Uma noite no hospital


Então uma vez eu peguei uma infecção brava, eu estava tão mal que tive que me arrastar ate o medico ( quem me conhece sabe que odeio ir ao medico, vou apenas em necessidades extremas ). O medico me fez fica de observação durante a noite, eu ate tentei escapar dali, mas o infeliz do doutor Valdemar me seguiu ate a sala de observação e recomendou as enfermeiras não me deixarem sozinho por nada, ate para ir ao banheiro eu teria que ir acompanhado ( esse medico me conhecia bem, afinal ele é meu medico desde criança, ele se lembra muito bem das vezes que a minha mãe me levava ao hospital e eu fugia pelas portas do fundo).
Ao chegar na sala percebi que não seria uma noite muito fácil ( havia mais algumas pessoas na sala, muitos resmungando ), mas pelo menos a cadeira era confortável e reclinável. Eu tentei dormir mas tinha um bêbado na sala que ficava pedindo para a enfermeira tirar o ponto do soro do braço dele, para que o mesmo pudesse ir embora:
- poxa! Hic!!!! Eu num to duente, não preciso ficar aqui mofando, tira esse negocio do meu braço para eu ir embora...
- primeiro eu tenho que pedir para um medico te reavaliar ( dizia a enfermeira ).
- porra!!!! Eh... um.... bem.... ! “ o que eu ia falar mesmo???”, ah sim, se você não tirar esse tubinho do meu braço, eu mesmo vou tirar.
A enfermeira deixou o bebum falando sozinho e foi atender uma moça. A enfermeira tinha apenas que tirar sangue da moça, no entanto a moça tinha medo de agulha, o que transformou a retirada de sangue virou uma batalha, mas o problema foi logo resolvido ( o que 4 enfermeiras segurado a moça não fazem em???).
Depois de retirar o sangue a enfermeira disse que teria que aplicar uma injeção no bumbum dela, nisso o bêbado se manifestou:
- opa!!! Agora to gostando daqui, hic!!! Deixa eu aplicar a injeção nela, prometo tomar cuidado...
Ninguém deu muita bola para o bêbado, então a moça e a enfermeira entraram num quartinho, quando saíram de lá o bêbado voltou a se manifestar: “ – eita, como eu queria ser uma injeção nessas horas”.
De tanto encher o saco, a enfermeira retirou o soro do bêbado e o liberou para ir embora, cambaleante e soluçante o bêbado foi embora. Quando finalmente achei que iria dormir, chegou uma senhora que não parava de reclamar de dores por todo o corpo, enquanto a enfermeira não veio atendê-la ela não parou de chamar a enfermeira e nem parou de reclamar de dor:
- ai ai ai !!! dói tudo, enfermeira me aplica a injeção logo para parar a dor! Ai meu Deus, acho que vou morrer de tanta dor...
Então a enfermeira veio e aplicou a injeção, 30 segundos depois a senhora já estava dizendo:
- ah mas eu já estou boa, já vou ate embora...
Ela não foi a única a se curar instantaneamente ao tomar um medicamento, com outras pessoas também aconteceu isso, também teve uma mulher que após tomar uma dose alta de morfina não passou a dor. Quando a madrugada chegou e o meu sono também, reclinei a cadeira e tirei um bom cochilo. Acabei acordando com uns gemidos, parecia que alguém estava tendo um orgasmo, “ mas que putaria esta acontecendo aqui???”(pensei comigo mesmo). Abri os olhos e levantei a cabeça e ao olhar para o lado vi uma cena assustadora, tinha um monte de enfermeiras segurando uma moça que parecia ter vindo do filme “ o exorcista ”, ela estava branca, se contorcia toda e temia como uma batedeira, então veio um medico e a levou para um outro lugar. Depois disso eu não consegui mais dormi, então dei uma olhada por toda a sala, e reparei que havia gente nova ali e gente que tinha ido embora, entre eles um baita de um negão que estava variando das idéias. Alem de falar sozinho, o cara via coisas andando nas paredes, mas se fosse apenas isso, tudo bem já eu estou acostumado a lidar com pessoas variando ( acho que eu sou uma das pessoas no mundo que mais viram e conviveram com bêbados no mundo, só perco para donos de bar, donos de zona e putas ), mas o infeliz se levantou e começou a andar por toda a sala, o pobre coitado mal se agüentava em pe, andava passo por passo e a cada passo ele cambaleava e parecia que ia cair ( imagine um negro de 2 m de altura, uns 110 quilos caindo em cima de uma pessoa doente... imaginou ???? pois é, um estrago não???? ), mas para a sorte de todos os pacientes naquela sala, havia ali uma enfermeira muito da dedicada, apesar de ser baixinha ela carregava o grandão e o levava para a cadeira, mas não adiantava, logo depois da enfermeira o fazer sentar ele se levantava de novo, teve uma vez que ele se levantou e foi ao banheiro, com o maior esforço (e com a ajuda da enfermeira) ele achou o banheiro, mas depois ele não conseguia sair de lá, dava para ouvir os resmungos e os passos dele de lá para cá procurando a porta, de novo a enfermeira teve que ir ajudar o homem, ele só saiu de lá porque a enfermeira o ajudou. Depois de ser levantar mais algumas vezes, dar algumas voltas pela sala e se sentar de novo ( quando ele se levantava, todo mundo ficava com receio que ele caísse em cima de alguém, mas quem ficava preocupado mesmo era a enfermeira), então depois de dar umas voltas ele resolveu ir embora, levantou e saiu andando, a enfermeira ate tentou impedir ele, mas faltou alguns centímetros em sua altura para que ela conseguisse fazer isso, logo depois veio um guarda dando a noticia, que o cara tinha tentado roubar uma bicicleta de uma funcionaria, mas o coitado tava tão mal que não conseguia se equilibrar em cima da bicicleta, quando duas funcionarias começaram a gritar ele fugiu a pé mesmo, então a enfermeira falou:
- nossa essa noite foi irreal, nunca passei um plantão assim!!!!

E eu respondi para ela:
- essas coisas sempre acontecem nos lugares que estou

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A polemica do boi


O prefeito de minha cidade decidiu fazer uma estatua de boi para colocar na praça da cidade, a estatua era para homenagear um boi de uma lenda da cidade. “O boi Cidão ao ver uma criança se afogando no rio, pulou dentro da água e nadou ate o pirralho que inventou de se afogar, então o muleque subiu nas costas dele e o boi Cidão, daí o boi o trouxe de novo para a margem do rio.”
Esse boi virou uma lenda de muito sucesso na cidade, tanto sucesso que ate hoje a lenda do boi existe (essa lenda tem mais de dois séculos). Voltando ao assunto, a estatua iria ser feita para homenagear o boi, para você ver como o povo de minha cidade era caduco, com tanta gente para homenagear com uma estatua, decidiram fazer logo de um boi.
Mandaram fazer primeiro uma replica em gesso para passar por aprovação popular (alem de caducos eles também não tinham muito oque fazer!!!), mas a replica causou grande alvoroço já que a estatua tinha os chifres muito grandes. Na verdade quem começou com essa historia de chifre grande, foram um grupo de senhoras que se auto denominavam “as carolinhas da igreja”, o nome já diz tudo, foi por causa delas que esse alvoroço começou, a culpa em partes também foi do prefeito que disse que “a estatua representava o povo da cidade!!!”, ele quis dizer que o povo da cidade era formado de pessoas bondosas e batalhadoras como o boi, mas as pessoas entenderam que elas eram chifrudas como o boi!!! Esse chifrudo foi entendido de duas formas, a primeira foi de chifre de traição, a segunda como chifre de capeta.
Então o prefeito cedeu a pressão popular (já que ele queria se reeleger). No dia da inauguração foi feita uma grande festa, estava tudo indo bem ate que um bêbado (porque sempre tem que ser os bêbados?) reparou em algo que ninguém ali tinha reparado ate o momento:
- Nossa!!!! (gritou o bebado) Essa “estalta” representa mesmo os homi dessa cidade, olha o tamanho do pingelo dela, é avantajado, alias bem avantajado, isso quer dizer que os homi daqui também são avantajados!!! Mas que porra!!! “Purque” porque minha mãe foi me ter em outra cidade... hic!!!
Depois disso, que foram perceber que a estatua era bem dotada, daí se formou outra onda de protesto contra a estatua “Isso é uma ofensa contra a moral de nossa cidade” “E as crianças? Vão ter que ficar vendo essa obscenidade?” “isso é uma falta de vergonha”. Encheram tanto o saco do prefeito, que o próprio teve que mandar cortar o bagulho da estatua, isso mesmo caparam a estatua, e foi só caparem a estatua para sossegar o povo.
Para você ver, a minha cidade é a única que capa os seus heróis!!! Dizem que o negocio da estatua ainda esta guardado na prefeitura, sempre tive vontade de entra lá para roubar o negocio da estatua, e o devolver no lugar, e acabei fazendo isso, mas daí essa já é outra historia!!!

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A dentadura perdida

Vira e mexe, a diretora do meu colégio organizava alguma obra beneficente, ela apenas organizava e dava as ordens, o trabalho bruto ela deixava para os alunos. Uma das ultimas obras beneficentes que eu participei foi a semana de ajuda ao idoso, durante essa semana as turmas iriam se revezar em trabalhos voluntários em diversos asilos e instituições ao idoso. Não havia como escapar das obras beneficentes da diretora, essas obras de caridade valiam pontos em diversas matérias, e quem não participasse perdia pontos em diversas matérias.
Minha turma ficou encarregada de auxiliar um asilo, deveríamos ajudar em diversas coisas, desde ajudar a dar banho em alguns velhinhos ate limpar os banheiros. Para a minha sorte, eu fiquei com o trabalho mais fácil, o de ficar fazendo companhia para distrair os velhinhos, eu apenas precisava ouvir as mais variadas historias de “quando eu era mais jovem” que eles contavam, jogar damas e contar piadas, a minha parte eu tirei de letra, mas os meus colegas estavam tendo dificuldades em realizar as tarefas, por exemplo o Juvenal e o Orlando que ficaram encarregados de limpar o banheiro.
O almoço daquele dia iria ser especial, macarronada e costela assada, os tiozinhos estavam ansiosos para poder almoçar. Havia uma senhora procurando alguma coisa fazia algum tempo, a coitada estava doida procurando a dentadura dela, se por algum acaso ela não achasse a dentadura, a mesma iria ficar sem poder comer aquele almoço especial, como ela não conseguiu achar ela pediu ajuda de outros velhinhos, e depois ela pediu a ajuda aos voluntários daquele dia (que no casa seria eu a minha turma).
Então se formou um pequeno mutirão em busca da dentadura, estavam todos empenhados em ajudar a senhora, não só pelo motivo de ajudar ela, mas também para calar a veia que não parava de choramingar:
- Logo hoje que tem gostosuras para comer, foi sumir a minha dentadura, mas que “carambolas”, pego o maledeto que fez isso comigo. Logo hoje que a comida vai ser gostosa, to cansada de come arrois, fejão e bife!!!!(dizia a velhinha).
Depois que ela se cansou de reclamar, ela começou dar ordens de busca para todo mundo, como uma patroa, ela dava ordens e mais ordens, por acaso ordens bem ofensivas : “procura em baixo da cama, seu jarucu!!!”, “olha nos cantos do sofá da sala, seu cara de galinha de natal (acho que ela queria dizer chester ou peru, mas isso só ela sabe)”, “vai ver no quintal, seu preguiçoso”. Depois de uma hora de busca, nada de aparecer a dentadura da veia, ela já estava entrando em desespero, com a idéia de não poder almoçar naquele dia. Nisso um senhor muito do encabulado, me puxou para um canto e me disse:
- Olha isso que eu vou te contar fica somente entre nos dois, pode ser?(disse o senhor encabulado)
- Minha boca é um tumulo, pode falar.
- Bem, é que eu achei essa dentadura perdida numa gaveta, e eu pensei que ninguém estivesse a usar ela, e como a minha esta muito gasta e anda me incomodando o canto da boca, eu testei essa para ver se me assentava melhor na boca que a minha antiga, para minha surpresa ela coube direitinho, então eu to usando ela. Mas acho que essa dentadura é daquela senhora, intao toma ela e devolve para ela. Peguei a dentadura, que ainda estava meio úmida (eca!!!) e fui devolver a dentadura para a velhinha desesperada e mandona. Quando eu me aproximei dela eu disse: “ dona Creide achei sua dentadura”, então ela abri um sorriso de orelha a orelha e perguntou onde eu tinha encontrado ela, então eu olhei bem para a cara dela e disse: “- ela esta na sua boca!!!”, isso mesmo quando ela sorriu eu vi a dentadura na boca dela, ela colocou o dedo na boca, catucou catucou catucou, e disse “-É verdade ela tava aqui o tempo todo”. Então tudo se acalmou, daí eu chamei o senhor envergonhado para um canto, e devolvi a dentadura para ele, o mesmo ficou feliz da vida e saltitante foi almoçar com a dentadura nova.

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Bebe chorão


Dinho era conhecido como bebe chorão, isso se deve ao fato dele ser muito sensível, ninguém podia encostar nele, que ele já abria o bocão para chorar, ele também era muito curioso, por causa dessa curiosidade uma vez ele se meteu em uma baita encrenca.
Era véspera do aniversario de 50 anos de minha escola, iria ser uma data muito especial (afinal era meio século de idade), então para comemorar essa data especial, a nossa diretora preparou uma toda festa especial. Na véspera da festa, eu e a minha turma (incluindo o Dinho que era de minha turma) estávamos em educação física, então vimos quando um furgão chegou e começou a descarregar varias caixas, curiosos como nos éramos, fomos lá xeretar o que havia naquelas caixas, para nossa sorte era o tio Elias que estava descarregando as caixas, o tio Elias era o zelador mais gente boa do colégio ele era atencioso com todas as crianças, daí o tio Elias decidiu mostrar o que tinha dentro das caixas, na primeira caixa tinha foguetes:
- isso daqui você infinca no chão, acende esse pavio e sai correndo, então o foguete sobe ate lá em cima e explodi e quando isso acontece sai um monte de fogos coloridos (deu para perceber que as explicações dele eram muito cientificas).
Depois ele abriu uma caixa de rojão:
- isso daqui é um rojão, você acende esse pavio, ergue ele lá em cima, e espera ele soltar o estopim.
E de caixa em caixa ele foi mostrando o que cada uma tinha, enquanto o tio Elias estava ali distraído explicando o que cada fogo-de-artifício fazia, atrás dele o Dinho brincava com um rojão e um isqueiro (tal isqueiro ninguém sabe onde ele arrumou), então uma menina o viu e alertou o tio Elias, ao ver o moleque segurando o rojão tio Elias soltou um berro:
- aonde tu arrumou esse bagulho muleque???
- Peguei emprestado!(respondeu o Dinho)
O Dinho acabou acendendo o pavil, antes mesmo que alguém pudesse tomar dele. Entres as dezenas de fogos que tinha ali, o infeliz e mal azarado pegou justamente o que tinha vindo com defeito.
Depois de ter acendido o pavil do foguete, ele ergueu a mão ara soltar o rojão, então aconteceu algo que ele não estava esperando, o foguete explodiu na mão dele. Após a explosão, a mão do menino ficou coberta de sangue, e ele abriu o bocão e começou a chorar, quando alguém ameaçou de leva-lo para o hospital, ele saiu correndo em disparada. Os professores saíram correndo atrás dele, mas nenhum conseguiu parar o moleque, então se juntaram a caça duas zeladoras e uma cozinheira. Nunca vi uma criança correr tanto e ser tão lisa como ele foi, por mais que o cercassem ele sempre achava uma brecha e fugia. Ao ver os professores correndo atrás dele, as crianças pensaram que era “CHUTS”(depois eu explico o que é chuts) e começaram a correr atrás do Dinho. Mesmo com quatro professores, duas zeladoras, uma cozinheira e duas turmas de alunos, ninguém consegui fazer aquele menino parar. Foi então que eu tive uma idéia e fui contar para uma professora que estava tomando um fôlego:
- Professora preciso falar com você.
- Agora não João, to ocupada tentando pegar aquele garoto!!!
- É sobre isso mesmo que eu queria falar. Eu tive uma idéia para pegar ele.
- Então desembucha...
- Eu na tv, que quando se os biólogos querem pegar passarinhos para estudar, eles esticam uma rede e os passarinhos ficam presos, nos poderíamos pegar a rede de vôlei para parar aquele menino.
- É verdade, essa é uma boa idéia.
Então ela buscou a rede de voltei, daí a professora e uma das zeladoras foram com a rede para caçar o Dinho, e deu certo mesmo, quando o moleque estava vindo ao encontro delas, elas esticaram a rede e o moleque se enganchou na rede e caiu no chão. Ao ver o menino não chão, eles ficaram aliviados, mas esse alivio durou ate os professores notarem que os alunos que estavam correndo atrás do moleque, não estavam tentando parar o garoto e o levar ao hospital, eles estavam correndo porque pensavam que era chuts.
chuts era uma defesa contra os valentões, toda vez que um aluno era ameaçado por um valentão, esse aluno apontava para o valentão e gritava: -chuts! chuts chuts chuts!. Então todas as crianças que estivessem por perto saiam correndo atrás do valentão, normalmente o valentão saia correndo para tentar fugir, oque era uma má idéia, já que quanto mais o grupo corria mais crianças se juntavam ao grupo, quando o grupo finalmente alcançavam o valentão, eles o derrubavam e cada criança ali dava um ou dois pontapés no valentão.”
Então formou-se uma roda de crianças em volta do Dinho que levou vários chutes, só não levou mais porque um dos professores se jogou no meio daquele alvoroço e tirou o moleque a força dali. O Dinho ficou bem, apesar de ter ficado alguns dias internado. Quando ele voltou para a escola, nos tivemos que pedir desculpas pelos chutes.

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O lobisomem

A minha cidadezinha era campeã em aparições de assombrações e seres do folclore, toda semana se via alguém comentando que viu uma pessoa morta, ou então viu um vampiro, ou o Saci Pererê. Apesar das varias visões de seres do alem, essas visões nunca se repetiam seguidamente, sempre numa semana um via um vampiro, na outra uma pessoa via a Mula sem cabeça, na outra semana duas pessoa viram seres do alem, mas uma viu um fantasma e a outra viu o Boi Tata. Essas aparições eram tão comuns, que todos na cidade já estavam acostumados, no entanto uma certa vez, varias pessoas começaram a ver o mesmo ser, na mesma semana e nas semanas consecutivas, esse ser era o lobisomem. Por ser algo que estava se tornando constante, as pessoas começaram a ficar com medo, tal medo era foi suficiente para que o prefeito de nossa cidade, montasse um grupo de busca e caça ao lobisomem. Eu não conhecia ninguém que tivesse visto o lobisomem, ate que uma noite meu pai chegou esbaforido em casa:
- O que aconteceu para o senhor estar assim pai?
- Filho do céu!!! Você não vai acredita!!! Eu estava voltando da casa de tua avó, quando um ser peludo me abortou e soltou um uivo aterrorizante, era o lobisomem que anda atacando a cidade, então me borrei todo e vim correndo para casa sem olhar para trás, e resando para que aquele monstro não me pegasse.
- Pare pai, esse tipo de coisa não existe. Você deve ter visto um bêbado peludo, uivando de dor na cirrose, e por causa do medo, você o confundiu com um lobisomem.
Depois desse dia, meu pai e a minha mãe, não deixaram ninguém sair de casa a noite, com medo do ataque do lobisomem, mas se isso fosse apenas lá em casa, estaria tudo bem, mas vários outros moradores começaram a deixar de sair de noite com medo do lobisomem. Para piorar apareceu uma mulher dizendo que estava grávida do lobisomem, depois disso o prefeito decidiu, colocar um toque de recolher em toda a cidade, quando era 10 horas, todos eram obrigados a se recolher para suas casas, com a ameaça de receberem multas ou ate mesmo serem presos. Nisso já havia passado quase três semanas que o ataque do lobisomem tinha começado, cada dia o grupo de busca e caça ao lobisomem aumentava, o grupo começou com três pessoas passou a ter mais de quarenta pessoas cadastradas, mas como as pessoas viam que aquele grupo não era de nada (na verdade aquilo parecia mais uma reunião de bêbados), então os próprios moradores começaram a reunir seus grupos de caça. Esses caçavam o lobisomem com o que se tinha de disponível, desde armas de fogo ate mesmo foices, enxadas, paus, pedras e diversos amuletos para espantar o bicho em caso de emergência.
Enquanto eles procuravam o lobisomem, eu e meus amigos sentíamos falta das noites que nos virávamos conversando na rua (esse era um costume antigo, saiamos sem rumo andando pela cidade, falando baboseiras e bebendo à-vontade), das festas, dos bares... e enquanto o tempo passava nos ficávamos cada vez mais entediados em ter que ficar vendo a novela das oito.
Vendo que aquele povo nunca iria capturar nem mesmo um monte de bosta, nós decidimos fazer o nosso próprio grupo de caça ao lobisomem. Combinamos que cada um iria falar para os pais que ia passar a noite na casa do Chico, daí iríamos nos encontrar na praça da igreja, ficou combinado também que cada um iria levar (escondido é claro) o que achasse para ajudar na caça do lobisomem. No dia eu fui o primeiro a chegar na praça, depois começou a chegar um por um ate que o ultimo de nós chegou, daí antes de começarmos, a procurar o lobisomem, nós fizemos um inventario para ver o que cada um havia conseguido trazer:
- (Chico) bom eu trouxe, umas estacas de madeira que eu mesmo fiz com uns restos de madeira que tinha lá em casa.
- (André) eu trouxe alho, e uma garrucha velha do meu pai.
- (Jose) eu trouxe carne para atrair o lobisomem.
- (Eu) puxa vida!!! Aff! Mas vocês são lerdos mesmo!!!! Alho e estaca são para vampiro, essa garrucha velha não mata nem passarinho, e tu acha mesmo que carne vai atrair o lobisomem, eu já disse para vocês que deve ser alguém fantasiado!!!
Então começamos uma boa discussão, que foi interrompida por um grupo de pessoas empunhando paus, enxadas, algumas armas e uma foice. Era um grupo de pessoas que haviam se reunido para caçar o lobisomem, decidimos nos juntar com esse grupo (afinal era mais seguro). Enquanto andávamos pela cidade a procura do lobisomem, o pessoal comentava as historias de que outros grupos já haviam sido atacados pelo o lobisomem. Foi passando o tempo e nada de algum lobisomem aparecer, quando estava pensando em voltar para casa um uivo pairou pelo ar:
- aaaaaauuuuuuuuuulllllll aaaauuuulllll aaaaauuuuulllllll.
Deu para sentir todos ali tremendo de medo, não só sentir como ouvir as canelas tremendo e batendo uma na outra, então em nossa frente foi surgindo no meio daquela escuridão um vulto, esse vulto veio andando (sempre pelo lado mais escuro da rua), apesar de estar escuro, deu para perceber que o bicho era peludo e andava de uma forma estranha. Então ele soltou um uivo mais aterrorizador que o anterior, então eu penssei “- bom eu estou seguro, tem varias pessoas aqui ao meu lado, se por algum acaso ele vier nos vamos o enfrentar juntos”, mas como diz o outro “foi só penssar!!!”, isso mesmo foi só pensar que aquele povo cagão começou, de um em um, a sair correndo, e de um em um, todo mundo saiu correndo, inclusive eu (ou você acha que eu iria enfrentar o bicho sozinho, vai que ele é de verdade mesmo).
O bicho começou a nos perseguir, corríamos todos juntos para fugir daquele bicho, ao ver uma casa de muro bem baixo, decidi pular o muro e me esconder atrás dele. Ouvi ate a ultima pessoa passar por ali (algumas ate gritavam), depois veio o silencio que foi interrompido por uma grande gargalhada:
- ashuashaushaua hauhauaaahuahauaahua, são uns babacas mesmo, háaaaa hahahaha!
“Nossa eu conheço essa risada estranha e essa vós de ganso afogado, são exatamente igual a do meu primo pé no saco, o Ariomar, não só pode ser dele!!!”(pensei comigo), olhei com todo o cuidado por cima do muro, então eu vi um ser que realmente tinha uma cabeça muito parecia a de um lobo, mas o corpo era uma fantasia, alias a parte de baixo era uma fantasia bem furreca de gorila, era igual a que a que o Ivo Landa usava nas pegadinhas do Silvio Santos, sinceramente eu não sei como aquela roupa furreca assustava alguém, mas é como aquele velho ditado diz “na hora do medo ninguém repara em detalhes”.
O Ariomar era o pior espécie de primo que alguém poderia ter, ele é daquele primo que gosta de fazer você passar vergonha, ate hoje eu não me esqueço das puxadas de cueca e dos safanões que eu levei dele, isso sem fala das outras coisas que ele fazia.
Quase se matando de tanto rir, aquele bicho saiu andando e rindo que nem um condenado, então decidi seguir ele sorrateiramente (ou em bom português “na moita”). Andei por quase toda a cidade seguindo aquele ser, então depois de uma boa caminhada acabamos encontrando um outro grupo de pessoas que estavam a procura do lobisomem, esse grupo era menor que eu e meu amigos aviamos nos juntamos, mas mesmo assim era um numero considerável de pessoas, então como da vez anterior aquele ser soltou um uivo muito alto que fez as pessoas do grupo tremerem de medo, depois ele andou mais um pouquinho (sempre permanecendo do lado escuro da rua),então deu outro uivo e no final umas latidas, o povo já estava começando a andar para trás quando eu tomei uma decisão, “ eu vou lá e vou arrebentar a cara daquele infeliz, vou descontar cada puxão de cueca que aquele infeliz deu em mim, nunca haverá uma oportunidade melhor para se fazer isso sem que eu leve bronca depôs por ter batido num primo”.
Antes que o povo saísse correndo, eu corri ate aquele lobisomem “made japan”, pulei em cima dele e o derrubei no chão, então eu comecei a socar ele com toda raiva que eu tinha acumulado em anos de convivência com aquele primo mala. Depois de apanhar bastante aquele ser começou a revidar o socos, enquanto ficávamos ali rolando no chão o povo assistia a cena paralisados, não teve um para vir me ajudar a bater no lobisomem!!! Voltando a briga!!! o lobisomem tentou escapar, mas eu corri atrás dele e o derrubei no chão de novo e dei uns bons socos na pança dele, depois que ele já estava entregue, eu comecei a chutá-lo sem dó e ele começou a se manifestar:
- ai ai ai!!! Porra meu para com isso!!! Vai chuta a mãe!!!
- Foi ela mesmo que pediu para eu vir dar um cacete em você...
Depois que o lobisomem estava no chão e eu o chutando, o povo resolveu se manifestar, um ser no meio deles gritou “- Olha lá, ele derrubou o lobisomem no chão e esta batendo nele!!! Vamos ajuda-lo!!!”, então ao ver aquela multidão de pessoas correndo eu resolvi sair de perto (afinal se ficasse ali, eu poderia ser linchado junto), a multidão formo uma roda em volta do lobisomem, como já não tivesse apanhado bastante, ele apanhou mais daquelas pessoas. Conclusão: o meu primo foi preso, depois que ele foi preso os ataques do lobisomem pararam, por ter feito a algazarra que fez ele ficou preso um ano, lá na prisão ele viro pastor evangélico e parou de pregar peças e encher o saco com brincadeiras sem graça, agora ele enche o saco com uma igreja que ele montou na garagem da casa dele, alem de ficar toda hora tentando levar alguém para a igreja dele, ele tenta converter todo mundo, ele deu também de passar sermão em todo mundo (como se ele tivesse direito, porque mesmo depois de virar pastor ele continua fazendo as cagadas dele, mas essa historia eu conto outro dia). Já eu, por ter saído sem permissão dos meus pais fiquei de castigo por um mês, mas pelo menos eu lavei a minha alma ao dar uns petelecos na orelha do meu primo.

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Historia do cão Rabinha


Em todo condomínio tem aquele cão chato, que late nas horas mais impróprias (no meio da noite principalmente), que faz as necessidades onde não deve, para resumir, o cão que inferniza a vida dos vizinhos. No meu condomínio não podia ser diferente, lá tinha um pincher muito do piquinininho (tão pequeno que cabia na palma da mão ) chamado Rabinha, ele podia ser pequeno, mas as confusões que ele arrumava eram de cachorro grande. Alem de latir nas altas horas da noite, o Rabinha tinha costume de fazer xixi nos tapetes que ficavam na frente das portas de cada apartamento, ele também adorava se meter em brigas com cachorros maiores (tenho que admitir, o Rabinha era valente, pena que ele sempre apanhava dos outros cachorros), outro robie dele era de morder as criancinhas no pátio do condomínio, mas a coisa mais bizarra era a taradisse do cachorro, o Rabinha não podia ver algo que ele gostasse, que logo ele começava se atracar com aquela coisa (isso inclui arvores, penas de pessoas, brinquedos, crianças ...). Por esses e por outros motivos a maioria dos moradores não gostavam daquele cachorro.
“E a dona nunca tentou dar um jeito nesse cachorro?” A resposta para essa pergunta é “NÃO”. Dizem que foi a dona que o ensinou a mijar nos tapetes do vizinhos, ela também incentivava a taradisse do cão dando bichinhos de pelúcia para o cachorro se atracar, para ajudar ela tomava remédios ante-depressivos e remédios para dormir (ela não batia bem da cabeça tadinha), então por estar desmaiada não ouvia os latidos noturnos do cachorro dela.
Eu nunca dei bola para os problemas que aquele cão causava, como o meu bloco ficava de um lado do condomínio e o bloco onde o Rabinha morava fica no outro lado, eu não me incomodava com os problemas que o Rabinha causava, na verdade uma vez ele me incomodou: “ eu estava andando pelo condomínio, quando vejo uma roda de mulheres que diziam: ‘ai que meigo; que fofo; que gracinha; ai lindinho...’ então eu fiquei curioso e entrei no meio da roda para ver do que elas estavam falando, honestamente eu deveria ter ficado com a curiosidade e não ter entrado no meio da roda, ao entrar no meio eu vi uma das coisas mais bizarras que eu já vi em minha vida (e olha que eu já vi muita coisa bizarra), estava lá o Rabinha acasalando com uma boneca de pano, mas o pior mesmo era a cara de excitação do cachorro e os gemidos do cachorro, aquilo foi tão impactante que eu passei a noite sem dormi” (ate hoje eu penso, oque era mais estranho, o fato do cachorro esta fazendo coisas com uma boneca ou o fato de uma platéia feminina estar olhando e achando bonito?).
Apesar desse “susto” eu nunca me incomodei com o cachorro, porem o meu amigo Carlos que era vizinho do cachorro vivia reclamando das vezes que ele acordava no meio da noite com os latidos do Rabinha, ou das vezes que ao sair de casa ele pisava no coco que o cachorro acabara de fazer em sua porta, ou das vezes que o cachorro destroçava as flores de um vazo que ficava ao lado da porta do apartamento dele (era a mãe dele mesmo que vinha ate ali só para cuidar das florzinhas). Ele estava tão puto com o cachorro que ele resolveu dar um sumiço no cachorro, ele ate me chamou dizendo que não iria machucar o bicho (mesmo porque ele não tinha coragem), mesmo assim eu recusei ajuda-lo, afinal eu não iria me sentir bem fazendo mal ao cachorrinho. Então ele resolveu dar sumiço no Rabinha sozinho mesmo, ele aproveitou um dia que o cachorro estava passeando pelo pátio sem dono, pegou o cachorro e o colocou no carro e então o levou para a Serraria (um bairro que fica a mais de 25km de onde eu morava) e o deixou lá. Quando o Carlos me contou a historia, eu fiquei com pena do Rabinha, mas pena mesmo eu fiquei ao ver a dona aos prantos e barrancos por causa só cachorro, ela estava desesperada procurando o Rabinha, saia chorando para distribuir cartazes de procura-se pela vizinhança e voltava chorando para o apartamento dela. No entanto cinco semanas depois aparece o cão na porta do condomínio, ele estava magro e com as patas esfoladas de tanto andar, quando a dona o viu ela ficou tão contente que pegou o cão e fez um tipo de volta olímpica pelo condomínio.
Umas duas semanas depois, estava eu andando ate o meu apartamento, quando eu sinto um peso estranho em minha perna, parei e olhei para baixo, para minha surpresa lá estava o cão Rabinha acasalando com a minha perna. Ao ver a cara de orgasmo do cachorro e os gemidos dele eu entrei em desespero, comecei a balançar a minha perna para todos os lados para ver se aquele cão desgrudava, mas quanto mais eu balançava a perna, mais ele gostava de ficar ali, então eu ouvi a dona dele : “- ai que fofo, ele gostou de você!!!”, daí eu pedi para ela tirar ele dali, mas ela nem ligou, então o sangue subiu fervendo para minha cabeça e eu fiz aquilo que qualquer pessoa normal faria em meu lugar, com a perna livre eu afastei o Rabinha da minha outra perna e quando ele ameaçou voltar para a minha perna, eu dei um baita chute que fez o cão avuar para longe, vendo isso a dona do rabinha se enfureceu comigo “- para que fazer isso com o pobre animal, ele só estava demonstrando amizade a você!” e eu respondi “-porque você não deixa ele demonstrar amizade no meio das pernas de tua mãe!!!”, esse foi apenas o começo da briga que durou mais de uma hora, agora tu imagina se o começo estava assim (afinal estava apenas me aquecendo), imagine o final, eu coloco nenhum pedaço do final da briga porque ficou muito pesado mesmo e eu não estou afim de transformar esse blog num putaria (bom alem que tem muita porcaria aqui, mas ainda não se transformou numa putaria).
Depois desse episodio, eu me juntei ao Carlos na tentativa de dar um fim no cachorro, a primeira tentativa foi um estilingue que a gente fez usando câmaras de bicicleta e duas arvores, com esse estilingue nós lançamos o cachorro (nunca vi um cachorro subir tão alto em minha vida) para dentro de um terreno baldio que ficava nos fundos do condomínio, esse terreno era cercado por muros de quase três metros e não tinha nenhum portão (diz a lenda que o dono desse terreno tinha medo que os sem terra invadisse o terreno dele, então ele mandou cercar toda a área para não correr o risco de invasão), dali ele não poderia escapar, bom foi isso que a gente pensou ate que no dia seguinte o cachorro apareceu com uma das patas quebradas na porta do condomínio. Fiquei impressionado ao saber que o rabinha tinha voltado, como aquele cão saiu daquele lugar sem saída? Depois disso, nós tentamos dar o fim naquele cão de todas as formas: demos veneno para ele, mas com duas semanas ele estava curado; depois colocamos ele no meio de uma avenida movimentada, mas de tão pequeno, os carros passavam por cima dele e nem relavam nele; também tentamos jogar ele de cima de um prédio, mas isso também não deu certo. Estávamos desistindo, quando numa noite um vizinho surtado (se você quiser saber porque ele estava surtado procure ali no “ baú de historias 4” e leia a historia da tv gigante) jogou uma tv de 52 (daquelas antigas, que pareciam um caixotão) de seu apartamento, no exato momento que o vizinho surtava lá de cima do apartamento dele, o Rabinha estava dando uma volta pelo pátio do condomínio e para o azar do rabinha ele estava passeando bem embaixo da sacada do cara que tava surtando. A televisão caiu bem em cima do Rabinha, a tv esmagou o cachorro que nem você esmaga pernilongo na parede, ate ficou aquela rodinha de sangue em volta. Ao saber da noticia o Carlos ficou bem decepcionado, quando eu perguntei para ele porque ele estava daquele jeito ele me respondeu “- Poxa vida! Tivemos tanto trabalho para nada, se eu soubesse antes que era só atacar algo pesado na cabeça dele eu já tinha feito isso!!!”.

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Piroba e Pereba


Na minha cidadezinha não havia muita coisa a se fazer, ou você ia a uma lanchonete ou tu ia ao bailão do Tio Parmera que acontecia todo sábado a noite, essas duas opções eram as únicas coisas que haviam para distração, então quando um circo chegava era o maior festa já que o circo era algo que mudava a rotina daquele povo. Eu nunca gostei muito do circo, primeiro eram sempre as mesmas apresentações, era o mágico fazendo mágica, o malabarista jogando as coisas para o alto, o equilibrista se equilibrando e etc etc etc..., segundo eu nunca achei graça nos palhaços, nunca gostei e também nunca vou gosta, terceiro e ultimo eu odiava os domadores de leões, grandes bosta enfrenta um leão sem dentes e sem garras (os donos de circo normalmente arrancam os dentes e as garras dos leões), ate eu que sou um cagão enfrentaria um lea,o que não pudesse se defender.
Vira e mexe aparecia um circo na minha cidade, eu era um dos poucos que não ia, sempre tinha alguém que enchia os meus bagos para que eu fosse, no entanto ninguém nunca conseguiu me convencer a ir para o circo, daí um dia apareceu um circo enorme em minha cidade (diziam que era o maior que já tinha vindo a nossa cidade), ele tinha algumas atrações que ate então nenhum circo tinha apresentado igual, alem de um gorila esse circo tinha elefantes, um homem que era lançado por um canhão, ele também tinha um show de bizarrices (mulher barbada, lobisomem, um saci, uma vaca empalhada de duas cabeças etc). Quando as pessoas viram aquele circo, ficaram doidas para conseguir um ingresso para ver aquele circo gigante. Eu me lembro que no dia seguinte a chegada desse circo formou-se uma fila gigante que dava volta em três quarteirões, quase todos daquela cidade estavam ali, inclusive pessoas de minha família, meu pai, minha mãe e o meu avô passaram três dias se alternando na fila do circo só para comprar ingressos para toda a família, e no terceiro dia eles conseguiram ingresso para a quarto dia de apresentação, e iria haver 6 dias de apresentação.
No dia de ir para o circo eles inventaram de me arrastar junto a eles para o circo, meu pai argumento “eu paguei uma cara nesses ingressos, para toda a família ir!!!” e minha mãe falava “vamo filho desse circo tu vai gosta, ele tem um monte de coisa novas”. Eu bati o pé e disse que não iria mover um músculo para sair dali, mesmo assim eles me levaram ao circo, bem eu não mexi nenhum músculo mesmo, foram eles que me arrastaram ate o circo.
Alem do circo ter algumas coisas diferentes, eu continuei a achar o circo sem graça, o negocio tava tão sem graça que eu passei o começo ate o fim do espetáculo sem dar uma boa risada, mas o espetáculo já estava acabando, eu fiquei aliviado ao ouvir que a ultima atração já iria se apresentar. A ultima atração era a mais esperada por todos que estavam ali, então entra em uma entrada triunfal, com direito a fumaça de gelo seco, os palhaços Piroba e Pereba a bordo de um fusca todo colorido.
Os dois palhaços ficaram lá fazendo oque eles fazem de melhor, palhaçadas, daí no meio da apresentação eles deram uma pausa e falaram para o publico “ vamos contar diversas piadas e aquele que não der nenhuma risada, nos vamos o trazer aqui na frente para participar do show”, então eles começaram a contar as piadas sem graça, para falar a verdade a única coisa que tinha graça naqueles palhaços era que eles pareciam estar bêbados, mas do resto eram uns palhaços sem graça pra caramba. Enquanto os palhaços contavam as piadas, muitas pessoas tentaram segurar o riso para ir lá no picadeiro participar daquela apresentação, no entanto apenas uma pessoa fico sem dar risada, quem você acha que fico lá assistindo aquela babaquice sem rir? Isso mesmo, eu!!!!
Depois de terminado de contar o seu repertorio de piadas, o palhaço Piroba veio ate mim e me puxo pelo braço ate o picadeiro, eu ate tentei não ir, mas o filho da mãe do palhaço praticamente me arrastou ate o picadeiro lá eles disseram que eu era muito ranheta e que eles iriam me fazer rir. Estava cercado, o Piroba estava a minha esquerda e o Pereba a minha direita, mas uma coisa deu para perceber enquanto estava perto dos dois palhaços, foi que eles não pareciam bêbados, estavam bêbados mesmo, enquanto os palhaços falavam umas baboseiras eu tentava achar uma maneira de escapar daquela roubada, o palhaço Pereba pegou uma torta que estava em uma mesa atrás de mim e a atacou em minha cara, ao mais puro estilo “Matrix” eu joguei o meu corpo para trás e desviei da torta que passou a um milímetros de mim e acertou em cheio a cara do Piroba, daí o palhaço Piroba surto e começou a gritar ao Pereba:
- Teu asno, era para você acerta no otário aqui e não em mim!!!
- A culpa não foi minha, ele que desviou!!!
- Deixa eu te mostra como se faz direito.
Daí ele pego uma outra torta e atacou em mim, no entanto ele estava tão bêbado, que me confundiu com o outro palhaço e acerto a torta na pança do palhaço pereba:
- Porra Piroba! Você esta cego seu infeliz.
- Não foi ele que desviou de novo!!!
- Vamo faze o seguinte, eu seguro ele e tu acerta uma tortada na cara dele(disse o Piroba).
E como o combinado o Piroba me segurou e o Pereba pego a torta, mas eu fui mais esperto que eles, peguei uma torta e ataquei na cara do Pereba com toda a minha força, ( enquanto isso as pessoas que estavam assistindo se matavam de rir), já no Piroba eu dei uma cotovelada na pança dele e sai correndo para longe deles, os palhaços ate tentaram me perseguir mas como eles estava bêbados eles nem chegaram perto de mim, então eles tiveram uma idéia, entraram dentro do fusca e começara a me persegui de fusca, nessa hora eu me caguei de medo com a hipótese de ser atropelado por um fusca guiado por dois palhaços bêbados, então eu comecei a correr em todo picadeiro, com os palhaços sempre me perseguindo, enquanto eu corria eu vi em minha frente uma das rampas que os motociclistas usaram em seu show, então eu tive uma idéia “vou me esconder em baixo de uma dessas rampas” , então eu corri ate uma das rampas e entrei no meio das armações de ferro que a sustentava, enquanto isso os palhaços vieram a mil por hora em seu fusquinha colorido e fizeram uma cagada cinematográfica (aquela que você só vê em filmes), ao me persegui os palhaços bêbados passaram com apenas as rodas do lado esquerdo do carro em cima da rampa, não deu outra, o carrinho levantou vôo, virou de cabeça para baixo e se estatelou no chão.
O publico estava adorando aquilo, eles achavam que tudo fazia parte do espetáculo, quando o carrinho levantou vôo e caiu, não teve uma pessoa na platéia que se levantou rindo para aplaudir, então os dois palhaços saíram se arrastando do fusca, o Piroba estava ate sangrando, mas mesmo naquela situação eles não desistiram de me pegar, então o palhaço Pereba foi ate a jaula do leão, a abriu e disse para o leão:
- Astolfo pega aquele garoto maldito!!!
Então o leão saiu da jaula, deu alguns passos em minha direção, enquanto isso eu fiquei ali paralisado rezando enquanto o palhaço gritava ao fundo “- pega ele, distrunxa ele, acaba com ele!!!”, mas então eu presenciei uma cena que nunca mais vou esquecer, o leão parou no meio do caminho e olhou para o palhaço Pereba, depois ele olhou para mim e retornou a olha para o Pereba, olhou de novo para mim e olhou para o Pereba de novo e desta vez ele não parou de olha o Pereba, então ele se virou para o Pereba e saiu em disparada e deu um bote no Pereba que começou a gritar “- ai meu Deus!!! Alguém me ajude!!! Socorrooo!!! Socorrooo!!!”. A ouvir os gritos do Pereba o pessoal do circo viram em massa para socorrer o palhaço, enquanto isso o publico se matava de rir e aplaudia sem parar, já eu aproveitei e sai dali do circo de fininho e fui direto para casa. Meus pais chegaram todos orgulhosos em casa, minha mãe não parava de repetir “ que orgulho!!! Meu filho é um astro de circo”, meu pai e meu avô não paravam de me parabenizar, ate tentei o que realmente havia acontecido mas nenhum deles acreditaram em mim. No dia seguinte o circo havia sumido, muitas pessoas que haviam comprado ingressos para as outras apresentações seguintes ficaram putos da cara com o sumiço do circo (afinal eles pagaram uma nota preta pelos ingressos e não puderam ver o espetáculo). Depois desse dia eu nunca mais cheguei perto de circo nenhum, já o circo do Pereba e do Piroba nunca mais voltou em minha cidade, ate hoje não se sabe o motivo correto do abandono repentino do circo de nossa cidade.

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Historia do jumento



Um belo dia!!! Estava eu no térreo do condomínio acompanhando a minha mãe numa vistoria de rotina, enquanto ela trabalhava, eu ficava olhando ela trabalhar, de tanto olhar ela trabalhar fiquei entediado de olhar ela trabalhar e comecei a olhar a criancinhas se matando, as vizinhas fofocando, os velhos brigando, uma homem e um jumento entrando no condomínio... “Opa que isso? Se eu não me engano aquele com o jumento é o meu pai? (pensei comigo mesmo)”, olhei com mais atenção torcendo para aquele não fosse meu pai, mas para o meu desespero era o meu pai mesmo, eu estava pressentindo que aquilo não iria acabar bem, esse pressentimento aumentou quando a minha mãe viu ele com o jumento, ao ver um jumento dentro do condomínio, ela soltou fogo pelas ventas e foi tirar satisfação com o meu pai:
- O que você esta fazendo aqui dentro do condomínio com esse burro?
- Burro não! Isso é um jumento!
- Burro ou jumento é tudo a mesma merda! Mas já que é difícil para você compreender isso, vou ajeitar a pergunta para você. Porque que o burro esta trazendo um jumento por uma corda para dentro desse condomínio?????
- Calma mulher!!! Eu vou te explicar, o meu companheiro o Jão, foi viajar e não tinha com quem deixar o jumentinho, daí eu me ofereci para cuidar do jumento enquanto ele estiver viajando.
- E onde você pretende deixar esse jumento?
- Aqui pelos bosques do condomínio, ele é mansinho, vai ser muito bom para as crianças interagir com o animal.
Meu pai jogou um lero-lero nos ouvidos de minha mãe, e acabou a convencendo de deixar o Dagoberto (era como o jumento se chamava) ficar uma semana no condomínio, mas em troca o meu pai se responsabilizou pelo animal. Já no primeiro dia o jumento Dagoberto começou a dar problemas, o primeiro foi que o bicho era muito cagão, para todo lugar que ele ia ficava um monte de bosta, teve uns loucos desocupados que decidiram fazer uma media das cagadas do Dagoberto, após um dia todo seguindo e observando o jumento( para você ver como eles eram ocupados), eles chegaram a conclusão que o Dagoberto cagava em intervalos de 30 a 40 minutos.
Como meu pai tinha se responsabilizado pelo Dagoberto, sobrou para ele a tarefa de limpar as cacas que o jumento fazia, mas como ele era (e ainda é) muito preguiçoso, sobrou para mim catar as cacas que o jumento fazia, mas isso durou ate a minha mãe me ver catando os coco do bicho:
- Muleque o que você esta fazendo?
- O pai me obrigou a catar as merdas do Dagoberto.
- Mas o seu pai não é mais preguiçoso por falta de bunda molice, parece ate baiano!!!
Então ela retirou a pá e o balde de minhas mãos, subiu ate o nosso apartamento, pegou o meu pai pelas orelhas e o arrastou ate embaixo e o fez catar as melecas do Dagoberto. Mas se a caganeira fosse o único problema causado pelo bicho não haveria tanta dor de cabeça, o problema era que alem de se um cagão o Dagoberto tinha cisma de carro vermelho, ele não podia ver uma carro vermelho que ele ficava doido, saia galopando ate o carro e começava a dar coices na lataria do carro ( por causa dessa cisma ele amassou dos carros do condomínio), mas ele arranjou problemas mesmo quando ele deu um coice um num velhinho, daí a coisa ferro mesmo, vários moradores ligaram para a minha mãe (que era a sindica) para reclamar dos corridões que eles levavam do jumento.
Após quatro dia o Dagoberto arranjou tanta encrenca que ele foi expulso do condomínio, então meu pai teve a brilhante idéia de levar o jumento para passar o resto da semana dentro do nosso apartamento, ele fez isso sem pedir a opinião ou permissão a ninguém, quando a minha mãe viu o jumento dentro do apartamento, ela quase entrou em coma de tanta raiva que ela ficou. Daí foi aquela discussão por causa do jumento, meu pai queria deixar ele por mais três dias ate que o amigo dele chegasse, já a minha mãe queria o Dagoberto em qualquer lugar menos lá em casa, mas como bom vendedor que o meu pai era (diziam que ele era o melhor vendedor da cidade) logrou a minha mãe e conseguiu a permanência provisória do burro não apartamento.
Você deve se lembrar que o Dagoberto era meio cagão, então depois que ele foi para o apartamento, parece que ele fico mais cagão ainda, por causa disso eu, meu pai, meu irmão e a minha mãe nos revezávamos em segurar uma bacia na poupança do jumento para qualquer lugar que ele fosse, sempre tinha um de nos atrás dele segurando a bacia para que na hora que ele cagasse a merda não caísse no chão. Mas engenhoso como eu sou, logo inventei uma maneira para driblar o problema, eu amarrei um balde na bunda dele, para que na hora que ele fosse dar uma cagada, as porcarias caíssem dentro do balde, e isso deu certo o único problema era que sempre tinha que esvaziar o balde. Dentro do apartamento o Dagoberto desenvolveu alguns costumes estranhos, alem dele seguir o meu irmão para todo lugar que ele fosse, ele tinha o costume de deitar no sofá para assistir tv, alem também que ele sempre acordada todos na casa a lambidas. Por causa disso e de outras coisas, quando o Dagoberto volto para o dono foi um alivio tremendo, mas duas semanas depois apareceu o Jão trazendo o Dagoberto para fazer uma visita para nos, ele disse que o pobre jumento tava com saudades de nós.

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O vizinho macumbeiro


Quando você mora em condomínio, você vê muitos vizinhos irem e outros virem, a sempre alguém se mudando do condomínio. Havia um apartamento vizinho ao meu, que o dono o alugava, o dono desse apartamento tinha vários imóveis alugados pela cidade e era da renda dos imóveis alugados que ele vivia.
Nunca parava gente naquele apartamento, todo ano eu tinha um vizinho novo, um desses vizinhos que eu tive foi um negão bem gordo e alto que era macumbeiro, ele era conhecido como Zuribunfi, esse cara teve a manha de transformar o apartamento dele em um terreno de macumba. Eu no começo eu ate achei a idéia de ter um vizinho macumbeiro morando ao meu lado uma coisa legal, mas com o passar do tempo eu mudei completamente de idéia e comecei a odiar ter um vizinho macumbeiro, não que eu tenha algo contra ele ser macumbeiro, ou algo contra a religião e as crenças dele, modéstia parte eu nunca tive preconceito contra ninguém, eu me dava bem com todo mundo, eu era amigos de negros a brancos, de macumbeiros ate os evangélicos perturbados. O problema desse vizinho era o barulho que ele fazia nas madrugadas, tinha vezes que era os batuques dos tambores, outras vezes era quando ele falava em voz alta o suficiente para eu ouvir tudo certinho do que ele falava, era mais ou menos isso que eu escutava “- ooo misifim, vamo leva essa alma perdida para alem do mundo dos mistérios, vamo acaba com a capetagem que esse espírito endemoniado esta causando na vida miserável dessa pessoa que esta conosco hoje”, outras vezes era os rituais para os maridos puladores de cerca “- vamo chama o espírito do Jabum para embroxa o marido galinha dessa perdida, ele veio nos procura com dor de corno causado pelo marido galinha dela, agora nois vai da um jeito nisso,vamo faze um trabalho para o marido dessa mulher perdida, apartir de hoje ele só vai levanta para ela, e com outras ele vai embroxa e não vai levanta nem com reza da brava”. Havia algumas noites que eu acordava com o Ziribunfi sacrificando cachorros, dava para ouvir os grunidos dos bichinhos sendo sacrificados de longe, tinha mais umas coisas que aconteciam que eram muito estranhas, como quando o Zuribunfi fazias umas reza tão brava que tremia o apartamento, ou das vezes que a gente sabia que ele estava sozinho e mesmo assim ouvíamos ele e outras pessoas discutindo dentro do apartamento dele.
Eu não era a única pessoa que acabava acordando de noite com os barulhos vindos de lá, outros vizinhos também acordavam e ouviam oque acontecia lá dentro do apartamento. Eu fui o primeiro a ir falar com o Zuribunfi, fui na paz e ele me recebeu na paz.
- Oi tudo bem, eu sou seu vizinho do daqui do lado e queria saber se o senhor teria um tempinho para falar comigo.
- Tenho sim criança, pode falar.
- Na verdade eu queria fazer um pedido, eu só vim te pedir para fazer um pouco menos de barulho de noite, muitas vezes eu acordo com os barulhos dos tambores e com os gritos dos cachorros e isso ta me prejudicando na escola.
- Ah criança, Zuribunfi pede desculpas, não sabia que o barulho tava tão alto, Zuribunfi promete fazer menos barulho possível de noite...
Agradeci a atenção dele e fui embora, mas esse papo não adiantou muito, ele continuou fazendo barulho e para ajudar ele começou a sacrificar gatos, daí a vizinhança perdeu a paciência e foi reclamar para a sindica que por algum acaso também era a minha mãe, daí ela foi obrigada a ir falar com o Zuribunfi (obrigada mesmo, já que ela morria de medo de tudo que envolvia macumba). Ela foi falar uma, duas e três vezes com o homi, mas isso não adiantou em nada, então ela começou a mandar advertências para ele e depois multas que de nada adiantaram, quando teve a reunião de condomínio, ela e alguns moradores quase saíram na porrada com o Zuribunfi, ela que já estava com birra do homi fico com raiva após ele ter a chamado de “cadela rabuda adestrada”. Daí o condomínio viro um puteiro de tanta bagunça que surgiu ali, teve uns crentes que foram ate a frente do apartamento do Zuribunfi e começaram a orar na frente do apartamento do Zuribunfi, daí ele saiu para fora e começou a brigar com os crentes, quando ele ameaçou jogar uma praga todos saíram correndo dali e apenas uma mulher fico ali encarando ele, daí ele rogou uma praga nela, ele disse que no dia seguinte ela iria quebra a perna, e por mais estranho no dia seguinte ela quebrou a perna mesmo. Daí ele começou a ameaçar a minha mãe que iria fazer uma macumba brava para ela se a mesma, não parasse de mandar multas para ele, no inicio ela se cago toda de medo, mas mesmo cagada ela continuou mandando multas pelo excesso de barulho, ele continuou a receber as multas e a minha mãe começou a receber uns presentinhos dele, o primeiro foi um sapo gigante morto e com a boca amarrada que apareceu na porta de nossa casa.
- Socorro João!!! (gritou o minha mãe ao abrir a porta e achar o sapo)
Quando eu vi o sapo eu fiquei puto da cara, então peguei o sapo (com a mão mesmo) e fui ate o apartamento do Zuribunfi para tirar satisfações.
- Foi você que deixou esse sapo na porta do meu apartamento? (eu perguntei a ele)
- Foi eu sim, por que?
- Por algum acaso isso não foi para a minha mãe?
- Foi sim, isso e um feitiço para ela sofrer um acidente grave!!!
- Seguinte eu tava sendo muito educado e paciente ate agora, mas se mexe com a minha mãe você mexe comigo, se você continua fazendo essas porcarias para assusta a minha mãe tu vai vir o que eh bom para tosse...
- Não vou para, e só por esse seu atrevimento eu vou fazer um feitiço para a tua mãe virar quenga.
- Ah tah sei, entendi!! você quer deixar a minha mãe igual a sua!!!
Daí ele ficou roxo de raiva e rogou uma praga em mim.
- Amanha você vai levar um tombo e vai rachar a cabeça ao meio...
Deixei ele falando sozinho e voltei para casa, quando eu contei a historia para a minha mãe ela ficou aterrorizada e quis me impedir ate de ir para a escola, mas eu disse para ela que nada daquilo iria acontecer comigo, que eu era maior que aquele tipo de macumba barata. Eu estava certo mesmo, não quebrei a cabeça ao meio e para me vingar, eu votei ao apartamento do macumbeiro e mostrei a minha cabeça para ele “- olha só macumbeiro de araque, eu não quebrei a cabeça, você é fraquinho pra caramba!”, ele voltou a jogar uma praga em mim, mas no outro dia eu voltei e mostrei para ele que não tinha dado certo a macumba que ele jogou em mim. Depois disso, a briga virou uma caça de gato e rato, ele jogava uma praga em mim e no dia seguinte eu mostrava para ele que a praga não tinha dado certo, quando a gente se crusava na rua, eu mostrava para ele que não tinha acontecido nada comigo e ele retornava a jogar uma praga pior em mim.
Uma noite eu acordei com ele preparando uma macumba brava para mim, primeiro ele gritou “ esse garoto tem o corpo muito fechado, nem reza brava ultrapassa o escudo dele, então eu te pesso (daí ele falou um nome estranho) que tu mate aquele garoto para que eu possa mostrar o meu porder, em troca eu ofereço a vida desse miserável animal ( daí eu ouvi um cachorro grunhindo e depois gritando), mate ele para mim, que eu ficarei eternamente agradecido!!!”.
Isso foi o cumulo, então eu decidi que no outro dia eu que iria rogar uma praga para ele. Estava passando na rua e o vi andando no outro lado, então passei a rua e cruzei com ele e como o de costume eu mostrei que a praga dele não tinha funcionado, daí antes que ele pudesse jogar outra praga eu falei para ele:
- Se você pensa que é o único macumbeiro aqui, tu esta esganado, eu não queria revelar mas depois que o meu protetor me avisou que tu esta fazendo trabalhos para a minha morte eu resolvi me manisfestar, eu também possuo o dom da magia e da comunicação com os mortos, eu sou um macumbeiro muito mais poderoso que você possa imaginar!!!
- Há há há há há!!! Não me faça rir, há há há há há!!!
- Se você não quer acreditar muito bem, mas eu devo te lembrar que nenhuma de suas pragas fez efeito, isso porque o meu poder é muito maior que o seu, mas agora é a minha vez de te rogar uma praga, te garanto que a minha vai concertasa se realizar.
- Pode vim, duvido que você faça alguma coisa contra mim!!!
- Primeiro você vai perder a sua fonte de renda, depois varias explosões vão acontecer em sua casa e por ultimo você vai sofrer um acidente!!!
Ele seguiu o caminho morrendo de tanto rir, mas ele nem imaginava o que eu tinha preparado para ele. Se acaso você deve estar pensando que eu sou macumbeiro também, você esta enganado, eu só me fiz de macumbeiro, ao contrario dele que jogava as pragas e ficava esperando acontecerem, eu iria fazer as minhas pragas acontecerem. Primeiro foi corta a fonte de renda dele, isso foi ate fácil, eu só pedia para o porteiro (que alias era muito meu amigo) dizer para os clientes do Zuribunfi que a policia estava no apartamento dele o interrogando sobre o assassinato de uma criança, ela para ele dizer também que os policiais estavam desconfiados que o Zuribunfi usou a criança para um ritual e que era para os clientes não subirem lá se não a policia poderia envolver eles e ate que eles poderiam ser presos, ao ouvirem isso as pessoas ficavam muito assustadas e nem insistiam em querer subir, daí o porteiro indicava um outro térreo de macumba para os clientes do Zuribunfi (pedi para o porteiro dizer que lá eles curavam ate câncer), ao ouvirem que lá curavam ate câncer, eles davam meia volta e iam direto para o outro terreiro. Assim passou duas semanas e o porteiro conseguiu que ninguém subisse ate o apartamento do Zuribunfi, depois eu tive que fazer as coisas no apartamento dele explodir, isso também foi fácil, de noite foi só levar um amigo meu, que entende tudo de elétrica, ate uma central por onde toda a fiação eletrica do prédio passava, ali ficava os relógios de luz de cada apartamento, daí ele fez uma gambiarra e ligou dois fios ao disjuntor do apartamento do Zuribunfi, na mesma hora a luz do bloco inteiro se apagou e todos os aparelhos elétricos e as lâmpadas do apartamento dele que estavam ligadas, sofreram uma sobrecarga de energia e explodiram ao mesmo tempo. Então chegou a vez de realizar a quarta praga, essa também foi relativamente fácil, eu amarrei um fio de pesca perto do pé do corrimão, depois levei o fio por baixo da porta do meu apartamento e fiquei espiando pelo olho mágico se o Zuribunfi saísse de casa, quando ele saiu foi descer as escadas eu puxei o fio, daí ele tropeçou no fio e desceu rolando as escadas.
Quando ele voltou do hospital (alias ele voltou todo arrebentado) eu fiz questão de rogar uma outra praga nele, só que essa eu não iria cumprir era apenas para assusta-lo. Então quando eu o vi eu fui para perto dele e roguei a praga:
- se você não sair do condomínio em duas semanas, um fogo enorme vai cozinhá-lo por dentro ate que a sua morte chegue.
Ele arregalou os olhos e saiu de fininho, a minha intenção era que ele assustado se mudasse dali em duas semanas, mas nem precisou de muito tempo, dois dias depois ele já estava em outro apartamento bem longe dali.

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A super espinha


A Deise (uma vizinha) adorava aperta espinhas, ela não podia te ver com uma que ela já te pedia se ela podia aperta aquele caroço em sua cabeça, quem mais sofria com isso era os namorados dela, diziam por ali que ela não namorava os cara por eles serem bonitos ou porque gostava deles, ela namorava com as espinhas do cara.
Então uma vez um dos namorados dela apareceu um uma super espinha na bochecha, o negocio tava tão grande que parecia uma verruga, ela mais que depreca quis porque quis, apertar aquela espinha, o cara ate tentou se livrar dela mas não teve jeito, ela era muito insistente, “Não se preocupe, não vai doer eu aperto de uma vez só!!!”, então o cara deito no colo dela e como ela mesmo ávida dito, ela apertou de uma vez só.
Então eu estava no meu apartamento jogando videogame, tranqüilo guandu eu começo a ouvir uns berros: “- socorro!!! Eu to cega, não to vendo nada, alguém me ajuda por favor!!!”, eu pensei que alguém estava matando a mulher, mas logo o namorado dela, o Gersso, começou a bater desesperadamente na porta pedindo socorro, abri a porta e perguntei para ele o que tinha acontecido.
- Agora eu não posso relatar o ocorrido agora(disse ele, ele falava desse jeito porque ele era policial), preciso de um favor seu, aconteceu um acidente lá na casa da Deise e preciso levar ela correndo ao proto socorro, será que você pode nos dar uma carona.
Disse para ele que eu ia leva-los (afinal deveria ser algo muito serio para ela estar gritando daquela maneira). Enquanto ele foi buscar ela, eu peguei os documentos, o celular e as chaves do carro e desci ao estacionamento e levei o carro para a porta do bloco, lá o Gersso estava me esperando com a Deise no colo, foi ele entrar no carro, e eu já acelerei a caminho do hospital. No caminho essa mulher berrava como uma condenada, eu não sei se ela tava tendo um ataque epiléptico ou se ela ia ter um filho, ao ver aqueles berros eu falei para o Gersso “- olha eu vou correr, mete o pe no acelerador, se por algum acaso um companheiro seu de profissão encrencar você de um jeito de resolver a situação” e assim sai em disparada ao hospital.
Quando finalmente chegamos ao hospital o Gersso desceu do carro e levou a Deise no colo para o hospital. Fiquei lá esperando eles por umas três horas, por sorte tinha um livro no porta luvas, li ele todo enquanto eu esperava os dois voltarem. A Deise saiu do hospital com um tampão no olho esquerdo e com a maior cara de tacho, durante o caminho todo de volta nenhum dos dois quiseram falar o que havia acontecido. Quando chegamos ao condomínio eu puxei o Gersso para um canto e disse “- poxa!!!! Vocês estão me devendo a explicação, o que aconteceu de tão grave com ela?”. Então o Gersso me explicou que ela queria porque queria aperta a tal espinha, então ele deitou no colo dela e ela apertou a espinha de uma vez só, o que foi uma péssima idéia, porque o pus da espinha saiu como uma bala de canhão, dizem que era enorme, então aquele pus saiu voando e acerto diretamente o olho dela, por isso daquele escândalo todo. Apesar do susto que a Deise levou ela não parou de apertar as espinhas dos outros, mas agora ela sempre ta usando um óculos!!!

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