando na paróquia, eu estava logo atrás do padre balançando aquele treco de incenço, como eu mesmo dizia “estava defumando as pessoas”, mas eu notei que só as pessoas da beira dos bancos eram defumadas, então eu decidi girar panelinha para ver se a fumaça iria chegar no fim das fileiras, ao girar a panelinha a fumaça realmente ia mais para o fundo mas não o suficiente para chegar ate o fim das fileiras, então decidi girar mais rápido e girei tão rápido que a panelinha fugiu de minha mão e sobrevoou um par de bancos espalhando o incenso em brasa por cima das pessoas, nada de mal aconteceu, claro que teve a panela que caiu na cabeça de um senhor, de varias pessoas terem saídos com as roupas com pequenos furos na roupa causados pelo incenso em brasa e de uma moça que teve o cabelo incendiado por uma pedrinha de incenso, nada de grave aconteceu. Também teve a vez que eu e outro coroinha estávamos limpando a paróquia, quando nos deu fome e a única coisa que tinha para comer na igreja eram as hóstias, e foi o que fizemos, porem as hóstias nos deram uma sede danada, fuçando em baixo do altar nos achamos uma garrafa de suco de uva, só que havia um pequeno problema, aquilo não era suco de uva e sim vinho, resultado, quando o padre chegou ele encontrou dois de seus coroinhas bêbados e comendo hóstias em cima do altar. Também teve as vezes que eu ia ate a igreja de madrugada e tocava os sinos freneticamente ate acordar todo mundo da cidade, logo depois eu saia correndo pelos fundo da igreja e me escondia no terreno baldio.
Teve outros causos como a vez que eu explodi a cozinha da igreja, ou da vez que eu “peguei emprestado” alguns trocados da arrecadação da igreja, ou quando no meio da missa eu ficava dando estrelinha atrás do padre, ou quando eu pegava o microfone antes de começar a missa e contava umas piadas, ou da vez... bom e etc... ate hoje eu não achei nenhum motivo plausível para esse apelido!!! Mas eu ate gostei do apelido e me alto denominei de capeta da igreja da santa recebedora de raios!!!
Santa recebedora de raios era como eu chamava a igreja, isso porque no alto da igreja tinha uma razoável cruz de bronze que em dias de tempestade atraias varios raios, vira e mexe um raio acertava a cruz, também vira e meche a igreja pegava fogo por causa dos raios que acertavam a igreja e de tanto pegar fogo a o teto da igreja estava quase caindo. O padre estava a alguns anos arrecadando dinheiro para a construção de uma nova igreja, ele já tinha juntado o dinheiro mas as pessoas não queriam demolir a igrejinha antiga.
Então um dia eu e outro coroinha ficamos de castigo (por ter feito careta na hora da missa atrás do padre) limpando a igreja sozinhos durante a noite, nesse dia estava tendo uma tempestade com muitos raios, sinceramente eu estava me borrando de medo de ficar ali de noite e com aquela chuva, mas se eu não limpasse a igreja direitinho o padre iria usar a palmatória (ele não tinha o costume de usar a palmatória, ele a usava apenas comigo). Teve uma hora que ouvimos um estrondo enorme, esse estrondo era de um raio que tinha acabado de cair na cruz da igreja, apesar de tudo ficamos aliviados porque sabíamos que raramente caia dois raios no mesmo dia, porem um tempo depois um outro raio caiu na igreja, mas esse raio era muito mais forte que o primeiro, a lenda diz que foi o raio mais forte que já caiu sobre aquela igrejinha, ele foi tão forte que clareou tudo, tremeu a igreja ao ponto de fazer os pedaços do teto começarem a cair, igreja toda estava desabando e para ajudar uma parte do teto podre começou a pegar fogo, logo a igreja estaria repleta em chamas, porem antes de sair, eu e o outro coroinha decidimos salvar todo que pudéssemos carregar (tínhamos um forte precentimento que aquela igreja não iria resistir aquele incêndio o fogo estava se espalhando muito rápido). A primeira coisa que a gente salvo era o baú onde o padre guardava o dinheiro para a nova paróquia, depois pegamos algumas imagens sacras e saímos correndo dali e nos escondemos na casa da arvore que ficava num terreno no final da rua da igreja. Da casa da arvore a gente viu o fogo consumir e destruir a igrejinha, eu e o outro coroinha demoramos um minuto e pouco para pegar o que dava para pegar e sair dali, em três minutos a igreja estava repleta de chamas, em cinco ou sete minutos a igreja desmorono. O mais interessante foi que dois raios caíram na igreja, a igreja pegou fogo e desabou e ninguém alem dos coroinhas percebeu o que havia acontecido. Eu e o outro coroinha ficamos a noite acordados vendo a igreja virar pó, quando o fogo terminou ainda estava chovendo, daí eu e o outro coroinha fomos ate a oque havia sobrado da igrejinha para ver se ainda dava para salvar mais alguma coisa, mas estava muito escuro e não deu para achar nada. Passamos um tempo ali andando e vendo o grande estrago causado pelo fogo quando eu tive uma idéia, talvez uma das idéias mais loucas que eu já tive:
- Em você quer fazer um milagre acontece? (perguntei ao outro coroinha)
- E da para fazer um milagre acontecer?
- Claro que da!!!
Daí eu expliquei o meu plano ao outro coroinha, ele por sua vez adorou a idéia. Então voltamos ate a casa da arvore, pegamos as imagens e colocamos dentro do baú de dinheiro, daí nos levamos o baú ate os escombros e procuramos um lugar para se esconder, daí o outro coroinha encontrou um vão que dava acesso para debaixo dos escombros, então nos entramos por aquele vão e arrastamos o baú junto com a gente e ali ficamos quietinhos.
Quando era mais ou menos quatro da manha um bêbado que voltava da zona viu a igreja detonada e começou a gritar pelas casas que rodeavam a igreja:
- o capeta destruiu a igreja, ele acabou com a nossa igrejinha, ele taco fogo e a demoliu, esse é um sinal do fim do mundo...
Então algumas pessoas saíram de suas casas, não porque acreditaram que a igreja tinha sido destruída, mas sim para mandar o bêbado ir se f***, mas logo que saíam de suas casas as pessoas viam a igreja demolida e iam chamar toda a família para ver aquilo, depois que eles acordavam a família eles iam acordar os vizinhos. E assim a noticia se espalho como rastro de pólvora, cinco minutos depois que o bêbado começou a gritar o padre chegou:
- ai meu Deus! Ontem de noite haviam dois garotos limpando a igreja, eles devem estar ai de baixo.
Foi aquele corre corre de quem estava ali para tirar os escombros. Daí logo minha mãe chegou e começou a gritar desesperada, já meu pai se manteve e foi ajudar a retirar os escombros, enquanto minha mãe gritava o bêbado falava para ela:
- Se o seu filho tava ai, ele pereceu!!! Ta nos infernos agora!!!
- Cale a sua boca (gritou a minha mãe). Meu filho é esperto, ele saiu antes de tudo cai!!!
- Ele não é esperto, ele era esperto, não se esqueça que ele morreu, ta no inferno jogando truco com o capeta!!!
Minha mãe não se seguro e partiu para porrada com o bêbado, o e o bêbado apanho, apanho feio em. Enquanto tudo isso acontecia eu e o outro coroinha tirávamos o maior ronco lá de baixo dos escombros (você não sabe o quanto que e itediante ficar esperando socorro), só acordei quando eles nos acharam, nunca vi meu pai e minha mãe tão felizes ao me verem, depois de fazerem uma festa eles me levaram para o hospital, todos ficaram surpresos ao saberem que eu e o outro coroinha não tínhamos sofrido nenhum arranhão. Depois de são e salvos foi hora de contar oque havia acontecido, daí eu contei oque eu tinha combinado com o outro coroinha, a gente conto para todo mundo que um bicho enorme, vermelho, chifrudo, que tinha corpo de gente e cabeça de boi apareceu na igreja e a queria destruí-lá mas eu e o outro coroinha tentamos impedi-lo, mas daí um grande clarão apareceu e a igreja começou a pegar fogo e a desabar, daí a gente tentou ir salvar o dinheiro que o padre juntou durante anos, mas quando pegamos o baú e estávamos saindo a igreja toda desmorono, mas antes do teto cai um anjo apareceu e nos protegeu e a gente não lembrava mais de nada apartir daí. Foi um alvoroço, por meses o povo e os jornais só falavam dos coroinhas que enfrentaram o demo e saíram vivos, para falar a verdade ate hoje se conta essa historia em minha cidade!!!!

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Brincando de medico


Gigante era como carinhosamente era chamado o meu amigo Ivã, eu conheço o Gigante desde criança, ele foi meu vizinho por muitos anos, apesar dele ser gente boa, eu não gostava de sair com ele, com os meu bem distribuídos 1,70m me sentia um anão perto do cara que media 2,10m, mas oque eu tinha mais ódio era de pegar ônibus com ele, enquanto eu me lascava para segurar naquelas barras de ferro de cima, ele tinha a capacidade de bater a testa nas mesmas barras.
Depois que o meu sobrinho e o sobrinho do Gigante nasceram, o assunto de nossas conversas mudou, antes falávamos sobre varias coisas, mas depois dos sobrinhos, nos começamos a sempre discutir para ver quem possuía o melhor sobrinho, o meu argumento era que o meu sobrinho era mais inteligente, desenhava bem e fazia uma caipirinha muito boa, já os argumentos do Gigante era que o sobrinho dele era mis esperto e ele jogava futebol melhor que o meu sobrinho, logo retrucava que meu sobrinho jogava basquete muito bem, daí o Gigante dizia que o sobrinho dele sabia fritar ovo e eu retrucava que o meu hambúrguer... e assim passávamos um tempo discutindo.
Estava esperando o Gigante na porta do condomínio, porque nos íamos encontrar uns amigos, logo ao chegar percebi o sorriso que ele tinha de lado a lado do rosto:
- E ai João! Cara tenho uma novidade que vai deixar o seu sobrinho na lona!
- É mesmo! Eu to duvidando!!
- Seguinte! Eu estava conversando com o meu sobrinho e perguntei para ele, porque das idas dele todo dia a casa da Lurdinha.
- É mesmo! E o que ele te falou?
- Ele disse que ele vai para a casa da Lurdinha só para brincar de medico, tem mais, ele disse que o seu sobrinho não brinca de medico, diz que não gosta de brincar de medico!
- Você ta brincando, não é?
- To não, foi o meu próprio sobrinho que é “macho” que me confirmou a historia.
Na hora eu nem liguei para o que ele havia dito, mas depois que chegamos no bar e ele fez questão de contar para todos aquela historia, daí eu já comecei a ficar meio deprimido, lodo depois começou uma zuação geral comigo, eles diziam o seguinte “ele não gosta de brincar de medico, porque ele tem alergia de mulher, isso deve ser coisa de família”, depois de ouvir essa frase pela milésima vez, fui embora cabisbaixo para a minha casa. Quando cheguei em casa, vi o meu sobrinho na sala jogando videogame, então resolvi ir esclarecer o assunto com ele:
- Então pirralhinho, hoje eu estava falando com o gigante e ele me disse que o sobrinho dele gosta de brincar de medico, isso é verdade?
- É sim tio! Ele brinca de medico todos os dias.
- E você brinca com eles?
- Eu não tio! Eu não gosto de brincar de medico com ele! A brincadeira é bizarra! Ele e o vizinho da Lurdinha se trancam dentro da casinha de boneca e ficam lá brincando!!!
- Ele e o vizinho da Lurdinha! E a Lurdinha não brinca?
- Não! Eles não deixam ela entrar no brincadeira!
- É mesmo!!!! (na hora veio um monte de pensamentos ruins na minha cabeça) e você nunca brincou de medico com eles?
- Eu não tio! Uma vez eles ate me chamaram, mas logo que eu vi como era, e sai!!! Eu não gostei muito da brincadeira não tio! É muito estranha. É assim ó: um deles é o medico e o outro o doente, daí o doente tira a roupa e deita no chão, daí o medico vem e apalpa o doente para achar a doença, daí depois quando o medico acha a doença ele faz massagem onde doe, e quando eles se canção eles trocam de lugar.
- É mesmo! Eles fazem isso mesmo?
- É sim tio!!! Bizarro neh? Mas o mais estranho é quando eles resolvem curar as doenças com beijinhos!!!
- Ummm! Estranho mesmo!
No outro dia de manhã, eu peguei minha câmera e fui com o meu sobrinho para a casa da lurdinha. Ao chegamos a casa da Lurdinha, eu perguntei a mãe dela se eu podia ficar ali para filmar as crianças, eu dei a desculpa que tinha um trabalho de faculdade, onde eu devia demonstrar o comportamento sociológico das crianças entre elas, disse também que o vídeo iria passar em um seminário onde iria estar ate o governador. A dona Rosa ficou toda cheia e logo deu permissão para filmar as crianças, no começo eu filmei as crianças brincando mas logo que o vizinho da Lurdinha chegou, ele e o sobrinho do Gigante foram direto para a casa de bonecas (exatamente como o meu sobrinho havia dito) eu pararei de filmar meu sobrinha e fui para perto da casa de bonecas, eu me aproximei bem de vagar da casinha, e por um buraco em forma de coração que tinha na janela eu gravei tudo. Depois que a brincadeira começou, eu entendi porque meu sobrinho havia denominado aquela brincadeira como “bizarra”, os dois estavam nus, um deitado e o outro ajoelhado ao lado, daí aquele que estava ajoelhado começou a apalpar o outro, ele apalpou todo o corpo do moleque, ate mesmo as partes intimas (por acaso, lugar que era bem apalpado), depois de apalpar o moleque deu uns beijinhos pelo corpo do outro, mas o mais bizarro foi quando o que estava ajoelhado enfiou o dedo naquilo do outro moleque.
Depois de ter gravado ate mais que eu imaginava eu fui embora, já em casa eu fiquei matutando uma forma de mostrar aquela gravação para todo mundo, queria fazer isso o mais rápido possível, para que parassem logo de zoar comigo e com o meu sobrinho. Depois de um longo tempo pensando, eu cheguei a uma conclusão: “se eu mostrar a fita para as pessoas, eu perco um amigo e vou queimar o filme dele e do sobrinho dele, já se eu não mostrar a ninguém eu continuo com o amigo, não ofendo ninguém, e com mais alguns dias os outros já esquecem dessa historia e param de tirar sarro comigo”, daí eu peguei a fita e a joguei fora, mas esse ato não serviu para esconder o que o sobrinho do Gigante fazia, um tempo depois os dois foram pegos brincando de medico dentro da escola, e quase todos os alunos viram, e como a criançada não fica quieta, dois dias depois todos já sabiam o que havia acontecido e o Gigante ficou alguns dias sem sair de casa, com receio de tirarem sarro dele.

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Por favor, mande sua historia!!!

Se você tem alguma historia interessante de humor, amor, tragédia, fato, delírio blábláblá etc... mande a para nos através do e-mail olhandoalua@pop.com.br ou a deixe ali nos comentários. Nos teremos o maior prazer em publica-la aqui no blog, não esqueça de deixar seu nome, nick ou site pessoal, para destinar a autoria da historia!!!

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Tirando leite de vaca


Eu e uns amigos (Carlos, Marcos e o Alexandre) estávamos passando férias em um hotel-fazenda bem isolado, não havia nada por perto, alem do casal de caseiros, havia apenas uma vaca, um boi, alguns porcos, varias galinhas, um rebanho de ovelhas, um dúzia de cavalos e vários patos. Era o que queríamos, ir a um lugar bem isolado para que ninguém pudesse incomodar nossas férias (nosso patrão tinha o costume de interromper nossas ferias), então num dia que estávamos completamente itediados começamos a discutir para ver quem de nos tinha o pé mais enfiado na terra:
- (Carlos) eu vou para a chácara de minha avó desde criança, eu ate brincava com as galinhas...
- (eu) bom as vezes eu ia a fazenda do meu tio, mas o maximo que eu fiz foi pescar e alimentar os porcos.
- (Marcos) sempre sai para pescar no meio do mato, mas alem disso eu no tenho nada de capial.
- (Alexandre) vocês são completamente urbanos, o mais pé-no-barro desse grupo sou eu, já passeis muitas férias na fazenda do meu tio, eu já andei de cavalo,matei e despenei galinha, já toquei gado, pesquei na beira do rio, já fui pegar ovo no galinheiro, já peguei bicho de pe e ate tirei leite de vaca!!!
- (eu) serio!!! Duvido, se você é mesmo tão fodão, vai lá e tira um pouco de leite de vaca para nos!!!
- (Marcos) boa idéia!!! Pega esse copo e vai buscar leite da própria vaca.
- (Alexandre) ta bom, eu topo o desafio, só me digam aonde esta a vaca!
- (marcos) ué!!! Deve estar lá no curral!!
O Alexandre pegou o copo e foi para o curral, daí passou-se um bom tempo e nada do Alexandre volta:
- (eu) poxa! Onde esse cara se meteu? Ele ta demorando muito!!!
- (Marcos) vai ver que ele quer mostrar que é o bom e ta tirando leite em pó da vaca!!!
- (Carlos) ou a vaca não foi com a cara feia dele, e não ta querendo colaborar...
Daí surge o Alexandre lá longe voltando com o copo de leite.
- (Carlos) parabéns! Eu não botava fé que você ia conseguir.
- (Alexandre) eu te disse que eu já tinha tirado leite da vaca.
- (Carlos) e o leite ta bom?
- (Alexandre) não sei, experimenta ai!!!
- (Marcos) me da aqui, me deixa experimentar (depois de um gole), nossa de que vaca você tirou esse leite? Ele ta azedo!!!
- (Alexandre) me da aqui deixa eu ver... nossa ta azedo mesmo
- (Carlos) me da aqui esse copo (daí ele deu um bicada no leite) nossa ta ruim mesmo, toma João experimenta.
Peguei o copo e experimentei e confirmei que o leite estava ruim mesmo, logo depois o Carlos nos informou de um fato muito curioso no mínimo:
- (Carlos) pera ai! Alexandre você tem certeza que você tirou leite da vaca?
- (Alexandre) claro que sim! Por que?
- (Carlos) É que o caseiro nos disse que só tinha uma vaca, e como você tirou leite de vaca se ela ta ali no pasto?
- (Alexandre) devo ter tirado leite de outra vaca.
- (Marcos) não eu também ouvi o caseiro dizer que só tinha uma vaca!!!
- (eu) mas se não foi da vaca que ele tirou o leite, de onde veio esse leite?
- (calos) beemmm (olhou ele com uma cara estranha) só pode ter sido do boi!!!
Quando todos perceberam o que realmente aconteceu, foi aquela correria de neguinho para todo lado passando mal e gorfando para todo canto, passamos mal por um bom tempo, para falar a verdade até hoje eu tenho receio de beber leite de vaca.

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Baba dos velhinhos


Meu avô participava de todos os passeios que a igreja realizava para os idosos, poderia ser um passeio ate a esquina da igreja que meu avô não perdia, nesses passeios iam apenas idosos, com exceção das chamadas “babás”, eram duas moças (netas da senhora que organizadora dos passeios) que iam para auxiliar os velhinhos.
Uma vez o meu avô e a dona Noeli (quem organizava os passeios) conseguiram uma coisa que eles queriam a tempos, um passeio ao jardim zoológico, claro que foi bem difícil, alem da ajuda da igreja, eles tiveram que pedir auxilio a prefeitura. Esse passeio era a realização de um sonho de meu avô, o de ir ao jardim zoológico, a vontade dele ir ao zôo era tanta, que dois messes antes já estava ansioso pelo passeio, e mal conseguia dormir, vendo esse entusiasmo dele eu resolvi conversar com meu avô a respeito do passeio e acabei tendo uma surpresa.
- Então vô você ta muito ansioso pelo passeio?
- E como! Não vejo a hora de ver o leão.
- E já esta tudo certo para o passeio?
- Ta sim, teve um pequeno probleminha, mas eu já resolvi.
- Que probleminha?
- As moças que vão com a gente não vão poder ir, elas vão fazer uma prova no colégio, mas eu já arrumei uma pessoa para ir com a gente.
- Quem?
- Você e o neto da Zoraide, aquele seu amigo o Marcelo!
- Como eu??? Mas eu nem me ofereci!!!
- Você não se ofereceu memo, fui eu memo que ofereci você!!!
- Que isso!!! E quando que você iria me contar essa historia?
- Qualquer dia desses eu ia te contar!!!
- E quem disse que eu vou???
- Eu!!! primeiro não custa nada você nos acompanhar, nos não vamos dar nenhum trabalho já que sabemos nos virar muito bem, segundo você não vai ter nenhum compromisso já que você vive coçando os bagulhos sem fazer nada e terceiro e ultimo, se você não for eu vou contar a sua mãe que você transformou a torradeira dela em aquecedor de acento!!!
Depois de tais apelos, não tive escolha senão a de ir acompanhar os velhinhos!!! No dia do passeio tive que acordar bem cedo, cerca de 4 da manha, para poder ir ajudar o meu avo e a dona Noeli nos preparativos da viagem. Quando eram 5 da manhã eu e meu avô já estávamos na igreja, e para minha surpresa não éramos os únicos, a maioria das pessoas que iam no passeio já estavam lá (o povo que gosta de acordar cedo esse de minha cidade), e logo que cheguei já arrumei o meu primeiro problema, como eu não era acostumado a acordar tão cedo, eu estava mais para zumbi que para humano, e por estar assim eu não reparei que tinha um senhor com as pernas todas esticadas (como se estivesse no cinema) no meu caminho, e sem querer eu tropecei nas pernas daquele senhor, antes que eu pudesse pedir desculpas o velhinho se levantou e começou a me dar bengaladas e a gritar comigo:
- Seu lazarento!!! Será que você não olha por onde anda seu cavalo!!! Presta mais atenção seu filho da *&%$*!!!
- Desculpa foi sem querer...
- Sem querer nada, foi de propósito mesmo!!!!!
Meu avô por sua parte fico observando a cena de longe e quase se matando de tanto rir, quando finalmente me livrei da muleta do velhinho, fui ate o meu avo e perguntei “pô vô! Porque você não me ajudou?” e com a maior cara de sacana o meu ele respondeu “você tava precisando acordar e nada melhor para acordar que umas boas bengaladas!”. Finalmente no salão de festas da igreja, fui designado para a fazer o chá, fui ate na cozinha e lá eu encontrei o Marcelo preparando os sanduíches, fui ate ele e perguntei:
- Como sua vó te convenceu de vir?
- Não foi ela, foi minha mãe!!! E você como te convenceram a vir de baba?
- Meu avo ameaçou contar o causo da torradeira para minha mãe.
- Qual deles? Aquele que a torradeira virou catapulta ou que a torradeira virou aquecedor de acento?
- Aquecedor de acento.
- Puxa ele pegou pesado dessa vez!!! Vai ser dura essa viagem, ate agora eu só recebi bronca.
- Bronca? Isso não é nada, perto das bengaladas que um velhinho acabou de me dar.
Papo vai e papo vem, e acabei falando para o Marcelo o seguinte “puxa se houvesse um jeito de acalma-los, eu teria certeza que a viagem seria mais tranqüila” e daí o Marcelo respondeu “acho que tem sim! Segura as pontas ai que eu vou ate na minha casa buscar um negocio!!!”. Fiquei lá fazendo o trabalho dele (sinceramente na hora eu pensei que aquilo era desculpara para escapar do trabalho), dez minutos depois ele voltou com um saquinho na mão.
- O que é isso que você trousse?
- Essa é a nossa salvação! Isso vai deixar os velhinhos calminhos e relaxados, quase andando nas nuvens!!!
- Me da isso (quando olhei para oque havia dentro, quase tive um ataque no coração). Caraio!!! Isso é maconha!!!
- É sim!!! E das boas!!!! Agente coloca isso na comida dos velhos e eles vão ficar calminhos calminhos...
- Será que você surto? Ou será que é burrice mórbida? Cara isso daí vi matar uma meia dúzia dos velhinhos, e se alguma coisa acontece vai sobrar para gente!
- Relaxa!!! Vai dar nada!!!
- Cara eu não vou dar isso para meu avô e nem para o outros, pega essa porcaria e a leve para longe!
Apesar de fazer uma cara feia, ele acabou concordando comigo e saiu para o pátio, então o meu avô me chamou, fui ate ele que irritado me perguntou “cadê o cha???” e eu respondi ”calma vô já to fazendo”, quando eu voltei, vi o Marcelo com a maior cara de tacho:
- E ai!!! Você se livrou daquela porcaria?
- Já dei fim nela sim!!!
Depois de alimentados, os velhinhos logo entraram no ônibus (para mim sobrou levar a bagagem deles, não sei por que, mas teve alguns que levaram malas abarrotadas para uma viagem de um dia) e saímos de viagem para a capital. No começo estava tudo bem, a viagem tava tranqüila, a estrada boa, os velhinhos cantavam animadamente todo tipo de musica, mas a musica que predominava era os hinos de igreja, mas depois de algum tempo (depois de quase duas horas de viagem) algo de estranho começou a acontecer na cantoria dos velhinhos, primeiro cada um começou a cantar num ritmo, enquanto um estava cantando o começo da musica outro já estava cantando o final, mas depois tudo piorou, quando alguns deles começaram a cantar musicas totalmente diferentes daquela que o coro estava cantando, então fui ate o final do ônibus, onde marcos estava, e fiz um comentário para ele:
- Nossa acho que alguns dos velhinhos surtaram!!!
- Deve ser o cansaço da viagem.
- Alias me responde uma coisa, onde você infiou aquele saco cheio de maconha?
- Bemmm!!! Ééééé!!!
- Desembucha logo!
- Eu despejei ele num lugar.
- Que lugar???
- Bem!!!! Dentro da caixa de caixinha de chá, daí eu misturei com o chá!!!
- Mas que car*&%$! Por isso uma senhora pergunto se era chá de erva cidreira, então quer dizer que você deu chá de maconha para os velhinhos...
- Eu não, foi você que fez o chá e foi você que serviu!!!
- Mas foi você que colocou escondido aquela porcaria dentro da caixa de chá!!!
- Claro, se não fosse desse jeito você não iria deixar eu colocasse o negocio lá dentro!!!
- Claro que não ia deixar! Olha só o efeito de sua cagada, os velhinhos estão surtando.
- Calma o efeito passa!!!
E pelo resto da viagem ficamos discutindo nos fundos do ônibus, enquanto os velhinhos surtavam. Quando finalmente chegamos ao zôo, logo percebi o grande problema que eu tinha nas mãos, alem de todos estarem falando juntos, tinha alguns velhinhos que não estavam muito bem, como por exemplo o senhor que estava com dificuldades de ficar em pe, o pobre coitado tava andando de pernas abertas que nem aqueles cowboys americanos.
Ao entrar no zôo, os velhinhos ficaram na maior folia ( como eu disse muitos deles nunca haviam estado num zôo antes), com a maior cautela fui conduzindo os velhinhos pelo zôo, no começo do passeio só havia pássaros e alguns macacos, mas logo chegamos numa das melhores atrações do zôo, o hipopótamo, das ultimas vezes que eu fui ao zôo eu não tinha visto o hipopótamo, já que ele estava submerso na água, mas naquele dia estávamos com sorte e ele estava fora da água, todos ficaram admirados com o aquele baita bicho, daí teve um senhor que empolgado falou “nossa como esse elefante é bonito!!!” daí uma senhora que estava ao lado perguntou ao mesmo “você tem certeza que é o elefante?” e o senhor respondeu ”claro que sim!!! Olha como esse bicho é gordo!!!”, daí todos bateram palmas ao “elefante” e continuamos o passeio.
Na jaula do jacaré os velhinhos deram uma parada para descansar, o espaço onde os jacarés ficavam era um grande lago cercado de uma faixa de terra coberta por grama e algumas arvores, todo esse espaço era cercado por uma pequena cerca de 1,5 m de altura, para falar a verdade era um lugar bem bonito, fiquei lá olhando dentro da jaula dos jacarés quando eu viro o rosto para o lado, vejo algo estranho dentro da jaula, um senhor só de samba-canção:
- Tio o que o senhor esta fazendo ai dentro??? (disse com um berro)
- Vou nadar naquele lago!!!
- Sai daí! Esse lugar ta cheio de jacaré!!!
- Que jacaré nada!!!
Apesar dos avisos, ele se recusou a nos ouvir (aquela atitude devia ser o efeito do chá do Marcelo), vendo que não tinha outra alternativa, eu e o Marcelo pulamos a sequinha e pegamos o velho a força, apesar de estarmos fazendo um favor para ele, enquanto o arrastávamos, o velhinho nos xingou com palavrões que eu nem sabia que existia, mas o pior foi colocar a roupa nele de volta, enquanto colocávamos a roupa (forçadamente) nele, ele nos dava bengaladas. Depois que uma senhora brigou com um lontra ( ela alegava que a lontra estava rindo dela) e de um senhor que queria pegar no rabo da onça (dizia ele que dava sorte), o passeio acabou bem.
Depois que acabou o passeio, nos dirigimos para uma lanchonete que ficava fora do zôo, para fazer um lanche para ir embora, eu estava aliviado em saber que tudo aquilo estava acabando, mas o que eu não sabia era que aquilo era apenas o começo. Quando chego na lanchonete do de cara com o motorista do ônibus torto de bêbado sentado numa mesa no fundo da lanchonete, cheguei perto dele e tentei falar com ele:
- E ai! Você ta bem cara?
- Hic!!! Eu to ótimo... por que?
- Porque você ta bêbado...
- Bêbado não!!! Só um pouco zonzo!!!
Daí ele tentou se levantar da cadeira, mas ele estava tão bêbado que não conseguiu, vendo a situação, fui ate o Marcelo, o puxei para um canto e falei com ele:
- cara o motorista encheu a cara enquanto estávamos dentro do zôo, ele entorno tanta pinga que mal para em pé!
- Ah!!! Para de zoar comigo! Acha que ele ia beber tanto sabendo que ele tem que nos levar para casa?
- Se não acredita vai lá ver...
O Marcelo teimou e foi falar com o motorista, chegou lá, trocou duas palavras com ele e volto branco com cara de “cachorro que caiu da mudança”.
- Cara era verdade mesmo, o cara ta mais bêbado que barata em copo de cerveja! E agora João o que vamos fazer?
- Sei lá!!! Se tivesse sozinho seria fácil, mas com esse monte de vovô e vovó chapados e um motorista bêbado fica difícil.
- Calma ai!!! tive uma idéia!!!
- É eu percebi logo que senti o cheiro de queimado!!!
- Serio!!! A gente coloca todo mundo dentro do ônibus e eu dirijo o ônibus de volta!!! Eu já vi o meu pai dirigir caminhão! É quase a mesma coisa!
- Mas você já dirigiu caminhão?
- Não!
- E carro?
- Não!
- Você pelo menos já andou de bicicleta?(respondi ironizando, mas fiquei surpreso com a resposta)
- Não! Mas eu já joguei muito vídeo game!!!
- Santa @#%&* como você quer dirigir um ônibus sem nunca ter nem andado de bicicleta?
- E você já dirigiu algo?
- Bem eu tenho o costume de dirigir o fusca do meu avo quando vou lá no sitio.
- Então você dirige!!!
- Eu??? Cara eu só dirigi um fusca em minha vida, como você quer que eu dirija um ônibus?
- É a mesma coisa, mas se você preferi a gente pode passar a noite aqui com esse monte de velho e espera o motorista melhora!!!
- Prefiro dirigir o ônibus!
- Mas e eu vou fazer o que?
- Você pode ficar rezando para que nada aconteça...
E foi assim mesmo que fizemos, embarcamos os velhinhos, depois carregamos o motorista para dentro do ônibus, depois que todos se sentaram, fui ate o lugar do motorista, fiz o sinal da cruz, sentei e dei a partida, marcos se sentou ao lado no banco do carona. Depois de tomar coragem, eu um menor de idade, que só havia dirigido um fusca, comecei a dirigir aquele baita ônibus, no começo o ônibus deu umas engasgadas, mas o Marcelo me deu uns toques que o pai dele o havia ensinado, o ônibus ratiou, mas aos trancos e barrancos nos começamos a viagem para casa. No começo eu me bati muito para dirigir o ônibus, principalmente dentro da cidade, subi nos meio-fios, andava no meio da pista, congestionei o transito etc... mas quando chegamos na rodovia, tudo ficou mais fácil, afinal na rodovia tem mais espaço e menos curvas, ate que na rodovia eu mandei bem.
A viagem que deveria durar 3 horas, durou 5 horas e meia, isso por eu estar dirigindo bem divagar, mas teve uma parte da viagem, que eu olhei para frente e vi a rodovia toda livre, não havia nenhum carro, sinceramente eu não ia perder essa oportunidade, comecei a acelerar o ônibus, e cheguei na incrível marca de 125 km/h, daí eu me senti o tal, o bonzão, mas a alegria durou pouco, quando eu avistei uma placa de curva eu já reduzi aos 60 km/h de novo.
Então depois de 5 horas e meia de viagem, nós chegamos finalmente em casa, quando chegamos na igreja havia varias pessoas nos esperando, estavam todos preocupados imaginando o pior por causa do atraso. Apesar do meu feito heróico de ter vindo dirigindo de volta o ônibus e ter trazido todos são e salvos, eu levei a maior bronca dos meus pais “você é doido moleque? Por que não ligou para cá para nos avisar? Se você tivesse ligado agente teria mandado alguém para socorrer vocês!”(dizia meus pais), sinceramente eu nem pensei em ligar pedindo ajuda, mas eu não tava com saco para esperar e também, eu não iria perder essa oportunidade de ter uma bela aventura (e se eu percebesse que não era capas de levar o ônibus para casa eu teria ligado logo no começo da viagem), o que eu fiz pode ter sido loucura e uma burrice, mas foi uma das melhores coisas que eu já fiz em minha vida, valeu a pena ter feito a viagem.

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