Surtando os coroinhas...


Eu e o Carlos fomos passar o feriado de carnaval numa cidadezinha quase que isolada de todo o mundo, queríamos esquecer dos problemas do dia-a-dia, mas na verdade nos só conseguimos arranjar mais problemas. Começou quando chegamos na cidade e decidimos descer do carro para comprar água, dai fomos ate uma venda compramos uma garrafa de água, e quando estávamos voltando para o carro dois caipiras nos abordaram:
- Isso é um “arssalto”! passa o dinheiro de “voceis”...
- E vocês pensão que vão conseguir nos assaltar sozinhos?(disse o Carlos)
- Não a Lurdinha e a Craudinha vão nos ajudar!!!
Daí eles colocaram as mãos para trás, pegaram alguma coisa e depois mostraram a Lurdinha e a Craudinha (duas 38 de cano longo) para nós dois, vendo que não iria ter outra maneira, demos o nosso dinheiro para os dois que saíram correndo pelas ruas daquela cidadezinha.
- (eu) como a gente vai voltar para casa agora sem dinheiro?
- (Carlos) não se preocupe eu trouxe dinheiro reserva!!!
- (eu) e aonde ele esta?
- (Carlos) na minha cueca!!!
- (eu) você trouxe dinheiro na cueca?????
- (Carlos) claro!!! Aprendi isso com o meu avô, ele sempre me disse: “ – quando você for fazer uma viagem longa sempre leve dinheiro escondido, suficiente para voltar para voltar para casa, se algo de errado, homem prevenindo é aquele que leva dinheiro na cueca!!!”
Sinceramente eu achei aquilo meio nojento (mas dei graças a Deus que ele tinha dinheiro na cueca, se não fosse isso nos não teríamos como voltar para casa), depois pedimos para uma senhora que passava na rua se ela sabia onde tinha uma delegacia e ela nos explicou o seguinte: “vai em frente na primeira rua você vira a esquerrrrda, vai em frente duas quadras e vira as direitas segue em frente ate dar de cara com a praça da igreja, a policia fica bem do lado dessa praça”, agradecemos a senhora e fomos dar queixa na policia, chegando lá demos de cara com delegado que parecia uma foca cor de rosa (ele era bem gordão, rosado, estava todo suado e fedia suvaco), daí explicamos o que havia acontecido e ele nos respondeu assim: “- duas coisas 1° mesmos que a nós encontre os dois, o seu dinheiro já deve ter sido gasto pelos dois meliantes em “tochico” 2° com os poucos recursos que temos vai ser quase “imporssivel” encontrar o meliantes”. Ficamos bem desanimados com a resposta do delegado “foca”, daí resolvi por acaso ir ate a janela, para tomar um ar, enquanto o Carlos terminava o boletim de ocorrência, fiquei olhando o movimento ate que, para meu espanto, eu reparei em dois rapazes que estavam andando de bicicleta.
- foram aqueles dois que nos assaltaram (berrei eu)!!!!
Daí o Carlos e do delegado vieram ate a janela, o Carlos reconheceu os dois e disse para o delegado “- foram eles mesmos”, o delegado olhou para os dois e voltou para a cadeira que ele estava sentado.
- (eu) você não vai prender os dois????
- (delegado) NÃO!!!!
- (Carlos) porque não? Se foram eles que nos assaltaram!!!!
- (delegado) eu duvido que eles assaltaram vocês!!!
- (eu) porque você esta duvidando?
- (delegado) porque eles são os coroinhas da igreja!!!
- (eu) [sem querer eu gritei] MAS O QUE, O CU TEM HAVER COM AS CALÇAS????
- (delegado) [que deu um berro maior que o meu] OOOOOQUEEEE?????
- (Carlos) porque o senhor acha que só porque eles são coroinhas eles não são ladrões?
- (delegado) vocês acham que o padre deixaria eles serem coroinhas se eles fossem ladrões??????? Claro que não!!!! Agora saiam daqui antes que eu mande vocês presos por desacato a autoridade!!!
Expulsos da delegacia, começamos a pensar em um lugar que iríamos passar a noite, para o nosso azar só havia um lugar, uma pousada ( nos sabíamos disso por que tinhamos reservado dois quartos para passarmos o feriado ), mas nessa pousada você tem que pagar adiantado, e a gente tava sem dinheiro no momento para adiantar o pagamento, foi quando eu tive um idéia. Peguei o cartão que tinha o telefone da pousada e fui ate um orelhão e liguei para lá e o gerente me atendeu:
- (gerente) alô, pousada Boa Vista, no que posso atende-lo...
- (eu) queria saber se vocês tem dois quartos disponíveis para hoje?
- (gerente) sim, o senhor quer que eu já reserve seus quartos?
- (eu) sim mas antes eu queria uma informação. Eu represento um empresário árabe que quer passar uma semana em sua cidade, mas como o senhor deve saber, os costumes árabes são bem diferentes dos nossos, por isso preciso de um quarto virado para o norte, que as roupas de cama e as toalhas sejam brancas, que a comida não contenha óleo normal apenas azeite de oliva, ele também precisa ficar das 4 as 5 da tarde em seu quarto sem que ninguém o incomode e também preciso avisa-lo que os costumes dele só o permitem efetuar algum tipo de pagamento apenas após o termino da estadia...
- (gerente) bemm!!! Ummm!!! Oia eu tenho o costume de pedir o pagamento da estadia adiantado, mas no seu caso eu vo abrir uma exceção.
- (eu) eu agradeço, daqui um tempo nos estaremos ai!!!
- (gerente) só uma pergunta! Como vocês acharam a minha pousada???
- (eu) [cacete de veio capial desconfiado] bem estávamos de passagem por essa cidade e o senhor Badi resolveu passar um tempo nessa cidade que chamou muito a sua atenção.
- (gerente) mas por que essa cidade chamou a atenção dele? Não tem nada aqui!!!
- (eu) é que ele pretende montar um grande empreendimento nessa região e decidiu passar um tempo nessa cidade para conhecer o povo e ver se vale a penha montar seu empreendimento nessa cidade!!!
Daí o veio desconfiado parou de fazer pergunta e desligou o telefone, daí veio o Carlos com um monte de perguntas:
- (Carlos) seu loco!!! Onde você vai arranjar um árabe nesse fim de mundo?????
- (eu) to olhando para ele!!!!
- (Carlos) como assim, eu não tenho cara de árabe não!!! Porra!!!
- (eu) você não pode ter cara de árabe, mas você se lembra da fantasia de carnaval, que você trouxe acaso tivesse alguma festa????
- (Carlos) lembro sim, é uma fantasia de árabe, e daí???
- (eu) você vai colocar a fantasia e vai se fingir de árabe e eu vou ser seu tradutor!!!
- (Carlos) você é loco mesmo, vou te falar três coisas, primeiro minha fantasia é muito fajuta, segundo eu só tenho uma e terceiro eu não sei falar árabe!!!
- (eu) primeiro o povo daqui nunca viu um árabe na vida deles, garanto que sua fantasia vagabunda vai engana-los bem, segundo a gente inventa que você quer se misturar ao povo e por isso você vai usar roupas normais e terceiro você não precisa saber falar árabe, apenas de um embromeichom básico.
- (Carlos) ultima pergunta: como a gente vai pagar ele depois????
- (eu) deixa isso comigo...
Daí fomos ate a pousada depois de um tempo, com a maior cara-de-pau do mundo, o Carlos estava de árabe (com aquela fantasia muito tosca) e eu de tradutor (eu também tive que me disfarçar, peguei minhas melhores roupas e as coloquei). Para nossa surpresa, ao chegamos na pousada gerente da pousada e o dono nos receberam como reis, só faltou colocar um tapete vermelho para que pudéssemos passar. Daí eu disse para ele:
- (eu) o senhor Bali quer ir logo aos seus aposentos, para que ele possa trocar de roupas e descansar da viagem!!!
Daí ele mandou um dos funcionários dele nos levamos ate o quarto, daí trocamos de roupa e vestimos umas roupas mais confortáveis e fomos dar uma volta pela cidade.
- (Carlos) João para que você quer dar uma volta na cidade???? Se alguém nos descobrir nos vamos estar ferrados nas mãos do dono do hotel!!!
- (eu) calma!!! Agora vamos procurar aqueles dois coroinhas que nos assaltaram e pegar nosso dinheiro de volta!!! Se surgirem outros problemas, a gente da um jeito.
- (Carlos) e você sabe onde encontra-los?
- (eu) não, mas conssertesa não vai ser difícil, se eles não estiverem dando sopa pela cidade, concerteza eles uma hora ou outra eles vão ter que aparecer na igreja.
Mas não deu outra, depois da caminhada encontramos os dois coroinhas de araque andando de bicicleta, daí eu e Carlos seguimos eles pela cidade toda, sem perder eles de vista por nenhum momento, daí foram quase duas horas andando escondido atrás dos dois. Depois de quase andar pela cidade toda eles foram para um cemitério que ficava atrás da igreja “o que será que os dois coroinhas de araque vão fazer no cemitério???(eu me perguntava)”, no cemitério eles foram ate um tumulo abandonado, eles o abriram e colocaram algumas coisas dentro e foram embora. Como eu e Carlos éramos (e ainda somos) muito curiosos fomos ate o tumulo e o abrimos, dentro do tumulo tinha um caixão aberto com uns ossos de uma mulher (ela se chamava Cleonilde, pelo menos era o que estava escrito na lapide), em cima dos ossos tinha uma caixa relativamente grande, a pegamos e abrimos para ver o que havia dentro, para nossa surpresa a caixa estava abarrotada de dinheiro e também tinha as duas 38 que eles usaram para nos assaltar...
- (eu) rapas, agente ta podre de rico!!!!
- (Carlos) como podre de rico?
- (eu) ué!!! Vamos pegar todo o dinheiro dos dois e vamos embora!!!!
- (Carlos) e deixar a vergonha que eles nos fizeram passar de graça???? Deixar os dois continuarem assaltando??? Não nos vamos dar uma revanche neles, eu quero vingança!!!
- (eu) como?
- (Carlos) olha, eu to morrendo de fome! Vamos devolver essa caixa no tumulo de volta, afinal eu acho que eles não vão tirar ela daí tão cedo, daí nos voltamos para pousada para comer e descansar e amanha, eu te conto oque eu tenho planejado em minha cabeça!!!
Voltamos para a pousada onde fomos recebidos a pão-de-ló (engraçado se fossemos dois pobres conssertesa não seriamos tratados dessa maneira), o gerente me perguntou por que o Bali não estava vestido com uma bata como aquela que ele tinha chegado e eu respondi que ele queria se misturar o melhor possível com as pessoas da cidade, para que ele possa avaliar melhor as condições de investir nessa cidade (o pior de tudo, foi que eles caíram nessa conversa).
Jantamos muito bem e fomos dormir, no outro acordamos bem cedo e íamos saindo quando o gerente nos abortou:
- (gerente) bom dia seu Bali, como passou a noite?
Daí eu fingi traduzir (na verdade soltei um embromeichom básico) e o Carlos respondeu:
- (Carlos) “rabidudai maconvequis budai balaqui tuveque notere sefere!!!!!”
- (gerente) hã???? O que ele disse????
- (eu) ele disse que dormiu muito bem, obrigado!!!
Por sorte o gerente engoliu e nos deixou ir atrás de uns certos coroinhas. Fui seguindo o Carlos (afinal eu não sabia o que ele tava planejando), primeira parada foi numa loja de armas( ate hoje eu me pergunto: “para que uma loja de armas num lugar remoto daqueles??????????” Talvez sirva para os coroinhas se armarem para assaltarem as pessoas!!! Quem sabe neh?), onde ele comprou balas de festim, depois ele foi ate uma loja que tinha todo o tipo de bagulho que você possa imaginar, desde brinquedo ate roupas e panelas, nessa loja ele comprou maquiagem de palhaço, tinta guache e luvas. Daí ele foi direto para o cemitério e explicou o plano para mim:
- (Carlos) seguinte nos vamos substituir as balas do 38 por essas de festim, depois nos vamos tirar os ossos daí de dentro e vamos jogar em alguma parte escondida desse cemitério, daí a gente vai deixar a caixa e os revolveres dentro do tumulo, daí você vai colocar a roupa daquela defunta e vai dar um susto naqueles coroinhas!!!!
- (eu) o que??? Eu????? Colocar a roupa dessa mulher que ta a anos morta e se decomponto!!!!! A roupa deve estar fedendo!!!! Isso é algo muito nojento!!!! E se eu pegar uma doença??? Porque você não coloca a roupa e assusta os dois????
- (Carlos) primeiro você é melhor ator, segundo fui eu que tive a idéia!!!!
Vendo que não iria ter acordo aceitei a idéia e ajudei ele a pegar os “coroinhas do capetata”, a primeira coisa que fizemos foi tirar a caixa de dinheiro e as duas armas de dentro do tumulo, depois pegamos a Lurdinha e a Craudinha e subistituimos as balas verdadeira delas por balas de festim (para quem não sabe balas de festim são balas falsas que só fazem barulho), depois pegamos os ossos da mulher e os jogamos atrás do cemitério, depois o Carlos pegou o vestido que ela estava usando e veio ate mim e o colocou em mim, passou um monte de maquiagem na minha cara, passou guache nos meus braços, e pegou um monte de mato seco e marrou em meus braços, pernas e na cabeça, na verdade eu não parecia um fantasma e sim com um espantalho que tinha acabado de sair de secadora de roupa, mas como o Carlos mesmo disse “ na hora do aperto ninguém repara em detalhes” e como “ gente do norte é muito supersticiosa” e também que “na hora do medo o homem sempre fica burro”, eu e Carlos ate acreditávamos que aquilo iria dar certo (afinal se não fosse a gente, quem iria acreditar que uma porcaria de uma armação mal montada dessas, iria dar certo???) depois de tudo pronto pegamos a caixa e as duas armas e devolvemos para os lugares delas. E ficamos esperando os dois, dai veio a noite e nada dos garçonszinhos-de-padre (como minha avo costumava chamar os coroinhas) aparecerem, quando deu onze e meia os dois apareceram. Continuamos escondidos de trás de um dos túmulos esperando a hora certa de aparecer, daí os dois falsos coroinhas atravessaram o cemitério para chegar ate o tumulo que eles usavam como depósitos, daí eles abriram o tumulo da Cleonilde e perceberam que os ossos dela não estavam mais lá:
- ueh!!!! Cadê os ossos da veia?????
- Não sei! Acho que alguém tirou eles daqui!!!
- Mas se alguém mexeu aqui, como ele não levou o nosso dinheiro e as nossas armas???
Ambos ficaram meio assustados e logo pegaram a Lurdinha e a Craudinha e as enfiaram no cinto da calça deles, daí o Carlos olhou para mim e disse “VAI!!”, entendido o recado eu sai de trás do muro e fui ate os dois coroinhas. Quando os dois me viram eles ficaram brancos e começaram a tremer, mas mais assustados ainda eles ficaram depois que eu disse: “ sou a Cleonilde e vim mandar vocês dois pararem de me incomodar”, daí eles começaram a dar uns passos para trás de vagar, percebi que eles estavam se cagando de medo e continuei a falar: “seus coroinhas de araque, vocês acham que Deus não vê ambos se fazendo de santos na igreja e depois que a missa acaba, ambos saem para fazer safadezas???? Escute minhas palavras, o capeta já reservou duas vagas no inferno para vocês dois, e foi ele mesmo o CAPETA que me mandou aqui para buscar vocês dois para ocupar os seus lugares nos quintos dos infernos!!!”. Na hora os dois se cagaram de medo, ambos tremiam mais que bambu na ventania, mas como ultimo gesto de coragem um deles tirou a arma da cintura e deu dois tiros e nada aconteceu, daí eu disse: “vocês acham que tal armas inúteis vão me fazer algum arranhão??? Claro que não!!!! Vocês podem descarregar todas as suas balas em cima da mim que nada vai acontecer comigo”, no mesmo momento os dois começaram a disparar suas armas loucamente, um tiro após o outro e depois que as balas deles acabaram eu ergui os braços e disse “viu nenhum arranhão, hahahahaahahaaa”(apesar de não parecer eu estava com mais medo que os dois, vai saber se o Carlos trocou todas as balas mesmo, vai que ele esqueceu de uma). Os dois medrosos depois de ver que os tiros não tinham me arranhado, largaram as armas e saíram correndo em disparada pelo cemitério, daí eu e Carlos pegamos as armas e as jogamos num rio que ficava ali perto e o dinheiro, bem pegamos para nos.
Chegamos no hotel já era passado de duas da manha, o gerente nos recebeu atordoado:
- onde vocês estavam? Todos aqui estavam muito preocupados!!!!
Daí eu fingi fazer uma tradução para o Carlos e ele respondeu:
- (Carlos)arabaquixi alamuni zarafi Ala rodesfi isprit!!!!
- (gerente) oque ele disse?
- (eu) ele disse que estava rezando para Ala sob a luz da lua!!!
- (gerente) ah sim!!! Esse povo tem um costume muito diferente, não eh?
- (eu) você não sabe quanto!!!
Depois de dar explicação ao gerente, fomos direto para o quarto para contar o dinheiro, por incrível que pareça naquela caixa tinha quase 87mil reais, daí dividimos ao meio o dinheiro e decidimos gastar um pouco naquele hotel para que o gerente e o dono não duvidasse daquela historia nossa. Para falar a verdade nunca passei férias tão boas, comi de tudo e do melhor e fui servido como um rei, mas acabei gastando quase 8 mil reais só de minha parte, mas valeu a pena, afinal quantas pessoas podem dizer que saíram de férias e voltaram com mais dinheiro do que eles haviam guardado para viajar????

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Desafio no churrasco!!!


Minha mãe e meu pai me arrastaram para a “maravilhosa festa do seu Josemar” (era como o próprio Josemar auto denominava sua festa), só que festa era boa ao ponto de vista do seu Josemar, as festas de seu josemar são daqueles tipos de festa que na pode faltar uma churrasqueira com lingüiça, uma mesa com risoto; maionese; refrigerante; salada e pinga o suficiente para entortar o cu de todos convidados, um radio tocando vanerão e uma piscina daquelas de plástico, cheia de água e entupida de criancinhas!!!
Depois de duas horas as pessoas já estavam tortas de tanto beber, não apenas bêbadas mas também entediadas, foi com esse tédio que meu pai (que estava bêbado ao ponto de confundir minha mãe com o seu Josemar) inventou um concurso de melhor churrasqueiro, com direito a aposta! Nesse concurso participaram o seu Josemar, meu pai e um outro veio caduco... quem ganhasse o concurso não iria ganhar nada, mas quem perdesse teria que comer a cueca do ganhador.
1º prova- assando carne moída no espeto: foi até fácil, eles socaram a carne moída em volta do espeto, que ficou parecendo um enorme salsichão, e colocaram para assar.
2º prova- assando hambúrguer no espeto: como eles estavam bêbados e o hambúrguer congelado, eles tiveram um pouco de dificuldade para colocar o hambúrguer no espeto já que o mesmo quebrava todas as vezes que tentavam espetar ele no espeto, mas por essa prova todos eles passaram.
3° prova- assando uva: os bebuns pegaram um cacho de uvas, retiraram as uvas do cacho e espetaram no espeto e colocaram para assar.
E ate a 15° todas as provas terminaram empatas, já que quando um bêbado inventava uma forma de superar o desafio o outro copiava, na verdade essa merda do concurso foi um desperdício de comida e roupa (assaram ate os sutiãs da dona Laura, mulher do seu Josemar). Eles só pararam, porque a 15° prova era assando um ovo no espeto. Foram desperdiçadas quase três caixas de ovos nessa brincadeira (tanta gente passando fome e os bêbados desperdiçando comida), eles ate tentaram colocar o ovo de lado, de costas, ponta cabeça... no entanto quanto mais eles tentavam enfiar os ovos no espeto mais ovos eles quebravam e mais melados eles ficavam com a clara e a gema que escorriam dos ovos quebrados , daí fui bancar uma de esperto: peguei um ovo e coloquei bem perto das brasas da churrasqueira e deixou ele cusinhar um pouco, depois de um pouco cosido eu tirei o ovo de lá e espetei ele no espeto, quando o seu Josemar viu aquilo ele disse:
- oia homi seu fio é o mior churrasqueiro daqui! Então como nois não foge de aposta nois vamus comer a cueca dele dela!!!!
Daí meu bêbado pai praticamente me obrigou a ir ao banheiro e tirar a cueca, daí eles pegaram a cueca e dividiram em três e comeram ela sem nem mesmo colocar sal!!! Apesar da vergonha de ter que ver meu pai bêbado comendo uma cueca, ate que foi bom, afinal quantas pessoas podem dizer que fizeram o pai delas comerem uma cueca...

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Caindo no formigueiro


Essa historia aconteceu quando eu tinha entre 8 e 9 anos, foi quando estávamos brincando no bosque de pega-pega, estava eu, meu irmão e umas outras crianças do condomínio brincando. Era a vez do Thiago de pegar e eu como os outros estava fugindo dele, só que havia um pequeno problema, para onde eu ia meu irmão ia atrás, se eu fugia para as arvores ele ia atrás, se eu fugia para o parquinho ele ia me seguindo ate lá. Cansado daquele segue-segue eu perguntei para ele:
- porque você esta me seguindo?
- É que você é o melhor escapador, quando você esta fugindo ninguém te pega e quando eu te sigo ninguém me pega também...
- Se você ficar me seguindo você nunca vai aprender a escapar do pegador, e tem outra, você esta me atrapalhando! Será que da para correr para o outro lado????
Depois de dito isso fui para um lado e o meu irmão para o outro. Passou um tempo e eu estava correndo pelo bosque, tentando fugir do pegador, daí dei uma olhada para trás para ver se tinha alguém me perseguindo, quando do nada PPPÁÁÁÁAFFFTT, dei de cara com alguma coisa, quando olhei para ver no que eu havia batido, acabei dando de cara com o meu irmão aos berros.
- BUÁÁÁ RÁ RÁ RÁ ( era desse jeito que ele chorava ) BUÁÁÁ RÁ RÁ RÁ, BUÁÁÁ RÁ RÁ RÁ, opa olha aquilo HHAAA!!! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! ( começou a rir do nada ) HAHAHA!!! UAHAHAHAUARRRAARRA!!!!
- Ta rindo do que?
- Você caiu em cima de um furmigueiro!!!
Quando olhei para baixo e vi aquele monte de formigas no meu colo, comecei a rolar no chão, pular, correr mas nada adiantou, as formigas teimaram em não sair de mim.
- me ajuda aqui (gritei para meu irmão), elas estão me picando e você sabe que eu sou alérgico...
- eu não, quando eu preciso de ajuda você não colabora em nada...
Vendo que não poderia contar com a ajuda dele fui correndo para casa para ver se alguém em minha casa estaria disposto a me ajudar. Quando minha mãe viu aquele monte de formigas no meu corpo ela ficou agoniada (afinal eu era alérgico e ela sabia bem que aquilo poderia dar em coisa ruim), mas rápido ela tirou minha roupa e me colocou num banho rápido e me levaram correndo ao hospital. Apesar de ter ficado uma semana internado na enfermaria do hospital, de ter que tomar uma injeção doida durante duas semanas, e mesmo tendo que ouvir meu irmão debochar do tamanho de minha bunda (que como o resto do meu corpo estava inchado por causa das picadas) eu fiquei bem!!!
Depois de ouvir meu irmão dizer por mais de dois meses que eu parecia estar carregando um melancia dentro de minha cueca, por causa do tamanho de minha bunda, e por ele ter me apelidado de tanajura (por causa do tamanho do meu traseiro) eu resolvi me vingar dele. Fui ate o bosque de meu condomínio, levando um pote e uma colher, lá procurei um formigueiro e comecei a catar umas formigas e as colocar dentro do pote, quando já tinha um monte de formigas eu tampei o pote e o levei para meu quarto e o escondi de baixo da cama e esperei anoitecer. Já de noite (perto das duas da madrugada) eu peguei o pote e fui ao quarto do meu irmão, antes de entrar eu conferi se ele estava dormindo, por azar dele, ele estava num sono profundo, parecia até estar morto e só não parecia mais morto porque ele estava roncando muito alto (o barulho do ronco do meu irmão parece muito com o barulho dos peidos de minha avó). Fui de vagar ate a cama dele, ergui o lençol e joguei na cama dele todas as formigas de dentro do pote e sai dali e fui ao meu quarto, depois de um tempinho eu comecei a ouvir:
- SOCORRO!!! SOCORRO!!! Tem uns bichos estranhos na minha cama e eles estão me comendo todo... SOCORRO!!!SOCORRO!!! eles estão dentro de minha cueca e estão me picando!!!
Foi aquela correria para acudir, acalmar o menino e limpar a cama dele das formigas. Depois de levar um monte de picada e ficar todo inchado, ele ainda levou uma bronca de minha mãe:
- quantas vezes eu vou ter que falar para você não levar comida para seu quarto, e quantas vezes eu vou ter que te dizer que comida atrai formiga em??? bem feito não escutou sua mãe levou um monte de picada de formiga, seu muleque danado!!!

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Tv gigante


A algum tempo atrás todos tinham o sonho de ter uma tv de 52 polegadas, porem naquele tempo a televisão de 52 era tão cara quanto um carro, na verdade naquele tempo a tv parecia um caixotão preto, alem de ser muito grande ela tambem era pesada (ainda na existia tv de plama), então um dia um cara do meu condomínio apareceu com uma televisão gigante em todos o sentidos. Quando eu vi aquela tv eu fiquei babando (devia ser muito legal ver um filme naquela tv de tela grande) aquela televisão era muito pesada, tão pesada que precisou de três homens para levarem aquela tv para o apartamento. Se você já morou em condomínio você deve saber que as novidades correm rápido, duas horas depois todos naquele condomínio sabiam que o cara tinha aquela tv enorme, depois de uns dias, estava conversado com os meus amigos do condomínio quando surgiu o assunto da tv gigante e sem querer eu disse “um dia vou invadir o apartamento daquele cara só para sentir a sensação de ver um filme naquela tv”, daí o Ricardo disse:
- e você sabe como invadir a casa dele?
- Ah sim!!! Outro dia ele trocou a fechadura antiga dele por uma daquelas fechaduras americanas que se você enfiar um cartão de credito no canto da porta na altura da fechadura, você consegue abrir a porta. É igual ao que acontece nos filmes americanos!
Eu só percebi a cagada que eu tinha feito quando já era tarde demais, quando eu olhei para meus amigos e vi eles hipnotizados olhando para mim fixamente, com aqueles olhos grandes e brilhante me encarando sem piscar. Daí o Leonardo interrompeu o transe que ele estava e disse:
- como você sabe que dá para entrar?
- Éééé (tentei ate esconder a merda que eu fiz, mas eu percebi que não ia dar) o dono daquela tv gigante tava trabalhando no dia que o chaveiro marcou de instalar a fechadura nova no seu apartamento, por isso o dono da tv gigante pediu para minha mãe (a sindica) acompanhar o chaveiro e cuidar do que ele fazia, mas como a minha mãe estava ocupada, ela pediu para mim acompanhar o homem, foi assim que eu vi o cara trocando a fechadura.
Daí o Ricardo subiu ate o apartamento dele, pegou um cartão de credito e voltou ate nós e disse:
- então vamos entrar no apartamento dele?
Então o Ricardo, o Marcelo e o Reginaldo foram ate o apartamento do homem e eu fui atrás deles na tentativa impedir eles de fazerem aquela cagada “- não vão invadir o apartamento do cara, vai dar cagada!!! E vai sobrar para mim!!!”, mas nada do que eu disse, chorei ou argumentei adiantou em nada, chegando no apartamento o Reginaldo abriu a porta usando o cartão e todos entraram para dentro do apartamento do dono da tv gigante. Todos foram direto para a sala para ver a tv, de perto aquela tv parecia três vezes maior, era lindo de ver aquela tela gigante bem de pertinho, daí o Marcelo ligou a tv e a por incrível que pareça a tv ficou mais bonita ainda, a imagem era perfeita não tinha nenhum risco sequer, para ajudar o cara tinha tv acabo com mais de cem canais. Depois que o Marcelo ligou a tv nos ficamos hipnotizados durante 3 horas assistindo naquela tv e só saímos dela porque era hora do homem chegar. Quando a gente estava saindo o Marcelo disse:
- puts!!! O cara vai perceber que alguém veio aqui quando ele chegar e perceber que a porta esta destrancada!!
- Não se preocupe (disse eu), essa porta se tranca sozinha, é só você bater ela com um pouco mais de força na hora de sair.
Depois desse dia, nós começamos a freqüentar o apartamento do homem sempre que dava, depois que agente se sentiu em casa, nós evadimos a casa dele por completo, não contentes em usar apenas a tv, nós começamos a usar o microondas dele, pegávamos o refrigerante e a pipoca dele, usávamos o banheiro dele etc... mas sempre limpávamos tudo para que ninguém percebesse que tínhamos ido lá. Um dia o Reginaldo e o Marcelo começaram a brigar por causa do controle remoto, um empurrava para lá e o outro empurrava para cá e assim foi ate que o Marcelo deu um empurrão mais forte e o Reginaldo caiu em cima da tv, e a mesma foi inclinado ate se espatifar no chão. Todos entraram em desespero, “estamos fudidos”, “vamos ser presos”, “com a gente vai pagar a tv” apesar de todos esses pensamentos apenas um era o principal: “ e agora o que vamos fazer para sair dessa?”. Daí o Ricardo mandou todo mundo calar a boca, e quando todos já estavam quietos todos se juntaram para erguer aquela tv, apesar de uma bela dificuldade nos erguemos a tv. Por incrível que pareça a tv não tinha nenhum arranhado, nem parecia que ela tinha levado aquele tombo, no entanto quando tentamos ligar a tv, ela só emitiu um chiado e nada de aparecer imagem. Fingimos que nada aviamos acontecido e fomos embora como sempre.
Daí o dono chegou em casa e foi ligar a tv, não conseguiu da primeira então tentou na segunda e nada, daí ele tentou mais uma, duas, três e quatro vezes e o único sinal foi o zumbido que a tv emitia, os vizinhos dele contaram para mim que ele gritava assim:
- que bos**!!! Paguei tão caro nessa merd* para ela quebrar assim do nada, eu vou processar o fabricante dessa por**... Depois de muito gritar e chutar a tv, o cara surto e jogou a tv pela sacada do apartamento. Por sorte ninguém se machucou apenas um pincher distraído que não percebeu uma tv enorme e pesada caindo em cima de sua cabeça...mas ninguem se importou com o tragico acidente com o cachorro (ele enchia muito os bago mesmo), as pessoas ficaram mais aborrecidas mesmo foi pela morte da tv.

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Emergência não é comigo


Historia cedida por Leandro Leal (www.NeuroniosFritos.com.br)


Estou de férias em Lins. Hoje andando pelo centro da cidade lembrei de algo que me ocorreu quando era pequeno.
Nessa época eu passava muito tempo em frente à tv. Adorava fazer isso. Havia um programa no SBT chamado 911. Voce já deve ter visto algo do tipo. Um policial americano, bigodão, com uma dublagem muito estranha relatando o ocorrido. Eu adorava aquilo, aconteciam coisas incríveis e o uniforme da policia era muito legal também. Eu só não gostava das entrevistas. A dos policias brasileiros é bem melhor. Eles têm uma eloqüência e um vocabulário de dar gosto!
O negocio é que sempre que entrava a propaganda desse programa aparecia uma chamadinha dizendo: “Em caso de emergência ligue 190”. Nunca havia ocorrido nenhuma emergência perto de mim e eu sempre quis ligar.
Um belo dia estou eu passeando com minha mãe aqui em Lins. Tinha por volta de seis anos. Do nada aparece uma mulher gritando que sei lá quem estava tentando se matar e minha diz: ”Meu Deus, precisamos chamar a policia”. Era a minha chance, finalmente uma emergência! Na hora me aprensentei: “Pode deixar mãe, eu chamo!”
Peguei o telefone e disquei, 190.- Polícia de São Paulo, boa noite.- Alô? É do 911?- Não senhor, aqui é da polícia.- Ah, me desculpa, foi engano.

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O cão e a cueca!!!!


Umas quadras abaixo do condomínio de que eu morava, existia uma enorme casa com um enorme quintal, nesse quintal tinha varias arvores frutíferas (minha preferida era a jabuticabeira). Quase todos os dias eu e meus amigos fazíamos quase o mesmo roteiro“íamos para a escola cedo e na volta nos pulávamos o muro para subir nas arvores e comer as frutas”, o único infortúnio era que o muro da casa era meio alto, mas como existia arvores bem perto do muro tanto do lado de fora quanto no lado de dentro, facilitava muito a nossa entrada e saida já que nos subíamos na arvore que tinha do lado de fora e depois passávamos daquela arvore para uma que estivesse do lado de dentro do quintal.
Um dia como sempre eu, Zeca e o Marcelo pulamos o muro e fomos direto para a jabuticabeira, subimos e começamos a comer jabuticaba, e estávamos tranqüilos ate ouvimos um baita latido e em baixo da arvore apareceu um enorme pastor alemão latindo e querendo pegar a gente que estava em cima da arvore:
- (Zeca) Desde quando tem cachorro nessa casa?
- (Eu) Desde ontem eu acho!!!
- (Zeca) Putz!!! Como a gente vai sair daqui dessa arvore, com aquele cachorro que mais parece um cavalo esperando a gente lá em baixo?
- (Marcelo) Podemos esperar o dono da casa chegar.
- (Zeca) Se o dono ver a gente aqui, é ele que vai matar a gente.
- (Marcelo) Pô João!!! Você poderia descer lá em baixo e tentar acalmar o cachorro ou distrair ele.
- (Eu) Se eu descer lá em baixo ele me devora.
- (Zeca) Ótimo! Enquanto ele te mata, nos fugimos e pedimos ajuda...
- (Eu) Tenho outra idéia.
- (Zeca) Qual?
- (Eu) Vamos jogar uma pedaço de pano na cara dele para tampar a visão dele.
- (Zeca) De onde você tirou essa idéia?
- (Eu) De um filme!! Vai tira a camisa para eu jogar na cara dele.
- (Zeca) Por que eu?
- (Eu) Porque fui eu que tive a idéia!!!! Vai para de enrolar e me de logo essa camisa.
Daí eu peguei a camisa do zeca e joguei na cara do cachorro, por um momento deu certo, mas quando decidimos descer o cão conseguiu se livrar da camisa, depois nos tentamos de novo mas ele conseguiu de novo se livrar da camisa, foi quando o Zeca teve uma idéia:
- (Zeca) Joga uma cueca na cara dele, talvez por causa do formato da cueca, ela pare na cara daquele cão por mais tempo, ou pelo menos ela vai o deixar tonto!!!
- (Eu) Então ta, me de sua cueca então...
- (Zeca) Eu não!!! Fui eu que dei a idéia...
daí tive que ser eu a tirar a cueca e jogar na cara do cachorro, mas a cueca ficou na cara do cão menos tempo que as camisas, porem o cachorro começou a brincar com a cueca, ele a jogava para cima depois a pegava e a chaqualhava e depois deitou e começou a rolar em cima dela...
- (Marcelo) Que cão maluco!!!
- (Zeca) O que tinha em sua cueca?
- (Eu) Nada, mas se eu soubesse que o cachorro era tarado por cuecas já tinha jogado uma antes!!!
- (Marcelo) Vamos aproveitar que ele esta distraído e vamos dar o fora daqui.
Depois que saímos de cima da arvore nos subimos o muro e ficamos por três horas vendo o cão brincando com a cueca, e ele só parou porque a cueca foi totalmente rasgada. Depois desse dia a gente aprendeu a lição, daquele dia em diante a gente sempre levava uma cueca reserva quando resolvíamos pular o muro para comer frutas!!!

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