realizando um desejo


Tinha uma namorada que queria ter uma certa corrente que ela sempre via numa vitrine quando ela voltava da escola, como estava chegando o aniversario de dois anos de namoro e como eu tava afim de agradar ela resolvi comprar a bendita correntinha para ela. Daí um dia eu levei ela ate o ponto de ônibus e aproveitei para ver a correntinha que ela vivia falando, quando eu vi a bendita corrente quase morri com o preço daquela porcaria, como ela vivia falando “correntinha” eu pensei que era algo singelo e singela, mas pelo contrario, essa tal de “correntinha” era meio grande e grossa e era toda de ouro com um pingente com um pequeno diamante e custava tanto que mesmo que se eu pegasse minha mesada de dois anos eu não iria conseguir comprar a tal correntinha, mas como eu gostava dela e queria agradar ela eu decidi arrumar um jeito de conseguir o dinheiro. Dois dias depois eu já estava trabalhando para juntar dinheiro para comprar a maldita correntinha.
Um dos meus trabalhos foi de ajudante de palhaço!!!! Eu era o palhaço “Quero-quero”, eu era o ajudante do palhaço Bumbum (ate hoje tem algumas pessoas maldosas que me chamam de quero-quero bumbum), minha função era: de ajudar o Bumbum a fazer suas toscas mágicas, agüentar aquelas criancinhas me chutando e puxando minha calça para ver minha cueca, de agüentar o palhaço bumbum atacando torta em mim e de gritar a seguinte frase quando me perguntavam o que eu queria:
- HHHAAH eu quero-quero palhaçadaaa!!!! HAAHHH!!!
Mas como esse trabalho era mais de fim de semana não rendia muito, outra coisa que eu fiz para ganhar mais um pouquinho, era passear com os cachorros do meu condomínio, ate hoje me lembro das vezes que eles me confundiam com um poste e me faziam voltar encharcado para casa, ou de quando eles resolviam acasalar no meio da rua e eu tinha que separa-los na base do chute e eles sempre me mordiam. Eu também servi de detetive, tinha algumas pessoas que me pagavam para seguir o seu parceiro (ou ficar o dia inteiro na frente da casa para ver quem entrava e saia) ou para achar um cãozinho perdido, e durante dois meses eu fiz coisas que nunca imaginei que um dia eu pudesse fazer, como por exemplo: ajudante de pedreiro, costurei, carreguei mudança, limpei janelas de um prédio ( de onde andares ), limpei fossa, cavei buraco, fui ajudante de coveiro, mas oque mais dava dinheiro era o trabalho que eu mesmo inventei, jogar pessoas na valeta ( para quem não sabe valeta é um esgoto a céu aberto), eu tive essa idéia porque atrás do meu colégio tinha uma valeta e todos os alunos aniversariantes eram jogados dentro da valeta, só que umas pessoas resistiam a não ir(oque da para entender), e com isso tive essa idéia, como era eu e mais dois amigos era fácil de jogar qualquer pessoa dentro da valeta, no começo era apenas alunos do colégio que eram jogados dentro da valeta, mas com o passar do tempo pessoas que queriam se vingar de alguém vinham ate mim e pediam para eu jogar essa pessoa dentro da valeta (marido galinha, vizinha fofoqueira, veio encrenqueiro, pastor ladrão etc...), todo mundo que tinha algo com alguém vinha ate mim pedir para eu jogar alguém na valeta, inclusive eu mesmo, sim eu também já fui vitima, um veio que sempre via eu jogando as pessoas veio me perguntar o porque eu fazia aquilo, daí eu expliquei toda a historia para ele e quando eu terminei de contar ele me perguntou quanto eu me cobrava para me jogar na valeta, daí eu pensei, “quanto falta para comprar o colar???”, daí eu acabei cobrando dele oque faltava para completar o meu pé-de-meia e por incrível que pareça ele aceitou a oferta eu sem outra saída pulei dentro da valeta, pra falar a verdade nunca tive tanta merda em minha cueca como naquele dia. Afinal de contas com muito esforço consegui comprar a correntinha para minha namorada, ela ficou toda feliz e usou por duas semanas sem tirar do pescoço, mas ela parou de usa-lo depois que ela trocou a corrente que eu dei para ela com meia dúzia de calças com a amiga dela!!!!

2leep.com

1 Comentarios:

Anônimo disse...

nem fudendo ki eu ficava com a grana e perguntava a ela o ki ela kiria no minimo a metade do dinhero do colar.

 
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