De bunda colada na parede



Nunca gostei da idéia de deixar meus amigos tomando conta de minha casa, principalmente depois do trauma com as chinchilas... “tive que viajar a trabalho e deixei dois amigos cuidando do meu apartamento, quando eu voltei o apartamento estava lotado de chinchilas, não me pergunte como elas vieram parar ali, ate hoje eu tento descobrir isso! Passei duas semanas encontrando chinchilas dentro dos armários, no meio da minha roupa, debaixo da pia... no total eu encontrei 23 chinchilas no meu ap”. Sempre que um amigo meu ficava sozinho em minha casa, sempre alguma coisa acabava em merda...
Então... teve uma vez eu abriguei dois amigos , a casa deles pegou fogo e destruiu quase tudo, fiquei com pena em deixar os dois na rua e os abriguei por um tempo. Um belo dia!!! Eu chego do trabalho e dou de cara com uma cena bizarra, um com as calças abaixadas e a bunda na parede e outros dois tendo um ataque de risos.
- O que esta acontecendo aqui? (eu perguntei)
- Fizemos uma aposta com o Jaime, ele fez aquela brincadeira de colar os dedos, daí agente apostou com ele que ele não fazia o mesmo com a bunda!
Daí a fixa caiu. O Jaime tinha a mania de fazer uma brincadeira com superbond, ele passava superbond na ponta do dedão e na ponta do dedo indicador, juntava as pontas desses dois dedos e depois separava, juntava e separava, juntava e separava, bem rápido, ele ficava fazendo isso por uns cinco minutos, no final desse tempo a cola secava e por incrível que pareça os dedos dele nunca colavam. Desta vez ele tentou com a bunda e não deu certo.
Começamos a tentar descolar ele da parede, primeiro tentamos o básico, puxar ele, mas não deu certo, tentamos usar uma espátula, mas também não deu certo. Depois de varias idéias frustradas, resolvi ler o tubo de superbond para ver se tinha alguma informação. Lá dizia que acaso colasse a pele, era para mergulhar o lugar na água e com movimentos leves tentar descolar. Agente jogou um monte de água na raba dele, mas não ajudou em nada, depois alguém se lembrou dos movimentos leves, voltamos a jogar água mas agora com ele rebolando ( ow cena constrangedora ) mas tambem não adiantou nada, então eu tentei com água quente (na verdade eu sabia que não iria adiantar, eu só queria judiar dele, me vingar por ele ter feito aquilo no meu ap novo). Coloquei um monte de panelas com água no fogão e deixei a água esquentar bem e joguei na bunda dele, como previsto a água quente também não ajudou, mas fez ele gritar bastante.
Depois de muito pensar, agente resolveu que a melhor maneira para retirar o infeliz dali era quebrando a parede. Arrumei a marreta com o zelador do condomínio e foi com muita dor no coração, que eu comecei a quebrar a parede, afinal eu tinha acabado de comprar aquele apartamento, mas depois a pena passou e deu lugar a diversão (adoro quebrar coisas). Quando eu quebrei a ultima lasca que juntava a parede com aquele pedaço de concreto da bunda dele, esse pedaço de concreto caiu para o lado detrás da parede e levou o Jaime junto ( ele se ralou todo ).
Depois disso agente se concentrou em quebrar o maximo daquele pedaço que ainda estava colado na bunda dele, era um pedaço bem grandinho, grandinho o suficiente para cobrir 1/3 do corpo dele, aquilo iria dar um bom trabalho... após quebrar a maior parte do pedaço de minha parede nova (isnif isnif) que estava colada na bunda do Jaime, agente percebeu que as nadegas estavam coladas uma a outra!
Então o Alex chegou perto dele e deu a má noticia:
- velho as tuas nadegas estão coladas, as duas estão unidas, uma colou a outra, estão juntas (ele era bem detalhista), e não sei se vai dar para descolar elas.
- Como??? Você esta dizendo que meu cu ta colado????? E agora, como eu vou cagar???
- owww, você sabe que aconteceu com o pintinho que não tinha cu? (eu perguntei)
- Como é que eu vou saber??? Cagou pela boca???
- Não, soltou um pum e explodiu.
Isso só serviu para o deixar mais transtornado ( essa era a minha intenção, há há há, eu sou muito perverso ). O levamos para o hospital, não sei o que os médicos fizeram, mas eles conseguiram descolar o “cu” do Jaime, o medico chegou a me dizer que isso era mais comum que se podia imaginar, teve uma vez que chegou um rapas com a mão colada no bilau. Logo depois de se recuperar do trauma o Jaime voltou a fazer o joguinho do cola e não cola, inclusive deu uma aprimorada na técnica, hoje ele consegue fazer o mesmo com a bunda e com outras partes do corpo...

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Motel dentro do colégio

Sempre odiei aula de educação física, sempre dava um jeito de escapar dessa aula, muitas vezes me pegaram nas minhas escapulidas, não havia lugar para se esconder e o colégio tinha um monitor que ficava caçando os alunos gazetas (sempre que os professores desconfiavam de um aluno, mandavam esse inspetor o procurar pelo aluno dentro e fora do colegio). Eu sempre gostei de estudar, apenas não gostava da aula de educação física, por causa disso, durante anos eu quebrei a cabeça para arrumar uma forma de gazetar uma aula sem precisa gazetar as outras, de tanto pensar eu arrumei um lugar perfeito para me esconder “ em cima das salas ”, isso mesmo, em cima das salas.
O meu colégio era apenas no térreo, com uma sala do lado da outra que formava um corredor de salas, as salas tinham um telhado bem grande, que saia bem para fora e formava um tipo de varanda, um abrigo para proteger os estudantes da chuva, e era nessa varanda que tinha os alçapões de acesso para dentro do telhado das salas. Não era difícil ter acesso ao alçapão, era preciso só subir nos ombros do Arnaldo (o guri mais alto do colégio) que eu alcançava o alçapão e lá em cima, eu e outros alunos que estávamos gazetando juntos, erguíamos o Arnaldo pelas mãos (o maior segredo de se gazetar é nunca ir sozinho, porque se dá alguma merda, não sobra apenas para um). Nem sempre usávamos o Arnaldo, o meu colégio era o único que deixava escadas dando sopa pelo colégio, praticamente um convite para que os alunos fujam do colégio.
No começo esse nosso esconderijo era usado apenas para gazetar aula, mas depois foi usado para fazer um campeonato de truco dentro da escola (jogar truco no meu colégio era proibidaço, você podia botar fogo num professor, quebrar a escola, fumar... que você pegava apenas uma advertência, mas se a diretora te pegasse jogando truco, era suspensão imediata). Agente fez alguns campeonatos, algumas vezes em cima de salas que estavam tendo aula, de vez em quando ouvíamos os professores perguntando por nos, agente foi ao ponto de fazer um campeonato que tinha mais de 20 alunos no telhado jogando truco... nunca nos pegaram, agente ficava o mais quieto possível, e como o teto das salas era laje, ajudava a abafar qualquer som, as vezes um ou outro professor ouvia algo, mas eles pensavam que eram ratos que faziam o barulho.
Um belo dia, um cara me fez um pedido estranho, ele me disse o seguinte “João, to na seca, será que você arrumava um daqueles alçapões, para que eu e a minha namorada pudéssemos dar uma namorada???” e eu respondi com o maior prazer para ele “Claro!!!!! São 5 mangos...”, ele ate tentou chorar e se lamentar, mas foi como eu disse para ele “Ou me paga, ou não sai da seca”. Apesar do choro ele aceitou pagar.
Fiquei de encontrar ele e a namorada em baixo do alçapão do bloco 2, um pouco antes do termino da terceira aula. Procurei uma escada por toda a parte, mas justo nesse dia não havia nenhuma dando sopa, então tive que improvisar, afanei 4 carteiras de uma sala vazia e fiz um tipo de escada com as carteiras. Na hora marcada estavam os dois me esperando em baixo do alçapão, para a minha surpresa a namorada dele era muito gorda, devia ter uns 150 kilos, ela chegou a entortar uma das carteiras ao subir nela, mas o pior foi entrar no alçapão, a gordinha estalou e precisou de ajuda para entrar (o cara puxando lá e eu empurrando a busanfa dela embaixo), mas com jeitinho ela entrou. Depois de 5 minutos os dois saíram (rápido neh????), na saída ela nem chegou a entalar, não sei o que ele fez com ela, mas a gordinha perdeu uns 10 quilos...
A partir daí, percebi que havia uma maneira de ganhar dinheiro, fui ate o meu amigo Carlos e contei para o acontecido, os olhos dele ficaram brilhando, e quando eu contei que queria repetir aquilo ele deu um pulo de alegria (para fazer coisa errada é com ele mesmo).
No dia seguinte agente levou um colchão e um lençol (meio furreca mas servia), e os colou num dos alçapões. No dia seguinte já tinha alguém usando, com o tempo o negocio se popularizou, vários alunos queriam usar o motel improvisado, inclusive um casal de professores (e eles usaram algumas vezes). Teve dia que 3 alçapões foram usados ao mesmo tempo, cheguei a ganhar 40 pilas (40 meu, 40 do Carlos e um e outro dimdim para pagar umas pessoas que ajudavam). Não pude aproveitar muito, isso durou apenas dois meses e meio, nunca fomos pegos, como fui para outro colégio, não deu mais para repetir essa façanha. Não me orgulho de ter feito isso (mas valeu apena, já que rendeu um bom dimdim), mas de uma coisa eu me orgulho, talvez eu tenha sido o único ser no mundo a ter montado um motel no colégio e se não fui o único fui um dos únicos.

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Historia do doidinho da praça


Na praça João da Esperança, morava um tiozinho muito do loco, ele ate tinha casa, mas era na praça que ele passava a maior parte do tempo. Esse doidinho (como era apelidado) só saia da praça para dar um role em seu Chevette 1986 turbo que andava de lado ( isso mesmo, ele comprou um carro batido e arrumou, mas mesmo arrumado ele continuou um pouco torto).

Certo dia o doidinho resolveu se matar, subiu na construção mais alta da cidade ( que era a torre da igreja, que devia ter uns 3 ou 4 andares), para ajudar no caso de uma emergência e de alguém querer intervir ele levou um revolver 38 básico. Ao chegar lá em cima o infeliz começou a gritar: “ eu vou pular, vou me auto suicidar-se”. Com dois minutos juntou uma pequena multidão, com uma hora todos da cidade estavam lá (sabe como é, cidade pequena não tem nada para fazer, quando surge algo para distrair todo mundo aproveita, inclusive eu).

Quando alguém diz que vai se matar, todo mundo diz e reza para ele não se matar, mas bem lá no fundo, todo mundo torce para o infeliz pular, com certeza eu era o que mais torcia para ele pular, já que estava gravando tudo e se ele pulasse iria dar umas boas imagens. Passou uma hora, duas, três e nada dele pular, ele ameaçava, ameaçava e não pulava. Então numa certa hora, ele pediu para os policiais abrirem um bueiro que ficava na gente da janela, ele disse que queria sentir o cheiro da merda, feito isso, ele fez um baita discurso político, um discurso de dar inveja no Lula, (se o Lula tivesse um discurso daqueles desde o começo, ele teria ganho as eleições na primeira candidatura). Quando acabou o discurso ele pulou e caiu dentro do bueiro e de dentro do bueiro ele gritou.

- há há há há, pensaram que eu ia me matar né? Seus troxas!!!

Ate ai tudo bem, ele fingiu tudo só para chamar a atenção, mas tinha um problema, ali era uma canalização central, por ali passava o esgoto de toda cidade... bem pelo menos daqueles que tinham esgoto, voltando ao assunto, era uma tubulação grande e com muito esgoto, qualquer coisa que caísse ali era arrastada e para colaborar com a tragédia, não havia lugar para se segurar.o resultado se ouviu logo após ele começar a falar

- há há há há, pensaram que eu ia me matar né? Seus troxas!!! Rah rah rah rah... ahhhhh aahhhh aahhhh, socorro, to sendo levado...

Mal deu tempo de ajudar ele, quando o primeiro policial chegou no bueiro ele já tinha sumido. Durante algumas semanas procuraram o doido nas tubulações, mas não foi encontrado nem rastro dele. No esgoto não encontraram nada, mas na torre da igreja encontraram um papel com um plano diabólico, o papel tinha o singelo titulo “plano para se eleger vereador” e abaixo tinha uns tópicos.

- atrair a atenção de um grande publico

- fazer um discurso político bonito

- impressionar a todos

- logo depois de impressionar lançar a minha candidatura.

Esse foi um plano eleitoral que literalmente desceu pelo ralo...

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Macarrão alho e olho, porem sem alho...

Eu sempre to ajudando alguém por aqui, outro por ali. As vezes eu vou ajudar meu tio em seu restaurante italiano, nesse restaurante sempre acontece alguma coisa de outro mundo, teve uma vez que chegou um casal “composto” de uma loira e um agro-boy (agro-boy é o playboy da roça). O agro-boy fez seu pedido na boa, mas quando chegou na loira deu pepino, ela olhou para mim e disse:

- Olha, eu odeio alho e cebola, será que dá para tirar o alho e cebola da comida?

- Dá sim...

- Bemmm ... eu quero macarrão alho e oleo...

Então eu a interrompi:

- só um pouco, não da para fazer macarrão alho e óleo, só vai alho e olheo nesse macarrão, se tirar o tempero vai ficar sem gosto...

Então foi a vez dela me interromper:

- Como assim não dah? Eu sempre como macarrão alho e oleo sem alho, minha mãe sempre faz macarrão alho e óleo sem alho e fica super gostoso.

Tipo, se você não sabe o que é macarrão alho e óleo, eu explico: é um macarrão com gosto de alho... Como uma infeliz adora comer um macarrão com gosto de alho e não gosta de alho? tem que ser uma infeliz mesmo... voltando a historia, tive que chamar o gerente, que chamou o cozinheiro. Depois de um breve escândalo da loira, o cozinheiro decidiu fazer aquilo que ela queria.

Ela adorou, comeu um prato inteiro e repetiu, depois de acabar disse que foi o macarrão alho e óleo mais gostoso que ela já avia comido na vida dela. Depois que ela e o agro-boy foram embora, o cozinheiro disse:

- viram ela adorou...

- como você fez para o macarrão ficar bom sem o alho? (perguntei)

- quem disse que eu tirei o alho??? Alem de não tirar eu coloquei mais do que devia... e consertesa a mãe dela e todo mundo que já fez esse macarrão para ela, faz o mesmo...

Daí eu fiquei pensando, por isso que as loiras tem essa fama, a infeliz é enganada desde criança e nem percebe nada, mas como disse o cozinheiro “ aquilo que os olhos não vêem, a língua não sente!!!!

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Panetone de lama


Parte da turma reunida na hora do intervalo, sempre passávamos o intervalo reunidos jogando conversa fora e comendo a merenda da escola, nesse dia estavam servindo sagu... eca!!! Estava tudo tranqüilo quando alguns palhaços começaram a tirar sarro de umas meninas, todos naquele grupo riam das piadas que os doentes faziam, mas tinha um que se destacava, o Aldeone, parecia que ele ia ter um ataque epilético de tanto que ria, teve alguns que ate se afastaram (para não pagar mico do lado do senhor risonho).
Os garotos infernizaram tanto a vida das meninas, mas tanto, mas tanto... que as deixaram nervosas ao ponto delas ficarem loucas (entendeu???), loucas o suficientes para saírem correndo atrás dos garotos atacando sagu... “ow cena deprimente”... quem estava apenas vendo a “tiração de sarro” ficou ali parado vendo os meninos correndo das saguzadas das meninas. No entanto o Aldeone que não tinha nada haver com o que estava acontecendo, de enxerido saiu correndo também, as meninas estavam nem ai para ele, tanto que ele saiu correndo para a esquerda e elas para a direita correndo atrás dos outros meninos. Correndo sozinho e rindo como um tongo, continuou correndo em direção aos banheiros, para o azar dele as tias estavam lavando os banheiros e elas sempre usaram muita água para isso, na frente do banheiro tinha uma área de terra batida, nos dias que as tias estavam lavando o banheiro, ninguém ousava passar por ali, aquela terra batida virava um lamaceiro. O infeliz do Aldeone foi passar justamente pela lama, o que veio depois foi no maior estilo matrix... eu vi tudo em câmera lenta: “ ele começou a andar de lado em cima da lama, e foi se inclinando e inclinando ate que perdeu o equilíbrio e caiu de cara na lama”, tudo isso aconteceu em dois ou três segundos, mas para mim duraram uma eternidade.
Não teve quem não risse, todos caíram na maior gargalhada, então teve um que gritou “DALE PANETONE DE LAMA!!!”( panetone já era o apelido dele, caso você não tenha percebido o porque, eu explico: Aldeone, Panetone, Aldeone, Panetone, Aldeone, Panetone... rima, entendeu???).
O panetone se levantou com a maior cara de choro, viu o estado “enlamassado” que se encontrava e foi para a diretoria, no caminho ele teve que ouvir quase metade dos alunos do colégio rindo ou tirando sarro dele. Na diretoria ele pediu autorização para ir embora, e conseguiu, da diretoria ele foi na sala pegar a bolsa e da sala ele foi embora, durante todo esse caminho tinha gente rindo da cara dele... tadinho...
Acabou o intervalo e voltamos rindo para a sala, ao entrar na sala os risos pararam, era a aula de ciências com um dos professores mais mal humorados do colégio. Todos pararam de rir, menos eu e o Carlos que sentamos no fundo da sala, apenas para continuar rindo da cara do Panetone.
Na metade da aula o professor ficou enfezado com a nossa bagunça ( também, era metade da aula e nos estávamos encenando a queda do Panetone com um boneco que montamos a partir de canetas e elásticos), então ele perguntou: - sobre o que vocês tanto falam? - nada não professor!!! (respondeu o Carlos) - mas vocês riem tanto!!! Deve ser algo muito engraçado, por que vocês não compartilham essa alegria com a sala, venham aqui na frente falar para toda turma o assunto de suas conversas. Pensei um pouco e disse: - estou indo contar...
Então o Carlos cochichou:
- você esta doido??? O que você vai fazer???
- oras... vou fazer exatamente aquilo que o professor não quer que eu faça!!!! Fui ate na frente e comecei a contar a historia do Panetone de Lama: - nos estávamos conversando sobre a historia do pequeno Panetone de Lama , que é mais ou menos assim: “ os coelhinhos estavam enchendo o saco das coelhinhas, nisso o panetone ficava rindo de tudo, mesmo não estando participando da brincadeira...”
Então o professor perguntou: - O Panetone era um coelho também?
- Não!!! Um burro... (respondi rapidamente) “continuando... os coelhinhos encheram tanto o saco das coelhinhas, mas tanto, mas tanto, que as coelhinhas perderam a cabeça e começaram a jogar pedras nos coelhinhos. Vendo o risco, os coelhinhos saíram correndo e as coelhinhas atrás deles, mas daí o burro Panetone, de intrometido (afinal ele não tinha nada a ver com o ocorrido) saiu correndo também, alias, saiu correndo sozinho. Então o Panetone acabou por escorregando na lama e caiu com a fuça na lama, e desde desse dia ele ficou conhecido como Panetone de lama...” Quando terminei a historinha, para minha surpresa, estavam o professor e os alunos rindo e aplaudindo, não porque a historia foi engraçada, mas porque fui ousado... lembre-se, ousadia é fazer aquilo que todo mundo quer fazer mas ninguém tem coragem de fazer... nossa isso foi poético... AAAAhhhh e no dia seguinte, apareceu um monte de cartazes com desenhos parecidos com o dessa postagem."

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O carro maldito


Eu e meus amigos usávamos um ferro velho abandonado como ponto de encontro, alem de ser um lugar muito tranqüilo, muito bom para conversar, era também um lugar com muitas coisas diferentes para fazer, como por exemplo, a avalanche de sucata ( fazíamos as pilhas de carros virem abaixo), também tinha um pequeno galpão no ferro velho, lá tinha de tudo um pouco: material para solda, ferramentas, peças de carro, uma gangorra, pneus... (dizem que o antigo dono desse ferro velho fugiu da cidade, ninguém sabe o porque, mas um belo dia ele e a sua família saíram da cidade como se tivessem fugindo de algo, nisso eles deixaram muitas coisas para trás, dentre essas coisas estavam o ferro velho e duas casas inteiras mobiliadas...) e esse galpão sempre tinha algo que nos dava alguma idéia de algo diferente para fazer.
Teve um dia que futricando algo para fazer, nos achamos uma Caravan atrás de uma pilha de pneus, apesar de velha, ela estava bem conservada (se você levar em consideração que era um carro velho que ficou anos parado). Era um carro mais ou menos, com um motor mais ou menos, mas que podia ser usado para muita coisa, então começou a surgir idéias sobre “ o que fazer com o carro” de todos os lados, uma mais absurda que a outra ( claro neh? 5 moleques surtados reunidos só poderia dar em algo assim ), um queria transformar o carro em algo parecido com uma festa ambulante, o outro queria uma zona, outro queria fazer um carro de corrida... ate a idéia de fazer um carro blindado apareceu. Mas teve uma idéia que sem duvida nenhuma superou todas, ela era tão boa e tão “absurda” que todos a adoraram:
- (Marcos) Esse tipo de carro não é o usado pelas funerárias?
- (Carlos) Sim, tem um monte de funerárias que usam esse tipo de carro para levar os defuntos...
- (Marcos) E se agente fizesse um carro funerário maldito? Para sair a noite para botar o terror nos cagões de nossa cidade???
A idéia foi seguida por um “NOSSA!!!”, mas não foi um “NOSSA que idéia besta!!!”, foi um “NOSSA que idéia genial!!!”.

( para qualquer outra pessoa, que não more em minha cidade, essa idéia parece absurda e improvável de dar certo, mas para quem mora aqui sabe que idéias desse tipo podem sim dar muito certo. As pessoas de minha cidade são muito das cagonas, alem também que o povo daqui é muito supersticioso, para quem já leu a historia do lobisomem e a história do cemitério, já deve ter percebido isso... agora voltamos a historia)

Logo depois de surgir a idéia, começamos a anotar todas idéias que iam surgindo, eram todos os tipos de idéias que se possa imaginar, idéias sobre a aparência do carro, o barulho que ele devia fazer, como e onde agente iria abordar as nossas vitimas, o que deveríamos vestir... e por ai vai, já que inteligência, criatividade e retardardisse era o que não faltava ali.
Começamos logo no dia seguinte a colocar as nossas idéias em pratica, quebramos os nossos cofrinhos e juntamos o maximo de dinheiro que conseguimos, daí compramos algumas coisas que ainda faltavam para começar a reformar o carro (para nossa sorte o galpão tinha quase de tudo que precisávamos). Uma coisa que deu trabalho, foi fazer o carro brilhar no escuro, durante muito tempo ficamos pensando numa forma de fazer o carro brilhar, mas a solução veio de um lugar meio inesperado.
Um belo dia apareceu o Carlos com um terço (daqueles de rezar), tal terço que o irmão dele havia ganhado na primeira comunhão, que aconteceu no dia anterior, então ele nos chamou para dentro do galpão e lá ele nos mostrou que o terço brilhava no escuro, a idéia dele era arranjar um monte desses terços fluorescentes, desmontá-los e os colar na lataria do carro. Todo mundo gostou da idéia, mas o problema era onde encontrar tanto terço para colocar no carro??? Nos procuramos por toda a cidade e ate achamos alguns, mas eram tão poucos que só serviam para cobrir uma roda, então alguém teve a seguinte idéia “ deve ter um monte desses terços lá na igreja!!! Vamos lá a noite e pegamos eles!!!”.

- (Marcos) você esta doido??? Assaltar uma igreja!!! Mas nem morto.
- (Marcelo) não!!! Nos podemos deixar uma grana no lugar, daí não seria roubo!!!
- (Eu) Ahhh seria sim...
- (Marcelo) seria não...

Ficamos um bom tempo discutindo se seria roubo ou não, porem eles falaram tanto, mas tanto, mas tanto, encheram tanto a nossa paciência que me convenceram a entrar na igreja de noite, sim “ ME CONVENCERAM”, não só a mim como ao Carlos também, os únicos que eram contra a idéia (na hora de ter as idéias tortas todo mundo dá um pitaco, mas na hora de realizar as idéias tortas, todo mundo tira o dele da reta). Na madrugada seguinte (se for para fazer merda, que faça merda logo, esse era meu ditado) eu e o Carlos nos encontramos na frente da igreja, daí entramos pela janela lateral e fomos direto para a sala onde o padre guardava as bugigangas (pelo menos meu anos de coroinhas serviram para algo), procuramos por todos os contos e acabamos achando uma caixa cheia de terços, no lugar da caixa deixamos um envelope com dinheiro e um bilhete que dizia: “ preciso dos terços para pagar uma promessa!!! ”
No dia seguinte já estávamos desmanchando os terços e os colocando na lataria do carro, no começo queríamos cobrir o carro inteiro, mas decidimos apenas nos desenhos do carro (beiradas das portas, ao redor do farol, nos contos em geral), queríamos que apenas destacar o desenho do carro a noite. Alguns dias depois o Roger apareceu com um monte de envelopes:
- (Eu) o que é isso?
- (Roger) são adesivos para colocar no carro.
Carlos deu uma olhada no que ele trouxe, e exclamou:
- (Carlos) você quer colocar estrelinha e luazinhas no carro???
- (Roger) sim!!! Mas agente corta elas, elas brilham no escuro como os terços... são daquelas que agente coloca no teto do quarto e elas ficam brilhando de noite!!!
- (Todo mundo) Ah!!! Por que não disse antes???
Com esses adesivos nos fizemos uma crus no capo do carro, para complementar nos deixamos o carro com um ronco bem forte (afinal, carro para botar medo tem que ter um ronco forte), também cortamos uns pedaços da parte de cima da grade que cercava o ferro velho, apenas a parte que tinha umas pontas de lança, e colocamos essas pontas de lança em cima do carro, tipo o da família Adams, outra coisa que deixou o carro mais macabro foi o plástico vermelho que colocamos dentro dos faróis, isso dava um efeito de luz vermelha.
Com o carro pronto, agente começou a se dedicar as fantasia ( as fantasia serviam para que não fossemos reconhecidos, já que elas eram muito toscas para assustarem alguém), cada um fez a sua fantasia, a melhor foi a do Carlos, ele fez uma fantasia de morte que tinha ate uma foice.
No primeiro dia estávamos muito nervosos, queríamos um lugar pouco movimentado e com pessoas fáceis de assustar, bêbados, então decidimos ir pros lados de uma zona que era cheia de bêbados, aos arredores dessa zona sempre tinha um bêbado. Foi dito e feito, achamos um cara tão bêbado que a cada dois passos cruzados ele caia, fomos devagar por trás dele, fazendo o menor barulho possível, quando estávamos perto o suficiente nos acendemos os faróis, aceleramos o carro e um gritou de dentro do carro “ Viemos te levar para o inferno vagabundo!!!”, o bêbado ficou muito assustado, tentou sair correndo mas caiu logo após, então de quatro foi engatinhando ate uma valeta e lá se escondeu. Depois fomos na a beira de um rio onde varias pessoas iam pescar de madrugada, ao chegarmos lá nós desligamos o motor do carro e fomos o empurrando (chegar sorrateiramente), vimos um tiozinho muito concentrado pescando, então fazendo o menor barulho possível fomos empurrando o carro para perto dele, quando estávamos perto o Carlos ligou o motor, acendeu as luzes vermelhas e acelerou o carro, o tiozinho só deu uma olhada assustada para trás e pulou o rio e nadou ate a outra beirada.
No dia seguinte, já mais confiantes, nos fomos assustar o povo da cidade, começamos pelo terreno baldio que algumas pessoas usavam como motel, era um lugarzinho bem conhecido aqui em minha cidade, da mesma maneira fomos empurrando o carro ate chegar perto e então fizemos a maior barulheira, para a surpresa minha e de todos o pai do Marcos deu um pulo de trás de uma moita (para ajudar ele estava pelado), logo após uma garota saiu de trás da mesma moita (ela era muito mais nova que ele e também estava pelada). Ao ver essa cena o Marcos ficou louco, colocou a cabeça para fora e gritou:
- vim buscar tua alma seu filho da p***!!! Enquanto a tua mulher esta em casa trabalhando, você esta ai na farra colocando chifre nela... teu lugar no inferno esta reservado...

Para ajudar no discurso a fantasia do marcos era de capeta (não como essas de bailes de carnaval furreca, ele pintava o rosto de vermelho e colocava dois cones pequenos de papel na testa, que com muita maquiagem ficavam parecendo chifres de verdade e a roupa era toda preta com um sobre tudo de couro velho por cima). E não teve jeito, ao ver e ouvir os dois ficaram com tanto medo que saíram correndo pelados mesmo, fomos atrás deles com o marcos gritando na janela “ vou levar os dois para o inferno, seus filhos da p***”, perseguimos eles por um bom tempo, só paramos por que eles foram para o lado de um baile muito movimentado, e para evitar merda nos paramos de perseguir eles.

Depois de duas semanas o boato do carro maldito já estava se espalhando, para ajudar nós decidimos gravar um vídeo do carro, a idéia era a seguinte, nós íamos gravar na esquina da casa do Marcelo, o carro ia vir correndo pela rua e ia passar por cima de uma rampa que ia o tirar do chão, enquanto isso eu ia ficar numa rua transversal atrás de um muro gravando, quando o carro passasse ele estaria no ar (afinal ele acabara de saltar por uma rampa) e essa era a parte que eu devia pegar “o carro no ar”. Gravamos a cena a noite, eu fiquei na rua transversal encostado no muro (tinha dois motivos para estar encostado no muro, primeiro para não ser atropelado, segundo para não ser atropelado). Começamos a gravar a cena normalmente e tudo corria bem, pelo menos ate o carro aterrissar, ele veio correndo pela rua, ele pulou pela rampa mas quando ele chegou no chão, o impacto foi muito grande e o cano de escape acabou caindo e isso levantou uma enorme fumaça por toda parte, então eles desligaram o carro e o empurraram ate a garagem do Marcelo, eu não parei de gravar por nenhum momento, apesar de saber que tinha dado tudo errado. Mas no final das contas a cena ficou muito melhor que podíamos imaginar, na fita “o carro parecia ter saído de trás do muro voando, quando ele pousou fez um barulho parecido com um trovão e uma cortina de fumaça cobriu o carro e grande parte da rua, quando a fumaça se dissipou o carro não estava mais lá.

Deixei uma copia da fita no correio da maior radio da cidade, algumas horas depois um locutor começou a anunciar que ele tinha uma fita na radio que provava a existência do carro maldito, algum tempo depois dele anunciar a existência da tal fita, começou a se formar uma multidão de desocupados na frente da radio querendo ver a fita, foi tanta a pressão que o dono da radio colocou uma tv e um vídeo k7 na frente da radio e começou a mostrar repetitivamente a fita para as pessoas que se encontravam ali. Durante dois dias a frente da radio ficou cheia de curiosos querendo ver a fita, então fizeram copias e começaram a revender as fitas. (devem ter ganhado um dinheiro danado com isso, venderam tanto, que eles mesmo perderam a conta).

Com um mês a cidade só falava disso, tinha pessoas que inventavam historias, o que dava mais força ao boato, alguns sumiços foram atribuídos ao carro maldito e ate uma mulher grávida apareceu dizendo que o filho era do carro... (quero deixar bem claro aqui que nos não fizemos isso, nosso interesse era assustar bêbados, não demos sumiços em ninguém nem engravidamos alguém, isso deve ser desculpa para não contar ao marido que o filho é do Ricardão).

Uma vez estávamos andando pela cidade quando demos de cara com um cerco policial, devia ter quase 30 policiais e mais um padre, ficamos tão assustados que decidimos nos entregar, primeiro saiu o Carlos vestido de morte, depois saiu o Marcelo que estava vestido de capeta e quando eu e os outros íamos sair, vimos o padre sair correndo, logo após um policial saiu correndo e ele foi seguidos por mais uns 3, e num piscar de olhos estavam todos os policiais entrando nas viaturas e saindo cantando os pneus. Não perdemos a oportunidade, saímos em perseguição aos policiais, mas essa perseguição durou apenas umas quadras (afinal ninguém tava afim de levar tiro).

Depois de ter colocado a policia para correr, ficamos com a moral muito alta, cada vez queríamos fazer algo mais diferente e surpreendentes. Então alguém teve a idéia de fazer o carro aparecer na festa junina da igreja central, tal festa era a maior das redondezas, vinha pessoas ate mesmo de cidades vizinhas para participar da festa. Marcamos uma reunião para decidir o que faríamos na festa, essa reunião foi um caos já que vinha todo tipo de idéia por todos os cantos, teve um que queria fazer o carro chegar voando (não só tinha a idéia, como tinha como realizá-la), outro queria que o carro chegasse pulando, teve a idéia de fazer o carro aparecer do chão... e por ai foi... mas a maioria das idéia eram perigosas, não queríamos machucar ninguém (nosso ditado era “podemos fazer a besteira que quisermos, desde que ninguém, alem de nós, se machuque ou se ferre por nossa causa!”).

Após uma longa discussão nos decidimos o que fazer: “Iríamos entrar pelo portão lateral com o carro pegando fogo!!!”, a idéia do fogo veio de uma cena de duble que um de nós viu na tv, o duble passava um gel inflamável no corpo, esse gel produzia um fogo não tão quente, pesquisamos por mais de um mês uma forma de fazer esse gel, mas no final das contas acabamos comprando pela internet.

Durante dois meses nos preparamos tudo, desde a entrada ate a saída, para ajudar mais, eu e o Carlos nos voluntariamos para ajudar na festa ( essa era uma festa totalmente comunitária, estando lá dentro seria mais fácil de planejar tudo ).

Estava tudo preparado e ensaiado, enquanto eu e o Carlos trabalhávamos na festa, os outros se preparavam para entrar na festa. Esperamos a festa chegar quase no final ( quando tem menos gente e os que sobraram já estavam totalmente mamados de pinga), o Carlos foi ate os fundos e desligou todas as luzes da festa e eu dei a autorização e eles entraram por um portal lateral (botando o mesmo para baixo), eles entraram sem que o carro estivesse pegando fogo, deram algumas voltinhas para assustar as pessoa, nisso já tinha pessoas saindo correndo de medo por todos os cantos, mas quando eles colocaram fogo no carro não teve um que não saísse correndo, devia ter quase mil pessoas na festa e em dois minutos não tinha mais ninguém na festa.

Desse dia em diante paramos um pouco com a brincadeira, começou a perder a graça, ate que um dia estávamos todos reunidos no ferro velho quando o carro ligou sozinho, primeiro pensamos que fosse um de nós fazendo uma brincadeira, ao percebemos que aquilo não era obra de nenhum de nós, demos uma geral de cima a baixo do carro e não encontramos nada, ficamos mais algum tempo em volta do carro nos perguntando “o que havia acontecido?”, de repente o carro ligou sozinho de novo, nisso ficamos muito assustados já que dessa vez nós vimos o carro ligando sem ajuda de ninguém, ficamos mais assustados ainda quando o carro começou a acelerar e o volante começou a girar, “ não havia ninguém dentro do carro, como aquilo poderia estar acontecendo?”, de repente o carro deu uma baita de uma acelerada, começou a andar, deu dois zerinhos e saiu em disparada pelo portão.

Ficamos um olhando para o outro com a maior cara de embabacados e sem entender nada, quando caiu a fixa do que tinha acontecido, saímos imediatamente do ferro velho (e não voltamos mais lá), fora do ferro velho caímos na maior discussão para entender o que tinha acontecido e a única concluso que chegamos foi que o carro era possuído mesmo!!! Eu e nem os outros vimos mais o carro, porem continuou ocorrendo as aparições do carro maldito...

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Historia do patrão entalado



Uma vez o meu patrão ficou com a cabeça entalada na grade da janela do escritório dele, “como e por que ele fez isso?” Eu também não sei, ate hoje eu tento descobrir isso!!! Quando esse fato aconteceu, eu estava no banco pagando umas contas, ao chegar tive uma tremenda surpresa ao ver o “Todo Poderoso” com a cabeça entre as grades da janela, ele também gritava e gemia para que alguém o tirasse dali. Pelo que eu soube, ele já estava a mais de meia hora ali, os outros funcionários fizeram de tudo para o tirar dali ( passaram sabão, tentaram serrar a grade com uma faca, tentaram alargar a grade, tentaram arrancar a grade, amarraram uma corda no carro e na grade, mas o máximo que conseguiram foi arrancar o pára-choques fora!!!), eu fui o único que teve uma idéia que prestasse: chamei os bombeiros!!!
Enquanto os bombeiros não chegavam eu tive que ficar (forçadamente) dando um apoio emocional para o entalado, ate tentei sair de fininho, mas ao perceber minha ausência ele começava a gritar por mim, “ Não me abandone por favor!!! Você é o único com um pouco de miolos na cabeça...”, com certeza devia ser o único ser pensante ali, antes eu ate pensava que existia pelo menos duas pessoas que raciocinavam naquela empresa (eu e meu chefe), mas depois de ver ele naquela situação eu mudei de idéia.
Foi passando o tempo e nada dos bombeiros aparecerem, então o velho começou a se sentir muito mal, ele começou a suar muito e a reclamar que estava se sentindo sufocado e com muito calor, então eu sugeri que ele tirasse o paletó e a gravata para amenizar a sensação de calor, mas apara o meu azar (afffff por que esse tipo de coisa tem que acontecer quando eu estou por perto?) ele não se contentou em retirar apenas o paletó e a gravata, depois de um tempo ele retirou a camisa, os sapatos, as meias.... ate ficar pelado. A situação chegou a um ponto que eu não sabia mais quem estava numa situação pior, se era ele pelado e com a cabeça entalada nas grades ou se era eu que tinha que ficar olhando aquela bunda peluda e cheia de espinhas, quando dava eu ficava de costas para não ter que ficar vendo aquela cena bizarra, o problema foi que ele sempre pedia algo, desde água a papel higiênico, e para atender os pedidos dele eu tinha que me virar e olhar aquela cena bizarra, ate pensei em fechar os olhos, mas se eu tropeçasse nele seria algo pior ainda.
Quando finalmente os bombeiros chegaram (os famosos anjos da vida), primeiro eles deram umas boas risadas da situação do velho, depois de muito rir eles decidiram acudir o coitado. Depois de terem o salvado e o mandado para o hospital eles debocharam mais um pouco da situação. O meu patrão ficou tão agradecido pela minha ajuda ( afinal se não fosse por mim ele deveria estar entalado ate hoje ) que decidiu me dar um premio (outra coisa surpreendente, já que ele era e é o maior pão duro que eu já conheci), ele me levou para um jantar ( um cachorro quente na carrocinha da esquina)... ele era pão duro ate para agradecer...

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Ajudando um Ricardão

Estava trabalhando tranquilamente na minha mesa, quando escuto um “ pissiu pissiu”,olho e para minha vejo o gerente de cueca na porta da sala dele, “ venha aqui por favor”( disse ele), na hora eu pensei numa grande besteira e para prevenir qualquer ataque de taradisse do doido, eu me armei com um estilete (oras se o teu gerente te chama na porta da sala de, todo suado e apenas de cueca, você também não ia pensar besteira???), fui de vagarinho ate ele dando um passa de cada vez, ao chegar perto dele eu vi pela fresta da porta, que estava um pouco aberta, a mulher do todo poderoso (apelido singelo do chefe) quase nua e toda apresada para vestir a roupa, então o gerente me disse:
- O todo poderoso acabou de me ligar! Ele esta vindo e quer falar comigo urgentemente, ele deve estar lá na recepção agora, você já deve ter percebido minha situação delicada ne? Hehe... então por favor me ajuda, enrole o maximo que você puder o Todo Poderoso lá em baixo!!!
E foi o que eu fiz, enrolei o maximo que pude, ( foi ate fácil, o melhor jeito de enrolar uma pessoa mão-de-vaca, é falar para ele conferir o relatório da empresa porque parece que esta havendo gasto alem da conta), quando o Todo Poderoso subiu os dois já tinham se arrumado. Depois de tudo o gerente veio agradecer a minha ajuda:
- Cara eu não sei como te agradecer...
- Ah mas eu sei como!
- Como?
- Me dando um aumento oras.
- Você esta doido?
- Nem um pouco.
- Eu não vou te dar aumento nenhum!!!
- Bom se você não me der aumento, o Todo Poderoso vai me dar, principalmente após ver esse vídeo que eu fiz com o meu celular!!!! Por isso que eu adoro celular com câmera, ele sempre é útil para alguma coisa ( enquanto ele falava eu peguei o meu celular e comecei a gravar discretamente toda a cena), depois de ver a gravação não teve escapatória, ele me deu um bom aumento de salário, o aumento foi tão bom, que só com o aumento deu para mim compara um celular novo (e ainda bem melhor que o outro), e comprar uma câmera digital (ambos a prestação, mas deu para comprar).

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Eu estava andando pela rua tranquilamente ( como sempre eu faço ), quando eu vi um grupo 15 a 20 meninos correndo do outro lado da rua, eles iam em direção a duas senhoras. Quando as senhoras viram aquela mulecada vindo na direção delas, elas ficaram muito assustadas e quase que intuitivamente elas assumiram uma postura defensiva “ a primeira abraçou a bolsa e fechou os olhos, a segunda colocou um braço em cima da cabeça e com o outro ela esticou com a bolsa (como se tivesse a entregando a alguém)”. Então os muleques passaram por elas como se as mesmas não existissem, na verdade, eles estavam correndo atrás de uma pipa que teve a linha cortada (aqui os muleques soltam pipa com serol, um fica cortando a linha do outro, depois que a linha é cortada eles saem correndo atrás da pipa). Algumas pessoas que estavam num bar ali perto começaram a tirar sarro das duas senhoras, uma ficou envergonhada e foi embora sem dar nenhum piu, já a outro armou o maior barraco com o pessoal do bar, e só saiu dali quando a policia a arrastou dali.

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Gravando um filme



O prefeito resolveu gravar um filme em nossa cidade, a idéia dele era fazer um filme que envolvia ação, romance, muita aventura e um toque de comedia (tudo que o povo gosta), alias a idéia de fazer o filme surgiu na intenção de agradar o povo para a eleição; voltando ao assunto... era para ser um bom filme, feito em nossa cidade e produzido pelos habitante da cidade. Para falar a verdade ninguém curtiu a idéia de fazer filme, mas quando o prefeito falou a frase mágica “uma Hollywood brasileira”, as pessoas ficaram com um brilinho nos olhos e na mesma hora todos começaram a adorar a idéia do filme. Mas para fazer o filme era preciso ter três coisas: uma historia, dinheiro e pessoas para gravar o filme.
Pessoas para aparecer no filme não faltava, tinha voluntário por todos os cantos da cidade, inclusive tinha uma pessoa que entendia bem do assunto (meu amigo Carlos), ele fez diversos cursos ligado a essa área ( inclusive curso no exterior... bommm... foi na argentina, mas mesmo assim é exterior), no entanto o Carlos também não era a favor do filme, mas quando ele viu o salário que o prefeito estava oferecendo, ele aceitou o cargo de diretor e roteirista mesmo sendo contra, ele me chamou para ajudá-lo a gravar o filme (ele era o único que entendia de gravação de filme na cidade, e eu era o único que sabia manusear uma câmera ), como eu não era a favor do filme, não aceitei a proposta de começa, mas quando eu vi o salário que estavam pagando, aceitei sem pensar duas vezes.
Dinheiro.... dinheiro não também não faltava, alem do prefeito ter desviado dinheiro de algumas áreas como educação, infra-estrutura, saúde.... (menos do salário dele e dos vereadores) se o dinheiro estivesse sendo desviado por qualquer outro motivo o povo reclamaria, mas como era para a nova “Hollywood brasileira” eles ate apoiaram, não só apoiaram como doaram mais dinheiro.
A historia do filme já estava pronta a tempos, era a historia dos Tropes e Lancaster, os Tropes e Lancaster eram duas famílias que “guerreavam” literalmente por terras nessas redondezas a uns 100 anos atrás, durante anos muitas pessoas de ambas famílias morreram na disputa de terras, mas isso acabou com o casamento de uma neta do patriarca dos Lancaster e um zé-ruela dos Tropes. Viu a historia tinha de tudo, ação, romance, muita aventura e a comedia ia ser acrescentada durante a gravação.

Estava tudo pronto, era apenas gravar o filme.

O maior problema que se enfrenta ao gravar um filme, numa cidade onde a maioria dos moradores nunca haviam ido a um cinema era a curiosidade, uma multidão seguia a gravação do filme, muitos entravam no meio da gravação apenas para dar tchauzinho para a câmera, as vezes tínhamos que reagravar umas 30 vezes uma mesma cena, por causa dos inconvenientes causados pelas pessoas que assistiam a gravação, o pior dos inconvenientes era o barulho que eles faziam, nas cenas românticas eles faziam “ AAAAHHHHH” e quando o bandido aparecia, os infelizes o ficavam chingando e o vaiando. Outro problema era que todos os atores eram amadores, era difícil de fazer eles acertarem uma cena e muitas vezes quando finalmente acertavam, passava um engraçadinho no fundo dando tchau e gritando para a câmera.
Outras coisas “interessantes” aconteceram durante a gravação do filme, teve uma vez que após uma cena romântica que envolvia beijo, a mulher do cara que estava atuando, surgiu furiosa do nada, partiu para cima do coitado e começou a bater no infeliz. Nas cenas que tinha tiroteio (teve bastante cenas de tiroteio), tinha pessoas que achavam que haviam recebido tiro de verdade e faziam o maior escândalo ( detalhe: todas as balas eram de festim, totalmente inofensivas ).
Teve a vez que o ator pisou no rabo de um gato, o que ele tinha que fazer era simples “ pegar o gato da família e o levar para cozinha”, mas o infeliz pisou no gato sem querer, daí o gato SURTO, pulou nas pernas do coitado e fincou as unhas nas pernas do cara, então o tonto começou a chacoalhar as pernas desesperadamente, quanto mais ele chacoalhava mais o gato subia nas pernas dele, o gato subiu tanto que o homem começou a gritar assim:
- aiiii meus bagos, meus bagos ele agarrou neles!!!!
Foi um trabalho desgraçado para tirar o gato de lá, mas apesar de tudo o coitado do gato ficou bem, já o infeliz que pisou no rabo dele, levou um monte de pontos na perna e nas coisas dele.
Com o filme pronto e editado, foi hora de ver se ele agravada ao publico, o prefeito montou um baita telão na praça central da cidade, alem do telão o prefeito colocou alguns vendedores ambulantes (pessoas para venderem pipoca, refrigerante, doce ...). A noite a praça estava cheia (se não estivesse toda a cidade lá, pelo menos estava quase toda), tinha gente em cima dos telhados das casas que rodeavam a praça, tinha gente nas janelas e na torre da igreja, nas arvores, em cima dos carros e nem mesmo os postes escaparam da invasão de pessoas.
Como eu havia dito anteriormente o filme era para ter ação, suspense, aventura, romance e um pouco de comedia, mas ao contrario do que era pretendido o filme ficou uma comedia pura, as pessoas passaram a maior parte do filme rindo, o filme foi bem gravado, bem editado, bem dirigido etc... mas o que não ajudou foram os atores que eram totalmente sem noção e patetas, exageravam muito na atuação, não paravam de olhar para câmera, cometiam erros de português lamentáveis, foi por causa da atuação exagerada dos atores que o filme se tornou uma comedia, principalmente nas cenas que envolviam tiros e mortes, tudo agravado pelas pessoas que achavam que os tiros eram de verdade. Mas apesar desse inconveniente, as pessoas gostaram do filme, o filme foi passado durante uma semana na praça, e em todas as apresentações a praça ficou lotada, a maioria das pessoas ali assistiram o filme umas 5 a 7 vezes. Quem não gostou muito do resultado foi o prefeito, mas quando ele percebeu que o povo adorou, imediatamente mudou de opinião em relação ao filme, tanto que ele queria gravar mais filmes, porem esse filme foi o primeiro e o ultimo gravado por nos, o prefeito não conseguiu se reeleger e o novo prefeito não era muito a favor da idéia de gravar o filme. Depois que acabou as apresentações do filme na praça, o prefeito fez copias em fitas e vendeu para as locadoras, ate hoje em dia o filme é bem locado, tem desse filme ate em dvd.

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O macaco encrenqueiro


Uma certa vez apareceu na praça central de minha cidadezinha um macaco... ninguém sabia de onde ele tinha vindo ou se alguém o teria deixado ali, ele simplesmente apareceu, a única coisa que se sabia era que se tratava de um macaco prego, macho e meio grandinho para a espécie dele. No começo todo mundo achou bonitinho ter um macaquinho fofo na praça, tinha gente que trazia comida para dar para ele, já outros iam ate a praça apenas para ver o macaco fazer estripulias.
Os primeiros a mudarem de idéia foram os tiozinhos que jogavam tranca na praça, muitas vezes no meio do jogo o macaco pulava em cima da mesa, bagunçava todas as cartas e muitas vezes roubava alguma carta, depois de bagunçar com tudo ele saia correndo e subia em cima de alguma arvore, o resultado foi que os tiozinhos tiveram que arrumar outro lugar para jogarem a sua tranca de cada dia. Logo depois foram as pessoas que transitavam pela praça que começaram a sofrer com o macaco ( já que não tinha tiozinhos para ele encher a paciência, ele foi encher as paciências de quem passava por ali ), o infeliz do macaco começou a roubar qualquer coisa que as pessoas tivessem na mão, quando ele avistava algo que o interessava ( ele dava preferência a celulares ) ele descia da arvore e saia em disparada para cima da pessoa, então ele pulava na mão da pessoa e fazia de tudo para tirar o objeto de interesse da mão de tua vitima ( muitas vezes ele ate mordia), depois de tirar o objeto da mão da pessoa ele subia em cima da arvore de novo, lá ele ficava brincando com um objeto durante algum tempo e quando enjoava ele atacava o negocio de lá de cima. Talvez não seje verdade, mas parecia que ele mirava na cabeça das pessoas, vira e mexe ele acertava a cabeça de alguém, e como ele adorava celular.... bommm.... não preciso falar muito.... tu já deve ter imaginado o estrago, alem do celular ficar em pedacinhos a cabeça da vitima também ficava rachada, a maioria tinha que ser levada ao hospital.
Com o passar do tempo as pessoas começaram a ficar com medo dele, muitas evitavam de passar pela praça, as que se atreviam a passar pela praça ( afinal a praça era razoavelmente grande e cortava um bom caminho) começaram a gritar, chutar e ate mesmo a atacar pedras toda vez que o macaco ameaçava se aproximar. Com isso cada vez mais o macaco foi ficando mais arredio, agressivo e surtado... isso mesmo “surtado”, o infeliz inventou de atacar merda nas pessoas que passavam pela praça, para ajudar o infeliz tinha uma mira desgraçada, ele não errava uma.
O movimento que já era pouco na praça ( por causa do macaco) começou a diminuir ate ficar quase nenhum ( também culpa do macaco ), então o prefeito cansado de receber reclamações de todas as partes ( ate no super mercado as pessoas viam reclamar do macaco) decidiu tomar uma atitude, mandou dois tiozinhos gordos capturarem o macaco. Eles ate tentaram, mas o macaco era duas vezes mais esperto, cinco vezes mais ágil, muitas vezes mais leve e varias vezes mais sacana... os tiozinhos ate tentaram subir nas arvores para pegar o macaco lá em cima, mas depois de subirem um metro e meio na arvore eles já estavam exaltos, correr era uma outra alternativa que não deu certo (poxa, eles se cansavam ate de caminhar). Daí eles começaram a armar armadilhas por todos os cantos da praça, mas o bendito macaco não caiu em nenhuma, bom.... ele ate caiu em algumas mas ele sempre se soltava, depois de gastarem os planos a, b, c, d .... eles resolveram apelar para o plano G, o plano g consistia em usar armamento pesado para pegar o macaco, uma garrucha ( entendeu o porque do plano g??? sabe Garrucha, plano G, pois é essa foi a idéia deles), se você não sabe o que é uma garrucha eu te explico: garrucha é um revolvim muito do antigo e do safado, daqueles que só dão um tiro, e depois desse tiro tu gasta meia hora recarregar ( para recarregar tu entucha pólvora dentro do cano e depois coloca uma bolinha de chumbo que no caso seria a bala propriamente dita), o plano “G” também não deu certo, a mira dos tiozinhos era péssima, de cada 20 tiros que eles davam apenas 2 passavam perto, e olha que essas são as estimativas boas.
Num belo dia, um senhor desavisado estava passando pela praça quando o macaco atirou merda nele, ao sentir alguma coisa o acertar, o velhinho parou e analisou aquilo que o havia acertado, quando ele percebeu o que era ele ficou puto da cara, olhou para cima e disse:
- muleque ( pelo jeito alem de desavisado ele também era meio cegueta ) filho de uma mãe batedeira, eu vou te pagar na mesma moeda seu lazarento “ porque quem com ferro fere, com ferro será ferido ” ( gritou o tio).
Então o velho abaixou as calças, deu uma agachadinha, colocou a mão para trás e deu um belo cagalhão na mão. Daí ele deu uma encarada no macaco e atirou o bolo de merda no infeliz, tal bolo de merda acertou em cheio a cara do macaco, dizem que parecia que o macaco tinha levado um tiro de fuzil ( a cabeça dele foi lançada para trás e todo o corpo seguiu a cabeça, e de cima da arvore o macaco caiu e se estatelou no chão ), logo o macaco se levantou e tentou retirar a porcaria da cara dele, ele tentou de tudo ( esfregava as mãozinhas na cara, rolava e esfregava a cara no chão). O macaco ficou tão artodoado que saiu correndo em disparada pela praça, ate atravessou a rua ( deixo de passagem que ele não olhou para os dois lados antes de atravessar, se tivesse feito isso teria evitado o acidente ), daí um caminhão de cimento passou por cima dele ( também dizem que o som do caminhão passando por cima do macaco foi algo como ploc- ploc ).
Muita gente ficou triste com o fim do macaco, mas muito mais gente ficou feliz com o fim do maçado, depois da morte do macaco fizeram uma pequena lapide e o enterraram no centro da cidade, alguns falam que ate hoje o macaco assombra a praça.

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Venho através dessa humilde postagem, pedir desculpas para os leitores do blog pela falta de historias novas, mas eu fiz uma viagem que ia durar uns dias e durou mais de um mês, outro fator que contribuiu para a falta de historias no blog foi a falta de historias para colocar aqui, entendeu???? Depois de mais de 60 historias o estoque esta acabando, pelas minhas contas tem mais três historias novas para colocar no blog, esse numero pode aumentar se acontecer mais alguma historia comigo ou se eu me lembrar de alguma historia. Também faz tempo que não me mandão historias para o mail, se você tiver alguma, me ajude mande a tua historia para o mail olhandoalua@pop.com.br, mas mesmo não atualisando o blog constantemente, eu sempre estou passando pelo blog para ver se tem algum comentário novo.

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Uma noite no hospital


Então uma vez eu peguei uma infecção brava, eu estava tão mal que tive que me arrastar ate o medico ( quem me conhece sabe que odeio ir ao medico, vou apenas em necessidades extremas ). O medico me fez fica de observação durante a noite, eu ate tentei escapar dali, mas o infeliz do doutor Valdemar me seguiu ate a sala de observação e recomendou as enfermeiras não me deixarem sozinho por nada, ate para ir ao banheiro eu teria que ir acompanhado ( esse medico me conhecia bem, afinal ele é meu medico desde criança, ele se lembra muito bem das vezes que a minha mãe me levava ao hospital e eu fugia pelas portas do fundo).
Ao chegar na sala percebi que não seria uma noite muito fácil ( havia mais algumas pessoas na sala, muitos resmungando ), mas pelo menos a cadeira era confortável e reclinável. Eu tentei dormir mas tinha um bêbado na sala que ficava pedindo para a enfermeira tirar o ponto do soro do braço dele, para que o mesmo pudesse ir embora:
- poxa! Hic!!!! Eu num to duente, não preciso ficar aqui mofando, tira esse negocio do meu braço para eu ir embora...
- primeiro eu tenho que pedir para um medico te reavaliar ( dizia a enfermeira ).
- porra!!!! Eh... um.... bem.... ! “ o que eu ia falar mesmo???”, ah sim, se você não tirar esse tubinho do meu braço, eu mesmo vou tirar.
A enfermeira deixou o bebum falando sozinho e foi atender uma moça. A enfermeira tinha apenas que tirar sangue da moça, no entanto a moça tinha medo de agulha, o que transformou a retirada de sangue virou uma batalha, mas o problema foi logo resolvido ( o que 4 enfermeiras segurado a moça não fazem em???).
Depois de retirar o sangue a enfermeira disse que teria que aplicar uma injeção no bumbum dela, nisso o bêbado se manifestou:
- opa!!! Agora to gostando daqui, hic!!! Deixa eu aplicar a injeção nela, prometo tomar cuidado...
Ninguém deu muita bola para o bêbado, então a moça e a enfermeira entraram num quartinho, quando saíram de lá o bêbado voltou a se manifestar: “ – eita, como eu queria ser uma injeção nessas horas”.
De tanto encher o saco, a enfermeira retirou o soro do bêbado e o liberou para ir embora, cambaleante e soluçante o bêbado foi embora. Quando finalmente achei que iria dormir, chegou uma senhora que não parava de reclamar de dores por todo o corpo, enquanto a enfermeira não veio atendê-la ela não parou de chamar a enfermeira e nem parou de reclamar de dor:
- ai ai ai !!! dói tudo, enfermeira me aplica a injeção logo para parar a dor! Ai meu Deus, acho que vou morrer de tanta dor...
Então a enfermeira veio e aplicou a injeção, 30 segundos depois a senhora já estava dizendo:
- ah mas eu já estou boa, já vou ate embora...
Ela não foi a única a se curar instantaneamente ao tomar um medicamento, com outras pessoas também aconteceu isso, também teve uma mulher que após tomar uma dose alta de morfina não passou a dor. Quando a madrugada chegou e o meu sono também, reclinei a cadeira e tirei um bom cochilo. Acabei acordando com uns gemidos, parecia que alguém estava tendo um orgasmo, “ mas que putaria esta acontecendo aqui???”(pensei comigo mesmo). Abri os olhos e levantei a cabeça e ao olhar para o lado vi uma cena assustadora, tinha um monte de enfermeiras segurando uma moça que parecia ter vindo do filme “ o exorcista ”, ela estava branca, se contorcia toda e temia como uma batedeira, então veio um medico e a levou para um outro lugar. Depois disso eu não consegui mais dormi, então dei uma olhada por toda a sala, e reparei que havia gente nova ali e gente que tinha ido embora, entre eles um baita de um negão que estava variando das idéias. Alem de falar sozinho, o cara via coisas andando nas paredes, mas se fosse apenas isso, tudo bem já eu estou acostumado a lidar com pessoas variando ( acho que eu sou uma das pessoas no mundo que mais viram e conviveram com bêbados no mundo, só perco para donos de bar, donos de zona e putas ), mas o infeliz se levantou e começou a andar por toda a sala, o pobre coitado mal se agüentava em pe, andava passo por passo e a cada passo ele cambaleava e parecia que ia cair ( imagine um negro de 2 m de altura, uns 110 quilos caindo em cima de uma pessoa doente... imaginou ???? pois é, um estrago não???? ), mas para a sorte de todos os pacientes naquela sala, havia ali uma enfermeira muito da dedicada, apesar de ser baixinha ela carregava o grandão e o levava para a cadeira, mas não adiantava, logo depois da enfermeira o fazer sentar ele se levantava de novo, teve uma vez que ele se levantou e foi ao banheiro, com o maior esforço (e com a ajuda da enfermeira) ele achou o banheiro, mas depois ele não conseguia sair de lá, dava para ouvir os resmungos e os passos dele de lá para cá procurando a porta, de novo a enfermeira teve que ir ajudar o homem, ele só saiu de lá porque a enfermeira o ajudou. Depois de ser levantar mais algumas vezes, dar algumas voltas pela sala e se sentar de novo ( quando ele se levantava, todo mundo ficava com receio que ele caísse em cima de alguém, mas quem ficava preocupado mesmo era a enfermeira), então depois de dar umas voltas ele resolveu ir embora, levantou e saiu andando, a enfermeira ate tentou impedir ele, mas faltou alguns centímetros em sua altura para que ela conseguisse fazer isso, logo depois veio um guarda dando a noticia, que o cara tinha tentado roubar uma bicicleta de uma funcionaria, mas o coitado tava tão mal que não conseguia se equilibrar em cima da bicicleta, quando duas funcionarias começaram a gritar ele fugiu a pé mesmo, então a enfermeira falou:
- nossa essa noite foi irreal, nunca passei um plantão assim!!!!

E eu respondi para ela:
- essas coisas sempre acontecem nos lugares que estou

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