Prego no pé

Em época de pinhão (uma semente comestível que dá nos pinheiros) eu e meus amigos nos enfiávamos em matagais para buscar pinhão, o mato era longe (quase 1 hora de bicicleta), mas como sempre andávamos em grupo nem víamos o tempo passar.
Teve uma vez que fui buscar pinhão com 3 amigos (Carlos, Lucas e Pitaco) e acabei entrando numa fria...

Já fazia uns 30 minutos que estávamos andando pelo mato e já tínhamos catado muito pinhão, então escutamos um grito:
“AI MEU DEUS!!! AAHHHHH!!! MEU PÉÉÉÉ!!!”
Olhei para o lado e vi o Pitaco se retorcendo no chão e gritando como uma menininha:
- O que aconteceu cara ? (perguntei)
- Alguma coisa fincou no meu pé...
- Fica calmo e me deixa olhar.

Olhei e vi um prego enfiado na sola do sapato, o prego era bem grosso e parecia ser enorme. Imaginei que o prego deveria ter uns 10 cm e apenas 4 cm estavam para fora do sapato.

Primeiramente nos indagamos “ como esse infeliz conseguiu pisar num prego no meio do mato?” depois perguntamos se ele estava bem. Eu tentei tirar o prego mas eu puxava e puxava e o prego nem se movia (a cada puxão o Pitaco dava um berro). Como ele não conseguia nem ficar de pé, tivemos que carregar ele para sair dali. Cada um carregava o Marcio nas costas o quanto agüentava e depois passava para o próximo, fomos nos alternando e carregando o infeliz durante meia hora, até que demos conta que algo estava errado.

“ Estamos perdidos”

Levou mais uma meia hora para encontrarmos o caminho de saída do mato. Exaustos (e com dor de cabeça de tanto escutar o Pitaco reclamar e choramingar) chegamos onde escondíamos as bicicletas. Logo surgiu outro problema, o infeliz com o prego no pé não iria conseguir pedalar!
Depois de quebrar a cabeça pensando em maneiras de voltar para casa acabamos tendo uma boa ideia, colocamos o Marcio em cima da bicicleta, subimos em nossas bicicletas e cada um foi guiando sua bicicleta com uma mão e com a outra rebocava o Pitaco em sua bicicleta.

A mãe do Pitaco ficou desesperada, desmaiou e teve um ataque de nervosismo e depois o levou direto para o hospital.

Depois ficamos sabendo que a situação não era tão grave, apesar de ser grosso o prego não tinha nem 5 cm, o prego só fez um pequeno corte no pé (mal chegou a furar)... Ficamos frustrados por ter tido tanto trabalho com um infeliz que não estava nem debilitado...

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O caso do Jeep

Continuação do conto "Calota de Landau" enviado pelo leitor Marco Aurelio Peruchi

Início de 70, um agricultor do interior do estado teve uma das engrenagens do diferencial de seu Jeep quebrada e o carro ficu parado no meio de uma estrada de terra. Procurou a peça em todos os lugares possíveis sem sucesso. Informaram-lhe que provavelmente a Royal . Gastou um dia de viajem comendo poeira nas estradas de terra de então para chegar a Anápolis e foi até a Royal  auto peças. Sr Hélio disse ao cliente que tinha a peça e deu o preço, salgado como sempre. O cliente sem alternativa, mas sem o dinheiro todo para fazer o pagamento perguntou ao Sr. Hélio se podia pagar com cheque e explicou a situação, que estava vindo do interior e que não dispunha de todo o dinheiro no momento. Seu Hélio disse que não havia problema e que o cliente poderia fazer o cheque que ele ia buscar a peça no estoque. Chegando ao estoque Hélio retirou a peça da caixa e colocou no lugar outra de modelo diferente mas muito parecida e entregou ao cliente. Recebeu o cheque e o cliente voltou para casa satisfeito. Mais um dia de viajem de volta e chegando no local onde estava o carro percebe que a peça não dá certo. Outro dia de viajem para Anápolis a fim de trocar a peça. Chegando foi direto ao Seu Hélio: - Seu Hélio, a peça está errada... -Hô rapaz, me perdoe, olha aqui, o código está certo na caixa, a peça deve ter vindo trocada! Espera aí que vou pegar a correta. Trouxe a peça certa e entregou ao cliente, que gastou outro dia de viajem na volta, desta vez com a peça certa nas mãos, enquanto seu Hélio tinha certeza que não haveria problema no recebimento do cheque, mesmo porque neste meio tempo o mesmo já havia sido compensado....

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Cocota e Titica

No meu aniversario de 10 anos eu ganhei duas codornas de presente do meu avô (ele era muito criativo para dar presentes). De inicio não gostei do presente, mas com o tempo comecei a gostar dos bichinhos e dei o nome de Cocota e Titica para as duas codorninhas, criava as duas dentro de uma caixa que ficava em meu quarto.
Um belo dia! chego da escola e não encontro nenhuma das duas codornas na caixa. Logo armei uma força tarefa para procurar as codornas dentro de casa, procurei por todo canto e não encontrei nada. Continuei procurando até perceber que a porta da sala estava aberta, então logo fui procurar as codornas lá fora.
Procurei no bosque, dentro dos blocos, no parquinho, na garagem e nada de encontrar as codornas. Passando pelas churrasqueiras me deparo com o seu Heitor.
- E ae garoto! O que você está fazendo por aqui? (Perguntou o seu Heitor)
- Nada de mais e o senhor?
- Fazendo churrasco! Agora estou assando duas codornas que eu encontrei dando sopa no condomínio.
Na mesma hora meus olhos se encheram de lagrimas e eu fui correndo para casa, fiquei deprimido por mais de uma semana, foi um triste fim para as minhas codornas...

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