Brincando de medico


Gigante era como carinhosamente era chamado o meu amigo Ivã, eu conheço o Gigante desde criança, ele foi meu vizinho por muitos anos, apesar dele ser gente boa, eu não gostava de sair com ele, com os meu bem distribuídos 1,70m me sentia um anão perto do cara que media 2,10m, mas oque eu tinha mais ódio era de pegar ônibus com ele, enquanto eu me lascava para segurar naquelas barras de ferro de cima, ele tinha a capacidade de bater a testa nas mesmas barras.
Depois que o meu sobrinho e o sobrinho do Gigante nasceram, o assunto de nossas conversas mudou, antes falávamos sobre varias coisas, mas depois dos sobrinhos, nos começamos a sempre discutir para ver quem possuía o melhor sobrinho, o meu argumento era que o meu sobrinho era mais inteligente, desenhava bem e fazia uma caipirinha muito boa, já os argumentos do Gigante era que o sobrinho dele era mis esperto e ele jogava futebol melhor que o meu sobrinho, logo retrucava que meu sobrinho jogava basquete muito bem, daí o Gigante dizia que o sobrinho dele sabia fritar ovo e eu retrucava que o meu hambúrguer... e assim passávamos um tempo discutindo.
Estava esperando o Gigante na porta do condomínio, porque nos íamos encontrar uns amigos, logo ao chegar percebi o sorriso que ele tinha de lado a lado do rosto:
- E ai João! Cara tenho uma novidade que vai deixar o seu sobrinho na lona!
- É mesmo! Eu to duvidando!!
- Seguinte! Eu estava conversando com o meu sobrinho e perguntei para ele, porque das idas dele todo dia a casa da Lurdinha.
- É mesmo! E o que ele te falou?
- Ele disse que ele vai para a casa da Lurdinha só para brincar de medico, tem mais, ele disse que o seu sobrinho não brinca de medico, diz que não gosta de brincar de medico!
- Você ta brincando, não é?
- To não, foi o meu próprio sobrinho que é “macho” que me confirmou a historia.
Na hora eu nem liguei para o que ele havia dito, mas depois que chegamos no bar e ele fez questão de contar para todos aquela historia, daí eu já comecei a ficar meio deprimido, lodo depois começou uma zuação geral comigo, eles diziam o seguinte “ele não gosta de brincar de medico, porque ele tem alergia de mulher, isso deve ser coisa de família”, depois de ouvir essa frase pela milésima vez, fui embora cabisbaixo para a minha casa. Quando cheguei em casa, vi o meu sobrinho na sala jogando videogame, então resolvi ir esclarecer o assunto com ele:
- Então pirralhinho, hoje eu estava falando com o gigante e ele me disse que o sobrinho dele gosta de brincar de medico, isso é verdade?
- É sim tio! Ele brinca de medico todos os dias.
- E você brinca com eles?
- Eu não tio! Eu não gosto de brincar de medico com ele! A brincadeira é bizarra! Ele e o vizinho da Lurdinha se trancam dentro da casinha de boneca e ficam lá brincando!!!
- Ele e o vizinho da Lurdinha! E a Lurdinha não brinca?
- Não! Eles não deixam ela entrar no brincadeira!
- É mesmo!!!! (na hora veio um monte de pensamentos ruins na minha cabeça) e você nunca brincou de medico com eles?
- Eu não tio! Uma vez eles ate me chamaram, mas logo que eu vi como era, e sai!!! Eu não gostei muito da brincadeira não tio! É muito estranha. É assim ó: um deles é o medico e o outro o doente, daí o doente tira a roupa e deita no chão, daí o medico vem e apalpa o doente para achar a doença, daí depois quando o medico acha a doença ele faz massagem onde doe, e quando eles se canção eles trocam de lugar.
- É mesmo! Eles fazem isso mesmo?
- É sim tio!!! Bizarro neh? Mas o mais estranho é quando eles resolvem curar as doenças com beijinhos!!!
- Ummm! Estranho mesmo!
No outro dia de manhã, eu peguei minha câmera e fui com o meu sobrinho para a casa da lurdinha. Ao chegamos a casa da Lurdinha, eu perguntei a mãe dela se eu podia ficar ali para filmar as crianças, eu dei a desculpa que tinha um trabalho de faculdade, onde eu devia demonstrar o comportamento sociológico das crianças entre elas, disse também que o vídeo iria passar em um seminário onde iria estar ate o governador. A dona Rosa ficou toda cheia e logo deu permissão para filmar as crianças, no começo eu filmei as crianças brincando mas logo que o vizinho da Lurdinha chegou, ele e o sobrinho do Gigante foram direto para a casa de bonecas (exatamente como o meu sobrinho havia dito) eu pararei de filmar meu sobrinha e fui para perto da casa de bonecas, eu me aproximei bem de vagar da casinha, e por um buraco em forma de coração que tinha na janela eu gravei tudo. Depois que a brincadeira começou, eu entendi porque meu sobrinho havia denominado aquela brincadeira como “bizarra”, os dois estavam nus, um deitado e o outro ajoelhado ao lado, daí aquele que estava ajoelhado começou a apalpar o outro, ele apalpou todo o corpo do moleque, ate mesmo as partes intimas (por acaso, lugar que era bem apalpado), depois de apalpar o moleque deu uns beijinhos pelo corpo do outro, mas o mais bizarro foi quando o que estava ajoelhado enfiou o dedo naquilo do outro moleque.
Depois de ter gravado ate mais que eu imaginava eu fui embora, já em casa eu fiquei matutando uma forma de mostrar aquela gravação para todo mundo, queria fazer isso o mais rápido possível, para que parassem logo de zoar comigo e com o meu sobrinho. Depois de um longo tempo pensando, eu cheguei a uma conclusão: “se eu mostrar a fita para as pessoas, eu perco um amigo e vou queimar o filme dele e do sobrinho dele, já se eu não mostrar a ninguém eu continuo com o amigo, não ofendo ninguém, e com mais alguns dias os outros já esquecem dessa historia e param de tirar sarro comigo”, daí eu peguei a fita e a joguei fora, mas esse ato não serviu para esconder o que o sobrinho do Gigante fazia, um tempo depois os dois foram pegos brincando de medico dentro da escola, e quase todos os alunos viram, e como a criançada não fica quieta, dois dias depois todos já sabiam o que havia acontecido e o Gigante ficou alguns dias sem sair de casa, com receio de tirarem sarro dele.

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Tirando leite de vaca


Eu e uns amigos (Carlos, Marcos e o Alexandre) estávamos passando férias em um hotel-fazenda bem isolado, não havia nada por perto, alem do casal de caseiros, havia apenas uma vaca, um boi, alguns porcos, varias galinhas, um rebanho de ovelhas, um dúzia de cavalos e vários patos. Era o que queríamos, ir a um lugar bem isolado para que ninguém pudesse incomodar nossas férias (nosso patrão tinha o costume de interromper nossas ferias), então num dia que estávamos completamente itediados começamos a discutir para ver quem de nos tinha o pé mais enfiado na terra:
- (Carlos) eu vou para a chácara de minha avó desde criança, eu ate brincava com as galinhas...
- (eu) bom as vezes eu ia a fazenda do meu tio, mas o maximo que eu fiz foi pescar e alimentar os porcos.
- (Marcos) sempre sai para pescar no meio do mato, mas alem disso eu no tenho nada de capial.
- (Alexandre) vocês são completamente urbanos, o mais pé-no-barro desse grupo sou eu, já passeis muitas férias na fazenda do meu tio, eu já andei de cavalo,matei e despenei galinha, já toquei gado, pesquei na beira do rio, já fui pegar ovo no galinheiro, já peguei bicho de pe e ate tirei leite de vaca!!!
- (eu) serio!!! Duvido, se você é mesmo tão fodão, vai lá e tira um pouco de leite de vaca para nos!!!
- (Marcos) boa idéia!!! Pega esse copo e vai buscar leite da própria vaca.
- (Alexandre) ta bom, eu topo o desafio, só me digam aonde esta a vaca!
- (marcos) ué!!! Deve estar lá no curral!!
O Alexandre pegou o copo e foi para o curral, daí passou-se um bom tempo e nada do Alexandre volta:
- (eu) poxa! Onde esse cara se meteu? Ele ta demorando muito!!!
- (Marcos) vai ver que ele quer mostrar que é o bom e ta tirando leite em pó da vaca!!!
- (Carlos) ou a vaca não foi com a cara feia dele, e não ta querendo colaborar...
Daí surge o Alexandre lá longe voltando com o copo de leite.
- (Carlos) parabéns! Eu não botava fé que você ia conseguir.
- (Alexandre) eu te disse que eu já tinha tirado leite da vaca.
- (Carlos) e o leite ta bom?
- (Alexandre) não sei, experimenta ai!!!
- (Marcos) me da aqui, me deixa experimentar (depois de um gole), nossa de que vaca você tirou esse leite? Ele ta azedo!!!
- (Alexandre) me da aqui deixa eu ver... nossa ta azedo mesmo
- (Carlos) me da aqui esse copo (daí ele deu um bicada no leite) nossa ta ruim mesmo, toma João experimenta.
Peguei o copo e experimentei e confirmei que o leite estava ruim mesmo, logo depois o Carlos nos informou de um fato muito curioso no mínimo:
- (Carlos) pera ai! Alexandre você tem certeza que você tirou leite da vaca?
- (Alexandre) claro que sim! Por que?
- (Carlos) É que o caseiro nos disse que só tinha uma vaca, e como você tirou leite de vaca se ela ta ali no pasto?
- (Alexandre) devo ter tirado leite de outra vaca.
- (Marcos) não eu também ouvi o caseiro dizer que só tinha uma vaca!!!
- (eu) mas se não foi da vaca que ele tirou o leite, de onde veio esse leite?
- (calos) beemmm (olhou ele com uma cara estranha) só pode ter sido do boi!!!
Quando todos perceberam o que realmente aconteceu, foi aquela correria de neguinho para todo lado passando mal e gorfando para todo canto, passamos mal por um bom tempo, para falar a verdade até hoje eu tenho receio de beber leite de vaca.

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Baba dos velhinhos


Meu avô participava de todos os passeios que a igreja realizava para os idosos, poderia ser um passeio ate a esquina da igreja que meu avô não perdia, nesses passeios iam apenas idosos, com exceção das chamadas “babás”, eram duas moças (netas da senhora que organizadora dos passeios) que iam para auxiliar os velhinhos.
Uma vez o meu avô e a dona Noeli (quem organizava os passeios) conseguiram uma coisa que eles queriam a tempos, um passeio ao jardim zoológico, claro que foi bem difícil, alem da ajuda da igreja, eles tiveram que pedir auxilio a prefeitura. Esse passeio era a realização de um sonho de meu avô, o de ir ao jardim zoológico, a vontade dele ir ao zôo era tanta, que dois messes antes já estava ansioso pelo passeio, e mal conseguia dormir, vendo esse entusiasmo dele eu resolvi conversar com meu avô a respeito do passeio e acabei tendo uma surpresa.
- Então vô você ta muito ansioso pelo passeio?
- E como! Não vejo a hora de ver o leão.
- E já esta tudo certo para o passeio?
- Ta sim, teve um pequeno probleminha, mas eu já resolvi.
- Que probleminha?
- As moças que vão com a gente não vão poder ir, elas vão fazer uma prova no colégio, mas eu já arrumei uma pessoa para ir com a gente.
- Quem?
- Você e o neto da Zoraide, aquele seu amigo o Marcelo!
- Como eu??? Mas eu nem me ofereci!!!
- Você não se ofereceu memo, fui eu memo que ofereci você!!!
- Que isso!!! E quando que você iria me contar essa historia?
- Qualquer dia desses eu ia te contar!!!
- E quem disse que eu vou???
- Eu!!! primeiro não custa nada você nos acompanhar, nos não vamos dar nenhum trabalho já que sabemos nos virar muito bem, segundo você não vai ter nenhum compromisso já que você vive coçando os bagulhos sem fazer nada e terceiro e ultimo, se você não for eu vou contar a sua mãe que você transformou a torradeira dela em aquecedor de acento!!!
Depois de tais apelos, não tive escolha senão a de ir acompanhar os velhinhos!!! No dia do passeio tive que acordar bem cedo, cerca de 4 da manha, para poder ir ajudar o meu avo e a dona Noeli nos preparativos da viagem. Quando eram 5 da manhã eu e meu avô já estávamos na igreja, e para minha surpresa não éramos os únicos, a maioria das pessoas que iam no passeio já estavam lá (o povo que gosta de acordar cedo esse de minha cidade), e logo que cheguei já arrumei o meu primeiro problema, como eu não era acostumado a acordar tão cedo, eu estava mais para zumbi que para humano, e por estar assim eu não reparei que tinha um senhor com as pernas todas esticadas (como se estivesse no cinema) no meu caminho, e sem querer eu tropecei nas pernas daquele senhor, antes que eu pudesse pedir desculpas o velhinho se levantou e começou a me dar bengaladas e a gritar comigo:
- Seu lazarento!!! Será que você não olha por onde anda seu cavalo!!! Presta mais atenção seu filho da *&%$*!!!
- Desculpa foi sem querer...
- Sem querer nada, foi de propósito mesmo!!!!!
Meu avô por sua parte fico observando a cena de longe e quase se matando de tanto rir, quando finalmente me livrei da muleta do velhinho, fui ate o meu avo e perguntei “pô vô! Porque você não me ajudou?” e com a maior cara de sacana o meu ele respondeu “você tava precisando acordar e nada melhor para acordar que umas boas bengaladas!”. Finalmente no salão de festas da igreja, fui designado para a fazer o chá, fui ate na cozinha e lá eu encontrei o Marcelo preparando os sanduíches, fui ate ele e perguntei:
- Como sua vó te convenceu de vir?
- Não foi ela, foi minha mãe!!! E você como te convenceram a vir de baba?
- Meu avo ameaçou contar o causo da torradeira para minha mãe.
- Qual deles? Aquele que a torradeira virou catapulta ou que a torradeira virou aquecedor de acento?
- Aquecedor de acento.
- Puxa ele pegou pesado dessa vez!!! Vai ser dura essa viagem, ate agora eu só recebi bronca.
- Bronca? Isso não é nada, perto das bengaladas que um velhinho acabou de me dar.
Papo vai e papo vem, e acabei falando para o Marcelo o seguinte “puxa se houvesse um jeito de acalma-los, eu teria certeza que a viagem seria mais tranqüila” e daí o Marcelo respondeu “acho que tem sim! Segura as pontas ai que eu vou ate na minha casa buscar um negocio!!!”. Fiquei lá fazendo o trabalho dele (sinceramente na hora eu pensei que aquilo era desculpara para escapar do trabalho), dez minutos depois ele voltou com um saquinho na mão.
- O que é isso que você trousse?
- Essa é a nossa salvação! Isso vai deixar os velhinhos calminhos e relaxados, quase andando nas nuvens!!!
- Me da isso (quando olhei para oque havia dentro, quase tive um ataque no coração). Caraio!!! Isso é maconha!!!
- É sim!!! E das boas!!!! Agente coloca isso na comida dos velhos e eles vão ficar calminhos calminhos...
- Será que você surto? Ou será que é burrice mórbida? Cara isso daí vi matar uma meia dúzia dos velhinhos, e se alguma coisa acontece vai sobrar para gente!
- Relaxa!!! Vai dar nada!!!
- Cara eu não vou dar isso para meu avô e nem para o outros, pega essa porcaria e a leve para longe!
Apesar de fazer uma cara feia, ele acabou concordando comigo e saiu para o pátio, então o meu avô me chamou, fui ate ele que irritado me perguntou “cadê o cha???” e eu respondi ”calma vô já to fazendo”, quando eu voltei, vi o Marcelo com a maior cara de tacho:
- E ai!!! Você se livrou daquela porcaria?
- Já dei fim nela sim!!!
Depois de alimentados, os velhinhos logo entraram no ônibus (para mim sobrou levar a bagagem deles, não sei por que, mas teve alguns que levaram malas abarrotadas para uma viagem de um dia) e saímos de viagem para a capital. No começo estava tudo bem, a viagem tava tranqüila, a estrada boa, os velhinhos cantavam animadamente todo tipo de musica, mas a musica que predominava era os hinos de igreja, mas depois de algum tempo (depois de quase duas horas de viagem) algo de estranho começou a acontecer na cantoria dos velhinhos, primeiro cada um começou a cantar num ritmo, enquanto um estava cantando o começo da musica outro já estava cantando o final, mas depois tudo piorou, quando alguns deles começaram a cantar musicas totalmente diferentes daquela que o coro estava cantando, então fui ate o final do ônibus, onde marcos estava, e fiz um comentário para ele:
- Nossa acho que alguns dos velhinhos surtaram!!!
- Deve ser o cansaço da viagem.
- Alias me responde uma coisa, onde você infiou aquele saco cheio de maconha?
- Bemmm!!! Ééééé!!!
- Desembucha logo!
- Eu despejei ele num lugar.
- Que lugar???
- Bem!!!! Dentro da caixa de caixinha de chá, daí eu misturei com o chá!!!
- Mas que car*&%$! Por isso uma senhora pergunto se era chá de erva cidreira, então quer dizer que você deu chá de maconha para os velhinhos...
- Eu não, foi você que fez o chá e foi você que serviu!!!
- Mas foi você que colocou escondido aquela porcaria dentro da caixa de chá!!!
- Claro, se não fosse desse jeito você não iria deixar eu colocasse o negocio lá dentro!!!
- Claro que não ia deixar! Olha só o efeito de sua cagada, os velhinhos estão surtando.
- Calma o efeito passa!!!
E pelo resto da viagem ficamos discutindo nos fundos do ônibus, enquanto os velhinhos surtavam. Quando finalmente chegamos ao zôo, logo percebi o grande problema que eu tinha nas mãos, alem de todos estarem falando juntos, tinha alguns velhinhos que não estavam muito bem, como por exemplo o senhor que estava com dificuldades de ficar em pe, o pobre coitado tava andando de pernas abertas que nem aqueles cowboys americanos.
Ao entrar no zôo, os velhinhos ficaram na maior folia ( como eu disse muitos deles nunca haviam estado num zôo antes), com a maior cautela fui conduzindo os velhinhos pelo zôo, no começo do passeio só havia pássaros e alguns macacos, mas logo chegamos numa das melhores atrações do zôo, o hipopótamo, das ultimas vezes que eu fui ao zôo eu não tinha visto o hipopótamo, já que ele estava submerso na água, mas naquele dia estávamos com sorte e ele estava fora da água, todos ficaram admirados com o aquele baita bicho, daí teve um senhor que empolgado falou “nossa como esse elefante é bonito!!!” daí uma senhora que estava ao lado perguntou ao mesmo “você tem certeza que é o elefante?” e o senhor respondeu ”claro que sim!!! Olha como esse bicho é gordo!!!”, daí todos bateram palmas ao “elefante” e continuamos o passeio.
Na jaula do jacaré os velhinhos deram uma parada para descansar, o espaço onde os jacarés ficavam era um grande lago cercado de uma faixa de terra coberta por grama e algumas arvores, todo esse espaço era cercado por uma pequena cerca de 1,5 m de altura, para falar a verdade era um lugar bem bonito, fiquei lá olhando dentro da jaula dos jacarés quando eu viro o rosto para o lado, vejo algo estranho dentro da jaula, um senhor só de samba-canção:
- Tio o que o senhor esta fazendo ai dentro??? (disse com um berro)
- Vou nadar naquele lago!!!
- Sai daí! Esse lugar ta cheio de jacaré!!!
- Que jacaré nada!!!
Apesar dos avisos, ele se recusou a nos ouvir (aquela atitude devia ser o efeito do chá do Marcelo), vendo que não tinha outra alternativa, eu e o Marcelo pulamos a sequinha e pegamos o velho a força, apesar de estarmos fazendo um favor para ele, enquanto o arrastávamos, o velhinho nos xingou com palavrões que eu nem sabia que existia, mas o pior foi colocar a roupa nele de volta, enquanto colocávamos a roupa (forçadamente) nele, ele nos dava bengaladas. Depois que uma senhora brigou com um lontra ( ela alegava que a lontra estava rindo dela) e de um senhor que queria pegar no rabo da onça (dizia ele que dava sorte), o passeio acabou bem.
Depois que acabou o passeio, nos dirigimos para uma lanchonete que ficava fora do zôo, para fazer um lanche para ir embora, eu estava aliviado em saber que tudo aquilo estava acabando, mas o que eu não sabia era que aquilo era apenas o começo. Quando chego na lanchonete do de cara com o motorista do ônibus torto de bêbado sentado numa mesa no fundo da lanchonete, cheguei perto dele e tentei falar com ele:
- E ai! Você ta bem cara?
- Hic!!! Eu to ótimo... por que?
- Porque você ta bêbado...
- Bêbado não!!! Só um pouco zonzo!!!
Daí ele tentou se levantar da cadeira, mas ele estava tão bêbado que não conseguiu, vendo a situação, fui ate o Marcelo, o puxei para um canto e falei com ele:
- cara o motorista encheu a cara enquanto estávamos dentro do zôo, ele entorno tanta pinga que mal para em pé!
- Ah!!! Para de zoar comigo! Acha que ele ia beber tanto sabendo que ele tem que nos levar para casa?
- Se não acredita vai lá ver...
O Marcelo teimou e foi falar com o motorista, chegou lá, trocou duas palavras com ele e volto branco com cara de “cachorro que caiu da mudança”.
- Cara era verdade mesmo, o cara ta mais bêbado que barata em copo de cerveja! E agora João o que vamos fazer?
- Sei lá!!! Se tivesse sozinho seria fácil, mas com esse monte de vovô e vovó chapados e um motorista bêbado fica difícil.
- Calma ai!!! tive uma idéia!!!
- É eu percebi logo que senti o cheiro de queimado!!!
- Serio!!! A gente coloca todo mundo dentro do ônibus e eu dirijo o ônibus de volta!!! Eu já vi o meu pai dirigir caminhão! É quase a mesma coisa!
- Mas você já dirigiu caminhão?
- Não!
- E carro?
- Não!
- Você pelo menos já andou de bicicleta?(respondi ironizando, mas fiquei surpreso com a resposta)
- Não! Mas eu já joguei muito vídeo game!!!
- Santa @#%&* como você quer dirigir um ônibus sem nunca ter nem andado de bicicleta?
- E você já dirigiu algo?
- Bem eu tenho o costume de dirigir o fusca do meu avo quando vou lá no sitio.
- Então você dirige!!!
- Eu??? Cara eu só dirigi um fusca em minha vida, como você quer que eu dirija um ônibus?
- É a mesma coisa, mas se você preferi a gente pode passar a noite aqui com esse monte de velho e espera o motorista melhora!!!
- Prefiro dirigir o ônibus!
- Mas e eu vou fazer o que?
- Você pode ficar rezando para que nada aconteça...
E foi assim mesmo que fizemos, embarcamos os velhinhos, depois carregamos o motorista para dentro do ônibus, depois que todos se sentaram, fui ate o lugar do motorista, fiz o sinal da cruz, sentei e dei a partida, marcos se sentou ao lado no banco do carona. Depois de tomar coragem, eu um menor de idade, que só havia dirigido um fusca, comecei a dirigir aquele baita ônibus, no começo o ônibus deu umas engasgadas, mas o Marcelo me deu uns toques que o pai dele o havia ensinado, o ônibus ratiou, mas aos trancos e barrancos nos começamos a viagem para casa. No começo eu me bati muito para dirigir o ônibus, principalmente dentro da cidade, subi nos meio-fios, andava no meio da pista, congestionei o transito etc... mas quando chegamos na rodovia, tudo ficou mais fácil, afinal na rodovia tem mais espaço e menos curvas, ate que na rodovia eu mandei bem.
A viagem que deveria durar 3 horas, durou 5 horas e meia, isso por eu estar dirigindo bem divagar, mas teve uma parte da viagem, que eu olhei para frente e vi a rodovia toda livre, não havia nenhum carro, sinceramente eu não ia perder essa oportunidade, comecei a acelerar o ônibus, e cheguei na incrível marca de 125 km/h, daí eu me senti o tal, o bonzão, mas a alegria durou pouco, quando eu avistei uma placa de curva eu já reduzi aos 60 km/h de novo.
Então depois de 5 horas e meia de viagem, nós chegamos finalmente em casa, quando chegamos na igreja havia varias pessoas nos esperando, estavam todos preocupados imaginando o pior por causa do atraso. Apesar do meu feito heróico de ter vindo dirigindo de volta o ônibus e ter trazido todos são e salvos, eu levei a maior bronca dos meus pais “você é doido moleque? Por que não ligou para cá para nos avisar? Se você tivesse ligado agente teria mandado alguém para socorrer vocês!”(dizia meus pais), sinceramente eu nem pensei em ligar pedindo ajuda, mas eu não tava com saco para esperar e também, eu não iria perder essa oportunidade de ter uma bela aventura (e se eu percebesse que não era capas de levar o ônibus para casa eu teria ligado logo no começo da viagem), o que eu fiz pode ter sido loucura e uma burrice, mas foi uma das melhores coisas que eu já fiz em minha vida, valeu a pena ter feito a viagem.

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Tio bira


Um dia o tio Bira resolveu levar os filhos e todos os sobrinhos dele para ver uma partida de futebol do time de nossa cidade, a gente iria ver a emocionante partida de futebol amador entre os times do Itapemirim Cupuapano e o seu arqui rival o time Senador Salgado.
O tio bira era um cara bem risonho, apesar dele só ter os dentes da frente (estilo Tiririca) ele vivia rindo e mostrando a banguela pra quem quisesse ver, outra característica do tio Bira, era a feiúra dele, mas mesmo sendo feio, o tio Bira era muito namorador, ele sempre tinha uma namorada nova ( você deve estar se perguntando “se ele era feio como ele conseguia sempre uma namorada nova?” simples o tio Bira tinha bastante dinheiro).
No dia do jogo, o tio Bira colocou todos os filhos e sobrinhos dele dentro de uma Kombi e levou todo mundo para ver o jogo, ao chegarmos fomos direto para o meio da arquibancada, logo o tio Bira comprou lanche e refrigerante para acalmar a criançada, logo depois os jogadores entraram em campo e começou a partida. O tio Bira tinha o costume de ficar irritando os técnicos e jogadores durante a partida ( por isso ele sempre sentava atrás do banco de reservas, já para ficar perto do técnico e irritar ele), para falar a verdade, essa era a parte mais legal do jogo, já que todos sempre davam umas belas gargalhadas, sempre que assistiam futebol perto do tio Bira, aquele jogo que estávamos assistindo foi um prato cheio para o tio Bira, já que só tinha perna-de-pau jogando.
A primeira vez que o tio bira se manifestou, foi logo no começo do jogo quando um pobre coitado, driblou dois jogadores mais o goleiro ficando sozinho de cara para o gol, mas daí ele deu um baita chute e a bola que tava indo para o gol, fez uma bela curva e passou a quase 2m do gol, esse lance foi o suficiente para o tio Bira pegar o seu megafone (que ele sempre levava para os jogos) e gritar:
- EITA PÉ DE GANCHO!!!
Todo o estádio ouviu (afinal era um estádio bem pequeno, se você contasse as pessoas na arquibancada, nos corredores, a beira do gramado, em cima das arvores deveria dar no maximo umas 2 mil pessoas ) e todo mundo riu do coitado do jogador, quando o tio Bira fazia isso ninguém se incomodava ( claro que tirando os jogadores e os técnicos) afinal o tio Bira era uma figura bem conhecida na cidade. Logo depois um jogador do itapemirim errou a pontaria invés ele acertar a bola ele acertou o chute no meio das pernas do jogador do Senador, daí o tio Bira pegou seu megafone e gritou: “- O AMIGO!!! VOCE CHUTOU AS BOLAS ERRADAS!!!”.
E assim o jogo continuou, não saia nenhum gol, porem os jogadores eram tão ruins, que o tio Bira teve motivos de sobra para tirar um sarro, o jogo estava tão ruim que tio Bira, ficou indignado com a péssima qualidade daquele jogo e resolveu protestar, ele ergueu a camisa (deixando amostra a grande pança branca e gelatinosa que ele tinha) colocou as mãos na barriga e começou a sacudir aquela enorme pança branca gelatinosa que ele possuía e começou a gritar para o todo mundo: “ –ai seus pernas-de-pau!!! Eu com essa enorme pança de pinga, jogo melhor que vocês tudo junto!!!”
Daí o técnico do Itapemirim acabou esgotando a paciência e gritou para o tio bira: “Ai pinguço!!! Já que voce é tão bom, vem provar!!!” daí o tio Bira respondeu sem pestanejar “-eu vou mesmo”.
Tio Bira desceu ate o gramado e discutiu mais um pouco com o técnico, colocou uma camisa (que ficou apertada
) e entrou no campo para jogar, quando o tio Bira entrou no em campo, o estádio todo gritou “aaeee... Bira, Bira, Bira, Bira...”.
Quando o jogo finalmente recomeçou, com o tio Bira de atacante, o jogo finalmente começou a ter emoção, na primeira vez que o tio Bira pegou na bola, ele acabou fazendo o passe do primeiro gol da partida, logo depois numa jogada incrível, o tio Bira driblou dois jogadores e fez um gol. No segundo tempo o tio Bira continuou mostrando que ele sabia jogar, logo no começo do segundo tempo ele deu um chapeuzinho no zagueiro e deu um baita chute de fora da área, pena que a bola bateu na trave mas foi o suficiente para erguer a torcida. E assim nesse pique o jogo terminou, com direito a três gols do tio Bira, depois desse dia, o tio Bira que já era conhecido na cidade, acabou virado atração de nossa cidade, o tio Bira também acabou ganhando a vaga de técnico do Itapemirim, e como técnico do Itapemirim o tio Bira foi motivo para muitas bagunças, mas essas bagunças já pertencem a outras historias...


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Dominando a fera (A historia de maria cavetão)


Maria Cavetão, era uma moça que estudou no meu colégio por um tempo, nesse tempo que ela fico no colégio (por volta de dois anos), ela foi o motivo de muitos causos que aconteceram naquele colégio e também ela foi o motivo principal de muitas rodas de conversa tanto de meninos quanto de meninas. Alem de ser a mais velha do colégio (23 aninhos) ela também era considerada a mais bonita do colégio, por onde ela passava a mulecada ficava babando, porem não era apenas os muleques que admiravam a beleza dela, ela era tão bonita que ate mesmo as outras moças do colégio a elogiavam (coisa muito difícil de acontecer entre mulheres!!!). No entanto, tanta beleza assim tinha que ter um defeito, e o defeito dela era o “gênio forte” que ela tinha, ela não tinha apenas a aparência de mal( cabelos negros, olhos penetrante, jaqueta de couro e botas pretas), ela era mal mesmo, tanto que ela ganhou esse sobre nome “Cavetão”, esse apelido foi dado por ela andar sempre com um baita canivete no bolso. Ela sempre usou o canivete nos meninos que se meteram a besta de darem em cima dela, e ela só poupava aqueles que ela ia com a cara ou que ela gostasse da cantada, no entanto quando ela não gostava da cantada ou que ela achava o cara um Zé-roela (o que quase sempre acontecia) ela tacava a porrada em cima do cara, oque era muito fácil já que ela era faixa preta no caratê, sabia muito bem judô e tava treinando boxe, e se por algum acaso o cara continuasse insistindo ou abusasse da sorte passando a mão nela, ela acabava usando o canivetão no cara, quando ela tirava o canivete para fora uns sempre saiam correndo, outro ficavam e saiam furados ou arranhados e teve um que foi até capado (quem mando chamar a fera de piranha, neh?)!!!
Quando eu ouvi a lenda da Maria Cavetão pela primeira vez eu não acreditei muito não, sempre diziam para mim que “se ela gostasse da cantada que um garoto aplicava nela, ela arrancava os documentos do cara com o canivete” e eu nunca acreditei ate o dia que eu via ela batendo num cara e no outro ela cortando outro rapas com o canivete. Por ter o receio de perder os meus badalos e por outros motivos eu não ousava olhar para ela ou muito menos chegar perto dela, eu me acostumei a ficar na minha, também eu era o único a seguir essa linha de raciocínio, apesar do perigo uns eram tão aficionados na mulher, que se arriscavam para tentar uma chance com ela, mas nenhum nunca conseguiu.
Um belo dia estava eu conversando com uns colegas de sala, quando a Maria Cavetão passou ao nosso lado olhando para nos, quando ela chegou mais perto eu notei que ela tava olhando não para o grupo e sim para mim, no mesmo estante eu congelei e não consegui me mexer, depois que ela passou um daqueles que estavam no grupo disse: “- cara você viu? A Maria Cavetão tava olhando para mim!!!” e logo outro respondeu “- que para você nada, ela tava olhando era para mim mesmo! Ou você acha que ela vai olhar para uma lumbriga desmunguelada como você?”, e assim começou uma disputa para decidir a pessoa que a Maria tava olhando, o único que ficou fora dessa disputa fui eu, torcendo para que estivesse enganado. No outro dia eu estava andando por um dos corredores do colégio bem tranqüilo, quando eu avisto a Maria vindo na minha frente, como ela tava vindo pelo lado direito, eu fui para o lado esquerdo, nesse momento ela também foi para o lado esquerdo, daí eu fui para a direita e ela foi para a direita também, por fim acabei dando de cara com ela, fuça com fuça, mesmo que eu tentasse desviar para passar pelo corredor, ela me acabava me cercando, caçado de tentar desviar dela, parei no meio do corredor, na frente dela olhei para os olhos dela e pensei: “bom eu passo por ela forçado e corro o risco de ser capado ou eu dou a meia volta e saio ileso? Afinal eu sou um homem ou um cagão??? Bom é melhor se um capado inteiro do que um homem sem um pedaço, e também tecnicamente se eu perder esse pedaço eu vou deixar de ser um homem inteiro!!!”, depois de pensar logicamente, eu dei uma ultima olhada nos olhos dela, dei meia volta e voltei por onde eu tinha vindo, porem mais tarde, quando estava comendo um lanche na cantina do colégio, eu me assusto ao ver a Maria se sentar ao meu lado no balcão, por um tempo fiquei acompanhando oque ela fazia pelo reflexo do espelho que cobria grande parte da parede de toda a cantina (essa idéia de colocar espelho por todo lado no colégio foi idéia do fresco do diretor Fred, ele dizia que era para trazer boas energias para os alunos, mas ele logo mudou de idéia quando em uma briga entre vários alunos, um deles decidiu quebrar o espelho e o transformar em arma, mas essa já é uma outra historia que um outro dia eu conto!!!), no começo pensei que ela estava ali só para comer mesmo, no entanto numa distração minha ela pegou e enfiou o dedo inteiro no meu sanduíche e falou para mim “come agora!!”, resolvi ficar quieto, paguei a tia da cantina e antes de poder sair dali, Maria me chamou com um “pisiu”, olhei para ela e vi ela tirando o canivete do bolso, o abriu e mostrou ele para mim, fiquei paralisado me cagando de medo mesmo, mas continuei olhando para ela, daí ela deu um sorriso de canto e para meu desespero ela trouxe o canivete bem devagar para perto de mim e o passou perto de meu pescoço, tão perto que deu ate para sentir o frio do aço em minha pele. Depois que cheguei em casa e fui ao meu quarto e passei a noite inteira pensando o que eu tinha feito para deixar a mulher nervosa, e por mais que pensasse, eu não encontrava nenhum motivo para eu ter enraivado a fera.
Você deve estar se perguntado “bate nos colegas ,entra no colégio armada e fere os alunos e mesmo assim ela nunca foi expulsa??? Ou banida do colégio???” bem vou responder sua curiosidade com apenas três palavras “ filha do diretor”!!! e por ser filha do diretor, ela recebeu no Maximo uma suspensão de dois dias, e por ser filha do diretor ela não tinha receio de fazer tudo aquilo que ela fazia, e por incrível que pareça o pai dela apoiava ela!
No estilo gato e rato, foi passando o tempo e a minha paciência, por mais que eu tentasse ficar longe dela ela sempre aparecia nos lugares que eu estava, e sempre arranjando um jeito de me irritar, no começo eu ate aturava e ficava quieto, mas depois que eu comecei a ficar irritado eu dei um “danesse” para a idéia de perder os meus bagos e comecei a encarar ela. Quando ela me cercava no corredor eu ia em frete, dava uma trombada nela e continuava o meu caminho e se ela enfiasse o dedo na minha comida eu dada um “danesse” para a higiene e continuava comendo etc...
Ate o dia que na cantina, ela se sentou no meu lado e começou a brincar com o canivete, por varias vezes ela passou aquela porcaria perto de mim, e quando ela ameaçou coloca-lo perto do meu pescoço, agarrei o braço dela, levantei e olhei bem na cara dela e disse: “- na próxima vez que você mostrar essa porcaria para mim, eu vou toma-la de você e enfiar na sua b****”. Ela me olhou com uma cara de brava (nessa hora cheguei a pensar que era o meu fim!!!) e disse “fico nervoso gatinho???”, e antes que eu pudesse dar o fora dali, ela me arrastou para um canto e começou a conversar comigo:
- qual é a sua, em gatinho?
- Como é?
- Você é o único nesse colégio que não fica babando por mim, você é o único que não me olha quando eu passo por perto, você não me da nenhuma cantada...
- E porque eu deveria babar por você???
- Por algum acaso você é gay?
- Gay não!!! Apenas odeio mulher egoísta e que se acha de mais!!!
Apesar de não estar aparentando, eu tava mesmo era me borrando de medo dela, já que nunca se pode prever os pensamentos de uma pessoa lesada da cabeça!!! No entanto eu não estava pronto para ouvir, aquilo que ela estava próxima a dizer. Depois de um tempo em silencio ela me olhou e disse “fica comigo gatinho!!!”, me surpreendi a ouvir aquilo, já que única coisa que eu pensava ate aquele momento era que ela tava afim de me matar, mas depois que eu em dei por mim, dois pensamentos invadiram a minha cabeça: “digo não para ela e saio correndo para longe dela e ganho fama de bunda mol, no entanto fico ileso ou digo sim, mostro a minha namorada nova para uns caras que eu não gosto, só para que eu possa me fazer de fodão para eles, e corro um grande risco de ser capado no futuro”. Depois de pensar racionalmente eu decidi encarar o risco de ficar com ela ( eu não iria perder essa oportunidade de me perfazer diante uns babacas por nada, mesmo que isso me custasse o meu bingolim ), mas antes de confirmar qualquer coisa eu decidi fazer um charminho:
- bom me deixa pesar um pouco... loca, arrogante, barraqueira, se acha e vive com um canivete no bolso, para o enfiar em qualquer pessoa em qualquer momento... bem eu acho não!!!
- Se preocupa não(disse ela) eu mudo as minhas atitudes e jogo o meu canivete fora!!!
Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ela me agarrou e me deu um beijo daqueles de cinema. Esse ultimo causo aconteceu na sexta feira, daí marquei de ver ela já no sábado, daí no sábado depois de muito conversar com ela, acabei descobrindo que ela era muito gente boa, aquilo tudo era mesmo apenas pose e que por debaixo de toda aquela fama, ela era apenas uma mulher comum. Gostei tanto da experiência que marquei de vê-la no dia seguinte. Na semana seguinte, quando eu fui a aula, praticamente eu fui recebido como um rei pela mulecada do colégio (coisa que nunca avia acontecido, eu já fui recebido de varias formas “com tomate, vaias, pontapés, ódio, revolta, pedradas...” porem nunca com admiração), essa admiração toda não era apenas por eu esta namorando uma mulher mais velha, o maior motivo de tanto alvoroço era mesmo por eu estar junto com a lendária e intocável “Maria cavetão”, por um tempo eu fiquei me achando o tal, mas depois de um tempo ( que demorou a passar ) eu voltei ao meu normal, e sempre que me perguntavam como eu consegui domar a fera, eu sempre respondia “ charme natural e um pouco de porrada!”(claro que eu não ia contar a historia real e sem graça, sendo que ate mesmo a Maria apoiava contava essa versão distorcida que eu inventei), mas o melhor mesmo foi ver a cara de burro com prisão de ventre que algumas pessoas, que viviam tirando sarro de mim, ficaram ao me ver com a lendária Maria Cavetão.

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Carequinha


A minha prima Isabela, tinha o sonho de fazer uma tal de “escova progressiva” no cabelo dela, apesar do cabelo dela ser liso ela o queria mais liso ainda, por mais que as pessoas falassem para ela que o cabelo dela já era liso, ela dizia o sonho dela era ter cabelos de índio, quando esse causo aconteceu a escova progressiva tinha acabado de surgir e por isso era meio cara (meio não, inteiramente cara), e por ser cara,minha prima teve que ficar dias e mais dias enchendo os bagos do pai a da mãe dela, para que pudesse ganhar aquela maldita escova. Pouco antes de fazer aniversario a minha prima acabou convencendo os pais dela de pagar a escova para ela, seria como um presente de aniversario para a Isabela, toda empolgada logo ela marcou com a cabeleireira para a semana que vem a escova definitiva.
No dia marcado ela inventou de me arrastar junto para o cabeleireiro:
- Vamos comigo João!!! Por favor!!!!
- Mas por que eu?
- Porque você era oque mais dizia que eu não precisava de alisar meu cabelo!!! Eu quero que você veja a minha transformação!!! Daí você já aproveita e me da uma carona no seu carro ate o cabeleireiro!!!
- Mas não precisa mesmo!!! Já é liso!!! E eu não vou não, eu sei que vai ficar do mesmo jeito, já que seu cabelo já é liso!!!
- Seguinte!!! Se você não for, eu ter vou mostrar aquela foto constrangedora sua, que eu tirei na páscoa!!!
Depois de apelar a chantagem baixa, ela acabou me convencendo a ir acompanhar ela (na verdade eu acho que ela tava afim mesmo de pegar uma carona no meu carro). Emburrado eu levei ela para o cabeleireiro, no entanto ela estava toda entusiasmada, tanto que quando ela chegou na cabeleireira dela, ela foi logo sentando na cadeira, sem se importar se havia alguém na frente dela, já eu sentei num canto e fiquei folhando umas revistas velhas de corte de cabelo.
A cabeleireira veio lavo o cabelo da Isabela, depois ela passo monte de porcaria na cabeça da Isabela, mexeu, mexeu e mexeu mais um pouco, e deixou lá, daí ela voltou e mexeu, mexeu, mexeu e disse para que a Isabela deixasse aquilo fazer efeito e foi fazer outras tarefas. Depois de um tempo eu comecei a perceber uma certa fumassinha saindo da cabeça dela, achei aquilo estranho e perguntei:
- Isabela tem certeza que esse negocio é seguro? Ta saindo uma fumaça da sua cabeça!!!
- Claro bobão que isso é seguro, isso deve ser normal!!!
“Bom ela sabe o que ela esta fazendo”(pensei comigo mesmo), e voltei a ver as revista velhas e esbagaçadas, quando eu terminei de ver as revistas velhas e esbagaçadas, eu dei uma olhada na Isabela, daí eu reparei numa coisinha bem peculiar e estranha, uma pequena careca atrás da cabeça dela, “engraçado não sabia que ela tinha um furo no meio do cabelo dela, bom eu acho que eu vou ate o carro, pegar a minha maquina fotográfica e vou tirar uma foto da carequinha dela, para depois tirar com a cara dela”(pensei comigo mesmo). Fui ate o carro, peguei a minha maquina fotográfica, voltei e tirei escondido uma foto da carequinha dela, só que eu percebi que a carequinha dela estava maior, achei aquilo muito estranho e continuei olhando para ela, derrepente eu me assustei ao ver um tufo de cabelo cair da cabeça dela, olhei assustado para o chão e vi mais um par de tufo de cabelo, vendo aquilo eu falei para ela:
- Isabela seu cabelo ta caindo!!
- Eeeerrrr cabelo não cai assim do nada!!!
- Mas o seu ta caindo do nada!!! Olha atrás de você tem, uns par de tufo de cabelo seu no chão!!!!
Ela virou para trás olhou para o chão e viu os tufos de cabelo dela caídos no chão, depois ela pego no cabelo que ainda estava na cabeça dela e puxou, daí saiu um monte de cabelo na mão dela, logo depois a Isabela começou a gritar igual a uma doida:
- socorrrroooooo o meu cabelo ta caindo, tirem essa porcarias de meu cabelo antes que todo ele caia, rápido lavem o meu cabelo!!!
Daí foi aquela correria dentro do salão para lavar o cabelo dela, foi o maior corre corre entre todas as cabeleireiras. Depois que terminaram de lavar o cabelo dela eu me assustei com o resultado, e antes de olhar para o espelho a Isabela me perguntou:
- E ai como eu estou???
- (daí eu dei a única resposta que alguém poderia dar para ela) olha! Eh! Bem! você esta careca!!!!
Quando ela se olhou no espelho e viu aquela baita careca, a muié ficou loca, ela pegou um tesoura e grito “eu vou acaba com o seu cabelo como você acabou com o meu sua vag*****” quando ela avançou para cima da mulher, eu logo a segurei e tirei a tesoura da mão dela antes que ela fizesse uma besteira, enquanto eu a segurava, ela gritava quenem uma condenada “sua ordinaria, corna, lazarente, put*, vag***”, derrepente ela escapou de mim e praticamente voou na cabeleireira, daí ela agarrou nos cabelos da cabeleireira e a cabeleireira acabou agarrando nos poucos tufos de cabelos que sobraram na Isabela, foi um trabalho desgramado para desgruda-las, mas com um pouco de jeito e mais uns tufos de cabelos que a cabeleireira arrancou, eu a mais duas funcionarias separamos as duas.
Tive que ter muita paciência para convencer a Isabela a voltar para casa, mas com um pouco de jeito, acabei levando ela de volta para a casa dela, antes de coloca-la no carro, eu coloquei o meu boné na cabeça dela por dois motivos, primeiro para deixa-la mais confortável e o segundo era que se eu não tivesse tampado a cabeça careca dela, eu ia acabar tendo um ataque de risos, já que ela tava parecendo o Homer Simpson com aqueles poucos tufos de cabelo na cabeça. A parte mais difícil dessa tragédia, foi ao chegamos na casa dela e a mãe dela perguntou “dexa eu ver seu lindo cabelo minha filha!!!”, daí a Isabela desabou no choro e foi correndo para o quarto dela, “- moleque danado!!!! O que você fez para ela???”(perguntou minha tia). Deu um trabalho enorme fazer a tia Leoni ficar quieta, para que eu pudesse explicar para ela o acontecido, quando eu consegui explicar o que havia acontecido, tia entrou em desespero e foi chorar junto com a Isabela no quarto, as duas só pararam de chorar quando o meu tio chegou do trabalho.
Apesar do trauma que a Isabela passou, já no outro dia ela já estava disposta de novo e desfilando com o eu novo corte de cabelo estilo “Ronaldinho”. No dia do aniversario dela, todos tiveram a idéia de trazer o mesmo presente para ela, apesar de ser de vários estilos, o presente era sempre o mesmo PERUCAS, depois desse dia ela fico com mais de 15 perucas para que ela pudesse esconder a carequinha dela ate que o cabelo dela crescesse de novo.

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Velha berradora


Tinha um senhora, que logo que se mudou para meu condomínio ganhou o singelo apelido de “velha berradora”, também ela fazia por merecer, ela falava tão alto que dava para escutar ela lá onde Judas perdeu as meias ( bem depois que ele perdeu as botas), as vezes era irônico, principalmente quando ela chorava ou ria, no dava para distinguir o choro dela da risada dela, isso porque quando ela tava rindo parecia que ela estava chorando, e quando ela estava chorando parecia que ela estava rindo.
Minha mãe (a sindica) começou a receber constantemente reclamações dos moradores do condomínio desde que a velha berradora se mudou para o condomínio, dizia-se que ate mesmo as pessoa que moravam em no outro lado do condomínio conseguiam ouvir a velha, a maioria das reclamações era que alem ouvir a velha de dia, muitas vezes eles tinham que ouvi-la de noite, minha mãe como sindica teve que fazer a única coisa que estava ao alcance dela naquele momento, foi falar com a bendita velha.
- O que a senhora sindica quer em meu apartamento?(disse a veia)
- Dona Josicleisa (como se chamava a maledeta), eu vim lhe entregar essa advertência ...
- Como é? (logo interrompeu a velha) advertência? Por que? Eu não fiz nada de errado?
- Senhora!!! Eu venho recebendo reclamações de seus vizinhos a vários dias, eles estão reclamando excesso de sua voz, não só durante o dia como também a noite.
- Mas tudo isso, só porque eu falo um “pouco” alto? (dizia a velha gritando) Isso é uma sacanagem, mais sacanagem é a senhora sindica besta, vir me incomodar por causa dessa besteira!
- Besteira?????(minha mãe fico nervosa e começou um belo barraco) besteira não!!! primeiro porque a senhora não fala um pouco alto e sim berra, berra tão alto que da para ouvir seus berros lá do outro lado do condomínio!!!
- E como a senhora sabe que eu berro tão alto assim?
- Simples!!! Porque eu moro no bloco 7, que fica lá do outro lado do condomínio, e ainda assim eu consigo escutar a senhora!!! E se a senhora não berrasse, as crianças não teriam colocado o apelido de “velha berradora” na senhora!!!!!
- VEIA BERRADORA!!! Saia daqui sua sindica lazarenta!!! E berradora é a sua mãe!!!!
Após esse dia o condomínio viro um campo de guerra, era o conjunto inteiro contra a veia berradora, minha mãe, no papel de sindica, vivia mandando multa para a veia, já a veia por sua vez, rasgava a multas e jogava pela a janela. Ate teve uns vizinhos que resolveram se manifestar, um dia eles colocaram uma faixa bem grande na portaria do condomínio que dizia “ CALA A BOCA VEIA!!!”, no outro dia foi a vez da veia berradora que decidiu se manifestar tambem, ela colocou uma faixa na portaria se continha a seguinte frase “ VEM FAZER EU CALAR!!!”. Um tempo depois que começou toda essa briga, eu acabei encontrando a empregada dela (´por acaso ela era uma moça bem bonita ) lendo um livro no bosque, decidi ir falar com ela (vai que rolava alguma coisa). Daí papo vai papo vem, e acabamos, não sei como, falando sobre a veia, quando a moça começou a falar da veia, o rosto dela fechou e da boca dela só surgiu reclamações:
- to cansada de ouvir aquela veia gritar no meu ouvido, também to cansada de ter que ficar obedecendo as ordens idiotas que aquela veia da, to cansada de ter que ouvir aquela veia dar sempre as mesmas ordens: “ Keila pega minha roupa que eu to saindo do banho”, “Keila trás uma toalha que eu esqueci de pegar uma”, “ Keila vem mudar de canal para mim”, “Keila cadê o meu remédio”, “Keila onde eu coloquei a minha agulha de tricô”, “Keila ta na hora de aplicar o supositório”,”Keila vem fazer mingau”...
Conversado mais um pouco com ela acabei descobrindo, que a velha morria de medo de rato, era a coisa que ela mais temia na vida era rato. Quando terminei de conversar com ela, eu fui e contei para minha mãe que a velha morria de medo de rato, por sua vez a minha mãe espalhou a historia para todo o condomínio. Mas não deu outra, passou uns dias e a velha encontrou um pacote de presente na porta da casa dela, toda animada ela foi e abriu o pacote, para azar dela, a caixa estava repletamente cheia de ratos de esgoto. Quando ela viu aquele monte de rato ela começou a gritar, gritar como nunca, a coitada entrou em um desespero tão grande que acabou pulando pela janela, só que havia um pequeno detalhe, ela morava no 5° andar. Eu não sei como mas por sorte dela, ela caiu em uma arvore que ficava ao lado da janela que ela pulou, algumas pessoas que viram ela caindo, dizem que ela fez uma curva no ar e foi direto para a arvore (e toda essa bagunça foi a inspiração para uma musica que a criançada do condomínio inventou: “a veia berradora tinha medo de rato, então por isso, alguém mandou uma caixa cheia de ratos, para dar um belo susto na veia, porem a veia tinha muito medo mesmo, e de tanto medo pulou pela janela, foi uma queda de cinco, mas a veia astuciosa mente fez uma curva no ar, e em cima de uma arvore ela caiu... mas oque será que aconteceu?, milagre, a cobra crio asa!!!, milagre, a cobra crio asa!!! apesar de toda estrepada a veia viveu, viveu o suficiente para rouba meu presente de natal!!!!”). ela saiu estrepada mesmo, uma perna quebrada, lesão no pescoço, e vários hematomas por todo o corpo, já a parte da musica que se refere a ela ter roubado os nossos presentes de natal, se deve ao fato de que todos os moradores tiveram que pagar uma gorada indenização para a veia, e isso foi bem no natal, mas apesar de tudo, a veia acabou indo embora e deixando o condomínio sossegado de novo.

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O gato possuido


Minha tia tinha um gato preto chamado Geremias, esse gato era o xodó dela, as vezes parecia que ela gostava mais do gato de que dos seus próprios filhos ou ate de si mesma. Um dia desses ela teve que dar uma saída e deixou eu e meu primo cuidando do gato. Na primeira hora e meia cuidamos bem do gato, no entanto ficamos intediados e para compensar o tédio nos começamos a brincar com o gato.
Jogávamos o gato deitado de diversas alturas em cima de um colchão para ver se ele caia de pé, depois pegamos o aspirador e aspiramos todo o gato, o engraçado é que quando o cano do aspirador encostava no gato, o aspirador chupava as pelancas do gato e o deixava parecido com o Sméagol do senhor dos anéis. Fizemos varias coisas com o gato, mas o mais legal foi quando fomos ate um pet que ficava ali perto compramos erva-do-gato e demos para o Geremias, para quem não sabe erva-do-gato é como uma maconha dos felinos, eles a comem e ficam doidões. Depois de um tempo, que o gato havia comido a ver, a ele ficou completamente doido, ele ficava correndo atrás do rabo que nem um doido, depois ele saia andando sem rumo (todo tonto) e só parava quando batia com a cabeça em algum lugar, mas o mais engraçado era que o gato miava como se estivesse bêbado. Ficamos vendo aquele gato fazendo loucuras e esquecemos de olhar no relógio, e quando menos esperávamos a tia voltou, quando ela viu o gato naquele estado ela entrou em desespero:
- O que e que vocês fizeram com o pobre gatinho? Seus malandros!!!
- Nada mãe (respondeu meu primo), ele ficou assim derrepente!!!
- É tia, de uma hora para outra ele ficou assim, grogue, talvez seje algo que ele comeu!!!
Por incrível que pareça ela acreditou naquela historia (afinal não estávamos mentindo, foi algo que ele comeu que o deixou assim, apenas omitimos alguns fatos) e levou o gato correndo para o veterinário. Depois de duas horas ela voltou em Companhia do padre, ela disse que o veterinário não achou nada e por isso na volta ela passou na igreja e trouxe um padre para benzer o gato. Enquanto o padre estava benzendo o gato e a casa, começou a chegar um monte de gente que veio ver o gato possuído, (pelo jeito quando ela levou o gato para o veterinário ela foi contando para todo mundo no caminho o que havia acontecido com o gato). Depois que o padre terminou de benzer o gato ele foi embora e depois dele veio um pastor, trazido por uma vizinha, que dizia que o gato estava endemoniado e encarnado e por duas horas ele tentou tirar os capetas do gato, mas nada adiantou e ele foi embora.
Eram dez horas da noite, a casa estava cheia de gente para ver o gato, todos davam palpite para ajudar o gato, ate que uma vizinha disse o seguinte:
- para esse gato melhorar você tem que tirar as pessoas daqui, ar leite morno para esse gato e fazer ele dormir, que amanha ele ta bom. E foi isso que a minha tia fez e deu certo, no outro dia o gato estava normal de novo (claro passo o efeito da erva) e depois dessa confusão nos nunca mais demos erva de gato para o Geremias.

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Historia do elevador


Estava no apartamento do Carlos fazendo um trabalho de escola, estávamos fazendo uma maquete de isopor, ate quando a matéria (o isopor ) prima acabou, daí decidimos ir ate a lojinha da esquina para comprar mais isopor para acabar a maquete, fomos ao elevador e esperamos ele chegar em nosso andar (que era o 15°), entramos no elevador e descemos ate 12° andar onde ele parou, quando a porta se abriu, nos percebemos que havíamos nos metido numa furada já que o Dug entrou no elevador. Não que a gente tivéssemos algo contra ele, mas era que o cara era bem tontão, dizem que ele ficou assim depois de ingerir todo tipo de droga por mais de cinco anos, ele estava num estado tão deplorável que ele nem conseguia amarrar os cardaços do sapado, mas esse não era o problema, o problema era que ele enchia muito o saco com brincadeiras bestas e retardadas, com as piadas sem graças que ele contava e com os famosos abraços de urso que ele costumava dar nas pessoas (e como ele não era um amante do banho, os abraços dele deixavam as pessoas meio desconfortáveis). Ele entrou no elevador, olhou para nos e disse apenas “oi pro seis!!!!”, as portas se fecharam e o elevador começou a descer, daí entre o 7° e o 6° andar o elevador deu um grande estrondo e parou, assim do nada(era a segunda vez só naquela semana que ele tinha quebrado), sem muito oque fazer nos apertamos os botões de emergência do elevador e ficamos esperando ajuda. Foi passando o tempo e ninguém falava nada (eu e Carlos estávamos com medo de que o Dug se soltasse e começasse a fazer as suas brincadeiras sem graça), um olhava apenas para a cara do outro, depois de quase uma hora o Dug resolveu quebrar o gelo com um piada:
- vocês sabem o que aconteceu com o pintinho que não tinha cu????
- Não!!! Oque aconteceu?
- Ele soltou um pum e explodiu!!!! Hahahauuuhahauha!!!!!
Depois que ele contou a primeira piada sem graça ele não parou mais, foi a piada dos argentinos no Uruguai, depois a piada da Mônica e do Cebolinha, a do pontinho roxo em cima da baleia etc...
Passado um tempo, ele cansou de contar piada e ficou quietinho num canto, demos graças a Deus que ele tinha ficado quietinho, ate que escutamos um barulho muito alto de peido, mas não foi qualquer barulho, foi o mais alto e mais nojento que eu já tinha ouvido em minha vida, era uma mistura de calça rasgando com o barulho de escapamento de carro velho, mas o pior foi o cheiro que infestou aquele elevador, foi a coisa mais fedida que eu já senti em minha vida e para piorar os meus olhos começaram a arder com aquele gás que infestou o elevador, sinceramente eu estava prestes pular na garganta do Carlos para esgana-lo já que ele que tinha esse costume porco de fazer essas coisas em publico, mas eu só não fiz isso porque o Dug gritou muito alto:
- FUI EUUUU!!!! HAHAAHUUUAAUHUAAAA!!!! FUI EU QUE PEIDEI HAHAHAUAAAA!!!!!
- (com um olhar de fúria eu olhei para ele e disse) seu porco!!! sua mãe não te deu educação seu porco, tem que chamar alguém para levar sua alma porque seu corpo já ta podre...
- heheheeee você é engraçado haahahaha, eu to podre hahahaahahaha, mas ainda bem que vocês estão aqui de testemunha que eu soltei um super peido hahauhauhau.
Daí ligamos o exaustor do elevador e por um grande alivio, aquele cheiro ruim passou, foi quando o dug falou “ que pena que passou”, daí o Carlos sendo sarcástico disse:
- É verdade neh!!! que pena!!!!
- Mas não tem problema eu faço outro!!!!
- Seu filho da mãe!!! se você saltar outra coisa dessa eu infio esse elevador em sua bun***(gritou o Carlos)
- Se você não queria que eu peidasse era só pedir, agora que eu vou fazer questão de peidar mesmo.
Por mais incrível que pareça, o cara conseguiu soltar outro mais barulhento e mais fedido do que o anterior, esse foi tão forte que nem o exaustor de conta daquele fedor, mas o pior mesmo foi o ardor que eu senti em meus olhos, parecia que alguém estava esfregando pimenta em meus olhos. Depois daquela demonstração de falta de educação do Dug, Carlos e eu decidimos arranjar um jeito de sair logo daquele elevador antes que o Dug ficasse inspirado a soltar outro daqueles, procuramos por todo o elevador para achar uma saída e ate tentamos abrir a porta para mas ela nem se mexeu, a única maneira que encontramos de sair dali foi pelo alçapão do elevador, o Carlos fez escadinha e me levantou para que eu pudesse abrir o alçapão, depois que consegui abrir o alçapão eu passei pelo alçapão e fiquei na parte de cima do elevador, depois eu dei a mão para o Carlos e o ajudei a subir em cima do elevador, aquele lugar era meio assustador e sujo mas era melhor do que ficar dentro do elevador com aquele peidorrero, daí nos pegamos e com muito esforço abrimos a porta de acesso ao 7º andar, quando estávamos prestes a sair o Dug gritou de la de dentro:
- “ eu também quero irrrr!!!!”
- não Dug você vai ficar com a parte mais importante, você vai ficar e cuidar do elevador enquanto a gente vai buscar ajuda!!!!(respondeu o Carlos)
- a parte mais importante???? Ah então eu fico ahahahah!!!! Deixamos o pobre coitado lá e descemos pela escada ate o térreo, falamos com o seu Valdir (o porteiro) que não tinha reparado que a luz de socorro do elevador estava acesa, daí ele pediu desculpa pela distração e disse que ele já iria ligar para os técnicos virem e tirarem o pobre coitado do Dug do elevador. Nos sem nada para fazer fomos ate a lojinha da esquina, compramos o material necessário para terminar o trabalho, voltamos para a casa do Carlos e terminamos o trabalho. Quando eu fiquei sabendo que o Dug ficou mais de cinco horas trancado depois que a gente saiu, ate fiquei com pena dele mas depois que eu o encontrei no dia seguinte e escutar oque ele disse “- que pena que vocês não ficaram lá, vocês perderam cada rojão que eu soltei, uns eram ate dignos de ir para o livro dos recordes”, a pena que eu estava sentindo dele logo passou!

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